• Aucun résultat trouvé

Chez l'adolescent

Dans le document L'ENFANT SOUFFRANT DE TROUBLES DE (Page 67-71)

SYMPTOMES DES TROUBLES DE L'ATTACHEMENT

H. Difficultés scolaires

4. Chez l'adolescent

O trabalho mais antigo relativo à criação de um parque infantil acessível realizou-se no ano de 1976, nesse ano Hisham N. Ashkouri e James Charniky, de Rockville Centre, New York, ganharam o contrato para projectar um equipamento de jogo original com o Parque Corporation of America. A construção do projecto começou no Outono de 1980 e em 1984 foi realizada a abertura do parque localizado em Flushing Meadaus – Corona Park, designado como “Playground for All Children”. ( ilustração 5)

Desde 1990 as directrizes americanas de acessibilidade têm sido respeitadas. Mas nos últimos anos têm havido um maior esforço por parte dos pais, designer e outras organizações na promoção de melhorias para parques infantis mais acessíveis.

Passando assim a 15 de Março de 2012 a lei federal americana exigir que as áreas de lazer públicas incluam superfícies e equipamentos que permitam a circulação de cadeira de rodas.

Com a necessidade que criação de parques acessíveis a ADA de 1990 entrou em vigor em 1992, a sociedade Americana de Testes e Materiais criou um documento no qual descreve como projectar um parque infantil seguro e acessível. Neste documento é apresentado as boas praticas no projecto de rampas, pontos de transferência, bem como a importância da segurança. A ADA exige que cada serviço ou actividade realizados por uma entidade pública têm de ser facilmente acessível por indivíduos com deficiência.

A AQLPH – Associação Québec para entretenimento de pessoas inválidas (Association québécoise de loisir pour personnes Handicapées), também desenvolveu

acessibilidade em parques e áreas de lazer”. Este guia foi fundamentado na Associação Canadense de Normas – CAN, CSA-B651/95 – Acessibilidade de edifícios e outras instalações: Regras de design. A AQLPH tem como missão promover os direitos das pessoas com deficiência “ ao aumentar a acessibilidade das instalações, nós permitimos que as pessoas com deficiência sejam mais autónoma, para viver com dignidade [...] a acessibilidade de parques está relacionada com a circulação e a utilização de equipamentos e edifícios para o público.” (AQLPH, 1997, p.5 e 23).

Prellwitz e Tamm (1999) publicaram o artigo “Attitudes of Key Persons to Accessibility Problems in Playgrounds for Children with Restricted Mobility: A Study in a Medium-sized Municipality in Northern Sweden”, o qual apresenta a existência de muitos obstáculos em parques infantis para crianças com problemas de mobilidade, referindo assim que o conhecimento mas pessoas que constroem os parques infantis é insuficiente. Segundo isto apresentam também qual o sentimento das crianças com deficiência em relação a serem deixadas de fora do ambiente de jogo.

Nabors, et al (2001) desenvolveram um trabalho em que referiam que os parques infantis podem ser usados para desenvolver habilidades sociais em crianças, a ideia de criação de parques infantis deve ser para crianças com ou sem necessidades especiais para assim poderem brincarem juntos. Para melhorar a inclusão das crianças com necessidades especiais é necessário a mediação do professor em interacção de cooperação com o resto das crianças. Neste artigo é referida a importância das actividades de aula nos parques infantis, pois isso prepara o palco para os professores promoverem a interacção cooperativa entre as crianças com ou sem necessidades e aumenta a oportunidade de generalização. As crianças que apresentam comportamentos agressivos podem ter dificuldades em se adaptar a interacção social, tornando-se assim necessário a intervenção para promover suas habilidade sociais. Os autores concluíram que apesar das barreiras à implementação, as intervenções em parques infantis precisam ser incorporadas aos planos de ensino, pois melhora as habilidades sociais e aceitação das crianças com necessidades especiais.

Kerr A. (2001) com um conjunto de alunos criaram um dispositivo movido a ar que pode levantar uma criança com deficiência mais de três metros acima do solo, dando-lhe acesso para as estruturas de jogo. Para isso, fizeram uma entrevista a escolas da região para perguntar como é que o grupo poderia ajudar a tornar mais acessível os parques infantis para crianças com mobilidade limitada. Ao qual, os educadores relataram que as crianças que necessitam de muletas, andarilhos e cadeiras de rodas tem dificuldade na utilização das estruturas de recreio elevadas fora

da sua escola. O autor mostra ao longo da descrição do trabalho que na maior parte dos equipamentos uma criança deve ser capaz de subir os degraus de uma escada. As rampas são muitas vezes impraticáveis por causa da limitação de espaço. Chegaram assim a conclusão que era necessário a criação de um mecanismo que ajuda-se as crianças com problemas de mobilidade a utilizarem os equipamentos dos parques infantis. Com todo o desenvolvimento dos estudos em torno dos parques infantis acessíveis estes começaram a estar mais presentes nas comunidades.

