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Complications de l’arthroscopie du coude :

Dans le document LES FRACTURE-LUXATION DU COUDE (Page 142-146)

Matériels et méthodes

C. Etude radiologique :

3. Traitement arthroscopique des fractures du coude

3.4. Complications de l’arthroscopie du coude :

No que diz respeito ao desenvolvimento pessoal e bem-estar social verificamos, logo à partida, que existe uma ausência de indicadores de monitorização em termos de competências para a cidadania e em termos de responsabilização pela qualidade do meio ambiente.

Considerando que a comunidade internacional, cada vez se empenha mais na defesa da educação como pilar fundamental do Desenvolvimento Sustentável, no sentido de proporcionar às pessoas as capacidades necessárias para poderem abordar as questões do ambiente e do desenvolvimento, é notória a falta de indicadores que avaliem este tipo de competências. O discurso político- ideológico realça a necessidade de uma educação que deve abordar a dinâmica do desenvolvimento tanto na sua dimensão física e biológica, como

na sua dimensão socio-económica, e na sua dimensão humana e espiritual. Uma avaliação que não abarque estas dimensões dificilmente apresentará um diagnóstico correcto do rumo da educação em relação aos seus objectivos mais elementares.

A responsabilização pelo meio ambiente e pelos outros, e a consciência dos problemas e aspirações comuns, são pilares fundamentais para um modelo de desenvolvimento humano sustentável, que assegure não só o desenvolvimento das gerações presentes, como também o das gerações futuras.

Relacionado com esta questão, temos as competências para o exercício de uma cidadania informada e esclarecida que favoreça o desenvolvimento das potencialidades quer das sociedades quer dos indivíduos. A leitura dos dados leva-nos a afirmar que as instituições internacionais não reúnem indicadores que avaliem as competências de cidadania, como novas competências básicas para integrar nos currículos, aprendidas e mantidas ao longo da vida. As reflexões teóricas e os discursos políticos referem a importância da auto- construção da pessoa como um processo de livre desenvolvimento da personalidade humana. Sendo assim, a participação e a cidadania activa, no contexto actual, são essenciais para o desenvolvimento dos indivíduos e das sociedades, baseados em princípios de solidariedade e coesão social. A falta de indicadores de monitorização de cidadania no contexto educacional parece ser bastante relevante para compreendermos a visão das organizações internacionais face à educação e aos seus resultados. Preparar os jovens para serem cidadãos significa fornecer-lhes uma cultura cívica que favorece os princípios da democracia, da liberdade, da igualdade, e da participação no desenvolvimento das sociedades. Os sistemas de ensino e formação, no contexto actual, deverão estar orientados para promover a tolerância para com a diversidade o sensibilizar os professores, pais e restante comunidade educativa, da necessidade de desenvolver competências de cidadania nos alunos. No entanto, não encontramos grande preocupação, por parte das organizações internacionais, em avaliar este tipo de competências.

No que diz respeito à mobilidade e intercâmbios, derivados da crescente abertura das sociedades à comunidade mundial no sentido de uma cidadania mais alargada, originaram uma maior circulação de pessoas. No contexto educativo, a mobilidade de alunos, professores e formadores, favorece a aquisição de competências, aprendizagens e experiências, em outros contextos que não apenas os nacionais. Também pode favorecer a empregabilidade e a troca de saberes e aptidões. Pela análise que realizámos, parece-nos que esta questão ainda não atingiu igual importância para todas as organizações internacionais. Apenas a OCDE e a União Europeia definem indicadores para a monitorização da mobilidade e intercâmbio. A OCDE está mais centrada na mobilidade de estudantes no ensino terciário, enquanto que a União Europeia avalia não só a mobilidade em relação aos alunos, como também em relação aos professores. Em relação à União Europeia, devido à sua natureza económica e política, é visível a crescente preocupação com a mobilidade e intercâmbio de estudantes e professores. A sua avaliação é feita tendo por base os dados dos vários programas europeus de mobilidade e intercâmbio. No que diz respeito às outras organizações internacionais não encontramos indicadores que nos indiquem a evolução das políticas educativas

no sentido de proporcionar mais e melhores condições de mobilidade, não apenas em contextos educativos, como profissionais.

