I. Approche historique
I.2. Postmoderne et typographie
I.2.3. Déconstruction
I.2.3.4. Classement et déconstruction
Todos os sujeitos elegíveis foram convidados pelos investigadores/colaboradores a participar no estudo. De forma a obter-se uma autorização individual por parte de cada participante, o manual de recrutamento de participantes incluiu uma carta explicativa do estudo a ser entregue a cada utente, referindo qual o objetivo, os riscos e potenciais vantagens, os procedimentos para garantir a confidencialidade/anonimato e quais os procedimentos de recolha de dados. Foi igualmente realizado um esclarecimento de todos os procedimentos de investigação, do pleno direito dos participantes poderem recusar participar nele sem qualquer consequência, e da possibilidade de abandonar livremente o estudo sem ter de fornecer qualquer explicação. Para além disto, foi referido que seria garantida a confidencialidade e anonimato de cada participante sem qualquer prejuízo pessoal de cariz ético ou moral. Posteriormente, foi então solicitada a assinatura de um formulário do consentimento informado (Apêndice XXIII).
Para garantir o anonimato dos participantes e a confidencialidade dos dados deste estudo, toda a documentação recolhida foi codificada e tratada de forma anónima e confidencial. Esta informação foi incluída na carta explicativa e no formulário de consentimento informado entregue a cada participante. Foi ainda garantido que na apresentação dos resultados e na divulgação do estudo, o anonimato dos participantes seria preservado, não havendo qualquer tipo de identificação individual e que no final do estudo os dados originais seriam destruídos.
60 6.3.4. Instrumentos de Medida
Para realizar este estudo, os participantes responderam a três questionários: Questionário de Caracterização Sócio-Demográfica e Clínica – Dor Lombar Crónica
(Anexo II); POAM-P – versão portuguesa; Tampa Scale of Kinesiophobia (TSK) -13 –
versão portuguesa (Anexo III). Uma vez que a POAM-P foi já descrita anteriormente, apresentamos aqui apenas as características dos outros dois instrumentos.
a) Questionário de Caracterização Sócio-Demográfica e Clínica – Dor Lombar Crónica
O Questionário de Caracterização Sócio-Demográfica e Clínica – Dor Lombar Crónica
(Anexo II) foi utilizado para recolher dados relativos às características sócio- demográficas e clínicas dos participantes. As características sócio-demográficas incluiram o género, a idade, o estado civil, atividade profissional, formação profissional específica, situação profissional atual e valores de Índice de Massa Corporal (IMC) dos participantes. Quanto às características clínicas, recolhemos os dados relativos à duração da dor, localização (referida ou não para o membro inferior), toma de medicação para a dor lombar, ausência ao trabalho devido à dor, número e duração das faltas ao trabalho e existência ou não de baixa remunerada no último ano.
b) Tampa Scale of Kinesiophobia (TSK) -13 – versão portuguesa.