Anderson Township é um dos doze municípios de Hamilton County, Ohio, aqui foi criado um parque infantil mais propriamente em Beech Acres Park (ilustração 6) onde todas as crianças com ou sem deficiência podem brincar e aprender juntos em um ambiente de lazer saudável.

O parque infantil foi inaugurado em 2007 e é um parque inclusivo, inspira ao jogo e activa a imaginação, provando assim um grande sucesso com as crianças de todas as idades e habilidades.

Em Janeiro de 2007 foi apresentado o Guide on Play Areas : A summary of acessibility Guidelines for Play Areas , neste manual são apresentados produtos que se destinam apenas a servir como exemplos para crianças com mobilidade reduzida. As directrizes neste guia apresentado tem como base a lei abrangente de direitos civis que proíbe a discriminação com base na deficiência, Americans with Disabilities Act (ADA).

Talay (2010) escreveu um artigo o qual tinha como objectivo avaliar os parques infantis em termos de barreiras que causam uso restrito por crianças deficientes. A investigação foi realizada através de um questionário e levantamentos no distrito de Ancara. O inquérito foi respondido por 667 pais de crianças com deficiência residentes no distrito, relativamente as barreiras sociais usando parques infantis. Segundo os autores a analise no terreno foi feita por meio fotográfico e uma lista de verificações

combinados para determinação das barreiras. Apesar de na compilação das respostas e durante as pesquisas no local parecer que as barreiras sociais também restringem as crianças deficientes na utilização dos parques infantis estas não foram avaliadas no artigo. Segundo os resultados os parques infantis não são utilizáveis para crianças com deficiência. O planeamento inadequado dos parques infantis para as necessidades das crianças com deficiência e falta de consciencialização dos municípios constitui uma barreira muito importante. A barreira só pode ser removida pelo aumento da consciencialização e cooperação dos projectistas e dos municípios com os grupos com deficiência.

Com o decorrer da Comemoração da Semana da Criança em Outubro de 2010 no Brasil foi inaugurado no Parque de Ibirapeura um parque infantil inclusivo.

Baptizado pelos funcionários do parque como o “brinquedão” (ilustração 7), foi projectado para integrar crianças com ou sem deficiência.

Com rampas de inclinação suave, inscrições em braille, piso táctil e suportes aéreos ao alcance de uma criança sentada em cadeira de rodas, neste parque infantil existem brincadeiras que misturam equilíbrio, força e estímulos sensoriais para que todas as crianças se divirtam com o máximo de autonomia.

The American Occupational Therapy Association (2009) promove a criação de parques infantis acessíveis onde são descritas varias componentes a ter em atenção na implementação de um parque infantil como por exemplo, as rotas acessíveis de ligação de dois equipamentos de jogo devem estar ao nível do solo e ter pelo menos 60 cm de largura, os terrenos irregulares devem ser removidos e substituídos por revestimentos de borracha, carroceis acessíveis para pessoas em cadeiras de rodas,

sensores adaptados como placas em braille, sinos, entre outras componentes importante.

Persson e Jansson (2010) escreveram o artigo que tem como foco o planeamento de parques infantis, modelos, normas, costumes e ideias diferentes sobre as necessidades, foram também avaliados como padrão existente a influenciada se adaptar às necessidades e preferências dos utilizadores. Inicialmente os utilizadores foram estudados por meio de entrevistas, crianças em idade escolar, foram realizados inquéritos nos jardins-de-infância e aos pais e também aos trabalhadores do parque, e identificadas em SIG as localização das casas das crianças. Foram encontradas diferenças entre os grupos de usuários, apresentaram perspectivas diferentes do que é importante para eles nos parques infantis. Com isto o autor refere que as diferenças parecem afectar o uso e deve ser dada maior atenção no planeamento e gestão dos parques infantis devendo existir mais variação entre as unidades e qualidades particulares tornando-se mais atraentes para os usuários.

