3.3 Analyse multirésolution de la texture
4.2.4 Combinaison des relations spatiales avec la recon-
O informativo econômico da CBIC (2011) relata que as razões para o crescimento do setor da Construção civil nos últimos anos são:
Maior oferta de crédito imobiliário (aliado à redução da taxa de juros dos financiamentos e a prazos maiores para pagamento);
Aumento do emprego formal; Crescimento da renda familiar; A estabilidade macroeconômica;
Mudanças no marco regulatório do mercado imobiliário (Lei 10.931/2004), resultando em maior segurança, transparência e agilidade;
Melhor previsibilidade da economia, tornando mais factíveis os negócios imobiliários;
As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV).
Em 2011, teve início a segunda fase do PAC (PAC 2), que vai até 2014. Trata-se de um importante programa iniciado no ano de 2007 que, além de trazer para o centro do debate nacional grandes investimentos em infraestrutura logística, energética, social e urbana, recuperou o papel do planejamento de obras estruturantes em prazos mais longos (CBIC, 2011).
Nesta nova fase, o programa se expandiu nos três eixos base, que eram a energia, os transportes, o social e o urbano, para seis eixos: transportes, energia, Cidade Melhor, Comunidade Cidadã, “Minha Casa, Minha Vida” e “Água e Luz para Todos”, elevando sua ação nas áreas urbanas. O PAC 2 representou, então, um crescimento nominal de 45% no volume de recursos, que passou para R$ 955 bilhões (CBIC, 2011).
Em meados do ano de 2008 a CBIC desenvolveu o Projeto Moradia Digna, que enumerava um conjunto de medidas consideradas determinantes para fomentar a construção de moradias (não apenas a habitação, mas a infraestrutura associada, ou seja, saneamento, transporte, segurança etc.) para a população de renda mais baixa. O projeto da CBIC serviu de base para a elaboração do “Programa Minha Casa, Minha Vida” (PMCMV), do Governo Federal, lançado em abril de 2009, que, em sua primeira fase (2009 e 2010), promoveu a contratação de 1.005.028 unidades habitacionais:
Gráfico 05 – Contratações do PMCMV em sua primeira fase
Fonte: Adaptado de CBIC (2011), elaborado pela Caixa Econômica Federal.
Em sua segunda fase (de 2011 a 2014), foi incorporado ao Plano Nacional de Habitação – PLANHAB e às ações do PAC, sendo ampliado para a construção de mais 2 milhões de moradias. Foram adotadas melhorias de especificação de acabamento com maior proteção à mulher chefe de família e maior preocupação com a sustentabilidade e a acessibilidade universal, bem como um aumento na abrangência na faixa de renda de até R$1.600,00, que passou de 40% para 60% da meta (1,2 milhão de unidades).
A figura 1 apresenta a relação entre o PIB do Brasil e o PIB da Construção civil e mostra o quanto o setor influenciou no crescimento da economia do país no período analisado.
Figura 01 – Evolução do PIB do Brasil e do PIB da Construção civil.
Fonte: CBIC (2011).
146.075
284.079 574.874
Os investimentos do programa devem manter o ritmo de crescimento, impulsionados pelos aportes relacionados à Copa do Mundo de Futebol de 2014 e pelos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016. Somem-se a esses dois importantes eventos a continuidade dos investimentos projetados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a confirmação, pelo Ministério da Fazenda, da terceira etapa do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que irá disponibilizar recursos do BNDES no valor de R$ 75 bilhões para que as empresas invistam em novas máquinas e equipamentos. Não há dúvidas de que grande parte dos investimentos deverá se localizar no setor de infraestrutura. (MTE, 2011).
O setor da Construção civil é um dos que mais crescem atualmente no Brasil. Isto se deve principalmente aos projetos financiados pelo governo. As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 serão, nos próximos anos os responsáveis por este crescimento (PORTAL BRASIL, 2011).
A CBIC prevê, para 2011, um crescimento de 6%. Embora este valor seja menor que o crescimento do setor em 2010 (11%), ainda é considerado pelo presidente da CBIC, Paulo Safady, um crescimento significante e otimista, se comparado aos valores negativos de 2009 (PORTAL BRASIL, 2011).
Composta de um imenso litoral, com belas praias tropicais, a Região Nordeste do Brasil ocupa um importante lugar no cenário turístico mundial. “De acordo com o Instituto Brasileiro de Turismo, as cidades de Salvador, Fortaleza, Recife e Natal encontram-se entre os municípios brasileiros que mais recebem turistas estrangeiros” (PROTEÇÃO, 2011). Por esta razão, os estados da região estão vivendo um período de intenso desenvolvimento, principalmente no que se refere à infraestrutura (PROTEÇÃO, 2011).
No Rio Grande do Norte houve um crescimento de 13% na construção civil já no ano de 2011. Para Arnaldo Gaspar Júnior, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/RN), este crescimento foi motivado pelo investimento público em obras de infraestrutura e pelo aumento de crédito imobiliário proporcionado pelo programa do governo “Minha Casa, Minha Vida”.
O texto da 49ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção Civil (FGV, 2011, p.2) refere-se às questões feitas aos empresários do setor da construção civil
relacionadas às perspectivas para o ano de 2012, e as respostas afirmam a expectativa de um ritmo menor e mais seguro de crescimento.
Os indicadores de desempenho e as perspectivas de desempenho desta mesma sondagem “apresentaram piora tanto na comparação com o trimestre anterior quanto no confronto com novembro de 2010. No entanto, ambos [os indicadores e as perspectivas] permanecem no campo do otimismo.” (FGV, 2011, p.2)
Eduardo Zaidan, diretor do Sinduscon-SP, afirma que “ninguém imaginava que o ritmo de crescimento registrado em 2010 fosse se manter; estamos apenas menos otimistas, mas a expansão continua, sobretudo no que se refere ao emprego, só que em ritmo menos intenso” (FGV, 2011, p.2).
O diretor do SindusCon-SP afirmou ainda que “a política econômica na gestão Dilma tem se mostrado comprometida com o desenvolvimento; por isso, os empresários redobram suas apostas na capacidade do governo de conduzir essa política, mesmo no atual contexto de crise externa; a preocupação com a inflação é compreensível em nosso setor, mas não está afetando de forma negativa a confiança na gestão da política econômica” (FGV, 2011, p.2).