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CHAPITRE 2. OBJECTIFS DE LA THESE

C- VALEUR PRONOSTIQUE TEP-TDM AU FDG PRE-THERAPEUTIQUE DES CE DES VADS POUR CIBLAGE PRECOCE DES POPULATIONS A RISQUE DE RECIDIVE :

3. Coefficient de diffusion

Os principais instrumentos que compõem o Sinaes, atentos às distintas dimensões complementares da avaliação da educação superior, são a avaliação institucional, que compreende dois momentos distintos: auto avaliação e a avaliação externa; onde se compreende a (ACG), que visa “identificar as condições de ensino oferecido aos estudantes, em especial as relativas ao perfil do corpo docente, às instalações físicas e à organização didático-pedagógica”; e o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que busca mensurar os conhecimentos dos estudantes acerca de conteúdos programáticos, competências e habilidades (Brasil, 2009).

O histórico dos processos de avaliação do Sinaes realizados pelo Inep demonstra evolução na área da avaliação. Em 2004, ano de início do Sinaes foram realizadas 1.919

avaliações in loco e em 2005 foram 2.649 avaliações. Em 2006 e 2007, ainda de forma moderada, são realizadas 3.246 e 2.500 avaliações, respectivamente. Em 2008 e 2009, o número de avaliações realizadas foi de 2.709 e 1.250, ainda não respondendo a necessidade do fluxo avaliativo em correspondência com o número de cursos de graduação e instituições em atividade no país. Foram analisados os dados resultantes dos Relatórios do Censo dos Cursos de Farmácia. Esta análise visou apresentar as frequências simples, buscando identificar aspectos gerais da educação superior nas seguintes variáveis: número de IES; número de cursos e número de matrículas.

A partir de 2010, o sistema tem seu pico de realização de avaliações alcançando para 4.100 avaliações e, mantém essa meta, em 2011 e 2012 realizando 5.209 e 4.560 respectivamente. O número de avaliações in loco realizadas pelo Sinaes no período de 2004 a 2014 alcança um total de 28.139 cursos e instituições avaliadas. Desse total, 25.017 são avaliações de cursos e 3.122 avaliações institucionais.

O gráfico 2 apresenta o total das avaliações realizadas por ano no período de 2004 a 2014.

Gráfico 2. Total de Avaliações in loco realizadas no período de 2004 a 2014 para cursos na área da saúde no Brasil.

Especificamente para a área da saúde foram realizadas no período de 2012 a 2014, 1048 avaliações in loco dos atos autorizativos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento, para os cursos de Biomedicina – BIO (83), Educação Física – EDFIS (268), Enfermagem – ENF (229), Farmácia – FAR (117), Fisioterapia – FISIO (111), Fonoaudiologia – FONO (15), Medicina – MED (72), Nutrição – NUT (97), Odontologia ODONT – (55) e Terapia Ocupacional – TO (8).

Além da avaliação in loco o Sinaes prevê a avaliação dos cursos por meio da avaliação de desempenho dos estudantes, entendido como componente curricular obrigatório aos cursos de graduação.

Com este formato, assegura-se a pesquisa e a avaliação para fins de orientar a expansão da oferta e garantir a qualidade. O Enade é aplicado periodicamente aos estudantes de todos os cursos de graduação, inscrevendo no histórico escolar do estudante a situação regular em relação a essa obrigação, atestada pela sua efetiva participação ou, quando for o caso, dispensa oficial pelo Ministério da Educação.

Seus resultados, disponibilizados na forma de relatórios, produzem dados por instituição de educação superior, categoria administrativa, organização acadêmica, município, estado, região geográfica e Brasil. Assim, constituem-se referenciais para a definição de ações voltadas à melhoria da qualidade dos cursos de graduação por parte de professores, técnicos, dirigentes e autoridades educacionais.

A avaliação da educação superior, realizada por meio do Enade, compreende o ciclo avaliativo definido pela realização periódica de avaliação de instituições e cursos superiores, com referência nas avaliações trienais de desempenho de estudantes.

A proposição de avaliar a educação superior de forma sistêmica representa a possibilidade de orientação da gestão pública, seja na esfera estatal ou no âmbito das

próprias instituições e tem na avaliação um referencial pedagógico e administrativo para dar suporte as mudanças nos planos, missão, atitudes e responsabilidade social.

Nesta direção, a política de avaliação proposta pelo Sinaes pretende assegurar no país, a qualidade acadêmica das instituições e a consolidação de um sistema de educação superior com alto valor científico e social. Por isso, para o cumprimento das metas expressas no PNE surge a necessidade de entendimento da avaliação como instrumento que servirá para o reconhecimento da diversidade do sistema e a qualidade atribuída à educação superior.

Com relação à formação dos profissionais de saúde, há avanços importantes desde a publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos e o consequente processo de avaliação realizado pelo INEP.

A avaliação deve ter como um dos critérios centrais o contexto em que a formação acontece, buscando identificar a relação dos projetos pedagógicos dos cursos com a realidade e a solução de problemas, assim como os desafios econômicos e sociais da região e do país.

A formação de profissionais de saúde precisa considerar, ainda, o fortalecimento do modelo de atenção à saúde “usuário-centrado”, no qual o compromisso essencial diz respeito às necessidades do usuário, como contrapartida do modelo “procedimento- centrado” atualmente hegemônico, no qual o ordenamento do ato de assistir à saúde é redutível, em grande medida, à produção, quase fordista de procedimento (Siqueira- Batista, Gomes, Albuquerque, Cavalcanti & Cotta, 2013).