Em 2011 foram criados mais dois parques infantis na Suíça, a fundação “Denk an mich” (pense em mim) apoiou a reconversão desses parques na cidade de Weier e em Gallustrasse. Esta Fundação “ Denk an mich” tem como objectivo permitir actividades de tempos de férias e de lazer para pessoas com deficiência e projectos de integração a longo prazo. Um dos principais focos de obstáculos para pessoas com deficiência por toda a Suíça. Segundo a Fundação isso também facilita a pessoa com um carrinho de mão ou mesmo pessoas idosa, para que possam acompanhar seus filhos ou netos ao parque infantil com facilidade. Os dispositivos implementados nos parques oferecem oportunidades de jogo multifuncionais que pode ser usado por todas as crianças independentemente da sua dificuldade, tornando assim possível jogarem em conjunto com os seus irmãos e amigos.

Ripat (2011) do Departamento de Terapia Ocupacional da Universidade de Manitoba do Canada e Pam Becker do Centro de Reabilitação para Crianças do Canada publicaram um artigo “Playground Usability: What Do Playground Users Say?”. O objectivo do estudo foi obter uma compreensão das experiências de uso dos parques infantis para as crianças com deficiência e seus cuidadores. Usando um projecto descritivo qualitativo, foram realizadas entrevistas com as crianças com deficiência e seus cuidadores. O processo de análise das entrevistas resultou em três grandes temas, abordou as experiências sensoriais que as crianças procuram em parques infantis, a importância da criação de ambientes que promovam o jogo imaginativo e a necessidade de fornecer um nível adequado de desafio. No segundo

impedem o acesso e as características que promovem o uso. O terceiro tema, a inclusão com foco na igualdade de acesso e a importância de oferecer opções em design. É apresentado o modelo Pessoa- ambiente-Ocupação o qual foi enquadrado para usar os resultados e identificar práticas. Para o autor o jogo ao ar livre é uma ocupação fundamental para a criança e os terapeutas ocupacionais têm um papel na promoção de ambientes utilizáveis para todas as crianças.

O World Leisure Journal publicou recentemente dois artigos sobre a inclusão de todas as crianças nos parques infantis. Heather e Rodney (2012), publicaram um artigo sobre um estudo de caso de uma comunidade que não tinha politica social para acessibilidade de parque infantil e apresenta como objectivo descrever a acessibilidade de parques infantis avaliando as características de design acessível em duas comunidades dos Estados Unidos. Os resultado deste estudo podem ser usados para desenvolver politicas sociais que facilitam a permitir parques infantis inclusivos.

Borke ( 2013) publicou um artigo no qual é referido o princípio complexo de inclusão que sustenta o conceito de jogo compartilhado em parques infantis inclusivos, chamando assim atenção para situações actuais da acessibilidade dos parques infantis para pessoas com deficiência. Segundo o autor apesar de geralmente ser identificada como importante, a inclusão, especialmente para as crianças com deficiência dentro de ambientes de jogo parece muitas vezes mal compreendida. Deste modo Borke acha necessário abordar dois niveis sobre os parques infantis para pessoas com deficiência. O primeiro é dirigido e mandatado pela directrizes e legislação. O outro é centrado na criança, em que a participação do jogo em um parque infantil é suportado como uma actividade social desejável dentro de uma comunidade conectada. Além disso este artigo fornece um esboço da legislação e políticas na Austrália, que são relevantes para o planeamento de parques infantis inclusivos, juntamente com algumas abordagens que têm sido adoptadas em alguns outros países, como, Estados Unidos e Reino Unido, para assim fornecer acesso aos parques infantis para crianças com deficiência.

Para facilitar a percepção do design do jogo inclusivo em Maio de 2012 a Playword Systems apresentou um guia de design de jogo inclusivo este guia foi desenvolvido sobre um grupo de parques infantis e do desenvolvimento da criança como um recurso inspirador para orientar a criação de grandes ambientes de lazer ao ar livre para todos.

O “Inclusiveplay design guide” tem como objectivo projectar, desenvolver e fabricar produtos de qualidade que permite às crianças jogar juntas, esta empresa está presente no Reino Unido e editou um guia de design acessível de espaços de jogo no

qual é possível compreender como conceber um equipamento inclusivo, como projectar áreas de lazer para as crianças com deficiência e também apresenta alguns produtos de jogos inclusivos.

Seyed, et al (2012) escreveram um artigo “ Disabled Children in public Palygrounds : a Pilot Study”,o qual foi um estudo piloto transversal em crianças com necessidades deficiência em parques infantis públicos com duração de 6 meses e um total de 40 crianças com deficiência, pais, professores e médicos. O objectivo do estudo foi investigar o estado actual da infra-estrutura e design de parques infantis públicos adequados na Malásia. A descoberta revelou que há necessidade de melhorar e construir parques infantis públicos bem equipados para crianças com deficiência.

