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: le choix d’un secteur et d’un vendeur

Dans le document Management de la force de vente (Page 27-32)

Chapitre I : Généralités sur la force de vente

Section 03 : le choix d’un secteur et d’un vendeur

Os cursos oferecidos nesta instituição adotaram o modelo modular em termos de distribuição das cargas horárias dos cursos, ou seja, as aulas se concentram em uma semana por mês. Como são oito cursos oferecidos nessa universidade, a partir de um período foram reservadas duas salas de um dos pavilhões para a realização das aulas. Em cada semana duas turmas estão em

aulas. Mas nem sempre, desde 2010, quando iniciaram as turmas, existem salas disponíveis para as aulas. A questão do espaço tem sido problemática nessa universidade, até para os cursos regulares, principalmente depois da sua adesão ao REUNI, quando iniciou um processo intenso de criação de novos cursos. Nem sempre se dispõe de espaço adequado. Também as coordenações dos cursos carecem de recursos materiais e equipamentos, apesar da existência de verba destinada para essas rubricas, que nem sempre é suficiente ou permitida para a compra de determinados itens. (CC4) e (CC3)

Uma dificuldade constatada em termos dos recursos humanos foi revelada por dois coordenadores: tem sido muito difícil conseguir professor para lecionar nas turmas do PARFOR-Presencial, pois os professores são muito ocupados. Um dos coordenadores usa uma metáfora ao dizer: “eu me ajoelhava nos pés dos colegas

para serem professores do PARFOR” (CC3). Os outros dois coordenadores

relataram que dialogam com o departamento para indicar o professor e levam em conta a experiência e a carga horária disponível dos colegas para dar aula.

As dificuldades de natureza administrativa se acentuam por conta de os cursos do PARFOR-Presencial ter calendários acadêmicos próprios. O início e o final dos semestres nem sempre coincidem com o calendário oficial, regular da instituição, o que acarreta a não disponibilização dos serviços de processamento de informações programados nos sistemas acadêmicos existentes para os registros do andamento dos cursos. São impasses que se apresentam às coordenações que levam a mobilizar os responsáveis pelo controle acadêmico dos cursos, provocando exceções na dinâmica das rotinas da instituição. (CC4) Estas são dificuldades sentidas no interior dos cursos que nem sempre são percebidas pelos professores, alunos e demais envolvidos no Programa, trazendo uma sobrecarga de tensão e de atividades aos diretamente envolvidos na oferta dos cursos.

Os coordenadores entrevistados também informaram sobre o acompanhamento das atividades acadêmicas e pedagógicas do curso, assim como relataram sobre o acompanhamento das atividades dos professores que lecionam no curso. As formas de acompanhar compreendem conversas com os professores e reuniões periódicas. Também foi relatado que são feitas reuniões iniciais para apresentação do programa, sobre a dinâmica e estrutura do projeto do curso Um coordenador dispõe sobre as rotinas das reuniões com os seus professores para realizar o acompanhamento pedagógico:

A gente normalmente faz mais de uma reunião para também participar do processo de conclusão da avaliação. Então o acompanhamento dos docentes é feito praticamente mensalmente, antes do módulo e no final quando necessário. Também em outros momentos quando alguma situação especial pedir. Então a gente tem as reuniões com os docentes e as reuniões de colegiado. Além de toda a comunicação contínua, por telefone, presencialmente, ou por e-mail (CC2)

Outros dois coordenadores revelam que acompanham os seus professores, mas com dificuldades de marcar encontros na forma de reunião. Os professores são muito ocupados, estão envolvidos em muitas atividades. Neste caso,usam mais os contatos telefônicos e a troca de mensagens por e-mails. Um deles afirma: “as

reuniões envolvendo os professores do PARFOR são sempre mais difíceis do que as reuniões do colegiado normal”. (CC3) Sobre as questões de infraestrutura

interferindo nas questões pedagógicas este mesmo informante coloca:

