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Le choix de la technologie à mettre en oeuvre

da gestão

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A psicologia transpessoal é uma abordagem útil para reconstruir as organizações sob um novo exame que contemple essencialmente uma visão mais sensível dos fenômenos organi- zacionais. A administração transpessoal é uma tentativa de com- preender e gerenciar o estado de consciências nas organizações. Uma compreensão mais ampla do ser humano, com base na compreensão da psicologia transpessoal, colabora para a promoção de qualidade de vida, felicidade, bons relacio- namentos, crescimento pessoal e satisfação no trabalho. Há, então, um maior cuidado com o ser humano, objeto e sujeito de transformações. O resultado é a construção de uma organização baseada em compaixão e preocupada com relacionamentos humanos mais satisfatórios.

A aplicação da psicologia transpessoal à dimensão organi- zacional colabora para uma mudança de percepção da interação existente entre o homem, as organizações e o ambiente. Existe então a possibilidade da geração de um estado elevado de cons- ciência compartilhado entre todos os indivíduos na organização. Tal perspectiva permite se atuar de forma diferente, no sentido de construir e projetar organizações promotoras de experiências positivas e saudáveis.

De maneira geral, a administração transpessoal possui os seguintes objetivos específicos:

» empreender a leitura simbólica das organizações no sentido de identificar como os símbolos influenciam a prática organizacional;

A organização feliz

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» compreender, de forma mais acurada, os estados de consciência experienciados pelos envolvidos nos processos organizacionais;

» compreender como os estados de consciência que a organização emana influenciam os colaboradores, clientes e parceiros;

» definir políticas para a promoção de estados de cons- ciência positivos;

» estimular e sensibilizar para a manutenção de um estado elevado de consciência;

» gerar uma oportunidade de terapia e meditação organizacional;

» criar uma percepção do trabalho como uma experi- ência transpessoal e espiritual;

» proporcionar maior respeito ao ser humano e ao meio ambiente;

» construir um ambiente organizacional mais ético e de maior respeito às diferenças;

» proporcionar o aumento da saúde.

Uma das principais contribuições da administração transpessoal é proporcionar aos atores envolvidos nas dinâ- micas organizacionais a tomada de consciência dos estados mentais experienciados em suas ações, identificando-as como universais, arquetípicas e possuidoras de um sentido individual e universal ao mesmo tempo. Essa perspectiva contribui para a geração de organizações mais intuitivas, inovadoras, criativas, adaptativas, flexíveis, éticas, com maior respeito aos colabora- dores, clientes e fornecedores. Esses inúmeros benefícios são possíveis, conceitualmente, ao se ter a percepção do mundo como um sentimento, conceito discutido por Carlos Castaneda

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(1997), no qual desaparecem as barreiras do ego e as dimensões “organização”, “ambiente”, “gestor” e “colaboradores” passam a ser vistas de uma maneira integrada.

Esse tipo de discussão conceitual é detentor de uma grande similaridade com a proposta da administração subs- tantiva desenvolvida por Guerreiro Ramos. De maneira geral, muitos dos problemas organizacionais fundamentais enfren- tados originam-se de o pensamento humano não atender à complexidade e à sofisticação das realidades com as quais é necessário lidar. Isso tem como resultado ações frequentemente simplistas e que algumas vezes causam prejuízos. A teoria organizacional deve compreender como são feitas essas sim- plificações e identificar os meios possíveis através dos quais se torna viável enfrentar e gerir a contradição e o paradoxo, no lugar de fingir que estes não existem.

A revisão dos atuais modelos organizacionais apresentaria as seguintes justificativas (GUERREIRO RAMOS, 1981):

» o homem apresenta diferentes tipos de necessidades ligadas a diferentes cenários sociais;

» o sistema de mercado só atende a limitadas necessi- dades humanas, condicionando a conduta humana por intermédio de imperativos econômicos;

» as regras de cognição inerentes ao comportamento administrativo demandam uma epistemologia multidimensional do planejamento de cenários organizacionais.

Uma administração renovada que contemple uma preo- cupação em compreender os estados de consciência das orga- nizações deve englobar, de acordo com Guerreiro Ramos (1981), os seguintes direcionamentos:

A organização feliz

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» um comportamento administrativo compatível com o pleno desenvolvimento das potencialidades humanas; » o desenvolvimento de sistemas sociais planejados não

apenas para a obtenção de lucro, mas adequados à atualização humana;

» uma abordagem substantiva da teoria organizacional interessada em meios viáveis de redução, e mesmo de eliminação, de descontentamentos, e no aumento da satisfação pessoal dos membros das organizações econômicas;

» o favorecimento de situações nas quais os seres huma- nos têm o seu desejo de atualização adequadamente entendidos.

Tanto a administração transpessoal, exercida mediante a atenção aos estados de consciência, quanto a administração substantiva envolvem olhar as organizações de maneira mais humana e menos tecnocrata. Dessa forma, a teoria organizacio- nal deve se aproximar da prática do dia a dia das organizações, sendo impulsionadora do desenvolvimento de modelos mais essenciais de administração ao implicar uma maior claridade para aqueles envolvidos na prática organizacional.

Esse direcionamento é justamente o que Jean Baudrillard (1991) defende quanto a fugir da produção de um conhecimento, preocupado em criar compreensões sobre as organizações que são simulações e que não traduzem de forma apropriada a realidade. É necessária, sim, uma administração empenhada em não ser uma fábrica de novas terminologias e concepções que afastem as pessoas comuns da compreensão da natureza da administração em sua simplicidade.

Quanto à criação de um modelo de um novo tipo de orga- nização, esta deve lidar com:

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» batalha de ideias, sentimentos e motivações; » diferentes energias;

» contato com experiências perinatais. Por exem- plo, o nascimento por cesárea eletiva, conforme o modelo das matrizes perinatais de Stanislav Grof, não havendo, assim, a experiência de todos os estágios do nascimento, explicaria o fato de, algumas vezes, essa pessoa postergar alguns projetos, já que não vivenciou a luta da sobrevivência na passagem no canal intrauterino.

A compreensão desses aspectos sutis pode auxiliar a lançar esclarecimentos sobre as razões de falhas e de sucessos.

Dimensões das Práticas da

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