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Vers une approche mixte de l’ACA

6.2 Acquisition de connaissances d’adaptation (ACA)

6.2.3 Vers une approche mixte de l’ACA

Relativamente ao percurso pelo qual adotamos, é importante referir que houve a preocupação de mostrar aos alunos locais que lhes permitissem integrar simultaneamente conhecimento de História e de Geografia. Deste modo, elaboramos um percurso que iria ter cinco paragens: Museu do Douro, ponte pedonal de Peso da Régua, Quinta de Tourais, barragem de Bagaúste e por fim a Quinta de Santa Eufêmia. Para que os alunos compreendessem a história da região envolvente, optamos por iniciar o percurso no Museu do Douro. De seguida, iriamos visitar a ponte pedonal de Peso da Régua, para que os alunos, através da observação direta, mais abrangente, pudessem caracterizar o tipo de povoamento dominante na paisagem, assim como, caracterizar morfologicamente a paisagem agrária. A seguinte paragem iria ser feita na Quinta de Tourais, onde seria importante que os alunos verificassem o tipo de produção e características de uma quinta familiar. Por conseguinte, iriamos visitar a barragem de Bagaúste onde os alunos iriam recordar e aplicar conhecimentos adquiridos sobre os recursos hídricos. Por fim, iriamos visitar a Quinta de Santa Eufêmia na qual os alunos iriam conhecer quais as características de uma quinta industrial.

Assim, por volta das 8 horas da manhã os alunos reuniram à porta da escola, onde os professores que iriam acompanhar a atividade já aguardavam. Depois de agrupados todos os alunos por turmas, foi feita a chamada e fornecidas algumas informações relativamente ao comportamento que os alunos deveriam ter durante o dia. Foi novamente referenciado que haveria um instrumento de avaliação e que seria apenas mais uma aula. O percurso até ao Museu do Douro foi feito de camioneta, para rentabilizar tempo e custos.

A chegada ao Museu do Douro, ocorreu por volta das 10 horas da manhã, onde depois de reunir todos os alunos, foram distribuídos os guiões e fornecidas algumas indicações importantes sobre os mesmos. As turmas foram divididas em dois grupos, no qual, cada uma iniciou um percurso com o seu guia pelo Museu. À medida que efetuavam o percurso, havia pequenas paragens para esclarecer informação relevante e para ajudar os alunos a responderem a algumas questões do guião. A visita a este museu foi muito importante e interessante para os alunos, pois permitiu que estes pudessem saber a história da região do Douro desde a pré-história, até à atualidade. No final desta visita, os guias demonstraram satisfação pelo comportamento e participação das turmas, porém, diziam que os alunos estavam muito presos ao guião e por vezes não estavam com atenção às explicações dadas.

Após a visita ao Museu do Douro, fizemos uma pausa para o almoço, que iria decorrer ao ar livre em frente ao rio, porém, devido às condições meteorológicas não foi possível. A parte da manhã desta visita ficou marcada pelo mau tempo que se fez sentir com a ocorrência de precipitação. Na minha opinião, esta foi talvez a parte mais difícil de gerir na saída de campo, pois não tinha pensado num sítio alternativo para o almoço. Sendo assim, a maioria dos alunos acabaram por almoçar dentro da estação de comboios, sendo este o ponto mais negativo que mais tarde os alunos referiram no questionário final.

Depois do momento do almoço, embora estivesse previsto no guião que fossemos à ponte pedonal de Peso da Régua, acabamos por não o fazer, devido ao mau tempo que se fazia sentir, porém, a atividade prevista para esta passagem foi na mesma realizada. Assim, fomos diretos para a Quinta de Tourais, onde uma vez que chegamos uma hora antes do previsto, os alunos tiveram que esperar esse tempo. Durante o tempo de espera ocorreu uma melhoria significativa no tempo, passando de uma manhã com chuva para uma tarde de sol e calor. Foi devido a este fator que a saída de campo teve pormenores muito interessantes. Ao analisar o comportamento dos alunos, pude verificar que estes, devido ao calor se encontraram irrequietos e impacientes até à hora da visita à Quinta de Tourais.

Após o tempo de espera em que procuramos controlar os alunos, deu-se o início da visita à Quinta de Tourais. Nesta visita, o comportamento dos alunos foi mais complicado, pois, estavam mais distraídos e havia muito barulho, sendo difícil para o responsável da quinta comunicar e explicar as dúvidas dos alunos. Ao discutir com a professora cooperante de Geografia e com os colegas de estágio, comentamos

que os alunos não tinham demonstrado um grande interesse neste local e que se encontravam muito agitados. Apesar destes pontos menos positivos, esta quinta foi interessante porque permitiu aos alunos perceberem todo o processo pelo que o vinho passa até ao produto final.

No seguimento desta visita, fomos até à barragem de Bagaúste. A paragem neste ponto, revelou-se bastante positiva devido ao interesse que os alunos manifestaram. Neste local foi possível os alunos visualizarem ao vivo a abertura da barragem para a passagem de um barco, o que se revelou interessante pois conseguiram relacionar conteúdos que já tinham aprendido no ano letivo anterior. Também foi possível observar que os alunos não tiveram grande dificuldade em responder às perguntas do guião relacionadas com esta paragem.

Por fim, aconteceu a última paragem ocorreu na Quinta de Santa Eufêmia. Nesta altura do dia, depois de os alunos acordarem cedo, caminharem durante o dia, com as mudanças de estado de tempo, observamos que estavam cansados não só fisicamente como também a nível psicológico. A prova disso foi que vários alunos vieram ter comigo, explicando que não iam responder à última parte do guião porque já não tinham condições para estarem concentrados.

O cansaço é um ponto interessante desta atividade, pois permite refletir sobre qual o tempo que se adequa para uma saída de campo. Será que é mais proveitoso fazer uma saída de campo só para parte da manhã? Será que fará mais sentido fazer da parte da tarde? Quanto tempo seria ideal para uma saída de campo? São tudo perguntas que permitem uma reflexão sobre qual a melhor forma de se implementar este tipo de atividades.

Esta visita apesar de ser interessante, muitos dos alunos não estavam com muita atenção. Também é importante referir que a responsável da quinta não se colocou no melhor lugar para ser ouvida pelos 40 alunos participantes. Como muitos não conseguiam ouvir as explicações, começaram a dispersar e a distrair os restantes colegas. No interior da quinta, foram explicadas e verificadas quais as diferenças que existem entre uma quinta familiar e uma mais industrial. Os alunos também puderam identificar que as técnicas de produção eram distintas da quinta anterior, assim como, os países para onde era exportado o vinho. Para os alunos foi interessante poderem observar os socalcos existentes e saber qual a sua importância naquela região. A visita terminou com um lanche oferecido aos alunos e professores pela responsável da quinta.

No final desta visita regressamos à escola, onde chegamos por volta das 19 horas, ou seja, foi um dia completo numa saída de campo. Como os alunos saíram da escola por volta das 8 horas da manhã e só chegaram às 19 horas da tarde, pude concluir que talvez o número de horas tenha sido demasiado. De facto, à chegada da escola muitos dos alunos comentaram que estavam muito cansados e que só queriam ir para casa descansar.

Na nossa opinião, todos estes comportamentos dos alunos são de enorme importância, e que podem ser importantes para no futuro se definir concretamente sobre qual o tempo ideal para a realização deste tipo de atividades para adolescentes.