Québec, mars 1941
70 LA CHRYSOMUE DU SAULE
Doutor em Ciências pela USP, Maurício Vinhas de Queiroz assina o abrangente estudo Messianismo e Conflito Social (A Guerra
Sertaneja do Contestado: 1912-1916), cuja primeira edição é de 1964,
sendo que as últimas entrevistas dele com remanescentes da guerra
163
LUZ, 1999, p. 258, 260, 197. 164 LUZ, 1999, p. 272.
datam de 1963. (O pesquisador vinha coletando pessoalmente testemunhos desde a década de 50, mesma época do arquivo cedido a ele por Maria Isaura). Acompanha a edição um anexo com fotografias dos sobreviventes entrevistados, imagens de alguns objetos devocionais e mapas do conflito. Na folha de rosto, duas epígrafes, recolhidas da memória dos que viveram nas cidades santas do Contestado. De Zacarias Moreira Gonçalves, o Zaca Pedra: “Tudo era irmão. O que um tinha, tinha que repartir”. Toda a abrangência do movimento está na frase sintética de Paulino Pereira, fabricante de gasosas: “Tudo era irmão, irmã”.
Para o autor, as massas camponesas excluídas manifestaram, no conflito do Contestado, a consciência da necessidade, “às vezes tocante” 165
, de participar na construção da sua própria identidade. Euclides da Cunha ainda figura como parâmetro inconteste, substituído o positivismo deste por uma abordagem estruturalista, que já vinha de Maria Isaura e ele dilatou. O capítulo um intitula-se “A Terra e o Homem”. Mas poderia agregar um terceiro termo, a passagem do homem sobre a terra, a história. Vinhas de Queiroz recua no tempo para situar os contornos da guerra.
Depois de destruída a experiência coletiva da Missão do Guairá, o contato com o sertão de cima da serra se restabelece em 1728, quando Francisco de Souza e Faria partiu de Laguna em direção ao planalto. Em lá chegando, relatou, “dei em campos e pastos admiráveis, e neles intensidade de gado, lançados naqueles sítios pelos tapes das aldeias dos padres jesuítas no ano de 1712” 166
. As primeiras providências para dilatar a fronteira disputada com os espanhóis seria organizar postos de registro para controle da Real Fazenda e a abertura de caminhos. Foi assim que nasceu Curitibanos, a partir do arraial de tropeiros que passavam pela estrada do gado que ia de Viamão, na província de São Pedro, até a feira de Sorocaba. Com os tropeiros vieram ferreiros, carpinas, taipeiros e outros diversos nas suas habilidades e dispostos à ajuda mútua do ancestral mutirão (palavra derivada do “puxirum” guarani, explica o autor, que em paragens nordestinas se chama adjunto, batalhão, bandeira).
A primeira aparição do profeta na região contestada, anunciando o final dos tempos, foi na era de 1897 – o ano do fim de Canudos. No
165
QUEIROZ. Maurício Vinhas de. Messianismo e Conflito Social: a Guerra Sertaneja do Contestado: 1912-1916. 3. ed. São Paulo: Ática, 1981. (Coleção Ensaios, 23). p. 16. 166 QUEIROZ, 1981, p. 22.
lugar Entre Rios, distrito de Campo Belo, e em torno dele ergueram-se ranchos que a polícia devastou, a medo. Canudos ainda queimava. Por esse tempo, os maragatos de Gumercindo Saraiva andavam com ramos de vassourinha no chapéu (ainda hoje conhecida como “erva de São João” e vendida em pacotinhos no comércio). O segundo João Maria, Atanás Marcaf, possivelmente sírio, defende Vinhas de Queiroz, espalhou seu legado de profecias escatológicas a respeito de uma era que se aproximava, de muito pasto e pouco rastro. Dizia. “Deus disse: Faze que te ajudarei. Cuida, por isso, do teu corpo e trabalha” 167
. Um dia se recolheu dos caminhos, legando a seus devotos a promessa de voltar.