Com o aumento dos parques infantis acessíveis nos Estados Unidos chegou-se a conclusão que seria interessante a criação de uma base de dados na qual fosse possível identificar a localização de Parques infantis acessíveis nos EUA, criando-se assim a base de dados “Playgounds for Everyone”,este é também um guia editado pela comunidade americana para Parques infantis acessíveis nos EUA que actualmente conta com 1853 áreas de jogo.

Na Playgorunds for Everyone é apresentada a seguinte pergunta: “Porque Parque Infantil acessível?”, com esta pergunta explicam o porque de teres escolhido a construção de uma base de dados de parques infantis acessível.

A resposta é muito concisa e faz-nos perceber a importância dos mesmos nas cidades. Porque as crianças em cadeira de rodas não podem jogar em Parques infantis cobertos com lascas de madeira. E as crianças com deficiência musculares podem cair do baloiço que não possuam braços e costas na cadeira de baloiço. Ou uma criança com problemas de visão ou de audição poderem beneficiar de equipamentos especialmente concebido para o jogo ao lado de amigos, irmãos ou qualquer outra criança.

Com tudo isto, nos EUA as novas exigências federais definiram a acessibilidade dos parques infantis como um direito civil. Devido a estas regras, todos os parques infantis construídos ou alterados após 14 de Março de 2012, são obrigados a ter superfícies e equipamentos que ajuda crianças com problemas físicos a deslocarem-se de cadeira de rodas.

Na Califórnia podemos encontrar o Parque Infantil Dream De Matteo em Concord.

Também no McCarthy Park existe um parque acessível, o qual possui rampas de largura suficiente para a passagem de cadeiras de rodas que conduzem a escorregas, jogos e uma área de estar. Na constituição deste parque estão presentes elementos interactivos, como bateria e um painel sensorial com mármores rolantes e uma roda de cores projectadas para envolver os sentidos.

O Aidan’s Place é mais um dos parques infantis acessíveis em Los Angeles, Griffith Park dispõe de um parque infantil desenhado por Kompan, quadras de ténis, campos de basquetebol, campos de futebol e um abrigo para piquenique. Este foi o primeiro parque infantil para todos implementado em LA neste parque infantil as crianças podem dar largas a imaginação desde o seu cockpit de avião e comboio para as barras de macaco e foguete, este espaço de jogo, literalmente, tem algo para todos. (Ilustração 8)

Em Massachusets o Bliss Park tem muitos recursos para crianças com desafios físicos usando água e jogos de areia. A Boundless Palygrounds é responsável pela criação de parques infantis inclusive para crianças e adultos desde 1997 em Massachusets.

Aqui pode-se encontrar outros parques como o “Touch the Sky”. Este parque infantil é constituído por rampas largas e superfície de borracha de modo a acomodar cadeiras de rodas. Os balanços disponibilizam assentos bons para as crianças que precisam de apoio extra. Um escorrega feito de bolas de rolo é projectado para crianças, tais como aqueles com autismo, que gostam de sensações de toque.

Também em Portugal podemos encontrar várias boas práticas relativamente a parques infantis. Em 2008 a Junta de freguesia de Carnaxide eliminou as barreiras arquitectónicas existentes no acesso ao Parque Infantil Fernando Pessoa, permitindo assim uma total mobilidade pedonal.

O Parque Delfim Guimarães foi inaugurado em 27 de Julho de 1937. Em 2009 o Parque Infantil foi ampliado e requalificado com vista a melhorar as condições de utilização e de acessibilidade.

Candidata ao apoio do BPI Capacitar, a APPC foi distinguida com uma menção honrosa para a construção de um parque infantil acessível e adaptado. O prémio permite implementar um projecto inovador.

Este parque deverá estar pronto em Setembro de 2013 e conta com parceria de Técnicos da Área de Reabilitação e Arquitectos.

Com isto a APPC pretende demonstrar que este conceito “ brincar para e com todos, em espaços de todos” torna-se simples de aplicar quando se usam os recursos existentes. Mas até a data ainda não existe confirmação da construção do Parque infantil.

Como verificamos ao longo desta descrição de acontecimentos relativos aos parques infantis acessíveis, existem vários parques infantis acessíveis implementados pelo mundo inteiro. Além dos apresentados em seguida haverá mais parques que respondam a necessidade de cada criança.

Conclui-se assim que existe uma gradual preocupação da criação de parques infantis acessíveis, torna-se assim necessário incorporar os critérios descritos e reconverter os que temos.

Dans le document L'ENFANT SOUFFRANT DE TROUBLES DE (Page 67-71)