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La cellule d’absorption et la mesure du chemin optique l

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3.2 Photom` etre r´ ealis´ e

3.2.4 La cellule d’absorption et la mesure du chemin optique l

Este estudo foi realizado com uma amostra acidental4 de pro-

fissionais da música da cidade de João Pessoa/PB. Participaram 148 músicos. Buscou-se o acesso aos participantes visitando locais de ensaio, de apresentações, como, bares, restaurantes, etc. Essa forma inicial de contato possibilitou o acesso por meio de indicação de pessoas conhecidas, havendo apenas o cuidado de atingir a diversificação dos profissionais em diferentes áreas

4 É um subconjunto da população formado pelos elementos que se pode obter, porém sem segurança de que constituam uma amostra exaustiva de todos os

de trabalho. Observou-se que não se pode falar de músicos que atuam apenas em orquestra sinfônica, por exemplo, pois mesmo que sejam da orquestra, tendem também a tocar em outros seg- mentos da música, como, barzinhos, aniversários, etc. Dessa forma, ficou impossível identificar profissionais que seguem uma única vertente de apresentação e/ou identificação musical, como, o “músico erudito”, o “músico popular”. A Tabela 1 apresenta uma breve descrição da diversidade de área encontrada, incluindo a porcentagem dos participantes para cada segmento.

Tabela 1: Características das áreas de atuação dos músicos (N = 148)

Músicos Áreas de atuação Proporção da amostra

Musicista 31,8

Professor de música 25,0

Vocalista 5,4

Geral: toca, canta, compõe 4,1

Produtor musical 2,0

Total 68,2

Sem resposta 31,8

Como é possível observar na Tabela 1, houve a predominân- cia dos musicistas (31,8%), isto é, aqueles que em suas atividades apenas tocam algum tipo de instrumento musical, como violão, guitarra, sax e violino, e em segundo lugar, predominou a ativi- dade de professor de música (25%).

Houve a predominância do sexo masculino (70,9%). As ida- des variaram de 18 a 77 anos (M = 35,92; DP = 12,35), com um predomínio no intervalo entre 18 e 45 anos. Houve um equilíbrio na composição quanto ao estado civil entre solteiros (46,6%) e casados (45,9%). Em referência à religião, predominou a católica (54,1%), sendo que quando questionados sobre a frequência com

especiais, seguidos dos que nunca vão à igreja (21,6%). Ao serem questionados se têm filhos, 50,7% responderam que não. Quanto ao número de filhos, apresentaram maior porcentagem no inter- valo de 1 a 2 filhos.

No que se refere às variáveis sócio-ocupacionais, teve-se acesso a uma amostra ampla quanto ao tempo de serviço variando de 0,5 a 50 anos (M = 15,25; DP = 9,84). Ao responderem sobre o tipo de residência, a maioria dos músicos (75,0%) possui casa própria. Por outro lado, algumas diferenças são observadas quanto à renda familiar. A maioria (41,9%) apresenta uma renda de 1 a 5 salários mínimos.

Foi necessário identificar o grau de instrução, pois que para ser um músico, não necessita de formação de nível superior. Encontrou-se que 26,4% dos músicos têm curso superior com- pleto, seguidos de 20,9% que têm superior incompleto. Quando solicitados a responder se estudam atualmente, 52,7% dos músi- cos disseram que sim. Observou-se que 24,3% se dedicam ao estudo, como doutorado, mestrado, outro curso, especialização, sem que fosse especificada a área.

Outro detalhe sócio-ocupacional observado, é que surgiu um dado interessante, não pensado anteriormente à aplicação dos questionários. Trata-se da identificação profissional, pois, embora a maioria tenha assinalado que era músico (81,8%) e tenham sido abordados como profissionais da música para participarem da pesquisa, encontraram-se profissionais que não se reconheciam como tal (14,9%), enquanto profissão primeira mencionada, pois que assinalavam outra profissão, da qual obtinham maior renda ou que, simplesmente, consideravam a atividade musical como um hobbie ou menos importante. A maioria (35,1%) trabalha nos três turnos (manhã/tarde/noite). A condição de trabalho predo- minante é o emprego (39,2%). Quando solicitados a responder se exerciam uma segunda ocupação, 30,4% dos músicos disseram

que sim e 10,8% não responderam. Comerciantes, psicólogos, corretores, professores, aposentados, funcionários públicos e pesquisadores foram exemplos de segunda ocupação. Não res- ponderam este item 70,3% dos participantes.

