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Code de l’action sociale et des familles

Dans le document Décision n° 2021 - 824 DC (Page 35-42)

Para Mollerup (2013) o conceito de wayfinding é simples e objetivo: é um pro- cesso de solucionar o problema básico de encontrar um caminho de um lugar para

outro. Segundo o autor, esse processo é interativo e as pessoas preferem realizá-lo da seguinte forma:

1) Procuram por informação: As pessoas leem informações externas às rotas e as combinam com informações internas. Para Mollerup (2013), essas informa- ções externas estão em qualquer tipo de informação prévia à rota, podendo estar em mapas e descrições verbais. As informações externas abrangem todo tipo de “pistas” sobre o lugar, assim como as sinalizações e outros tipos de recursos. A informação interna, para o autor, é o conhecimento do indivíduo, o que inclui seu mapa cognitivo e sua representação espacial do lugar.

2) Decidem qual rota tomar: Para o autor, o indivíduo escolhe uma rota (quando há uma escolha) avaliando e comparando os atributos das possíveis rotas. E, ainda segundo Mollerup (2013), esses atributos podem incluir fatores como a fa- miliarização, distância, engarrafamentos, segurança, beleza do cenário, facilida- de de acesso, facilidade de navegação, economia (pedágios, passagens de trens outros custos) e horários, se o transporte público estiver envolvido.

3) Deslocam-se ao longo da rota escolhida: Mollerup (2013) nos traz que o “con- fronto” entre os fatores humanos com os fatores ambientais para a realização de tomadas de decisão é a preocupação principal do wayfinding. É o momento onde as capacidades do indivíduo juntam forças com as características de waysho-

wing5 do ambiente.

Segundo o autor, a etapa de planejamento pode ser realizada em diversos momentos, desde a etapa antes do deslocamento do indivíduo ou durante. Para ele, o planejamento que antecede o deslocamento é denominado de estratégia de

wayfinding, e o que ocorre durante o deslocamento é chamado de decisões de

execução. O autor ressalta que ambos são quase sempre realizados nos desloca- mentos humanos.

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Wayshowing é um termo trazido por Per Mollerup em uma de suas principais obras: o livro “Wayfin- ding e Wayshowing”. O termo relaciona-se ao termo wayfinding no sentido de que o último se refere ao “processo de encontrar o caminho” (como já exposto) e o trazido pelo o autor seria algo como “o processo de mostrar o caminho”, relacionando-o às sinalizações contidas em um ambiente que são capazes de fornecer informações eficazes e eficientes para alimentar um processo de wayfinding corretamente. Esse termo será trazido novamente à essa dissertação mais adiante.

Mollerup (2013) afirma que as pessoas utilizam nove tipos de estratégias de

wayfinding ou combinações dessas estratégias, e elas geralmente não sabem que

conhecem essas estratégias. São elas:

1) Seguir trilhas

É a estratégia mais comum. As pessoas ao utilizarem esse tipo de estratégia usam predominantemente uma ou duas capacidades sensoriais. Os humanos ge- ralmente utilizam a visão e em segundo plano a audição e tato. A estratégia de se- guir trilhas ocorre quando nos baseamos em sinalizações direcionais em estradas ou grandes edificações. O autor ressalta que em algumas situações, o próprio caminho é uma trilha a ser seguida sem que se tenham nenhuma sinalização como placas no caminho.

2) Seguir rotas

Para o autor, seguir uma rota pré-determinada é como seguir uma regra, uma normal e por isso, exige mais atenção cuidadosa do que de raciocínio. A diferença entre seguir trilhas e seguir rota está no posicionamento das informações necessá- rias. Seguindo trilhas a pessoas encontram as informações que precisam ao longo do caminho. Quando em seguir rotas, as pessoas recebem as informações antes de executar o trajeto e guardam essas informações na mente ou em papel para pode ser consultado durante a execução da rota.

As informações recebidas antes da execução dos trajetos podem ser verbais ou pictóricas. As instruções pictóricas podem ser um mapa ou uma série de imagens descrevendo a rota. Mais uma vez, o autor nos traz que combinações das duas es- tratégias podem ser realizadas: recebemos instruções antes de realizar um trajeto e durante a execução do trajeto utilizamos sinalizações que nos ajudem a monitorar nosso deslocamento.

Alguns problemas levantados pelo autor nesse tipo de estratégia envolve a rota de volta, a rota oposta ao deslocamento realizado. Para ele, o primeiro proble- ma está no fato de experimentarmos a rota de forma diferente dependendo da dire- ção tomada. O segundo problema consiste em mesmo sendo o mesmo caminho, a rota de volta pode apresentar certas dificuldades que não existiam no outro sentido. E por fim, menciona que obstáculos planejados ou não podem interferir no caminho

de volta como, por exemplo, ruas de mão única, entradas e saídas separadas ou portas de sentido único.

3) Busca instruída6

Mollerup (2013) nos traz que diferente da busca aleatória, a busca instruída é uma forma inteligente e se abordar o wayfinding. A busca instruída funciona através de silogismo, por lógica. Para esse tipo de busca o cerne da questão é a validação de premissas. Como exemplo o autor nos traz a seguinte situação: um cliente quer comprar um litro de leite em um supermercado onde ele nunca esteve antes. Ele caminha até os fundos do supermercado, pois, lembra-se que a maioria dos super- mercados coloca esse tipo de produto em áreas mais afastadas. Logo, a busca ins- truída desse cliente fornece a informação que o supermercado organiza seus produ- tos da mesma forma que os demais.

