• Aucun résultat trouvé

Code OWL du modèle des opérations de transformation

Para obtermos informação pertinente e adequada para responder aos objetivos traçados para este estudo, procedemos à construção de um conjunto de instrumentos de recolha de dados de que se seriam capazes de fornecer e produzir informação essencial para se analisar a evolução dos alunos. Os instrumentos de recolha de dados foram elaborados em função das três fases que constituem este estudo: a preparação, a realização e por fim a avaliação.

No presente estudo, serão considerados como instrumentos de recolha de dados, o questionário inicial (Anexo 5), o guião da saída de campo (Anexo 4) e o questionário final (Anexo 6). Destes três documentos, o guião da saída de campo foi considerado como um instrumento de avaliação do processo de ensino-aprendizagem dos alunos, tendo sido considerado na avaliação na disciplina de Geografia. Para além dos instrumentos de recolha de dados já mencionados, utilizamos o comentário/opinião dos alunos (Anexo 12) em relação à saída de campo para fazer uma melhor análise da mesma. Em cada uma das fases que constituem este estudo, serão apresentados os instrumentos construídos para a recolha de dados.

3.1 O Questionário Inicial

Um dos grandes objetivos deste trabalho era verificar se os alunos tinham uma evolução nos seus conhecimentos em História e Geografia, com a participação numa saída de campo. Sendo assim, consideramos interessante verificar quais os

conhecimentos que os alunos tinham sobre a história da região, assim como, sobre algumas temáticas já abordadas nas aulas de Geografia, que seriam abordadas nesta saída. Após esta reflexão, elaboramos o questionário inicial (Anexo 5) no qual os alunos teriam de responder a 10 perguntas sobre conteúdos temáticos.

Para além das perguntas relacionadas com conteúdos temáticos sobre História e Geografia, eram questionados sobre se já tinham visitado a cidade de Peso da Régua e também sobre as sensações que uma foto tirada na visita anterior feita por mim lhes transmitia.

O nosso principal objetivo com este questionário inicial era verificar quais os conhecimentos que os alunos tinham nas duas áreas, procurando saber quais os pontos em que tinham mais dificuldade ou não sabiam responder. No global, pretendíamos verificar se depois da saída de campo efetuada, havia algum tipo de evolução nos conhecimentos dos alunos. Este questionário foi entregue na semana anterior à realização da atividade.

3.2 O guião da saída de campo

O guião (Anexo 4) foi elaborado com o objetivo de ser um guião prático e de resposta fácil para os alunos. Na nossa opinião a presença de um guião ou de um roteiro numa saída de campo é essencial, pois irá fazer com que os alunos apliquem os seus conhecimentos. O principal problema que existe nas “visitas de estudo” é o facto de os alunos irem apenas dar um “passeio” e voltar poucas horas depois. Na área disciplinar de Geografia é essencial existir um guião numa saída de campo, pois em Geografia os alunos estão em contacto com o meio envolvente e através da observação que fazem, aplicam os seus conhecimentos. Um dos objetivos principais deste trabalho, é essencialmente também demonstrar que História e Geografia não se aprendem somente através da leitura de livros, visualização de imagens, mas que é fundamental a observação e o trabalho de campo.

Na área disciplinar de História ao longo de todo o meu percurso escolar, não efetuei nenhuma saída de campo, sendo que as minhas aulas eram feitas através da análise do manual escolar. Uma vez que tive aulas muito direcionadas para a parte teórica e pouco para a parte prática, acho fundamental aprender História pelo espaço, pois irá permitir aos alunos conhecer melhor os factos da história nacional. Através

desta saída a Peso da Régua, os alunos poderiam conhecer a evolução desta cidade, assim como, de toda a região envolvente, percebendo de forma mais realista o porquê de esta região ser tão importante para o país.

De uma forma resumida, procuramos, de seguida, explicar os objetivos de cada uma das tarefas que constavam no guião.

Com a primeira paragem no Museu do Douro, pretendia-se que os alunos estivessem em contacto com a história da região do Douro, percorrendo a evolução desta região desde a pré-história até à atualidade. Ao elaborar o guião, pretendíamos que em cada espaço temporal os alunos tivessem tarefas para realizar, para assim verificarem como a região evoluiu ao longo dos séculos. Para a realização destas tarefas, os alunos teriam de estar atentos à guia do Museu, assim como aos painéis lá disponíveis, onde se encontravam algumas das respostas às tarefas pedidas. Com a procura que os alunos teriam de fazer nos painéis para responder às atividades pedidas, pretendíamos que os alunos exercitassem a pesquisa de informação, e também desenvolver nos alunos os hábitos de consulta desses painéis que existem na generalidade dos museus.