A proclamação da República acarretou nova legislação sobre o sistema de ocupação das terras, que veio modificar, para pior, a situação dos sertanejos pobres. Os posseiros, afirma Vinhas de Queiroz, foram mais fácil e legalmente expropriados porque “eram iletrados para recorrer às terras devolutas” 168. Nas entrelinhas da lei, o investidor norte-americano Percival Farquhar arma sua rede de negócios que se alastra por todo o Brasil: domina ferrovias, portos, madeireiras e o serviço de iluminação pública. A ferrovia São Paulo-Rio Grande, paga por trilho assentado, engoliu o que pode de verbas públicas com seu traçado propositalmente ziguezagueante, onde atuaram cerca de oito mil trabalhadores, recrutados até em Pernambuco. As terras marginais à linha foram loteadas pela companhia para colonos europeus. E a mata destruída alimentou, sem custo, a serraria Lumber, com a eficácia das máquinas mais modernas que abatiam todo dia 300 mil metros cúbicos de floresta.
O terceiro monge, José Maria de Santo Agostinho, nominado Messias Caboclo por Vinhas de Queiroz, aparece no sertão ao tempo dessas mudanças, nas cercanias de Campos Novos. “Já era homem maduro, de seus quarenta e poucos anos”. Assim o descreve este autor: era um tipo indígena, de cabelos lisos e longos, porém barbado, vestido de “brim ordinário e, como um caboclo qualquer, andava às vezes descalço; quando muito, usava tamancos enfiados em meias grossas que lhe prendiam a boca das calças”; seus dentes eram tisnados pelo hábito do cachimbo e cobria a cabeça com um boné “de pele de jaguatirica semelhante ao do velho João Maria, porém adornado de penacho e fitas”. A imagem do monge, nesse desenho em bico de pena baseado em
167
QUEIROZ, 1981, p. 62. 168 QUEIROZ, 1981, p. 64.
“antiga fotografia” 169
, ele sentado numa pedra, com uma faca de lâmina longa no colo, barrigudo, descalço, o lenço maragato atado ao pescoço.
Certa feita, o monge curou com meizinhas a mulher do fazendeiro Francisco de Almeida, desenganada pelos médicos, o que aumentou sua fama no lugar. A ciência sertaneja está na base de toda receita de raizeiro, mas José Maria
[...] não era um curandeiro vulgar. Sabia ler e escrever e, há muito, possuía uns cadernos nos quais anotava as propriedades medicinais – comprovadas pela prática e a experiência popular – de numerosas plantas da flora de Serra-Acima” 170
.
José Maria criou uma Farmácia do Povo. Ajudava com remédios, conselhos e parábolas, segundo testemunhas ouvidas por Vinhas de Queiroz. Porfírio de Souza, entrevistado em 1961 (na fotografia em preto e branco, o caboclo entrado nos anos, magro, cinco fundas rugas horizontais marcando a testa, barbicha e cabelos gris. Irmão do “comandante de briga” Chiquinho Alonso), diz que o monge falava: “Como eu quero beber água limpa, quero que todos bebam. Hoje a maior parte suja a água”. 171
Lia, nas horas de folga, o romance de Carlos Magno, seus Doze Pares de França e a guerra entre o Bem e o Mal, para um público atento e em progressão. “Ignora-se de que maneira José Maria comentava as façanhas dos cavaleiros da Távola Redonda” 172
, anota Vinhas de Queiroz, reprisando a confusão entre os ciclos carolíngio e arturiano do livro de Luz. De Campos Novos, o monge migrou para Taquaruçu, acolitado por três centenas de pessoas que já o acompanhavam. Foi a convite do bodegueiro Praxedes Gomes Damasceno, que celebrava com grande festa anual o Divino Bom Jesus. O povoado ficava na área de Curitibanos, “feudo do coronel Francisco de Albuquerque” 173
, ex- tocador de trompa da banda de música de Campos Novos, ex-ajudante nos piquetes de Gumercindo Saraiva. Tinha ficado rico comprando
169 QUEIROZ, 1981, p. 78, 77, 313. (a ilustração referente ao monge José Maria). 170 QUEIROZ, 1981, p. 81. 171 QUEIROZ, 1981, p. 82. 172 QUEIROZ, 1981, p. 83. 173 QUEIROZ, 1981, p. 85.