A Avaliação tem como um dos objetivos, o de avaliar os projetos pedagógicos e sua necessária relação com o contexto social e econômico, onde se dá a formação, a realidade local, regional, os problemas a serem enfrentados, no país e mesmo em nível global.

Assim, segundo o Inep/MEC, dentre os desafios da avaliação para a próxima década, está à implementação de políticas de promoção de qualidade que permitam avançar na organização de um efetivo sistema nacional que articule a avaliação, regulação e supervisão com as metas previstas no PNE além de propiciar interação com outros países, por meio de critérios internacionais de qualidade.

Volta-se, portanto, aos pressupostos legais que fizeram por constituir o Sinaes: o incentivo a novas práticas e possíveis transformações na organização da educação com vistas à ampliação do acesso com garantia da qualidade na formação dos estudantes.

A educação baseada em uma pedagogia crítica procura questionar de que forma podemos trabalhar para a reconstrução da imaginação social em benefício da liberdade humana; que noções de saber e que formas de aprender são necessárias para tal projeto. Faz-se indispensável uma educação baseada na visão de que a liberdade humana envolve a compreensão da necessidade e a transformação dessa necessidade (Giroux & Simon, 2011).

O desenvolvimento de uma pedagogia crítica para a emancipação de futuras gerações de alunos e professores requer que as escolas repensem seus programas e suas práticas em torno da ideia do ensino como forma de política cultural, em que os alunos possam aprender as habilidades e o conhecimento que os habilitem a viver em uma verdadeira democracia e a lutar por ela (Giroux & McLaren, 2011).

Em uma verdadeira democracia e a saúde é um valor e um direito humano, assim a educação e a avaliação devem buscar o alcance deste objetivo, que considere as questões anteriormente descritas entorno do processo de regulação e avaliação.

Nesse sentido, a avaliação ao ser verificada e aferida de forma sistêmica por diferentes atores (gestores, professores, alunos, avaliadores e sociedade civil) torna-se uma importante ferramenta de orientação da gestão pública, mas também no âmbito das

próprias instituições, buscando assegurar a qualidade acadêmica e a consolidação de um sistema de educação superior no país.

Como os resultados da avaliação são referências básicas para a regulação, a política regulatória que deverá ser enfocada de acordo com a premissa do Sinaes “como modo de articulação e coordenação de ações – de governação – e não, apenas, como dispositivo de controle” (Duarte & Santos, 2012, p.79).

Um dos maiores desafios para o Sinaes na próxima década, a partir do PNE, é a apropriação de uma política que tenha como foco o conjunto do sistema, e não apenas uma parte dele.

A análise de indicadores para a educação superior no Brasil na última década, bem como os documentos que foram utilizados para construção do PNE 2011-2020, apontaram não só a quantidade, mas também a complexidade dos desafios, especialmente em relação à política de expansão de vagas, e a promoção da qualidade, para ampliação da democratização do ensino considerando as tendências de internacionalização da educação, de educação à distância, de diversificação institucional e de articulação com a educação básica. (Speller, Robl & Meneghel, 2012).

Debater a experiência brasileira acerca de um sistema de avaliação para educação superior e a criação de sistema de avaliação para a educação básica com certeza incrementará a qualidade do ensino com base em referenciais conceituais e políticos que privilegiem a qualidade acadêmica nestes níveis de ensino.

Em síntese, um dos maiores desafios da educação superior brasileira é a realização contínua da meta-avaliação do Sinaes, atenta para as características do sistema nacional com múltiplos papéis e funções locais, regionais, nacionais e internacionais.

Ao mesmo tempo, essa política de avaliação deve ser extensiva a todos os níveis de ensino. Criando-se também o sistema nacional de avaliação da educação básica, a partir da

experiência do já instituído na educação superior, o Sinaes, contribuir-se-á para a visão de um sistema educacional articulado. Essa proposição promove o desenvolvimento do projeto educacional da nação, com expansão e garantia de boa formação profissional, respeito à diversidade e identidade das instituições, sustentabilidade e inclusão social e acesso à educação de qualidade.

Segundo Marinho-Araújo (2009), o desenvolvimento de um perfil profissional é um processo longo e complexo que envolve a construção de uma história profissional articulada às características pessoais e as especificidades profissionais, assim como o desenvolvimento de competências que permitam considerar e articular teorias, métodos e experiências diante da identificação de um problema e da necessidade de solucioná-lo no cotidiano laboral. No processo de construção um perfil profissional, atuante e participativo, as trajetórias de formação têm utilizado a abordagem por competência, como estratégia privilegiada e útil tanto ao desenvolvimento pessoal quanto à preparação para os papéis e funções a serem desempenhados nos contextos de atuação e intervenção. (Marinho-Araújo, 2009).

Mantem-se como desafio reorientar o processo de formação dos profissionais de saúde de acordo com os princípios constitucionais estabelecidos na Lei Orgânica da Saúde (Brasil, 1990), desenvolvendo as competências requeridas ao pleno desenvolvimento das ações e serviços de saúde requeridos pelo SUS. Portanto, buscar a formação de um profissional que esteja preparado para cuidar integralmente da pessoa, construir projetos terapêuticos com o sujeito levando em conta não só o indivíduo, mas seu contexto, sua família, seu trabalho e as coletividades as quais pertence e participa (MS, 2015).

O movimento de reforma curricular construídos no âmbito da implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais tem apontado a importância da integração ensino-serviço e da integralidade para a formação de profissionais voltada às necessidades de saúde da

população. No entanto a grande maioria das instituições de ensino superior no Brasil, responsáveis pela formação de profissionais na área da saúde apresentam-se distantes de uma formação voltada à integralidade do cuidado e as necessidades dos serviços de saúde do SUS.