No inicio do curso as aulas funcionavam em um pavilhão de aulas localizado em bairro diferente do da escola, Pode-se imaginar a dificuldade de infraestrutura para dar apoio aos professores. E nesse pavilhão sempre faltava água, ar condicionado sem manutenção e existia uma disputa entre os coordenadores de curso para conseguir as melhores salas.Mas, com todas essas dificuldades, eu pude acompanhar os professores da forma que tais problemas não interferissem nas atividades pedagógicas. Por seu turno, as estagiárias acompanhavam todos os dias as aulas, e atendendo as alunas, distribuindo textos, recolhendo trabalhos e controlando a frequência. (CC4)

Do ponto de vista da adequação do projeto pedagógico ao formato modular e a duração do curso, os coordenadores também opinaram. Nesse aspecto existem críticas e o principal motivo está associado ao tempo do curso, considerando que os professores-estudantes tem que dividir seu tempo entre estudo e trabalho. Na visão de um dos coordenadores:

(...) são três anos desgastantes, semestre sem um mês de folga (...) Todos os meses eles estão aqui, exaustos. Chega no final, parece aquela maratona para concluir as disciplinas e assim, o rendimento cai, o interesse cai. Os alunos não têm o rendimento que a gente espera, basicamente por causa disso. Tem aulas de segunda à sábado, das 7:30h às 18:30. Uma questão que se coloca ainda é que geralmente alguns desses alunos do PARFOR têm mais 30 anos. Tem gente de até 50 anos. (CC4)

Verificamos que problemas já sinalizados pelos membros do Fórum e especialmente os coordenadores institucionais reaparecem nas falas dos coordenadores de cursos. O pouco tempo de duração do curso, a sobrecarga dos professores-estudantes para darem conta das tarefas do curso e das suas atividades docentes, a carga horária intensiva dos módulos das aulas e as tarefas que levam nos intervalos dos módulos, sem o tempo suficiente para os estudos, vez que os trabalhos se acumulam quando voltam ao cotidiano das escolas. O coordenador de outro curso acha que, para a coordenação do curso não há problemas para a instituição com a estrutura modular: a questão é

o retorno à rotina desses professores, ao voltar para as suas casas, para suas cidades, para suas escolas. [Se a rotina] não fosse tão densa, tão assoberbada... Então, na verdade, o que falta é condição [para eles] naqueles 20 dias de intervalo entre um módulo e outro. A condição para que o professor em casa pudesse desenvolver melhor seus estudos e as atividades. Se ele não precisasse ter 60h em sala de aula, se ele não precisasse ter três contratos, se ele tivesse um salário melhor que lhe oportunizasse uma saúde mais adequada, mais equilibrada (...) Eu acho que é o sistema que precisa olhar com mais, com mais carinho, mais responsabilidade (CC2)

E ainda acrescenta este coordenador sobre as dificuldades do professor- estudante em conseguir acompanhar o curso, com tempo adequado para os estudos e a frequência às aulas:

Os alunos sentiram muito para frequentar [as aulas]. Uma semana de aulas intensivas em cada mês, deixando seus alunos ora com outro professor, ora com estagiários, ora sem aulas, ora sob pressão da direção [da escola] para não faltar ao trabalho, tudo isto foi um grande complicador para a coordenação. Foi muito difícil conciliar o controle da freqüência, com o entendimento sobre as necessidades e os problemas enfrentados pelos alunos. O formato modular é importante, pode ser um modelo viável, mas com uma duração maior para o curso. (CC2)

Percebemos, com esses relatos dos coordenadores de curso do PARFOR- Presencial dessa instituição, como tem sido difícil para os professores-estudantes acompanharem os cursos com a dinâmica de trabalho que eles vivenciam. Outro destaque é que essa não é uma observação isolada. Praticamente, todos os entrevistados chamaram a atenção para essa dificuldade da política, seja pautada na dificuldade do professor-estudante freqüentar e ter bom desempenho no curso,

seja a dificuldade de suas classes ficaram sem aula ou com outros profissionais que não acompanham de perto a turma. Estas são questões que o FORPROF necessita refletir se objetiva melhorar as condições de funcionamento dos cursos, se esta situação for constante entre os cursos das outras instituições.

7.4.3 A gestão do PARFOR-Presencial na instituição e as articulações

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