terras pertencentes a órfãos e viúvas, ascendendo à política sob proteção do antigo mandatário de Lages, seu compadre, o governador Vidal Ramos, segundo informa o pesquisador. Na oposição ao chefe político de Curitibanos dominava outro coronel da Guarda Nacional, Henriquinho de Almeida, o mesmo que, encontrando-se com o monge José Maria no vau do rio Correntes, deu a ele sua espada, insígnia de poder do mandonismo sertanejo.
Quando da coroação do imperador na Festa do Divino, e sendo escolhido, como era de tradição, o festeiro, naquele ano, o fazendeiro Manoel Alves de Assunção Rocha, seguiu-se um desafio poético, os trovadores presentes improvisaram sobre o mote “nos tempos da monarquia”, o que serviu de pretexto para o coronel Albuquerque acionar a repressão. O povo se dispersou antes, José Maria e alguns “cruzaram a estrada de ferro poucos quilômetros ao sul da Estação de Caçador e internaram-se nos sertões do Paraná”. Chegando ao Irani, o grupo se demorou no Faxinal dos Fabrícios, era setembro. Em outubro, ataque sob o comando do pernambucano João Gualberto, chefe da Polícia do Paraná. Um dia antes do confronto, na certeza da vitória, João Gualberto mandou um vaqueano (“o mesmo que tapejara, o indivíduo que conhece todos os caminhos e lugares de uma área do sertão”) preparar “trinta alças para amarrar caboclos” 174
, que ele pretendia fazer desfilar em cortejo pelas ruas de Curitiba.
O Exército Encantado de São Sebastião começou a se formar no dia da morte do monge José Maria e de seus companheiros, como se pode deduzir no depoimento de Antônio Elias Ferreira, filho de Elias Rodrigues Vaz, o Elias da Serra: “Eles não morriam, eles se passavam”. A Virgem Teodora, para quem o Monge apareceu entre nuvens no ano de 1913, vivia em Lebon Régis, antiga Trombudo, quando foi entrevistada, em 1954, por Vinhas de Queiroz. “Eu não via nada [...] Eram os velhos que se juntavam e diziam as ordens” 175
, confessou. Os velhos eram seus avós, Euzébio Ferreira dos Santos e Querubina. Depois, as visões e consequentemente a liderança do grupo ficaram com Manoel, filho do casal.
Após Manuel, foi vidente outro membro da família, um primo de Teodora: Joaquim, o Menino Deus. O primeiro ataque a Taquaruçu teria sido um plano estratégico do então secretário geral do Estado de Santa Catarina, o deputado Lebon Régis. Vieram três contingentes, um de
174
QUEIROZ, 1981, p. 90, 201, 99. 175 QUEIROZ, 1981, p. 109, 113.
Caçador, outro de Campos Novos e o de Curitibanos. Os soldados, surpreendidos nas proximidades da cidade santa, correram e deixaram para trás a matalotagem. Em janeiro de 1914, a maior parte da comunidade se muda para Caraguatá, na área de Perdizes Grandes. No dia 8 de fevereiro, dá-se segundo ataque a Taquaruçu: 175 granadas explosivas, mais obuses, balas de canhão, tiros de metralha. Contra umas poucas mulheres, homens inválidos e meninos que sacudiam no terreiro suas bandeiras brancas, acreditando que ao fazerem três cruzes no ar eram 50 soldados que morriam.
