4.2 Mesures des isotopes de l’air dans les carottes de Dôme C et Vostok
4.2.3 Comparaison des profils des isotopes de l’air
O ato de planejar está muito mais presente em nossas vidas do que imaginamos . Um simples pensar sobre que rota tomar ao sair para o trabalho, ou quanto tempo dispomos para fazer com- pras em um supermercado, são eventos típicos em que se exige um planejamento . Neste sentido, Melo e Urbanetz (2008) definem planejamento como prever, antever o que se quer, o que se deseja, e defendem que na educação, corresponde a uma atividade siste- mática do que se pretende . Quando se delimitam os objetivos, o planejamento funcionará como um indicador para verificar se tais objetivos foram alcançados até o final do curso . Esses autores ainda defendem a ideia de que o planejamento possibilita a articulação do
saber cotidiano com o saber científico, o que leva a crer que a rea- lidade, apesar de estar permeada de múltiplas relações (sociedade, cultura, ideais etc), deve ser o primeiro fator a ser considerado e deve estar articulada com o que se pretende ensinar em uma dis- ciplina . Salienta-se que este não corresponde a um modelo já pré- determinado, nem rígido, mas, conforme as necessidades, pode ser adaptado (MELO & URBANETZ, 2008) .
Alguns elementos básicos fazem parte da atividade de planejamento no contexto educacional, tais como identificação da instituição, da turma, do professor, da disciplina, carga horária etc; os objetivos, são as metas a serem alcançadas e quando bem defi- nidos, auxiliam no processo educativo de forma mais ampla, pois representam as nossas prioridades com relação à disciplina, e é a partir deles que selecionamos os demais elementos; os conteúdos consistem nos conceitos, informações e conhecimentos essenciais para a formação profissional, são de caráter científico e sua priori- dade deve estar atrelada à integração do indivíduo ao meio social, inclusive profissional; a metodologia constitui a sistematização do processo e está atrelada a uma série de componentes operacionais e filosóficos, corresponde às reflexões de estratégia que o professor fará para que haja interação entre ele e o aluno, e entre este e o mate- rial didático utilizado, permitindo ao professor, inclusive, fazer uso de sua criatividade; a avaliação permite-nos verificar se os objetivos foram realmente alcançados e diferentemente do que se imagina, ela deve estar presente o tempo todo no processo de ensino a fim de apontar constantemente ou não a demanda de novos direciona- mentos, e como os demais elementos, abrange o aluno, o professor e contexto (Id ., 2008) .
Os quatro últimos elementos citados (objetivos, conteú- dos, metodologia e avaliação), compreendidos a partir da noção de totalidade, são determinantes no sentido de oferecer ao professor uma ferramenta útil para amenizar vários problemas que surgem em sala de aula tais como aulas monótonas, falta de clareza ou insegurança quanto ao conteúdo ministrado, indisciplina, dentre outros .
A falta de objetivos pode comprometer todo o andamento do curso, no sentido de que representam o todo do processo; os conteúdos não podem ter um fim em si, uma vez que devem estar sempre relacionados ao contexto histórico-científico do aluno; a metodologia deve ser empregada para alcançar um fim, inclusive, quando mal empregada pode comprometer o aprendizado ao ponto de causar situações traumáticas; e por fim a avaliação, que também não terá nenhum sentido se não for para sanar problemas de ordem processual . Portanto, é a combinação destes elementos, acarretará um ensino emancipador e cada vez mais humanizado .
Com relação ao ensino de língua inglesa, Harmer (2007, p . 156) afirma que quando os professores se tornam mais experientes acreditam que o planejamento é desnecessário, mas o autor des- mente tal crença ao defender que essa postura representa falta de profissionalismo e compromisso . O autor cita algumas razões pelas quais professores de idiomas devem fazer planejamento de suas aulas, dentre elas, o fato de o planejamento permitir uma padroni- zação das aulas, e essa padronização poder permitir que o professor tenha maior liberdade de flexibilidade e criatividade para fazer com que o conteúdo seja absorvido por um número maior de alunos .
Uma outra razão apontada pelo mesmo autor, seria o fato de o plano conter os objetivos de aprendizagem traçados para aquele momento, o que o situará caso haja alguma distração oriunda de algum problema em sala, ou esquecimento momentâneo, e talvez a razão mais esquecida por todos, mas não menos importante, seria o simples fato de através dele, o professor colocar em prática o conhe- cimento de elaboração que adquiriu, que será cobrado severamente em algum momento em que seja avaliado por um observador, visto que a prática leva à perfeição .
