2 la consommation en énergie
2.8 ComPARAiSon AvEC D’AuTRES PAyS EuRoPéEnS
Elasticidade, Plasticidade e Reologia
Capítulo
1010-1 Introdução
Recordaremos neste capítulo, alguns conceitos e princípios básicos sobre tensões e deformações, elasticidade, plasticidade e reologia, utilizados em Mecânica dos Solos, não obstante, como é sabido, o real comportamento dos solos crie restrições às suas aplicações.
Referir-nos-emos a meios cont(nuos, deformáveis, homogêneos e isótropos.
De maneira mais ampla e unificada, os estudos dos esforços que se manifestam no interior dos sólidos, líquidos e gases e as correspondentes deformações ou fluxos destes materiais, pertencem
à
chamada Mecânica dos meios conttnuos * .10-2 Tensões
Conceitos fundamentais - Os esforços que solicitam um maciço - provenientes
do seu peso próprio, da carga de uma estrutura ou da ação de um veículo - produzem tensões na totalidade dos seus pontos (ou de suas partículas).
Para um ponto O de uma determinada seção plana S de um corpo (Fig. 1 0- 1), distinguem-se a tensão r que atua na seção (tensão tangencial ou de cisalhamento) e a
que lhe é normal a (tensão normal, que pode ser de tração ou compressão).
Para o ponto O numa seção no plano xOy, a Fig. 1 0-2 mostra-nos as componen tes . da tensão de cisalhamento; o primeiro índice denota a direção da normal ao plano em que atua a tensão e, o segundo, corresponde ao eixo em que é dirigida a tensão.
"""E'CSÕES E DE FORMAÇÕES 1 13
z
Fig. 10-1z
1' ,-- / s y (\
y o,,/
_ _ _ _ _ ., Fig. 10-2Estado triplo de tensão. Como se sabe, o estado de tensão em torno de um ponto O (Fig. 1 0-3) de um maciço terroso fica perfeitamente caracterizado quando se conhecem as tensões que atuam em três planos que formam um triedro triretângulo de vértice em O.
De fato, considerando-se um quarto plano, a uma distância h do ponto O, tomada sobre a normal n ao
Fig. 10-3
v
plano, quando fizermos h --* O, o tetraedro torna-seinfinitesimal e os quatro planos passarão por O.
Se chamarmos de Pnx , Pny e Pnz as componentes da resultante Pn que atua sobre a face inclinada, e escre vermos as condições de equihbrio das forças para cada direção x, y e z obtemos:
{ Pnz = Uz c
os(n, x)
+Tyz
cos (n, y) + Tzzc
os (n, z)(I)
Pnu
=Tzv
cos (n,x)
+ (1'11 cos (n, y) + T1.11c
os (n, z)Pn•
= T:nc
os(n, x)
+Tvz
cos (n, y) + u.c
os (n, z):c. sob a forma matricial:
[Pnz] [Uz Tyz Tn] [c
os (n,x)]
Pnll
=Tzy (fy T zy
COS(n,
y)Pn•
Tzz Tyz (f,
cos
(n, z)Fundamentos matemdticos: os tensores - Na Física e suas aplicações encontramos �dezas chamadas escalares - como a densidade e a temperatura de um corpo - , do :l::.as somente de um valor numérico e, portanto, caracterizadas apenas por um número
:=
=
1); grandezas vetoriais - como uma velocidade e uma força - , que dependem dos!".:!.OS de referência e, assim, necessitam de três componentes (31 = 3) para especificá-las
1 1 4 MECANICA DOS SOLOS
defini-las. Tais grandezas, expressas sob a forma de matrizes e que carecem de uma inter pretação geométrica simples, traduzem relações físicas sob uma forma intrínseca, por tanto. independentemente dos eixos de referência. Matematicamente é um ente que satisfaz certa lei de transformação. (Veja-se, por exemplo, nossa "Matemática para �
Engenharia".)