3.2. Instrumentos

Os participantes responderam um instrumento contendo 17 perguntas sociodemográficas e ocupacionais e medidas de bem -estar, a saber:

Questionário de Saúde Geral, QSG-12. Este instrumento compreende uma versão abreviada do Questionário de Saúde Geral de Goldberg, adaptado para o Brasil por Pasquali, Gouveia, Andriola, Miranda e Ramos (1994). O QSG-12, como seu nome sugere, compõe-se de 12 itens (por exemplo, tem se sentido pouco feliz e deprimido; tem perdido a confiança em si mesmo). Cada item é respondido em termos do quanto a pessoa tem experimen- tado os sintomas descritos, devendo sua resposta ser dada em uma escala de quatro pontos. No caso de itens que negam a saúde men- tal, as alternativas de resposta variam de 1(Absolutamente, não) a 4 (Muito mais que de costume); em caso de itens afirmativos, as respostas vão de 1 (Mais que de costume) a 4 (Muito menos que de costume). Neste sentido, a menor pontuação é indicação de melhor nível de bem-estar psicológico. Estudos têm comprovado medidas unifatoriais (SARRIERA; SCHWARCZ; CÂMARA, 1996) ou até bifatoriais (BORGES; ARGOLO, 2002; GOUVEIA; CHAVES; OLIVEIRA; DIAS; GOUVEIA; ANDRADE, 2003). Nos estudos que exploraram a bifatorabilidade, o fator geral tam- bém é identificado, sendo este utilizado na maioria das pesquisas. Escala de Afetos Positivos e Negativos. Esta escala foi origi- nalmente elaborada por Diener e Emmons (1984) para avaliar a valência dos afetos, tendo sido realizados estudos (LUCAS;

DIENER; SUH, 1996; OMODEI; WEARING, 1990; SHELDON; KASSER, 1995) que comprovam a adequação de seus parâmetros psicométricos. Ela é formada por nove adjetivos, sendo 4 positi- vos e 5 negativos. Os afetos positivos são: feliz, alegre, satisfeito e divertido; e os negativos são: deprimido, preocupado, frustrado, raivoso e infeliz. Chaves (2003), com o objetivo de equilibrar o número de adjetivos para ambos os tipos de afetos, acrescentou em sua pesquisa mais um adjetivo para o afeto positivo: otimista. O instrumento avalia quanto o participante tem vivenciado cada uma dessas emoções nos últimos dias. Os itens são res- pondidos numa escala de sete pontos, variando de 1 (Nada) a 7 (Extremamente).

Escala de Satisfação com a Vida. Esta medida foi elaborada originalmente por Diener, Emmons, Larsen e Griffin (1985), tendo sido realizados estudos recentes que atestam a adequação dos seus parâmetros psicométricos (PAVOT; DIENER, 1993). Compõe-se de cinco itens (por exemplo, estou satisfeito com minha vida; as condições da minha vida são excelentes), respon- didos em escala tipo Likert, indo de 1 = Discordo Totalmente a 7 = Concordo Totalmente.

Escala de Vitalidade. Este instrumento foi originalmente ela- borado por Ryan e Frederick (1997). Esta medida avalia o grau em que o participante tem se sentido em termos de vigor físico, men- tal e alerta, nos últimos dias e seus parâmetros psicométricos têm se mostrado adequados em estudos recentes (KASSER; AHUVIA, 2002; KASSER; RYAN, 1993; NIX; RYAN; MANLY; DECI, 1999). Compõe-se de sete itens (por exemplo, tenho energia e disposi- ção; sinto-me vivo e cheio de vitalidade), cujas respostas devem ser dadas em uma escala de sete pontos, que varia de 1 (Nada Verdadeiro) a 7 (Totalmente Verdadeiro).

Ficha sociodemográfica e ocupacional. Esta parte ficou for- mada por itens que buscavam averiguar o grau de instrução, idade,

tem outra ocupação profissional, renda, tempo de serviço, condi- ção de trabalho, etc.

3.3. Procedimentos de coleta de dados

Inicialmente um colaborador foi treinado em relação aos procedimentos necessários para a aplicação dos instrumentos. O planejamento da coleta de dados consistiu na aplicação do con- junto de questionários no próprio contexto de trabalho e/ou em suas residências, atividade esta realizada principalmente pela pes- quisadora e também pelo auxiliar da pesquisa. Foi informado o objetivo da pesquisa para cada participante. O tempo médio para o preenchimento dos questionários foi de 25 minutos. Deu-se ênfase à confidencialidade das respostas, explicando também que não existiam respostas certas ou erradas, e que todas as perguntas deveriam ser respondidas individualmente, evitando deixar qual- quer item em branco.

De acordo com o ambiente de trabalho duas possibilidades aconteceram para os participantes responderem ao questionário: (1) o participante respondia na hora em que era solicitado ou (2) levava para casa para posterior entrega.

Previamente a pesquisadora fazia contato por telefone com um dirigente de algum grupo musical para agendar a entrega ou a aplicação dos questionários, ou visitava locais de música ao vivo para contatar diretamente com os músicos, após permissão do estabelecimento em que estava se apresentando. Além do acesso no próprio local de trabalho, também foi possível contatar com o profissional previamente por telefone para agendar a aplicação do questionário de acordo com sua disponibilidade. Esse procedi- mento acontecia quando havia indicação de outros profissionais que já haviam se submetido à aplicação ou por indicação de outras pessoas.

Observou-se que a aplicação dos questionários antes dos ensaios e/ou nas residências dos músicos foi a melhor e mais prá- tica maneira de devolução dos mesmos. Porém, o procedimento mais usado foi a entrega dos questionários aos profissionais e posterior devolução no mesmo local de distribuição, devido a maior conveniência para os participantes. O grau de aceitação para participar da pesquisa pelo dirigente de um grupo (produtor, cantor, coordenador, diretor da escola, etc.) foi fundamental para a devolução dos questionários pelos demais membros da equipe de trabalho.

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