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Colocalisation de PLD1, RSK2 et ERK1/2 au niveau de structures vésiculaires 104

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 170-175)

II. Article 2

4. Colocalisation de PLD1, RSK2 et ERK1/2 au niveau de structures vésiculaires 104

Todos os professores consideram de algum modo as atitudes dos alunos e adotam uma nota de participação que, como vimos ao estudar a forma da avaliação, é normalmente atribuída em função da realização ou não de tarefas solicitadas. Essa nota pode envolver considerações mais subjetivas a partir da observação da participação dos alunos em classe e da consideração das condições em que vive, como o fato de terem que trabalhar e não disporem de condições econômicas favoráveis.

Eu quando eu dou uma nota sete para o meu aluno, esse sete que está aí,

ele não somente de conteúdo. Ele é um sete de responsabilidade, juntamente com conteúdo, de... De trabalhar, de esforço, de participação, de busca... Então, não necessariamente esse 70% seja de

conteúdo [...] o aluno [...] é avaliado como um todo. No processo, como

Agora, em cima dessa documentação [registro das avaliações realizadas] aí vem uma coisa maior. Que é o aluno, se ele vem à aula, ele é esforçado,

ele tem dificuldade nessa e nessa área, mas ele se esforça, isso é o máximo que ele chega aqui. (P2)

Claro que eu não preciso dar a nota seca, como eu te falei, tem como dar

uma nota proporcional à participação, ao grau de pertinência dele. Eu

vejo que isso de certa forma até na parte que fala aqui em avaliação [nos documentos], a gente tem essa liberdade, para o cara trabalhar isso também. [...] No Estado, eu acho que eu sou bem mais 'light' em relação à avaliação que em outros colégios que eu sei que o aluno está só estudando,

a maioria dos meus alunos do Estado, eles trabalham também. Claro, têm menos tempo para se dedicar. Mas no Estado a gente sabe mais os

problemas dos alunos, não é? As coisas chegam para gente. “Pô, esse tal, mora com a tia numa casa de quatro... sei lá, 8 metros quadrados”. Não tem

nem lugar para o cara estudar na casa dele, sabe? [...] Eu acho que eu

levo isso em consideração mais no final do ano, assim sabe? (P1)

Os professores parecem pretender com isso, por um lado, estimular atitudes que consideram favoráveis à aprendizagem dos alunos, por outro, evitar que o baixo rendimento de alunos, que vivem situações desfavoráveis, comprometa demais a nota que será usada para decidir sua progressão. Essa nota de participação é sempre para aumentar a nota definitiva do aluno. É relevante considerar a fala de um dos professores.

Eu tenho noção de que quando tu entregas uma avaliação, os alunos que foram mal, não são eles que estão se reprovando, tu também estás se reprovando. (P1)

Parece haver um entendimento dos professores que, apesar de seus esforços de ensino, o fracasso da aprendizagem pode ocorrer, e, se observam que o estudante também procurou fazer a sua parte, evitam penalizá-lo com notas muito baixas, dando notas altas de participação. Mas consideramos que isso também evita uma maior exposição nos registros escolares do mau resultado do processo de ensino-aprendizagem, o que de certa forma pode interessar ao professor, a instituição e ao sistema.

Encontramos assim um dos problemas apontado por Vasconcellos (2003), que consideramos na seção 1.3.4, relacionado ao uso da avaliação sócio-afetiva na composição da nota do aproveitamento do aluno. A avaliação da participação dos alunos possibilita ao professor perceber que certas notas dos alunos estão aquém daquelas que eles poderiam obter, ou seja, a nota baixa seria um acidente de percurso. Tendo que lançar uma nota que irá irremediavelmente influenciar sua média, pode assim adequá-la às suas percepções sobre o desenvolvimento do aluno que não se evidenciaram nas provas ou trabalhos. Pode ocorrer, no entanto,

que essa prática se reverta em paternalismo e alguns professores alertaram para esse risco.

[...] de alguma forma também, eu acho que ao longo do tempo, a gente foi sendo paternalista em certas coisas, sem exigir deles a responsabilidade com as coisas deles. (P3)

Também acho que não é passar a mão na cabeça, que acho que de uma certa maneira o cara tem que se ajudar também, não é? (P1)

Com efeito, alguns riscos estão envolvidos dependendo de como professores e alunos entendem essa parte da avaliação. Fundamentalmente, o problema reside em que os alunos invistam em adequar seu comportamento para compensar uma falta de empenho em superar as dificuldades cognitivas que se apresentam. Preocupa-nos ainda mais a possibilidade de que, tendo recebido o reconhecimento do professor por um empenho sincero da sua parte e estando consciente dos maus resultados obtidos, o aluno introjete um sentimento de incapacidade cognitiva e passe a não cobrar mais de si e do professor o investimento na superação das dificuldades, limitando-se a tentar cumprir as tarefas e aceitando o fracasso como natural e pessoal.

Na avaliação sócio-afetiva são, portanto, considerados dados relativos à participação dos alunos, como a freqüência, a entrega pontual de tarefas solicitadas – mais objetivos – assim como o são o interesse, a dedicação, a responsabilidade – mais subjetivos. O que se quer avaliar em última instância é se o aluno cumpre sua parte, seguindo as orientações do professor. Também são levadas em conta informações sobre as condições de vida dos alunos, o que nos deu a entender que também se avalia se a nota é justa, evitando penalizar os alunos que vivem em condições desfavoráveis que os professores acreditam ser a causa do baixo aproveitamento. É inevitável questionarmos novamente sobre a finalidade da avaliação: para que avaliar aspectos sócio-afetivos? Para relativizar o baixo nível de aproveitamento ou para buscar superá-los a partir de uma melhor compreensão de suas causas? Mas trataremos da intencionalidade em outra seção.

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