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DEUXIEME PARTIE : ETUDE DU THEME

4-COMMENTAIRE ET APPROCHES DE SOLUTIONS

Objetivamos com este diário registrar as sínteses dos estudos reflexivos realizados entre os partícipes, assim como reproduzir o relato das práticas de ensino e investigativas para permitir que os pares possam retomar sempre que

necessário os registros do processo de elaboração de conhecimento no intuito de promover situações reflexivas sobre seus saberes e práticas.

Assim, o processo de acompanhamento da nossa intervenção, na reelaboração conceitual, em particular, de território na Geografia e nas práticas de ensino dos partícipes, foi estabelecido por meio de procedimentos que permitiram a utilização de instrumentos que possibilitaram a efetivação de práticas colaborativas, de reflexões críticas sobre os seus conhecimentos e de suas práticas docentes.

Diante disso, o diário de estudos reflexivos, neste trabalho de pesquisa, se caracterizou, enquanto instrumento, por se tratar de uma fonte documental em que os sujeitos, que se utilizaram dele, passaram a realizar relatos escritos das suas ações e reflexões acerca do processo de elaboração de seus conhecimentos, bem como de suas práticas de ensino e investigação.

As intervenções realizadas por meio de práticas colaborativas são estabelecidas por procedimentos que se utiliza do instrumento diário (descritivo/reflexivo), que pode permitir esclarecer, através de uma análise reflexiva, as práticas de ensino dos partícipes, planejadas e realizadas em sala de aula, como das suas ideias, intenções subjetivas/objetivas das ações docentes e investigativas que poderão possibilitar reflexões críticas sobre o processo de sistematização do ensinar/aprender, como do próprio processo de investigação científica.

Nessa perspectiva, aconteceram encontros destinados a reflexões críticas que objetivaram discussões sobre a finalidade e produção no ato de escrever o diário de estudos reflexivos como também, compreendê-lo como instrumento de pesquisa, de formação, entre outras temáticas, que serão citadas no decorrer deste trabalho. Essas situações em que o diário se efetivou como um instrumento em que a relação entre o pensar e o agir se materializou na produção da linguagem escrita, expressadas no referido instrumento, tiveram como objetivo possibilitar que recorressemos a essas anotações sempre que tivéssemos necessidades de discutirmos aspectos que considerássemos relevantes em sessões de estudos reflexivos posteriores.

A esse respeito, Zabalza (2004) destaca aspectos que são esclarecedores no tocante à utilização dessa fonte documental como instrumento de construção de dados:

- as anotações-reflexões realizadas em um diário não necessariamente devem ser diárias, desde que cumpra a sua função de construção e narração sistemática dos dados acerca do objeto de estudo a que se pretende construir; - os conteúdos que constituem o diário podem se restringir a um planejamento prévio, ou seja, condicionar suas narrativas a um fenômeno delimitado previamente, como também, descrever o que subjetivamente é considerado descartável ao sujeito redator;

- a delimitação na construção dos dados, realizada por meio das narrativas profissionais, não necessariamente deve restringir-se a sala de aula, mas podem constituir-se em outros âmbitos em que a atividade docente se materializa.

Desta forma, esse instrumento se constituiu em um documento que os partícipes realizavam suas sínteses, dos estudos reflexivos, sempre que possível após as sessões de estudos reflexivos, com o intuito de explicitar nessas produções os conhecimentos que eles tinham elaborados, assim como expressar o que pensavam acerca dos acontecimentos, direcionamentos, entre outros aspectos relacionados aos seus saberes e práticas docentes e investigativas.

Porém, não pretendemos estabelecer categorias de análise das produções textuais estabelecidas nos diários de estudos reflexivos, pois consideramos que as categorias que serão utilizadas para análises das práticas de ensino, do conceito de território, da elaboração conceitual, como dos dados construídos nas sessões de estudos reflexivos e na sessão de análise reflexiva produziram elementos suficientes para as análises do nosso objeto de estudo.

Neste instrumento foi realizado o relato da aula ministrada pela partícipe Sídy, sendo norteado pelas questões das ações reflexivas (descrever, informar, confrontar e reconstruir) apresentadas no mesmo momento que foi discutido o plano da observação. Além disso, destacamos que o relato reflexivo foi realizado durante o processo de intervenção, considerando que havia alguns aspectos que a partícipe afirmou que enfrentara dificuldades na produção do texto, em particular, nas ações de confrontar e reconstruir, já que nessas ações tinham questões relacionadas ao processo de ensino-aprendizagem de conceitos e ela afirmara que não tinha realizado estudos aprofundados sobre

referenciais teórico-metodológicos que permitissem, com segurança, a produção do texto.

Assim, consideramos o argumento da partícipe válido e decidimos pela construção do texto no processo de investigação estabelecendo processos colaborativos de partilhamento de dificuldades nas ações reflexivas, em particular, pela partícipe Sidy, como de decisões compartilhadas, ao aceitar a produção do texto no processo investigativo. Ressaltamos que o relato realizado no diário de estudos reflexivo foi efetivado, apenas, com a partícipe Sidy em virtude das outras partícipes terem desistido do processo investigativo, ainda, na sistematização da realização das sessões de estudos reflexivos iniciais.

Portanto, o diário de estudos reflexivos se estabeleceu como instrumento reflexivo, permitindo a tomada de consciência da partícipe de suas limitações frente ao objeto de pesquisa, como do partícipe Vitor de considerar no processo de investigação as necessidades de aprendizagens da colaboradora Sidy.

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