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Accompagnement des personnes sans emploi et des publics fragilisés 1. Accompagnement des demandeurs d'emploi

Dans le document Conseil supérieur de l'emploi : rapport 2013 (Page 187-190)

faiblement qualifiées sur le marché

Groupe 4 : trajectoire d'éloignement du marché du travail dominée massivement par l'inactivité (17 %)

5. I NCITANTS FINANCIERS ET NON FINANCIERS À LA PARTICIPATION À L ' EMPLOI

5.3. Accompagnement des personnes sans emploi et des publics fragilisés 1. Accompagnement des demandeurs d'emploi

O vídeo tornou-se de longe o meio de comunicação mais popular para o jornalista multimédia, tanto que quase parece que o trabalho não é multimédia a não ser que inclua um pouco de vídeo (Westbrook, 2009).

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A narrativa vídeo clássica corresponde ao esquema de Freytag, nomeadamente à sua pirâmide de organização. A pirâmide de Freytag (McCombs, 2012) compreende os passos da Exposição, no qual é introduzida a personagem principal, o conflito e o ambiente da história, a Ação, que incorpora as complicações em maior detalhe, o Clímax, momento de grande tensão que muda a situação de bem para melhor ou vice-versa mediante à resolução do conflito, a Ação Final, na qual segue o Clímax com mais conflito, mas a ação caminha para a conclusão, e o Denouement, onde as complicações são resolvidas e ocorre o fim.

35 Esquema de Freytag de divisão da informação em vídeo

Parte da evolução do jornalismo passou nos últimos tempos pela integração do vídeo online. Du Linh Tu descreve seis “sabores” deste género de vídeo ( Du Linh, 2015): a tradicional transmissão, com reportagens adaptadas à web; vídeos crus, filmados e submetidos pelos jornalistas diretamente do telemóvel, por exemplo, sem edição; vídeos explanatórios, para temas de difícil compreensão como finanças pessoais e política; conteúdos interativos, vídeos curtos que complementam texto nos chamados projetos multimédia imersivos; vídeos de recurso, com olhar profundo sobre temas, mas nem sempre expostos do ponto de vista do documentário; documentário e narrativas de forma longa, planeadas e produzidas com vista a maior longevidade.

No entanto, cada “frame”14 do vídeo influencia a mensagem a ser transmitida, desde logo pela

utilização de técnicas tão vastas como a imagem granulada, jogo do branco e preto, cores contrastantes, distorção de imagem, dissolução ou até mesmo inclusão de outros elementos, como texto.

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Tendo em conta que, com base nos autores já abordados, o público influencia intimamente o propósito das notícias, o vídeo não escapa à tendência. Em 2014, o Pew Research and Center/Journalism and Media15 realizou um estudo no qual indica que dois terços dos americanos

adultos veem vídeos online e que, desta amostra, mais de metade é audiência de vídeos noticiosos. Na mesma altura, a rede social Facebook adicionou a opção de publicar vídeos, que resultou em entradas diárias quatro vezes superiores em comparação com o ano anterior. Em números, adiantaram que em julho de 2014 os utilizadores viam mais de mil milhões de vídeos diariamente. No entanto, Tu concluiu ainda que para além dos vídeos virais os noticiosos não eram reproduzidos além dos poucos milhares de vezes (Du Lihn, 2015). Ainda, uma grande parte dos vídeos noticiosos são reproduzidos em plataformas terceiras que não as dos websites próprios dos media, como sites de partilha de vídeos (Peer e Ksiazek, 2011). As agências noticiosas reconhecem o impacto que o documentário tem no vídeo móvel (como o captado pelo público generalizado), quanto à importância pública. O jornalismo tem necessariamente de produzir algo que demarque do chamado jornalismo de cidadania, tendo em conta o treino mais apurado para detetar os chamados valores notícia e, igualmente, os tratar da melhor forma para que a audiência consiga entender.

Em termos históricos, o jornalismo em vídeo iniciou-se com o surgimento nos anos 60, quando os jornalistas começaram a filmar e escrever as próprias histórias (Rosenblum, 2003). Porém, o conceito de “videojornalismo” só surgiu no final dos anos 80, com Michael Rosenblum, quando o jornalista começou a filmar as suas peças com uma pequena câmara de vídeo caseira. Estes vídeos foram na altura publicados na TV Bergen, cadeia televisiva norueguesa, pelo que o sucesso que se repercutiu inspirou outros canais a seguir exemplo, como a TV3 Sweden e TV3 Denmark.