Um mês depois da destruição de Taquaruçu, chegou a hora de Caraguatá. Os amotinados do reduto venceram as forças militares com astúcias de carnaval. As formosas caboclas batendo roupa na beira do rio que assanharam os soldados eram os irmãos distraindo a “fraqueza do governo” até a emboscada. Em fins de março, outra mudança, agora vão para Bom Sossego, Maria Rosa, a que tudo sabia, segue adiante, ao lado de Antonina, companheira inseparável. A Virgem, nova líder do grupo, é filha de Elias de Souza, “vulgo Eliasinho, lavrador da Serra da Esperança”. Mocinha de 15 anos, cabelos crespos louros, um cromo, em seu vestido branco enfeitado de fitas e penas de pássaros, “não sabia ler nem escrever mas falava com desembaraço”. 176
O vale do rio Timbozinho está semeado de cidades santas. No reduto de Pinheiros apareceu certo dia, como fotógrafo, Henrique Wolland, vulgo Alemãozinho. Também se agrega ao movimento Venuto Baiano, desertor da Marinha, ex-operário da estrada de ferro. Aleixo Gonçalves de Lima, que já vimos ser capitão da Guarda Nacional, também liderou um reduto, no ocaso das Virgens. Bonifácio Papudo e Antônio Tavares, de Canoinhas, outro. Houve uma cidade santa sob a guarda do negro Olegário. E Conrado Grober, “alemão acaboclado [...] até o fim do movimento, um dos crentes mais fiéis e um dos últimos a abandonar a luta”. Francisco Paes de Farias, o Chico Ventura, era condutor de boiadas. “Foi junto de sua casa, em Taquaruçu, que arrancharam os primeiros moradores da cidade santa”. O preceito ético de Caraguatá, reproduzindo-se em novas aldeias: “Quem tem, mói; quem não tem, mói também, e no fim todos ficarão iguais” 177
. Sai de cena o general Mesquita, veterano da Guerra de Canudos, responsável militar pelas forças atuantes na região do Contestado.
176
QUEIROZ, 1981, p. 134, 151. 177 QUEIROZ, 1981, p. 137, 138, 142.
É agora a autoridade oficial na zona do conflito o capitão Matos Costa, do 33º Batalhão. Durante seu comando, faz investigações paralelas sobre um derrame de dinheiro falso e denúncias de contrabando de armas. Chega a passar pelos redutos, disfarçado de mágico, de vendedor de rapadura, para conhecer o inimigo. Matos Costa, na fotografia: a máscara romântica de Euclides da Cunha, o mesmo bigodinho no rosto afilado. O colarinho alto com o número 33 bordado de cada lado e abaixo do busto a legenda: “Capitão Matos Costa, que chegou a compreender os motivos profundos que animavam os sertanejos em armas” 178
. Deve-se a sua estada incógnito no acampamento, diz o autor, a queda de prestígio da Virgem Maria Rosa.
Por esse tempo, Chiquinho Alonso, natural de Trombudo, assume o comando geral das cidades santas. Conduz o povo de Caraguatá a outro reduto, nas cercanias de Caçador. Lidera pessoalmente 300 de seus chefiados, no dia 5 de setembro de 1914, em ataque fulminante à vila de Calmon, destruindo a estação de trem e a serraria da Lumber. “Só foram poupadas as mulheres e as crianças”. A fugacidade dos jagunços, antecipando o movimento dos soldados. Bombeiros à espreita. “Desde o tempo das guerras com os Sete Povos das Missões, bombear tem por significado espionar o campo inimigo, espreitar, observar com atenção”. 179
Véspera do Dia de Tiradentes, 1914. No trem militar que partiu de Porto União para Calmon seguem o capitão Matos Costa, dois engenheiros da Lumber e um contingente de 60 praças. Ainda não sabiam do acontecido à noite anterior. Pouco antes da estação de São João dos Pobres, igualmente destruída, um morador avisa que Calmon está em cinzas, o bando que a queimou andava perto e eram muitos. O capitão resolve prosseguir. Adiante, desembarca com 42 soldados, quando são atacados pelos homens de tocaia na borda dos trilhos. “O trem recua, a toda velocidade, e só vai parar em Porto União” 180
. Poucos sobreviventes restaram, entre eles não estava o capitão. (Homenageado tempos depois, no lugar de sua morte, quando o povoado de São João dos Pobres passou a município, denominado Matos Costa).
