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Q UESTIONS DE RECHERCHE

2. Choix des outils

Em vista frontal, as células epidérmicas dos foliólos são poligonais com paredes retas ou levemente ondeadas nas faces adaxiais e abaxiais. A epiderme é uniestratificada, sendo as células da face adaxiais mais volumosas e revestidas por cutícula mais espessa que as da face abaxial, com parênquima paliçádico ocupando metade do mesófilo, caracterizando um foliólo assimétrico (Figura 9).

A anatomia da epiderme do foliólo de A. imperatoris-maximilianii (Wawra) L. G. Lohmann observada neste trabalho é similar à relatada por Vidal (1978) para as espécies do gênero Adenocalymma.

Figura 9- Detalhes do limbo foliolar de Adenocalymma imperatoris-maximilianii (Wawra) L.

G. Lohmann, seção transversal do mesofilo. Legenda: epad: epiderme adaxial; cortar: cutícula, pp: paliçada do parênquima; pl: parênquima esponjoso; co: colênquima; scl: esclerênquima; phl: floema; xy: xilema; epab: epiderme abaxial. Bar = 10 µm

Fonte: Acervo do Autor

5.1.2.2 Estômatos

Foram observados dois diferentes tipos de estômatos (Figura 10), paracítico (mais frequente) (Figura 10D), anisocítico (Figura 10E). Na face abaxial do foliólo foi evidenciado estômatos em roseta (Figura 10C) uma característica importante na identificação de espécies do gênero Adenocalymma (TRENSVENZOL, et al., 2010), não sendo observado estômatos na face adaxial, indicando que a folha é hipoestomática

(Figura 10B). Estes estômatos também foram evidenciados em outros estudos morfoanatômicos (VIDAL; VIDAL, 2003; GONÇALVES; LORENZI, 2007; TRENSVENZOL, et al., 2010).

Figura 10- Epiderme de foliólos da planta adulta de Adenocalymma imperatoris-maximilianii

(Wawra) L. G. Lohmann. A. superfície abaxial; B- superfície adaxial; C- aspecto de estômatos em roseta característica taxonômica do gênero, D- estômatos paracítico; E- estômatos anisocíticos. Bar = 10µm

Fonte: Acervo do Autor

5.1.2.3 Cristais Prismáticos

Nos cortes paradérmicos dos foliólos foram observados cristais prismáticos, no presente estudo não foram realizados teste sobre constituição química dos cristais (Figura 11).

Metcalfe e Chalk (1950) descreveram para a família Bignoniaceae a presença de cristais na forma de pequenos octaedros, prismas ou ráfides; estando os maiores isolados, raramente formando aglomerados.

Na medula caulinar de Arrabidea chica, foram evidenciados cristais de oxalato de cálcio são abundantes, sendo mais comuns os prismáticos e quadrangulares, com número variado de faces.

Figura 11- Detalhe de cristais prismáticos nos foliólos de Adenocalymma imperatores-

maximilianii (Wawra) L. G. Lohmann, Bignoniaceae (setas).

Fonte: Acervo do Autor

5.1.2.4 Pecíolo e Peciólulo

O pecíolo é cilíndrico, apresentando epiderme unisseriada revestida por cutícula espessa com flange cuticular; parênquima cortical constituído por quatro a oito camadas de células e cordões esclerenquimáticos envolvendo o metaxilema (Figura 12); algumas células do parênquima cortical encontram-se parcialmente ou completamente lignificadas; sistema vascular envolto por calotas esclerenquimáticas; na região central. Figura 12- Pecíolo da folha de Adenocalymma imperatoris-maximilianii (Wawra) L. G.

Lohmann, Bignoniaceae, em secção transversal. ce: cordões esclerenquimáticos; esc: esclerênquima; ep: epiderme; cu: cutícula. Bar = 10µm

A organização estrutural do peciólulo consiste de epiderme unisseriada revestida por cutícula espessa com flange cuticular; parênquima cortical constituído por quatro a oito camadas de células (Figura 13A); no pecíolulo algumas células do parênquima cortical encontram-se parcialmente ou completamente lignificadas (Figura 13B); sistema vascular envolto por calotas esclerenquimáticas; na região central, o parênquima medular apresenta células de tamanhos variados, algumas com paredes espessas evidenciando pontuações (Figura 13C).