Em termos gerais, o vídeo jornalístico objetiva sobretudo a proximidade com a história, pela captura da realidade como a mesma se apresenta na objetiva da câmara. Casey Frechette, num artigo de 201216, ponderou nove elementos chave para a narrativa jornalística em vídeo, mas todos os pontos

estão assentes na determinação no potencial narrativo, no planeamento do vídeo quanto à estrutura específica dos planos, e face à avaliação da eficiência da história em vídeo junto do jornalista e do público. Pela proximidade do vídeo à realidade, a emoção é a ferramenta disponibilizada para sobretudo criar empatia entre o público e o que está disponibilizado no vídeo, como “dar aos ‘storytellers’ uma palete grande para tornar possível não só concretos os factos mas a realidade abstrata da experiência humana” (Frechette, 2016). O apelo visual cria um chamariz estético para os conteúdos do vídeo, embora este aspeto esteja mais intrínseco na composição do vídeo. Ação e movimento potenciam sequências, processos e moções que criam uma narrativa visual distinta. Já o áudio fornece o complemento necessário que ajuda a criar uma paisagem sonora ou a pontoar a

15 http://www.journalism.org/2014/03/26/state-of-the-news-media-2014-overview/ 16http://www.poynter.org/2012/9-key-elements-that-can-help-journalists-be-better-video-

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própria narrativa vídeo, mas a má qualidade áudio pode comprometer a narrativa, como por exemplo uma entrevista com som impercetível. Os eventos e os momentos estão interligados com a composição do vídeo, no sentido de incrementar a importância da escolha dos segmentos que podem acontecer apenas uma vez no decurso das filmagens. Por sua vez, as personagens envolventes podem demarcar a narrativa do ponto de vista do interesse, mas igualmente a importância de uma boa personagem transcende ao ponto de indicar momentos da história, interligar conteúdos, ou mesmo criar empatia com a audiência mediante a identificação de valores. A localização envolve novamente um pensar pré-produção, tendo em conta que o jornalista deve ter em atenção ações que podem decorrer fora do espectro da objetiva, pelo que o posicionamento da câmara e utilização das distâncias são pormenores fundamentais. O outro aspeto compreende o foco, neste caso o objetivo jornalístico mediante a balança entre o enredo e o tema, o tempo de vídeo, entre outros. Mas, o nível mais importante do vídeo será sempre o dos valores notícia.

Segundo Mauro Wolf, o jornalista deve apurar se os acontecimentos são suficientemente interessantes, têm significado ou são relevantes a serem convertidos em notícia, como também se a qualidade dos acontecimentos justifica a transformação e se os mesmos são justificáveis a serem produto informativo. De notar que estes valores notícia são aplicáveis a qualquer peça jornalística, pelo que alguns pontos destacáveis por Frechette podem não ser contabilizados para os valores- notícia precisamente por abordarem meramente aspetos estéticos, mas as relevâncias das indicações prendem-se pelo misto de ideologias típicas de produção vídeo com as jornalísticas.

De qualquer forma, “uma grande parte do foco dos jornalistas multimédia e dos jornalistas digitais está na tecnologia: usar o Twitter, aprender Flash. Mas há o perigo de que na pressa da aprendizagem de novas capacidades descura-se (ou nunca se aprende) as antigas. E não há capacidade mais antiga, ou mais importante, que o storytelling” (Westbrook, 2009). O interesse da personagem principal, a viagem, o arco narrativo, o conflito, o clímax e as diferentes histórias valorizam a peça jornalística em prol da tecnologia usada.

O espetador é a finalidade da criação dos conteúdos para os jornalistas ou criadores, quem os publicitários querem atingir. Então, não serão a parte mais importante da equação? De qualquer forma, sem experiência ou preparação correta, de que forma os espetadores conseguem distinguir a qualidade (Messineo, 2015)? Os utilizadores têm vindo a perder interesse ou conhecimento de julgamento da produção de elementos dos programas televisivos (Shamir, 2007). Porém, se determinada peça possui a qualidade necessária, isto é, se os conteúdos fornecem um propósito à peça ou significado às vidas dos espetadores, os espetadores conseguem percecionar uma opinião dos media de certa forma generalizada, mediante a significação dos materiais da peça jornalística.

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