Assume o comando das operações o general Fernando Setembrino de Carvalho. Em 26 de setembro, ele faz um apelo de
178
QUEIROZ, 1981, p. 317. 179
QUEIROZ, 1981, p. 169, 186, grifo do autor. 180 QUEIROZ, 1981, p. 171.
rendição aos caboclos conflagrados. No mesmo dia, Castelhano e seu piquete incendeiam a vila de Curitibanos. Castelhano, apelido de Agostinho Saraiva, era domador de cavalos e se dizia primo do famoso Gumercindo. O próximo ataque, no Dia de Finados, foi à Colônia do Rio das Antas, loteamento da Southern Brazil Lumber and Colonization Company ao longo da estrada de ferro, destinado a imigrantes da Polônia e da Alemanha depois que “foram sumariamente espoliados de suas propriedades muitos sertanejos que há longos anos eram posseiros das devolutas terras, nas margens do rio do Peixe” 181
, segundo o general Demerval Peixoto, contemporâneo da guerra, citado por Vinhas de Queiroz. Os colonos resistiram ao assalto, anunciado com antecedência pelo próprio Chiquinho Alonso, que morreu no confronto. Ascensão de Adeodato, dito o Flagelo de Deus.
Adeodato Manoel Ramos nasceu em Cerrito, município de Lages. Foi tropeiro, depois peão em Trombudo, onde vivia com o pai, Manoel Telêmaco. Lidera a série de ataques à vila de Canoinhas, ocorridos entre oito de novembro e 23 de dezembro. Sob o seu mando, o reduto principal transfere-se de Caçador para o vale de Santa Maria. “Longe circulou a voz de que em Santa Maria existiam montanhas de beiju e no riacho, ao invés de água, corria leite” 182. Era o Belo Monte da lembrança de Honório Vila Nova nos dias passados de sua juventude, era a São Saruê dos violeiros e dos poetas de cordel. De Caçador a Santa Maria, nove quilômetros semeados de casas. O reduto de Maria Rosa, o dos Pares de França, o do Aleixo, o do Cemitério, o Cova da Morte. No total, cerca de cinco mil moradores.
A 28 de dezembro sai o segundo manifesto de Setembrino, mais ameaçador que o primeiro. O Alemãozinho se entrega, localiza os redutos, um por um, nos mapas do general, facilitando-lhe o trabalho e apressando a queda dos últimos resistentes. Antônio Tavares foge e chega incógnito a Florianópolis, depois se esconde em Tubarão, até a guerra terminar. Em janeiro de 1915 há rendições em massa. Bonifácio Papudo vende o que tinha e se muda para Catanduvas. Começam os processos judiciais contra os devotos e também o julgamento de alguns crimes cometidos por militares e civis de piquetes. O chefe de vaqueanos Pedro Ruivo, por exemplo, assassino confesso de presos rendidos e desarmados e acusado de estupro. Absolvido, foi viver no município paranaense de Lapa.
181
QUEIROZ, 1981, p. 203. 182 QUEIROZ, 1981, p. 211.
O ano de 1915 se arrastando no sertão, o povo do Monge acuado, faminto, refugia-se no reduto de Pedras Brancas, orientado pelo curandeiro Sebastião de Campos. Em 17 de outubro, a aldeia é destruída, os que sobreviveram indo ao encontro de Adeodato na cidade santa de São Pedro, que será atacada em dezembro por Lau Fernandes e seus vaqueanos. O irmão de Manoel Alves de Assunção Rocha, o imperador da Festa do Divino, dito Nenê Alves, carregava às costas a imagem do São Sebastião, quando foi preso. O capitão Rosinha, diziam, amarrou a estátua do santo debaixo da própria cama. Esse nunca mais ia escapar?