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Cilk

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9  Practical Many-Core Programming

9.2 Task-Based Parallelism

9.2.1 Cilk

A actividade sexual insere-se num contexto de relações afectivas positivas, associadas ao

afecto, à atracção, ao sentimento, ao interesse sexual, à empatia, à amizade e ao

enamoramento. Neste sentido e no contexto da sexualidade, o desafio da mulher perante a

menopausa passa por manter o desejo, o sentimento de paixão e atracção nas diferentes

formas.

A sociedade educou homens e mulheres, incutindo-lhes a diferenciação de comportamentos

estereotipados de género: no homem está implícito que, apenas com a visualização do corpo

feminino, deve excitar-se, em oposição às mulheres que se devem excitar, apenas, quando

são tocadas e desejadas. Durante séculos, predominou a ideia de que a sexualidade da

mulher se centrava na reprodução, sendo negligenciado o direito de demonstrarem prazer e,

inclusive, de terem orgasmo. Em consequência desta repressão, esta visão secular gerou

mulheres que, ainda hoje, sentem vergonha por sentirem desejo e recusam o prazer sexual,

por desconhecimento da sua capacidade orgásmica.

Foram vários os estudos que contribuíram para uma postura mais aberta e que fundamentam

a sexualidade no prazer, no desejo, no amor, na amizade, no bem-estar e na vontade. A

investigação levada a cabo por Kinsey, em 1953, intitulada Sexual Behavior in the Human

Female, evidenciou que as mulheres são tão sexualmente activas quanto os homens. Alguns

dos resultados apresentados eram reveladores: 69% têm fantasias sexuais com outros

homens que não os maridos; 62% das mulheres masturbam-se; 26% traem os maridos;

19,1% praticam sexo oral antes do casamento; 13% já tiveram alguma relação

homossexual; 3 a 6 % são exclusivamente homossexuais e 70 a 77 % das mulheres

experimentaram, algumas vezes, o orgasmo nas relações sexuais. No início da segunda

metade do século XX, este estudo provocou uma alteração de atitudes, quebrou alguns tabus

e deu início à aceitação de que o prazer sexual surge tanto nos homens como nas mulheres e

de que é um prazer a dois (Giddens, 1996).

Poucos anos depois, Master e Johnson (1978) consideraram que a resposta sexual da mulher

era muito mais complexa do que no homem, permitindo-lhe orgasmos múltiplos.

Também o relatório de Hite (1976) revelou que 89% das mulheres vivenciam o orgasmo nas

diferentes formas de praticar o acto sexual. Anos depois, em 1989, o Reino Unido realizou

um estudo também nesta área que demonstrou que apenas 36% das mulheres tinham

orgasmo na relação sexual. Esta diferença acentuada nos resultados permitem-nos inferir que

a sexualidade feminina é difícil de avaliar e que está intimamente relacionada com o

contexto sociocultural e com a relação de abertura e o grau de entendimento do casal.

As relações sexuais no casal dependem, segundo López e Fuertes (1999), do grau de

satisfação que cada um obtém na relação, do grau de satisfação que o casal tem na relação

sexual e da avaliação do funcionamento sexual, atendendo aos conhecimentos sexológicos.

Não só, o grau de satisfação sexual será avaliado através do grau de prazer vivenciado nas

interacções sexuais, e se esse prazer corresponde às expectativas reais que ambos tinham,

mas também se deve juntar a estes aspectos a importância da flexibilidade, ou seja, a

capacidade para fazer mudanças ou adaptar-se a novas circunstâncias, no que se refere aos

papéis sexuais. Segundo López e Fuertes (1999, pp.152-153):

“Quando algum ou vários destes aspectos falham, ou são insuficientes, o nível de

satisfação sexual do casal ou de algum dos seus membros pode ver-se diminuído,

ainda que não existam problemas ou dificuldades evidentes que afectem o

funcionamento sexual de forma mais específica ou concreta. Pelo contrário, o bom

funcionamento destes aspectos facilita, em grande medida, a resolução de possíveis

dificuldades sexuais ao nível funcional ou torna-os insignificantes”.

De facto, Snyder e Berg cit in López e Fuertes (1999) afirmam que as queixas da maioria

dos casais, quando recorrem a uma consulta, referem a ausência de respostas às

aproximações sexuais, a insatisfação com a frequência das relações ou a ausência de afectos

e carinho na relação sexual. Estas disfunções sexuais podem ocorrer nas diferentes fases do

ciclo de resposta sexual: fase do desejo, fase de excitação e fase do orgasmo. Para além

destas disfunções, também poderá estar associado a dispareunia

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, o vaginismo e a aversão

sexual.

Segundo Kaplan (1974), na maioria das disfunções sexuais não existe apenas um único factor

causal, mas sim a interacção de vários factores. Esses factores podem ser individuais e/ou

pessoais e podem ser relacionais ou interactivos e irão, com certeza, afectar o prazer.

Frequentemente, surgem problemas que são do casal: podem ocorrer no homem ou na mulher.

No entanto, se ocorrerem no homem são vistos como um episódio que passará e está sempre

associado a um problema transitório de próstata. Quando estes ocorrem na mulher, e se está

a entrar na menopausa, terá tendência a escondê-los, a tentar ultrapassá-los sozinha. E, na

maioria das vezes, quando procura ajuda, esta será médica e nunca de enfermagem. Nestas

circunstâncias, o seu companheiro associa a ocorrência à menopausa e como este período

está conotado à ideia errónea de passar a ter uma “sexualidade adormecida e ausente”,

então a menopausa é a justificação para os males definitivos e irreversíveis das mulheres.

Por um lado, se a mulher em menopausa - cansada por um qualquer motivo - tiver um

companheiro que, na maioria das vezes, pretende sexo por sexo, sem incitar ao desejo se

sem demonstrar afecto, irá de certeza interferir com o desejo e o prazer. Por outro lado, a

sociedade, os amigos, os familiares partilham desta opinião e até os profissionais de saúde

parecem desvalorizar a importância destas atitudes, pois tudo é justificado universalmente,

do mesmo modo: o problema é da mulher, é da sua menopausa e precisa de ser tratada.

Reconhecemos, assim, a necessidade de uma “reengenharia” de comportamentos para se

obter um adequado desempenho, gerador de gratificação, afectos e prazer em qualidade e

dignidade, numa dimensão sempre inovadora.

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