O Tampa Scale of Kinesiophobia (TSK) é um instrumento de autopreenchimento, originalmente desenvolvido com o objetivo de medir o medo do movimento/(nova)lesão ou cinesiofobia em utentes com dor crónica (French et al., 2007). Posteriormente, foi validado para aplicação noutros tipos de dor (French et al., 2007). O TSK original apresenta 17 itens (TSK-17). Cada item é pontuado numa escala de Likert de quatro pontos, de 1 (discordo plenamente) a 4 (concordo plenamente) (Vlaeyen & Crombez, 1999; Cordeiro et al., 2011). A pontuação total da versão original corresponde ao somatório das pontuações obtidas em cada um dos itens, variando entre 17 a 68. Quanto mais elevada for a pontuação, maior será o medo e insegurança para o movimento. Vários estudos tem demonstrado que o TSK apresenta um elevado nível de consistência interna (α = 0.84, French et al., 2007; α =0.76, Woby, Roach, Urmston & Watson, 2004), e uma boa fiabilidade teste-reteste (CCI=0.82) (Woby et. al., 2004). O TSK tem
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também demonstrado uma razoável validade de construto demonstrando correlações significativas positivas moderadas a fracas com outras medidas que medem construtos similares, nomeadamente com a subescala “atividade física” (r=0.53, p<0.01), e com a subescala “trabalho” (r=0.35, p<0.01) do instrumento Fear Avoidance Beliefs Questionnaire (French et al., 2007), ou que partilham conteúdos, como a catastrofização da dor, medida pela Pain Catastrophizing Scale (r=0.51, p<0.01), a incapacidade relacionada com a dor, medida pela “Quebec back pain disability scale” (r=0.30, p<0.01), ou ainda com a intensidade da dor, medida pela Escala Visual Analógica, (r=0.39, p<0.01) (French et al., 2007). )
A versão original da TSK está adaptada e validada para diferentes línguas e culturas, tais como a Norueguesa (Haugen et al., 2008), Holandesa (French et al., 2007) e Brasileira (de Souza et al., 2008). Foram também desenvolvidas e validadas escalas do TSK com um menor número de itens em relação à original, tais como, a TSK-11 (Woby, Roach, Urmston & Watson, 2004)12.
Recentemente, foi desenvolvida por Cordeiro, Pezarat-Correia, Gil & Cabri (2011), uma versão portuguesa do TSK traduzida e validada para a população portuguesa, com base na aplicação a uma amostra de indivíduos com dor lombar crónica (Anexo III). A versão portuguesa do instrumento TSK integra 13 itens (TSK-13-VP), que constituem afirmações representativas da percepção de cada indivíduo relativamente à segurança e confiança para realizar um movimento, traduzindo o nível de cinesiofobia percebida dos indivíduos (Cordeiro, et al., 2011). Cada item da TSK-13-VP é qualificado numa escala de Likert de quatro pontos, de 1 (discordo plenamente) a 4 (concordo plenamente) (Cordeiro et al., 2011). Para calcular a pontuação desta escala basta proceder ao somatório das pontuações obtidas em cada um dos itens. O resultado final desta escala adaptada pode variar numa escala ordinal de 13 a 52 pontos, sendo 13 e 52 o menor e o maior grau de cinesiofobia, respetivamente (Cordeiro et al., 2011).
12 Após investigação das propriedades psicométricas da versão original (TSK-17), Woby, Roach,
Urmston & Watson, (2004) verificaram que quatro itens apresentavam uma correlação item-total baixa (itens 4,8,12 e 16) e quatro itens tendiam a apresentar valores que se desviavam de um padrão de distribuição normal (4,9,12,14), tendo os autores eliminado estes seis itens e testado as propriedades psicométricas da versão abreviada obtida (TSK-11), comparativamente à versão original. A versão TSK- 11 mantêm uma boa consistência interna (TSK-11, α =0.79) e uma boa fiabilidade teste-reteste (TSK-11, CCI=0.81) (Woby, Roach, Urmston & Watson, 2004).
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A TSK-13-VP foi testada numa amostra de 166 utentes com DLC e demonstrou boas propriedades psicométricas (Cordeiro et al., 2011). O coeficiente de alpha de Cronbach foi de 0.82, revelando uma boa consistência interna dos itens do instrumento. O coeficiente de correlação intra-classe (ICC), para avaliação da fiabilidade teste-resteste (uma semana de intervalo), foi de 0.99 para a escala total, e variável entre 0.94 e 0.98 para os 13 itens da escala, indicando uma boa fiabilidade teste-reteste. Quanto à validade de construto, os autores observaram uma correlação positiva e significativa forte entre o TSK-13-VP e o TSKJ-13-VP13 (r=0.892, p<0.01) (validade convergente), e uma correlação negativa significativa moderada com a percepção de confiança para o movimento, avaliada através de uma escala visual analógica (EVA) (r=-0.534, p<0.01) (validade discriminativa).