faiblement qualifiées sur le marché
Groupe 4 : trajectoire d'éloignement du marché du travail dominée massivement par l'inactivité (17 %)
6. S ALAIRES ET QUALIFICATION
6.1. Coûts du travail et productivité
Para além da necessidade de organizar o enquadramento da informação no vídeo, é de todo importante delinear a ordem de importância de disponibilização dos conteúdos jornalísticos.
A lógica empregue quanto à narrativa do vídeo 360º assenta na praticada pela comunicação online jornalística, no sentido de adaptar a pirâmide deitada. Portanto, o centro do vídeo detém a importância basilar da atenção do utilizador, onde a ação principal deve decorrer. Por sua vez, o centro do vídeo deve ser onde decorre a generalidade da ação principal e, assim, onde se encontram as anotações principais para guiar o rumo da historia. Embora a perspetiva seja a de 360º graus, a narrativa que o jornalista objetiva contar deve sobretudo abordar pelo menos uma linha que guie o utilizador na narrativa, para evitar o erro de ligar a câmara em determinado ponto e apenas dar espaço à máquina no centro de uma esfera de ação. A título de exemplo, se a peça abordar o conceito de comércio local e a personagem principal for um comerciante, a perspetiva basilar deve-se focar na pessoa onde recai a história, aquando da sua explicação dos conceitos, como ainda a perspetiva deve acompanhar as diferentes movimentações da personagem. Tudo o resto é acréscimo, necessariamente a ideologia básica da perspetiva 360º: a possibilidade do utilizador poder explorar vários ângulos da narrativa. Este nível de interação não deve pressupor ao “designer” que o utilizador decide completamente por onde deve encaminhar a sua experiência, com especial atenção à temática jornalística. Por isso, o centro do vídeo é onde a história principal decorre, não sendo necessariamente o centro geográfico do vídeo, pelo que a narrativa principal pode por vezes mudar de posição, logo a lógica da grelha tem, assim, de ser enquadrada consoante estes acontecimentos.
O “designer” dá a possibilidade do utilizador poder, de uma certa forma, interferir com o conteúdo mediante o controlo da perspetiva dos 360º graus, independentemente da tecnologia. A ideia é contar uma história, pelo que se a ênfase estiver na liberdade total do utilizador, o mesmo pode falhar a atenção aos diferentes acontecimentos. Não se trata de conferir um momento paisagístico ao vídeo 360º, mas sim salientar o valor do enquadramento para o mesmo integrar a história principal. A um certo nível, se o jornalista adotar uma postura de mero facilitador de experiência, sem ponderar o peso da narrativa e dos valores notícia, a mensagem falha a chegar ao recetor.
Na lógica da pirâmide deitada, a informação é desde logo disponibilizada ao utilizador mediante um título chamativo, que convida a abrir o restante conteúdo da notícia17. O corpo da notícia é
apresentado, que por sua vez está dividido em blocos de informação não só para uma leitura mais facilitada, mas também para dar a possibilidade ao leitor de fazer uma triagem do que acha mais relevante para si (por exemplo, numa análise a um filme o último parágrafo contém o veredito final). Os “links” disponibilizados no texto abrem novas possibilidades de exploração, desde gráficos,
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diversos textos, vídeos, entre outros conteúdos, que por sua vez encaminham o leitor para outros trajetos informativos.
De forma sucinta, a pirâmide deitada guia o jornalista a desenvolver a informação numa lógica vertical, que guia o processo criativo do profissional. Quanto ao imediatismo, a título de exemplo, não faz sentido o jornalista escrever um longo texto sobre um novo fármaco, com ênfase na composição química e outros aspetos mais técnicos, mas sim em resumir os efeitos do medicamento e quais os pacientes.
Porém, trata-se de uma perspetiva aplicada ao texto online, pelo que o vídeo jornalístico não encabeça de todo a abrangência da perspetiva a 360º graus, que engloba a atenção do utilizador de praticamente qualquer frente. A ideia sugerida passa por espelhar a lógica da pirâmide, no qual o vídeo 360º no fundo compreende duas pirâmides invertidas opostas uma à outra. A nível de conteúdos, e tendo em conta que os 360º graus incorporam múltiplas possibilidades de foco, ou seja, vários caminhos que o utilizador pode explorar, logo há a necessidade de estipular a importância da informação a 360º
Ponderei por isso seguir a lógica da pirâmide deitada de Canavilhas pelo conceito da liberdade do utilizador escolher qual a informação mais importante a seguir, cuja lógica acho em todo relevante para o conceito de exploração a 360º no vídeo. Para tal, estipulo a sugestão da pirâmide espelhada, para ajudar sobretudo a dividir os pontos de interesse para o utilizador. Esta ideia aplica-se à espacialização da informação, pelo que o vídeo em si necessita igualmente de uma atenção especial, que explicarei em seguida.
O panorama do vídeo deve, portanto, dividir-se por sua vez em zonas, como mosaicos. Cada um incorporará um nicho de informação, consoante a lógica da pirâmide espelhada. Na prática, o jornalista com a grelha sabe quais as ações que decorrem no âmbito do 360º e, assim, consegue aplicar a lógica da pirâmide espelhada para disponibilizar a informação que pretende transmitir, de uma forma simples e eficiente.
Após delinear a informação no vídeo por áreas de ação, com a grelha personalizável, aplica-se a lógica da pirâmide espelhada para demarcar a importância da informação. Essencialmente, o foco principal do utilizador é neste caso o ponto de maior importância, pelo que os conteúdos laterais são suscetíveis de exploração. No entanto, o jornalista deve ter a consciência da importância da informação desde logo na altura de captar informação. O enquadramento é, assim, de importância ulterior, como por exemplo demarcar a presença da personagem principal ou cena principal, e enquadrar os 360º de forma a que uma das perspetivas não seja uma parede ou evitar que os 360º espelhem uma área onde há pouquíssimo movimento. Porém entendo a necessidade hercúlea de fundamentar um género jornalístico, desde logo ponderando os anos de análise académica para encarar a infografia como possível género jornalístico. Portanto, estimo por isso em primeiro plano o vídeo 360º como um fenómeno emergente em jornalismo e a pirâmide espelhada como proposta e,
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até, futuro alvo de investigação académica, como alegoria à defesa de doutoramento de Canavilhas e a pirâmide deitada.
42 Exemplo da aplicação da grelha de divisão da imagem panorâmica e da aplicação da pirâmide espelhada, de organização da informação jornalística
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