Durante a hora do almoço, momento para os alunos descomprimirem e relaxarem, tínhamos idealizado fazer um almoço junto ao rio para que os alunos observassem a grande riqueza paisagística. Porém, não foi possível realizar o almoço neste local devido ao mau tempo que se fez sentir na parte da manhã, como já referi anteriormente.

Na segunda paragem, apesar de os alunos não estarem na ponte pedonal que seria a ideia inicial, realizaram na mesma a tarefa num local perto da Quinta de Tourais, onde puderam observar a paisagem para assim aplicarem conhecimentos que tinham aprendido sobre o tipo de povoamento, assim como, características da paisagem agrária. Como primeira tarefa nesta paragem, foi pedido também aos alunos que indicassem três dos afluentes do rio Douro.

Na terceira paragem, pretendíamos que os alunos estivessem em contacto com uma quinta familiar. Nesta quinta era importante que os alunos estivessem atentos a todo o processo da elaboração do vinho, assim como, conhecer quais os principais países importadores do seu vinho. Para além disso, teriam de estar atentos ao tipo de turismo que era praticado nesta quinta, à tecnologia utilizada, ao número de mão-de- obra utilizada e a outras características pedidas na tarefa 36.

Na quarta paragem, com a ida à barragem de Bagaúste pretendíamos que os alunos observassem uma barragem, assim como, rever um pouco os conteúdos aprendidos no ano letivo anterior sobre os recursos hídricos e o transporte fluvial. Como já referi anteriormente, a observação que os alunos fazem nas saídas de campo é fundamental e importante, e isso ficou bem claro quando tivemos a oportunidade e a sorte de ver a abertura da eclusa da barragem que era algo que os alunos dentro de uma sala de aula não o poderiam visualizar.

Na quinta e última paragem, pretendíamos que os alunos tivessem em contacto com uma quinta industrial, para verificarem as diferenças que existe entre uma quinta familiar e uma industrial. Posto isto, os alunos teriam que realizar tarefas que estavam diretamente relacionadas com os conteúdos que estudaram sobre o tema da agricultura durante o presente ano letivo. Para além disso, poderiam integrar também conhecimentos sobre o turismo rural estudado este mesmo ano. Por fim, pretendíamos verificar se as sensações que a paisagem transmitia eram as mesmas das que tinham indicado no questionário inicial. Para isso, fomos ao local exato onde a foto tinha sido tirada para ser colocada no questionário inicial. Mais à frente, iremos verificar quais as diferenças de sensações que os alunos indicaram antes e durante a saída de campo. Também foi pedido aos alunos para indicarem quais os conteúdos temáticos de Geografia que efetuaram com esta aula de campo. Com esta questão, procurávamos saber se os alunos associaram os conhecimentos adquiridos durante a saída de campo, com as aprendizagens que tinham efetuado em Geografia.

Toda a construção deste guião foi pensada no ponto de vista científico, pedagógico e didático e adaptado ao nível etário e cognitivo dos alunos envolvidos. Dessa forma, procuramos construir este guião com formulações pedagogicamente adequadas e corretas para os alunos em questão.

3.3 Balanço da saída de campo

Um instrumento que consideramos também importante na recolha de dados foi o comentário que os alunos efetuaram sobre a atividade por escrito (Anexo 12). Este comentário estava integrado no questionário final, que foi entregue aos alunos duas semanas depois da realização da saída de campo. Neste questionário, pedimos aos

alunos que indicassem dois aspetos positivos e negativos que esta saída teve na opinião deles.

Com isto pretendíamos que os alunos tivessem a oportunidade de realizarem a sua avaliação da atividade, refletindo de uma forma ponderada depois de duas semanas. Na nossa opinião, os comentários dos alunos são fundamentais para sabermos a perspetiva que os alunos possuem sobre esta atividade, assim como, permitir aos professores melhorarem os aspetos mais negativos que tiveram durante a mesma.

3.4 O Questionário Final

No dia 26 de abril de 2016, os alunos realizaram o último questionário (Anexo 6), que eram as mesmas perguntas do questionário inicial, excetuando as questões 1 e 12 e acrescentamos a pergunta 13 para saber a opinião dos alunos sobre a saída de campo.

O objetivo deste instrumento era comparar as respostas dos alunos com as que haviam dado no questionário inicial, com o principal objetivo de verificar se houve evolução nos conhecimentos dos alunos. Assim, pretendíamos verificar se a realização desta atividade tinha tido um impacto positivo, através da análise das respostas que os alunos tinham dado.