No estudo das tensões é de interesse conhecer que todo tensor definido por um<t matriz simétrica
pode ser decomposto em dois outros:
1,. f I �
lu
(22
tm
'" J
t23 la a - t,.
com t ... Simbolicamente:[T]
=[T .. ] + [Ta,]
onde [Tesl é denominado tensor esférico (as componentes da diagonal são iguais a tm e
todas as outras são nulas) e [Tas] é o tensor antiesférico (tensor simétrico, sendo nula a soma das componentes da diagonal principal).
Pode-se também escrever:
[T] = tm o;; + [T
••]
com tiii o "delta de Kronecker".Tensor das tensões -Por meio das relações (I) verifica-se que o estado de tensãc em um ponto fica caracterizado pelas nove componentes ax , . . . Txy • . . . ou, err. outras palavras, pela grandeza
-"ENSÕES E DEFORMAÇÕES 1 1 5 �
Sabe-se que esse tensor é simétrico, pois entre as tensões tangenciais, escrevendo-se
.:.s equações de "equihbrio de momentos", obtém-se as relações (Fig. 1 0-4) :
: que reduz a seis o número de componentes necessárias para definir o estado de tensão
=:n um ponto.
z
Fig. 10.4 Fig. 10-5
Tensões principais
-
São de particular interesse em Mecânica dos Solos as chamadas:ensões principais. (Definida como a tensão normal sobre um plano onde não há tensão
.k cisalhamento.) são:
Se o plano ABC é principal (Fig. 1 0-5) e an é a tensão principal, suas componentes
{
p,.., = u,. cos(n,
x)Pn11 = Un COS
(n,
y) . Pn• = u,. cos(n, z)
Substituindo em (1), vem:f
(u., - un) cos(n, x)
+ Ty., cos(n,
y) + 1',., cos(n, z)
=O
Tx11 cos (n,x)
+ (uy - u,.) cos(n,
y) + Ta11 cos (n,z)
=O
T.,. cos
(n,
x) + T11, cos (n, y) + (u, -CT,.)
cos(n, z)
=O.
Tendo em vista a conhecida relação entre co-senos diretores:
cos2 (n, x) + co
s
2(n,
y) + cos2(n, z)
= 1�rifica-se que cos (n, x), cos (n , y) e cos (n, z) não podem ser todos iguais a zero. Assim, :onclui-se pela regra de Cramer, que :
Ux - Un Txu
Txu U11 - CTn
1 16 M ECÂNICA DOS SOLOS
Desenvolvendo o detenninante obtém-se a relação abaixo, chamada equação ca racten'stica:
com:
li = t1z; + (1''11 + (1,
Ia =
tTz; Trt� tT11 Tp T:ey Tu T zz Tv: tT:Porque /1 , /2 e /3 independem dos co-senos diretores e, portanto, independem dos eixos coordenados, eles são chamados invariantes das tens6es.
As três ra(zes da equação característica <P (an) = O são as tensões principais a1 , a2 e a3 •
Quando referido a eixos dirigidos segundo a1 , a2 e a3 o tem1or representativo das
tensões torna-se simplesmente:
uma vez que os r são nulos.
Em termos de tensões principais, as expressões dos invariantes reduzem-se a:
Jl = (1'1 + q2 + (1'3
lz =
U1t1'2 + U1Ua + tT'f!I3 13=
t1'1tT:fTzSobre três planos perpendiculares quaisquer, como /1 = ax + ay
+
az , conclui-se que /1 é constante e igual à soma das três tensões principais.Quando a2 = a3 = O (estado simples de tensão, Fig. 1 0-6) o tensor reduz-se a:
[
(1'1 oo o
o o
�]
-eNSOES E DEFORMAÇ0ES
Fig. l� o
1
o
indicando-se o tensor unitário pelo delta de Kronecker:
ô . .