Figura 13- Peciólulo de Adenocalymma imperatoris-maximilianii (Wawra) L. G. Lohmann, Bignoniaceae, em secção transversal. A- Aspecto geral do peciólulo B- Detalhe do xilema, floema, parênquima medular, parênquima cortical, esclerênquima e cutícula. C- Detalhe do xilema e do parênquima medular do peciólulo, evidenciando pontuações (setas) cu: cutícula; ep: epiderme; epad: face adaxial da epiderme; epab: face abaxial da epiderme; esc: esclerênquima; f: floema; pc: parênquima cortical; pm: parênquima medular; tg: tricoma glandular; x: xilema. Bar = 10µm

Fonte: Acervo do Autor

5.1.2.5 Gavinha

A gavinha, em seção transversal, apresenta forma cilíndrica. A epiderme é unisseriada com cutícula espessa evidenciando flange cuticular; na região cortical observam-se colênquima angular e parênquima. O cilindro vascular é formado por feixes vasculares colaterais, com calotas esclerenquimáticas dispostas externamente ao floema. A região central está preenchida por parênquima medular, com células de tamanhos variados apresentando campos de pontuações primários. (Figura 14)

Figura 14- Secção transversal da Gavinha de Adenocalymma imperatoris-maximilianii (wawra) L. G. Lohmann. Detalhe da cutícula, parênquima cortical, esclerênquima, xilema, floema, parênquima medular. (aumento de 100x). cu: cutícula, pc: parênquima cortical, esc: esclerênquima, x: xilema, f: floema, pm: parênquima medular. Bar = 10µm

Fonte: Acervo do Autor

5.2.2.6 Raquíla

As ráquilas (Figura 15A) apresentam face adaxial côncava e abaxial convexa, com duas pequenas projeções laterais. Anatomicamente, a ráquila apresenta organização estrutural semelhante ao pecíolo, constituída por epiderme unisseriada revestida por cutícula espessa com flange cuticular; colênquima e parênquima na região cortical, com algumas células colenquimáticas parcialmente lignificadas; sistema vascular envolto por bainha esclerenquimática e região central preenchida por parênquima medular, constituído por células de tamanhos variados. Observou-se a presença de cristais prismáticos nas células do cortéx da ráquila (Figura 15B).

Figura 15- Ráquila do foliólulo de Adenocalymma imperatoris-maximilianii (Wawra) L. G. Lohmann, Bignoniaceae, em secção transversal. A- Aspecto geral da raquíla. (aumento 40x) B- Detalhe de cristais prismáticos presentes na raquíla (setas). (aumento 200x) cu: cutícula; epab: face abaxial da epiderme; epad: face adaxial da epiderme, esc: esclerênquima; f: floema; pc: parênquima cortical; pm: parênquima medular; x: xilema. Bar = 10µm

Fonte: Acervo do Autor

5.1.2.7 Tricomas

Nos foliólos jovens da espécie estudada foram observados tricomas glandulares e tectores. Esses tricomas provavelmente estão relacionados com mecanismos de defesa da planta contra predadores Trensvenzol et al. (2010) (Figuras 16 e 17).

A anatomia da epiderme do foliólo de Adenocalymma imperatoris-maximilianii (Wawra) L. G. Lohmann observada neste trabalho é similar à relatada por Vidal (1978) para as espécies do gênero Adenocalymma.

Figura 16 - Diferentes tipos de tricomas glandulares encontrados em Adenocalymma

imperatoris-maximilianii (Wawra) L. G. Lohmann. Bar = 10 µm

Fonte: Acervo do Autor

Figura 17- Tricoma tector evidenciado em Adenocalymma imperatoris-maximilianii (Wawra) L. G. Lohmann. Bar = 10μm

Fonte: Acervo do Autor

Os tricomas glândulares de variadas formas, bem como tricomas tectores são encontrados em ambas as faces dos foliólos, em números variados no limbo foliolar e na nervura principal de espécies do gênero Adenocalymma (UDULUTSCH et al., 2013; TRENSVENZOL et al., 2010; PRATA-ALONSO et al., 2011).