CHAPITRE II VALIDITE JURIDIQUE DE LA QUALIFICATION DE LA
Section 2 Le choix des termes de la qualification
As conclusões que me foram possíveis retirar desta investigação referem-se à
mudança de comportamentos das crianças do grupo que se alteraram nos momentos de
jogo, conforme se pode verificar pelas notas de campo introduzidas na árvore categorial
de dia 7 de dezembro e de dia 25 de janeiro no indicador Postura perante o Jogo, a postura
adotada pelas crianças foi-se modificando a cada sessão.
Contudo, esta modificação não se revelou também nos restantes momentos de
grande grupo, como as reuniões, penso que os comportamentos demonstrados
anteriormente se mantiveram, sendo que, como é natural, por vezes as crianças se
mostravam mais agitadas e em outros mais calmos. Apresento abaixo, uma tabela para
que se possa comparar os comportamentos do grupo, antes e depois das sessões.
Antes das Sessões – 18/10/17
Depois das Sessões – 30/01/18
(…) No entanto, quando a primeira
criança terminou gerou-se uma discussão
entre alguns elementos do grupo, pois
queriam ser eles os seguintes. (…) Porém,
os conflitos continuaram, e foi necessário
que a educadora terminasse a atividade,
pois era preciso ter uma conversa com o
grupo (…) O grupo mostrou-se
arrependido,
tendo
acalmado
rapidamente, e algumas crianças pediram
desculpa, sendo que o grupo partiu para o
lanche depois de fazerem um “contrato”
com a educadora, e todos assinarem o seu
nome numa folha onde ficou registado que
iriam ser mais pacientes e aguardar a sua
vez de falar/fazer, respeitando os outros
colegas.
(…) A educadora mostra o material,
explica o que se vai fazer, mas é
interrompida por uma das crianças, “Oh
GU., sai da frente! Eu assim não vejo!”
(M.A.), o colega responde dizendo que
também não consegue ver pois a M.L.
também está à sua frente. As três crianças
começam a discutir, até que a educadora
intervém e pede a todos que se afastem
mais da mesa para que todos consigam ver
bem.
(…) dizendo que todos vão colocar um
palito numa das três sementes. Pouco
tempo depois, o D. pergunta, “Oh L. posso
meter um palito?”, logo a LU. diz, “Eu
também quero!”, seguida do S. “Não! Eu
quero!”, sendo que o G. tenta relembrar os
colegas que todos vão poder fazer a
atividade, mas sem sucesso, pois os
colegas não o ouvem e continuam a
insistir até que a educadora responde, “O
G. já vos disse que todos vão fazer isto,
não precisam de continuar a pedir, é só
esperarem a vossa vez.”
Tabela 4. Comportamentos do Grupo antes e depois das sessões.
Como se pode verificar na tabela (que se encontra na sua totalidade no Anexo A,
p.290 e 291), os comportamentos das crianças nos momentos de grande grupo, como a
realização de atividades, não se alteraram, tendo continuado a surgir conflitos nestes
momentos, muito devido a, por vezes, as crianças não escutarem os seus colegas.
No entanto, o facto de estes comportamentos se terem apenas alterado nos
momentos de jogo dramático não me surpreende por dois motivos.
O primeiro sendo o facto de as sessões terem sido apenas sete, sinto que seriam
necessárias mais sessões com o grupo para se poder começar a notar alterações nos
comportamentos, infelizmente o tempo não permitiu que isso acontece-se, contudo,
registo que esse seria o caminho a seguir nesta investigação, tivesse ela hipótese de
continuar.
O segundo motivo, é o facto de, para as crianças, o jogo dramático, e
consequentemente o Teatro, ser uma forma de Brincar, que é a atividade mais natural das
crianças, enquanto que os restantes momentos referidos, as reuniões , as comunicações e
a realização de atividades serem vistos pelo grupo como momentos mais sérios, que
fazem parte dos trabalhos que desenvolvem em sala, conforme foi possível comprovar
por algumas respostas dadas durante as entrevistas, em as crianças referiram o facto de
estarem mais animados nos jogos, ou de considerarem que está apenas uma criança
envolvida nos momentos de comunicação e de partilha em grande grupo.
Outra prova desta visão foi uma frase proferida por uma das crianças depois de ter
apresentado, com alguns colegas, uma pequena peça de teatro ao restante grupo, quando
estes comentavam que eles tinham feito um bom trabalho,
“Isto não foi um trabalho, não foi difícil.” (I., Nota de Campo, 4 de dezembro, 2017, Sala de Atividades).
Ao mesmo tempo, fico satisfeita por ver o interesse das crianças nos jogos
dramáticos e pela iniciativa demonstrada em jogá-los fora das sessões, como nas
atividades da manhã ou no recreio, como se pode ver pelas notas de campo recolhidas.
No que diz respeito às duas crianças que me chamaram à atenção com os seus
comportamentos durante os momentos de comunicação/exposição em grande grupo,
considero que se começavam a notar algumas diferenças nos comportamentos destas,
contudo, não posso afirmar que foram apenas e só devido às sessões de jogo dramático,
uma vez que no decorrer do seu dia a criança está exposta a inúmeros estímulos que
podem, ou não, influenciar os seus comportamentos e atitudes.
Penso que o mais pertinente será mostrar porque considero que houve uma
pequena alteração nos comportamentos das crianças, como tal apresento uma tabela onde
se encontram alguns apontamentos de dois momentos de comunicação em grande grupo
vividos pelas duas crianças e que considero que mostram a diferença de comportamentos,
a totalidade destas observações encontra-se em anexo (cf. Anexo A, p.292).
Criança/Data Descrição da Comunicação/Exposição
M.S. – 24/01/18
(…) M.S. aproxima-se de mim e pergunta onde estão as folhas das Comunicações para que se possa inscrever. (…) depois agarra numa cadeira e posiciona-se para poder Comunicar para os colegas (…) A M.S. mostra-se muito concentrada na leitura, verbalizando alto e com clareza, sentando-se muito direita na cadeira, mantêm sempre um sorriso nos lábios. Quando alguém comenta que ela não está a mostrar as imagens, responde, “Espera, ainda não acabei de ler.” (…) sorri para todos e exclama, “Vitória, vitória acabou-se a história! Quem quer comentar?”, (…) ouvindo atentamente os comentários.
MA. – 29/01/18
(…) MA. vai rindo para os colegas, apontando para o pinguim no mapa mundo feito por elas. (…) vai fazendo comentários que completam o que as colegas dizem (…) “Sim, nós fomos ver no computador”.
Quando é a sua vez, a MA., que se encontra de joelhos, olha para o chão e sorri, não verbalizando. (…) a MA. sussurra, “Pinguim.”, continuo, “Quem?”, ao qual a menina responde alto, “Pinguim, descobrimos coisas sobre o meu pinguim”. (…) vai partilhando com os colegas as informações que descobriu sobre o mesmo. (…) alguém diz alguma informação incorreta, a MA. rapidamente os corrige (…)
Tabela 5. Comportamentos durante uma Comunicação