{ =
1 para i = j'J = O para i ;t.
j
1 1 7
�]
Tensões octaédricas. De grande importância, também, são as chamadas "tensões octaédricas"
(
a0ct. • r0ct), ou sejam as tensões que ocorrem nas faces do octaedro regular que tem por diagonais as direções principais do estado triplo de tensão considerado (Fig. 1 0-7).1 1 8 MECÂNICA DOS SOLOS
Como se demonstra, o valor da tensão octat!drica normal é dado por: 1
O'"oct. =
3
(u, + 0'"2 + 0'"3)e o da tensão octaédrica tangencial:
ou, ainda, por:
'T oct. =
V
(u, - 0'"2)2 + (0'"2 - 0'"3)2 + (u,-
0'"3)21 O'"oct. =
3 /1
Ei•o hidroatCÍtico _
Fz
1 2 _3/
l5�t
_.--'T oct
.
. - 3 1 • 2 ___. em função dos invariantes.<i0ct Exemplo - Para um ponto específico de um maci-
�
ço, o estado de tensões é definido porlr3 Fig. 1 0-8 6 1 0 3
;]
kg/cm2 14Determinar o valor das tensões octaédricas.
donde : Tem-se que: J, 1 2 + 1 0 + 14 = 36 /2 1 2 x l 0 + 1 2 x 14 + 1 0 x 14 - 62 - 92 - 32 = 302 36 a0ct =
-
=
12 kg/cm2 3 r octV"f V
362 - 3 X 302 3 9,3 1 kg/cm2No espaço de Haigh-Westergaard (Fig. 1 0-8) a reta passando pela origem e fazendo ângulos iguais
(a
= are cos os eixos coordenados, representa um estado hidrostático (eixo hidrostático) de tensão: a1
=
a2=
a3 = w. A tensão octaédrica norma:situa-se sobre o eixo hidrostático, e a tangencial lhe é perpendicular.
Com a introdução dos conceitos de invariante linear /1 e de tensão octaédrica normal:
= rr.,
+ u11 + u. =_!_
J, O'"�t-a.ISOES E DEFORMAÇ0ES 1 1 9 : :ensor das tensões se decompõe em:
.. �.J
�:q>ressões, respectivamente , dos tensores esférico e antiesférico.Quando
.:aso do ensaio de compressão triaxial, este tensor escreve-se, tendo em vista a clássica decomposição vista, com
[:·
o O" r o ' O".,. o o=
oJ
O", o 0"1+ 2u,
3 oj + (u, -
1 o 2 o o - 3 1 (T,
) o 3 o o o - -1 3onde, o primeiro é um tensor esférico definindo uma tensão hidrostática de intensidade 11 + 2ar
3 (a1 - ar)·
e o segundo um tensor antiesférico caracterizado pelo desvio de tensões
Para um estado hidrostático puro de tensão (a1 = a2 = a3 = w , isto é, pressão
uniforme em todas as direções) , como vimos o tensor se reduz a:
WÓii
=
O"oet. ÓiiA
pois nesse caso w = aoct.
Estado plano de tensão - Muitos proble-
mas que envolvem maciços terrosos permitem
Flg.
10_9 considerar apenas a3 e a1 , reduzindo-os, assim,a problemas planos. Nessas condições, estabeceremos as equações de equilíbrio que se seguem.
A Fig. 1 0-9 representa um ponto O dentro de uma massa sujeita a esforços, com
OA o traço do plano principal maior e OB o do piano principal menor. Vejamos como determinar as tensões a e T sobre qualquer plano normal à figura e defmido por sua inclinação a em relação ao plano principal maior.
1 20 MECÂNICA DOS SOLOS
Considerando OAB como um elemento infinitesimal, e tendo em vista as indicaçõei dadas na Fig. 10-10, escrevamos as equações de equihbrio dessas forças.
e,
-�
ID(ós
/ 1\ _/
Fig. 10-10
Tem-se, assim, respectivamente, n as direções
normal
e tangencial à AB:T · ds = CT1 · ds · sen a cos a - CTa · ds · sen a cos a
ou, simplificando:e,
1