Chapitre 5. Classification des Documents Textuels
5.8. Comparaison des algorithmes de classification
Segundo Fancelli e Dourado Neto (2004), a produção de massa seca do milho é influenciada pelo genótipo e pelas condições edafoclimáticas, sendo importante principalmente porque os fotoassimilados armazenados no colmo da planta poderão ser translocados para os grãos durante a fase de enchimento deles.
A produção de massa seca de parte aérea por planta, no ano agrícola 2009/10, foi influenciada apenas pela dose de nitrogênio (Tabela 13). Observa-se que o incremento na dose de nitrogênio proporcionou aumento linear da massa seca de parte aérea por planta (Figura 4), demonstrando a eficiência do genótipo utilizado em assimilar o nutriente absorvido e a formação de biomassa. O maior valor de massa seca de parte aérea, obtido com a aplicação de 120 kg ha-1 de nitrogênio, representou em relação à ausência da aplicação do nutriente em cobertura, incremento de 15% na biomassa. De maneira coerente, Ohland et al. (2005) verificaram incremento de 16% na massa seca por planta de milho com a aplicação de 100 kg ha-1 de nitrogênio em relação ao tratamento que não recebeu o nutriente.
É provável que o incremento da produção de massa seca, no presente estudo, esteja atribuído, também, ao efeito indireto do nitrogênio, ou seja, no favorecimento do desenvolvimento do sistema radicular das plantas. Conforme Fancelli e Dourado Neto (1996), a adição de nitrogênio em plantas de milho estimula a proliferação do sistema radicular, com consequente desenvolvimento da parte aérea. O incremento da produção de massa seca pode, portanto, ter ocorrido em decorrência do aumento na taxa de alongamento foliar, que por sua vez, está em função do aumento da área foliar, embora esta característica não tenha sido mensurada. Com certa semelhança, Deuner et al. (2008), ao avaliarem o efeito da aplicação foliar de nitrogênio no acúmulo de proteínas e parâmetros de desenvolvimento de plantas jovens de milho em comparação com a aplicação de ureia via solo, atribuíram o incremento da produção de massa seca ao aumento na taxa de alongamento foliar da cultura.
Figura 4- Massa seca de parte aérea por planta (MSplanta) em função de dose de nitrogênio em cobertura na cultura do milho. Selvíria – MS, Brasil (2009/10). Teste F: ** – significativo a 1% de probabilidade. y = 93,389 + 0,109x ** R2= 0,916 90 96 102 108 114 120 126 132 138 0 30 60 90 120 Dose de nitrogênio (kg ha-1) MS pl anta (g pla n ta -1 )
No ano agrícola 2010/11, a produção de massa seca de parte aérea por planta foi influenciada, isoladamente, por todos os fatores considerados (Tabela 13). O cultivo de crotalária e de milheto + crotalária antecedendo o milho resultou em maior produção de massa seca de parte aérea por planta comparativamente ao
milheto, o que pode estar relacionado, possivelmente, à maior produção de massa seca (Tabela 7) e à maior quantidade de nitrogênio e fósforo acumulada nestas culturas (Tabela 9). Além disso, a maioria dos trabalhos revela que, o aproveitamento do nitrogênio proveniente da decomposição dos resíduos de crotalária é maior que o fornecido pelo milheto (SILVA et al., 2006b; SILVA et al., 2009a). Sugere-se, portanto, que o milho semeado sobre os resíduos de crotalária e de milheto + crotalária, tenha acumulado maior quantidade de massa seca em razão dos benefícios propiciados pela maior quantidade de biomassa e disponibilidade de nitrogênio e fósforo ao solo. Resultados similares foram obtidos por Silva et al. (2009a), os quais verificaram que os maiores valores de massa seca por planta foram observados no milho cultivado na presença de resíduos de Crotalaria juncea, independentemente da dose de nitrogênio em cobertura.
