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- Comptes de charges

Dans le document Avis 50.101 du 12 mars 2013 (Page 43-58)

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Classe 6 - Comptes de charges

As informações reveladas na literatura sugerem que na prática clínica não há o cumprimento da Resolução dos Direitos da Criança e do Adolescente Hospitalizado, publicada no Diário Oficial da União em outubro de 1995, que assegura em seu item 7: “...o direito a não sentir dor, quando haja meios para evitá-la”60.

Infelizmente se sabe que, ainda hoje, apesar dessa garantia legal e principalmente, por ser o alívio da dor um dos princípios básicos da medicina, além de envolver questões éticas e humanitárias, a analgesia não é uma prática rotineira em unidades de terapia intensiva neonatal, apesar de estarem disponíveis atualmente vários guias práticos e consensos a respeito do manejo da dor no neonato de risco.

Portanto, faz-se necessário unir esforços no sentido de corrigir as atuais falhas na assistência intensiva neonatal, através de novas pesquisas sobre o tema, incluindo drogas mais seguras, introdução no currículo formal de disciplinas relativas a estratégias para promover o bem estar do paciente (ao invés da atual doutrina que visa basicamente à cura de patologias), organização dos serviços no sentido da detecção das falhas na assistência e do estabelecimento de rotinas específicas sobre o manejo da dor no recém-nascido, além da atualização e sensibilização dos profissionais envolvidos nos cuidados aos neonatos.

Aymar, Carmen Lúcia Guimarães de M a n e j o d a d o r e u s o d e a n a l g e s i a s i s t ê m i c a e m n e o n a t o l o g i a .

Revisão da Literatura 39

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2.6 Referências

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Aymar, Carmen Lúcia Guimarães de M a n e j o d a d o r e u s o d e a n a l g e s i a s i s t ê m i c a e m n e o n a t o l o g i a .

Revisão da Literatura 40

40 Paulo (SP): Biblioteca Central Escola Paulista de Medicina EPM/UNIFESP Universidade Federal de São Paulo; 2001

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Aymar, Carmen Lúcia Guimarães de M a n e j o d a d o r e u s o d e a n a l g e s i a s i s t ê m i c a e m n e o n a t o l o g i a .

Revisão da Literatura 41

41 28. Peters JWB, Schouw R, Anand KJS, van Dijk M, Duivenvoorden HJ, Tibboel D.

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32. Stevens B, McGrath P, Gibbins S, Beyene J, Breau L, Camfield C, et al. Procedural pain in newborns at risk for neurologic impairment. Pain. 2003; 105: 27-35.

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37. Silva YP e, Gomez RS, Máximo TA, Silva ACS. Avaliação da Dor em Neonatologia. Rev Bras Anestesiol. 2007; 57(5):565-74.

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39. Guinsburg R, Almeida MF, Araujo PC, Shinzato AR, Kopelman BI. Reliability of two behavioral tools to assess pain in preterm neonates. Sao Paulo Med J. 2003; 121(2):72-6.

Aymar, Carmen Lúcia Guimarães de M a n e j o d a d o r e u s o d e a n a l g e s i a s i s t ê m i c a e m n e o n a t o l o g i a .

Revisão da Literatura 42

42 Kaopinpruck J, et al. A comparison of postoperative pain scales in neonates. Br J Anaesth. 2006; 97(4):540-4.

41. Grunau RE, Oberlander T, Holsti L, Whitfield MF. Bedside application of the Neonatal Facial Coding System in pain assessment of premature neonates. Pain. 1998; (76):277-86.

42. AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS-Committee on Fetus and newborn/Committee on drugs/Section on Anesthesiology/Section on Surgery, CANADIAN PAEDIATRIC SOCIETY-Fetus and Newborn Committee. Prevention and management of Pain and Stress in the Neonate. Pediatrics. 2000; 105(2):454-61.

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measurement score. Initial testing of validity and reliability. Paediatr Anaesth, 1995; 5:53-61.

49. Lago P, Guadagni AM, Merazzi D, Ancora G, Bellieni CV, Cavazza A. Pain management in the neonatal intensive care unit: a national survey in Italy. Paediatr Anaesth. 2005; (15):925-31.