Quadro 2. Síntese dos indicadores de mobilidade e intercâmbio

Indicadores Internacionais Organizações

Estudantes estrangeiros na formação terciária OCDE Alunos estrangeiros inscritos na educação terciária em percentagem de todos os alunos inscritos no

país de destino, por nacionalidade

Percentagem de alunos do país de origem inscritos no estrangeiro

Mobilidade interna e externa de professores e formadores no âmbito do Programa Socrates (Erasmus, Comenius, Lingua e Grundtvig) e Leonardo da Vinci

Mobilidade interna e externa dos estudantes de Erasmus e os formandos do Leonardo da Vinci.

UNIÃO EUROPEIA

Uma forma de avaliar o acesso a condições de bem-estar social é a observação da distribuição da riqueza gerada pela sociedade. Isto porque a distribuição de riqueza é, em geral, considerada um bom indicador de avaliação da capacidade de financiamento de bens necessários para garantir condições para uma vida com qualidade. Nesse sentido é importante para as organizações internacionais, em termos de educação para o desenvolvimento pessoal e o bem-estar social, a caracterização do contexto demográfico e económico das sociedades. Esta caracterização parece ter especial importância no contexto dos países menos desenvolvidos. Estes indicadores mostram o nível de desenvolvimento humano das populações em termos de condições de vida e sobrevivência e de condições económicas. Quer a UNESCO, quer a União Europeia, quer o Banco Mundial reúnem indicadores relacionadas com estas dimensões. A UNESCO reúne um número de indicadores que lhe permitem avaliar as tendências demográficas, bem como as relações de dependência económica. A União Europeia desenvolveu indicadores de natureza demográfica que lhe permitem avaliar o número de jovens em percentagem da população total, identificando a população existente em idade de frequentar o ensino formal. O Banco Mundial, apenas avalia o PNB per capita, dando uma ideia do nível de distribuição do Produto Nacional Bruto por cada habitante. Sendo que, a avaliação feita através de indicadores que digam respeito ao contexto demográfico e económico, tem como principal objectivo avaliar o nível de bem-estar das sociedades, este tipo de indicadores tem importância para avaliar o impacto das políticas educativas em prol do bem-estar do indivíduo e da sociedade. Em termos de desenvolvimento humano estes indicadores são fundamentais para ilustrar a diferença entre as condições económicas e o nível de vida das sociedades.

Quadro 3. Síntese dos indicadores do contexto socio-económico

Indicadores Internacionais Organizações

População total

Taxa de crescimento da população População urbana

Esperança de vida à nascença Índice Sintético de fecundidade Taxa de mortalidade infantil Relações de dependência económica PNB per capita

UNESCO

Número de Jovens nos grupos etários de 0-15 anos e 16-19 anos como percentagem da população

total UNIÃO EUROPEIA

PIB per capita BANCO MUNDIAL

Assim sendo, podemos afirmar que existe uma ausência de indicadores que, hoje em dia, são considerados como fundamentais para o desenvolvimento e bem-estar dos indivíduos e das sociedades. No plano internacional discute-se que o sucesso das acções em prol de um desenvolvimento sustentável depende, em grande medida, da sociedade civil, do comportamento das pessoas e das suas decisões individuais. A educação/formação deverá ter um papel fundamental na informação e sensibilização os indivíduos sobre as suas responsabilidades nas decisões sobre os seus futuros. O direito à cidadania torna-se, assim, indispensável no processo de desenvolvimento sustentável. A consciencialização do valor da sustentabilidade ambiental, a reorientação dos programas educativos existentes e o desenvolvimento de novos programas de educação/formação que assegurem que todos possam adquirir conhecimentos e capacidades adquiridos e exercidos aos longo da vida é fundamental para um processo de desenvolvimento sustentado. Tal como refere Guilherme de Oliveira Martins, a cidadania é um exercício de educação permanente (2000, p. 6), no sentido de criarmos uma consciência de responsabilidade pelos outros e pelo ambiente que nos rodeia. A formação para as competências de cidadania é fundamental para que os indivíduos possam desenvolver livremente as suas potencialidades, esclarecidos acerca dos seus direitos e deveres, contribuindo, assim para uma opinião pública informada e uma sociedade civil activa. A questão da cidadania no processo educativo, tem um papel fundamental no processo político de regulação da educação. Uma cidadania activa na educação/formação passa por áreas centrais da educação como os saberes, a ligação do indivíduo com a comunidade, e a sua participação activa no desenvolvimento da mesma.

Os indicadores que identificámos como pertencendo à dimensão do desenvolvimento individual e do bem estar social, abordam questões importantes para o desenvolvimento das sociedades , mas esquecem outras dimensões fundamentais para o equilíbrio das necessidades do homem, da sociedade e do ambiente.

2.2. Qualidade do percurso educativo/formativo e profissional

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