O sistema plantio direto propiciou maior massa seca de parte aérea por planta em relação ao manejo do solo com escarificador + “grade leve”, que por sua vez, foi superior ao manejo com “grade pesada” + “grade leve”, ratificando os resultados obtidos por Kaneko et al. (2010) e confirmando os relatos de Alvarenga et al. (2001), em que o sistema plantio direto propicia ambiente favorável ao desenvolvimento das culturas. Por outro lado, é possível que o revolvimento do solo, em virtude da incorporação e decomposição mais rápida dos resíduos culturais, tenha proporcionado maior evaporação da água retida no solo, em razão da elevação da temperatura, o que pode ter prejudicado o desenvolvimento das plantas. Portanto, admite-se que no sistema plantio direto, em que a produção de massa seca das coberturas vegetais ficou sobre a superfície por maior período de tempo, tenha ocorrido maior proteção do solo, menor evaporação e, consequentemente, aumento da capacidade de armazenamento de água da chuva, favorecendo dessa maneira, o acúmulo de biomassa pelas plantas. Carvalho et al. (2004) não observaram diferenças entre o sistema plantio direto e manejo do solo com “grade pesada” + “grade leve” para a massa seca de parte aérea de plantas de milho, cultivado no verão sob espaçamento de 0,9 m entre as linhas, em Latossolo Vermelho argiloso em baixa altitude, diferindo assim, dos resultados deste trabalho.
Outra hipótese pode estar relacionada à dinâmica do nitrogênio no sistema plantio direto, haja vista que a sua dinâmica no sistema solo-planta pode ser influenciada principalmente pelo manejo do solo (FIGUEIREDO et al., 2005; SANTOS et al., 2010b). Figueiredo et al. (2005), em Latossolo Vermelho no Cerrado,
verificaram alterações na dinâmica de absorção de nitrogênio pelo milho, sendo que sob sistema plantio direto e cultivo mínimo com escarificador, houve maior eficiência de recuperação no nitrogênio oriundo do fertilizante quando comparado aos manejos com arado de disco e aiveca.
Condizente com o primeiro ano agrícola, o aumento na dose de nitrogênio proporcionou incremento linear da massa seca de parte aérea por planta (Figura 5), em que o maior valor, evidenciado com a aplicação de 120 kg ha-1 de nitrogênio, representou incremento de 11% na biomassa em relação à ausência da aplicação do nutriente em cobertura, corroborando novamente, com o percentual obtido por Ohland et al. (2005). Novamente, é provável que tal resultado esteja relacionado ao favorecimento do nitrogênio sobre o desenvolvimento do sistema radicular das plantas (FANCELLI; DOURADO NETO, 1996) e ao aumento na taxa de alongamento foliar. Porém, os resultados foram incoerentes aos observados por Heinrichs et al. (2003) em Garça – SP. Os referidos pesquisadores avaliaram o efeito de dose de nitrogênio (0, 30, 60, 90, 120, 150 e 180 kg ha-1), tendo como fonte a ureia, quando o milho encontrava-se no estádio de desenvolvimento V6, e ao término do estudo, não constataram modificações significativas na massa seca de parte aérea por planta em virtude da alteração das respectivas doses.
Figura 5- Massa seca de parte aérea por planta (MSplanta) em função de dose de nitrogênio em cobertura na cultura do milho. Selvíria – MS, Brasil (2010/11). Teste F: ** – significativo a 1% de probabilidade. y = 119,392 + 0,105x ** R2= 0,967 90 96 102 108 114 120 126 132 138 0 30 60 90 120 Dose de nitrogênio (kg ha-1) MS pl anta (g pla nta -1 )
O acréscimo linear da massa seca de parte aérea em resposta à aplicação de nitrogênio, evidenciado em ambos os anos agrícolas, ratifica a afirmação de Büll (1993). O pesquisador, ao estudar a nutrição mineral do milho, menciona a influência da adubação nitrogenada no incremento linear da massa seca de parte aérea da cultura. Ademais, Arf et al. (2007) e Kaneko et al. (2010), em condições edafoclimáticas semelhantes a deste trabalho, verificaram de modo geral que, os tratamentos que receberam adubações nitrogenadas precocemente, proporcionaram maior massa seca de plantas de milho.