Segundo o autor, esse exemplo por silogismo pode ser compreendido da se- guinte forma: que a premissa maior é de que todos os supermercados guardam leite nos fundos da loja; que a premissa menor é de que isso é um supermercado; logo, o leite desse supermercado está localizado nos fundos da loja.

Para facilitar mais a compreensão desse tipo de estratégia, Mollerup (2013) nos afirma que não se procura por posto de gasolina em ruas estreitas de áreas re- sidenciais e sim, em áreas com maior trânsito de veículos. Assim como, tem-se a expectativa de se encontrar totens de check-in próximos a entrada em aeroportos. Com isso, o autor afirma que a busca instruída funciona com a lógica de fazer senti- do.

4) Dedução

Para o autor, a estratégia por dedução é uma variação da estratégia por bus- ca instruída. Para ele, dedução como estratégia de wayfinding, significa dizer que observando números de ruas, de casa, letras relacionadas a lugares ou qualquer outra informação oferecida de forma cardinal auxilia na compreensão da estrutural geral do lugar. Traz-nos como exemplo a situação do indivíduo que percebe que

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O termo original utilizado pelo autor é “Educated seeking”. Em uma tradução literal para a língua portuguesa seria “Procura Educada”, porém, por não ser um termo usual do nosso vocabulário e tampouco intuitivo quando relacionado ao contexto onde o autor empregou o termo, optou-se pelo termo “Busca Instruída” como sugestão de tradução nessa dissertação.

todos os números de uma rua de um lado são ímpares, logo, tira a conclusão que as do outro lado são pares, assim como, aumentam ou diminuem na mesma direção.

5) Triagem

Segundo o autor, essa estratégia envolve procurar em uma área algo especí- fico de forma sistematizada. Diferente da estratégia de busca instruída, essa guiará o indivíduo para uma solução se houver ou para nenhuma se for o caso. Se o com- prador de leite (do exemplo anterior) entrar no supermercado com a estratégia de triagem, ele percorrerá quase todas as prateleiras até encontrar o leite. Para Molle- rup (2013), dependendo do tipo de triagem, ela pode ser limitada ou total.

6) Pontaria

Mollerup (2013) afirma que a estratégia de pontaria é a mais simples estraté- gia de wayfinding. Para ele, ela significa ir à direção de um alvo perceptível, que ge- ralmente é um alvo vertical e isolado. Afirma que quando o alvo é fácil de ser visto, a estratégia é denominada de estratégia de pontaria direta. Quando o alvo não é fácil de ser percebido, mas algo próximo a ele é, a estratégia é denominada de es- tratégia de pontaria indireta. O autor nos traz o seguinte exemplo: quando o indiví- duo está procurando pela torre Eiffel, ele a olha e caminha na direção dela (estra- tégia de pontaria direta). Quando o indivíduo procura algo próximo a torre, ele cami- nha em direção à torre, mas focando em detalhes apenas quando estiver perto dela (estratégia de pontaria indireta).

7) Leitura de Mapa

Segundo Mollerup (2013), estratégias de wayfinding podem envolver mapas portáteis ou mapas estacionários. O mapa portátil oferece ao indivíduo uma vista mais abrangente de todo o lugar e com isso oferece a liberdade para a pessoa criar suas estratégias de wayfinding. O mapa estacionário possui a vantagem de não pre- cisar ser carregado, mas exige que a pessoa memorize a informação necessária. Geralmente os mapas estacionários são do tipo “você está aqui” e não oferecem uma visão maior do local, geralmente de trechos pequenos.

8) Bússola

Para o autor, utilizar direções de bússola, com ou sem bússola, para o

wayfinding é uma boa estratégia. Ainda segundo o autor, apenas duas ressalvas

precisam ser feitas: o indivíduo precisa reconhecer exatamente onde ele está e onde está o seu destino desejado; o indivíduo deve saber ler bússolas ou ter a habilidade de reconhecer em pistas no lugar as direções de uma. Essa estratégia é a maneira mais sensata de monitoramento em deslocamentos.

9) Navegação social

Para o autor é uma estratégia de planejamento de deslocamento baseada no comportamento das pessoas ao redor, ou da história do lugar. Trata-se de observar como grupos interagem com o ambiente antes de realizar a tomada de decisão. Afirma que todo lugar é historicamente rico de informações, é importante saber lê- las.

O autor conceitua o termo wayfinding (mas diferente dos outros autores vistos até o momento) separando os fatores ambientais do wayfinding. Para ele, tudo o que influencia e faz com que um local seja fácil de navegar, identificável, compreendido, memorizado e acessível é denominado de wayshowing. Portanto, para o autor o

wayfinding envolve os processos cognitivos humanos, envolve os mapas mentais e

as experiências vividas. O wayfinding é o processo de encontrar o caminho. O wayshowing é tudo aquilo que pode ser oferecido no ambiente que facilita esse pro- cesso, portanto, é o processo de mostrar o caminho.

Dans le document Décision n° 2021 - 824 DC (Page 35-42)

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