Harmer (2007) avalia um bom plano como aquele que contém a combinação de coerência e variedade; coerência ao ponto de os alunos perceberem uma sequência lógica em cada lição, e ainda que seja ministrada através de atividades diferentes, que haja uma conexão entre elas . Esse fato evidencia a ideia defendida por Melo & Urbanetz (2008) de que não é só o professor que faz parte do pro- cesso de planejamento, como também o aluno e todo o contexto em que estão inseridos .
A falta de variedade no plano (momento para escutar, con- versar, mover-se, ler etc) também representa um outro fator que pode comprometer a sua qualidade ao ponto de causar o desinte- resse do aluno . Recomenda-se que, ao planejar, o professor procure equilibrar engajamento, estudo e ativação41(HARMER, 2007) .
4 Atividades de engajamento correspondem àquelas que envolvem o aluno emocio- nalmente, que chamam a sua atenção, tais como jogos, análise de imagens, música, peças, etc . Atividades de estudo são aquelas através das quais os alunos são apresen- tados a elementos linguísticos que serão utilizados na construção de algo posterior, quer seja pela exposição de regras por parte do professor (dedução), quer seja pela descoberta das regras através de exemplos (indução) . Atividades de ativação são designadas para os alunos usarem a língua livremente e de forma comunicativa,
O improviso (falta de planejamento) pode levar algu- mas vezes o profissional a aulas bastante descontraídas e reple- tas de criatividade, mas pode representar-lhe um grande risco, do mesmo modo que aulas em que o professor segue rigorosamente o plano, sem alterá-lo por qualquer eventualidade que venha a ocor- rer em sala de aula, pode tornar as aulas monótonas e improduti- vas . Entretanto, o ideal seria o equilíbrio dessas duas situações que só pode ocorrer conforme a sensibilidade do professor em perce- ber pelo semblante dos alunos se a aula está ou não interessante (HARMER, 2012) .
A carga horária de trabalho excessiva a que muitas vezes os profissionais precisam se submeter para suprir as suas necessi- dades sociais básicas, bem como o tempo que depreendem em suas habitações na elaboração e correção de atividades escolares, impos- sibilitam o professor de desenvolver um planejamento que siga todos (ou a maioria) dos critérios de elaboração citados .
No entanto, é necessário que o professor, em especial o de língua estrangeira, minimamente, leia os textos que irá aplicar, antecipadamente, e teça anotações sobre/selecione vocabulário ou destaque outros conteúdos linguísticos, para que possam ser apre- sentados aos alunos de forma objetiva e clara durante a aula, evi- tando assim, que este profissional caia no descrédito por parte dos alunos ou da instituição em que leciona .
A observação que Harmer (2007) faz sobre planejamento e pré-planejamento podem reforçar a ideia do parágrafo anterior: o pré-planejamento corresponde às reflexões que os professores fazem momentos antes de entrar em sala de aula, “nos corredores”, consciente ou inconscientemente, sobre o que farão durante a aula .
Muitas dessas ideias são oriundas de vídeos que já assistiram, da internet ou até mesmo de alguma palestra que tenham presenciado, que possam ser úteis naquele momento . Ao passo que o planeja- mento, embora requeira esse pontapé inicial, somado aos elemen- tos mencionados ao longo desta seção, demandará mais tempo e elaboração .
Diante do que foi discutido nesta seção, percebe-se a rele- vância que possui o planejamento por fornecer ao professor uma ferramenta imprescindível de intervenção pedagógica para minimi- zar os problemas comumente enfrentados em sala de aula ocasio- nados por uma falta de sistematização e estratégias para manter a atenção dos alunos, a disciplina em sala de aula e/ou problemas de relacionamento aluno-professor, evitando-se assim, uma desmoti- vação por parte dos alunos e consequentemente, professores, por amenizar (não eliminar!) problemas que conduzem a determinadas crenças de professores de que a maioria dos alunos é desinteres- sada, ou que por mais que o professor ensine, eles não conseguem aprender, dentre outras .
3. PLANEJAMENTO, SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS E PRODUÇÃO