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Esta outra corrente do institucionalismo tem sua designação de “nova” devido ao fato de suas origens serem basicamente do final dos anos 70 do século XX. Autores como Scott (1987) e DiMaggio e Powel (1991), afirmam que seu desenvolvimento se deu com à aplicação

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da Teoria dos Sistemas Abertos aos estudos organizacionais na década de 60. Desta forma, foi reconhecida a importância que o meio envolvente tem na definição das estruturas e práticas das organizações. Desta forma, a NIS assumiu-se como uma teoria válida para compreender e descrever os Fenômenos organizacionais (MAJOR; RIBEIRO, 2009).

A NIS surge em oposição às perspectivas dominantes do “ator-racional”, embora atualmente essa abordagem é vista como mainstream no campo institucional (SCOTT, 2001). Apesar de a sociologia apresentar numerosas abordagens institucionais (DIMAGGIO; POWELL, 1991; SCOTT, 2001) esta vertente é a que tem tido, provavelmente, mais influência nas recentes pesquisas contábeis dentro dos estudos organizacionais.

A vertente NIS (DIMAGGIO; POWELL, 1983; MEYER; ROWAN, 1977; SCOTT, 1995; ZUCKER, 1987) enfoca as organizações configuradas dentro de uma grande rede de relacionamentos entre as organizações e sistemas culturais. O ambiente institucional não apenas influencia o relacionamento das organizações com o mercado, mas também suas crenças, normas e tradições. Além do mais, conforme Guerreiro et al. (2005), o ambiente institucional é caracterizado pela elaboração de regras, práticas, símbolos, crenças e requerimentos normativos aos quais indivíduos e organizações precisam se conformar para receber apoio e legitimidade.

Um dos princípios básicos da NIS é o de que a estrutura organizacional é resultado das pressões exercidas pelo meio envolvente em que as instituições operam. Meyer e Rowan (1977, 1991), argumentam que a organização só terá êxito e sobreviverá caso ela aceite e evidencie práticas, estruturas e sistemas aceitos como legítimos perante o meio organizacional ao qual está inserida. Nesta mesma linha Covaleski et al. (1996), considera que, para assegurar a sua sobrevivência, a organização precisa conformar-se às normas sociais de comportamento aceitável, além de atingir níveis de eficiência produtiva. Desta forma, para a NIS, as estruturas são constituídas de estruturas cognitivas, normativas e reguladoras que conferem estabilidade e significado ao comportamento social (SCOTT, 2001) e que se adotadas farão a organização ser legitimada socialmente. Para que uma instituição adquira legitimidade perante o meio em que opera, ela precisa adotar posições políticas, programas e procedimentos que são entendidos como apropriados, racionais e corretos (MEYER; ROWAN, 1977).

O pensamento sociológico weberiano caracteriza a estrutura organizacional como um veículo adaptativo moldado em reação às características e compromissos dos participantes, bem como às influências e restrições do ambiente externo. Nesse contexto, a institucionalização refere-se a um processo adaptativo pelo qual as expectativas sociais da forma mais apropriada

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de se organizar e de se comportar levam em conta determinadas regras vigentes (GUERREIRO ET AL, 2005).

Do ponto de vista dessa abordagem as “instituições consistem de cognitiva, normativa, estruturas reguladoras e atividades que fornecem estabilidade e significado ao comportamento social. Instituições são transportadas por vários fatores – culturas, estruturas e rotinas – e operam em níveis múltiplos de jurisdição” (SCOTT, 1995, p.33).

O ponto inicial da NIS está em assumir que os processos e procedimentos intra - organizacionais, incluindo a contabilidade, são moldados por fatores externos. Desta forma, os fatores externos como regras, processos, etc., são que definem a instituição. Sendo assim, a instituição pode ser composta de estruturas e atividades normativas, cognitivas e reguladoras que fornecem estabilidade e significado ao comportamento social. Então a congruência entre arranjos organizacionais e as instituições relacionadas é explicada através de um processo pelo qual instituições externas permeiam as estr uturas e procedimentos internos, chamado “isomorfismo” (DIMAGGIO; POWELL, 1983; 1991).

DiMaggio e Powel (1983, 1991), definem isomorfismo como o processo pelo qual as organizações são forçadas a utilizar estruturas e sistemas similares, tornando suas práticas idênticas entre si, em um dado setor organizacional. Eles destacam quatro tipos de Isomorfismo. O Isomorfismo Competitivo, que ocorre quando as forças de mercado, em razões de eficiência, forçam uma organização a adotar procedimentos específicos. Embor a ocorra na realidade, não explica totalmente as escolhas das organizações. Em virtude disto, os autores mostram que a mudança, nos outros três tipos de isomorfismo, são derivados de fatores cultural, político e social. O Isomorfismo Coercivo, resulta das expectativas gerais criadas no meio no qual a organização desenvolve sua atividade, e das pressões organizacionais colocadas em organizações dependentes. O Isomorfismo Mimético, ocorre quando uma organização imita outra considerada bem sucedida. Tal fenôm eno ocorre quando as organizações desenvolvem suas atividades em um cenário no qual as tecnologias, expectativas e objetos são incertos e pouco estáveis. A última forma é o

Isomorfismo Normativo, ocorre quando as profissões têm papel importante na difusão de

práticas e orientações idênticas a serem seguidas pelas organizações.

Dentro da NIS, outro elemento central, fornecido por Meyer e Rowan, foi o conceito de Decoupling ou Loose Coupling. Em seus estudos, os pesquisadores encontraram que existe frequentemente uma separação entre os sistemas e procedimentos de natureza formal e os de natureza informal. Isso ocorre porque as empresas procuram ser aceitas como

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legitimadas e apropriadas, pondo em segundo plano os aspectos relacionados com a eficiência.

A pesquisadora Oliver (1991), reconhece que as organizações não são entidades passivas que invariavelmente se conformam aos mitos, regras, normas e expectativas do meio em que operam. Para ela, as organizações respondem estrategicamente ao ambiente institucional de cinco formas: (i) Aceitação; (ii) Compromisso; (iii) Não Confronto; (iv) Recusa; e (v) Manipulação. Desta forma, Oliver, identifica as táticas seguidas pelas organizações. Tais táticas estão melhor expostas na Tabela 2.

Tabela 2 - Respostas Estratégicas a Processos Institucionais de Oliver (1991)

Estratégia Tática Exemplos

Aceitação

Hábito Seguir valores socialmente aceitos Imitação Imitar modelos institucionais Aceitação Obedecer as normas impostas

Compromisso

Gestão Gerir as expectativas de vários constituintes Consideração Acomodar as diversas pressões institucionais

Negociação Negociar com os stakeholders institucionais

Não Confronto

Ocultação Encobrir a não conformidade

Proteção Dissociar as exigências técnicas das institucionais Alteração Alterar objetivos, atividades ou domínios

Recusa

Não Aceitação Ignorar explicitamente normas e valores Desafio Contestar regras e exigências

Ataque Criticar as fontes de pressão institucionais

Manipulação

Importação Recrutar o apoio de constituintes influentes Influência Moldar valores e critérios

Controle Dominar os constituintes influentes e processos

Fonte: Oliver (1991, p. 152) adaptado de Major e Ribeiro (2009), p.49.

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