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51. Hall RW, Kronsberg SS, Barton BA, Kaiser JR, Anand KJS. Morphine, Hypotension, and adverse Outcomes Among Preterm Neonates: Who's to Blame? Secondary Results From the NEOPAIN Trial. Pediatrics. 2005; 115(5):1351-9. 52. Anand KJS, Hall RW, Desai N, Shephard B, Bergqvist LL, Young TE, et al.

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Aymar, Carmen Lúcia Guimarães de M a n e j o d a d o r e u s o d e a n a l g e s i a s i s t ê m i c a e m n e o n a t o l o g i a .

Revisão da Literatura 43

43 54. Suresh S, Anand KJ. Opioid tolerance in neonates: a state-of-the-art review.

Paediatr Anaesth. 2001; 11(5):511-21.

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Aymar, Carmen Lúcia Guimarães de M a n e j o d a d o r e u s o d e a n a l g e s i a s i s t ê m i c a e m n e o n a t o l o g i a .

Artigo Original 45

3 – Utilização de analgésicos sistêmicos em

Unidades de Terapia Intensiva Neonatal na

cidade do Recife

Resumo

Objetivo: Avaliar o manejo da dor em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal na cidade do Recife. Método: estudo quantitativo, transversal, retrospectivo, com componente analítico, realizado através da análise de informações contidas nos prontuários de recém-nascidos internados em sete unidades de terapia intensiva neonatal que obtiveram alta no período de janeiro a junho de 2006 e foram submetidos a situações e/ou procedimentos potencialmente dolorosos. Resultados: Apenas dois serviços tinham normas e rotinas escritas sobre o manejo da dor do recém-nascido. Nos 300 prontuários analisados, foi encontrada a utilização de escalas para avaliação da dor em 02 pacientes. Observou-se uma escassa utilização de analgesia sistêmica para todos os procedimentos analisados, tendo sido administrado analgésico em apenas metade dos pacientes submetidos à drenagem torácica, menos de 50% dos pacientes durante o período pós-operatório e cerca de 15% dos pacientes em ventilação mecânica invasiva. Não houve diferença entre os serviços públicos e privados, com relação ao uso de opióides. A analgesia sistêmica foi menos administrada para crianças de menor peso ao nascer (p=0,002). Foi observado o dobro da freqüência do uso de opióides para os recém-nascidos a termo quando comparado com os prematuros, contudo, essa diferença não foi estatisticamente significante. Entre as crianças que faleceram, o uso de analgésicos foi maior naquelas que tiveram tempo de sobrevida ≥28 dias (p=0,033). Conclusão: A dor do neonato de risco não está sendo adequadamente avaliada e tratada, independentemente do tipo de serviço em que o paciente esteja internado, sendo necessárias intervenções junto às equipes para reverter a situação encontrada.

Aymar, Carmen Lúcia Guimarães de M a n e j o d a d o r e u s o d e a n a l g e s i a s i s t ê m i c a e m n e o n a t o l o g i a .

Artigo Original 46

Abstract

Objective: Assess pain management in neonatal intensive care units in the city of Recife (Brazil). Method: A retrospective, cross-sectional quantitative study with an analytical component was carried out, analyzing information on the medical charts of newborns hospitalized in seven neonatal intensive care units who were discharged between January and June 2006 and had been submitted to potentially painful situations and/or procedures. Results: Only two of the services had written norms and routines regarding pain management in newborns. On the 300 medical charts analyzed, the use of pain assessment scales was found for just two patients. There was little use of systemic analgesics for all the procedures analyzed. Analgesics were administered in just half of the patients submitted to thoracic drainage, less than 50% of patients during the post-operative period and about 15% of the babies on invasive mechanical ventilation. No differences were observed between the public and private services investigated with regard to the use of opioids. Systemic analgesia was administered less to newborns with lower birth weights (p=0.002). The frequency of opioid use for full- term newborns was twice as high as for premature newborns, but this difference was not statistically significant. Among the children who died, the use of analgesics was higher among those who had a survival time of ≥28 days (p=0.033). Conclusion: Pain in newborns at risk is not being adequately assessed and treated, regardless of the type of service in which the patient is hospitalized. Inventions directed at neonatal healthcare teams are needed in order to remedy this situation.

Aymar, Carmen Lúcia Guimarães de M a n e j o d a d o r e u s o d e a n a l g e s i a s i s t ê m i c a e m n e o n a t o l o g i a .

Artigo Original 47

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