docentes - Conhecer o percurso académico; - Conhecer o número de anos de serviço.
- Qual o seu percurso académico?
- Quantos anos tem de serviço? Bloco II Tipos de conflitos e intervenientes - Caracterizar os vários tipos de conflito em contexto pré-escolar e primeiro ciclo; - Identificar os principais intervenientes nos conflitos existentes; - Identificar o papel do adulto na gestão dos conflitos.
- Que tipo de conflitos ocorre, entre as/os crianças/alunos, em contexto de sala? Dê exemplos específicos. - Em que medida, esses conflitos afetam o processo de ensino- aprendizagem?
- Quais considera ser os principais intervenientes na resolução de conflitos? - Identifique outros intervenientes que contribuem, de forma eficaz, para a resolução dos conflitos entre crianças/alunos. - Qual o papel da família? - Qual o papel do educador/professor na resolução do conflito entre a/os crianças/alunos? Bloco III Estratégias de resolução de conflitos - Exemplos de atividades, recursos e/ou projetos que utiliza ao longo da prática; - Costuma ter necessidade de apoio especializado?. - Quais as estratégias que habitualmente adota na resolução dos conflitos? Porquê?
Descreva os
procedimentos.
- Exemplos de atividades, recursos e/ou projetos que utiliza ao longo da prática. - Conhece outras estratégias que podem ser adotadas na resolução de conflitos? Explicite? - Quais as principais dificuldades na operacionalização destas estratégias? - Quais as que têm mais sucesso?
Bloco IV
Necessidades de
- Perceber a
necessidade de formações nesta área.
- Sabe de alguma formação existente ou participou em alguma?
45 formação Qual? - Há necessidade de haver formações específicas neste âmbito? Bloco V Papel do conflito no desenvolvimento da aprendizagem
- Perceber qual o papel do conflito no desenvolvimento da aprendizagem.
- Para si, qual é a importância do conflito no desenvolvimento de aprendizagem?
46 Anexo 2 – Entrevistas realizadas às educadoras de infância e às professoras do 1.º ciclo do ensino básico
Professora do Ensino Básico – A.C
Sara – Olá boa tarde, gostava que começasse por se apresentar, se faz favor. A.C – Boa tarde, chamo-me Anabela Cerca, tenho 51 anos e dou aulas há 29 anos. Sara – Pode-me dizer qual foi o seu percurso académico?
A.C – Fiz o Bacharelato e mais tarde fiz a Licenciatura. Dei aulas de educação física, primeiro em escolas secundárias e gostei, foi uma experiência diferente do contexto do 1.º ciclo. Também andei colocada muitas vezes a “tapar buracos”, também andei colocada muitas vezes em atestados médicos de outras colegas. Quando fui contratada fiquei colocada em sítios muito longínquos até que depois vinculei. Quando vinculei fiquei só no primeiro ciclo, trabalhei no distrito de Leiria muitos anos e gostei de trabalhar no distrito de Leiria. Desde 2000 que estou no distrito de Santarém.
Sara – Agora em relação ao “Bloco II – Tipos de conflitos e intervenientes“ que tipos de conflitos ocorrem entre os alunos em contexto de sala, dê alguns exemplos específicos. A.C – “Oh porque ele roubou-me o lápis; ou porque me tirou a borracha; porque não me dá o afia; porque me está a estragar os marcadores; deu-me pontapés debaixo da mesa; ele chamou-me nomes”. Desde os conflitos relacionados com o material; com as relações interpessoais entre eles; conflitos que trazem do intervalo para dentro da sala e que muitas vezes levam da sala para o intervalo; conflitos entre eles próprios como por exemplo o Gui agora está ali num conflito pessoal que não sabe fazer uma coisa mas não tem capacidade para deixar para trás o que não sabe fazer, seguir, voltar depois lá atrás aquilo que não era capaz de fazer, não está ali empurrado num conflito interior com ele próprio numa matéria que não está a conseguir resolver. Mais conflitos? Às vezes há brigas, há agressões, não na sala aula, lá fora, na sala de aula não lhes dou hipótese. Mesmo os conflitos de sala de aula são coisas leves e queixinhas porque eu não dou hipótese a que ninguém se porte mal, que seja mal-educado e que de algum modo agrida verbalmente e intencionalmente os colegas. Como a querida pode ver está-me a fazer esta entrevista dentro da sala de aula.
Sara – Exatamente e em que medida é que acha que esses conflitos afetam o processo de ensino-aprendizagem dos alunos?
A.C – Porque estão sempre a haver quebras, quebras e quebras. Muitas vezes quando eu estou a dar a aula, se for uma aula expositiva veem ter comigo e dizem-me “professora ele roubou-me uma borracha”, pronto quebram o ritmo quer seja de uma aula expositiva quer seja do próprio trabalho deles. Às vezes há miúdos a trabalharem muito sossegados,
47 concentrados e atentos e há dois ou três ao lado em questiúnculas destas sem jeito nenhum que estão a perturbar os colegas que, de uma maneira geral, mantêm boas relações interpessoais, não arranjam briguitas sem jeito nenhum e depois são prejudicados por causa daqueles que são mais conflituosos, queixinhas, embirrantes porque há miúdos que embirram por qualquer coisita, que fazem queixinhas por tudo e por nada, há miúdos que não sabem gerir o conflito e a frustração e trazem tudo para cima da professora. Têm que aprender a relacionar-se uns com os outros e a gerir esses conflitos uns com os outros e deixarem de ser queixinhas que é para que a queixa se justifique quando realmente for grave.
Sara – E quais considera serem os principais intervenientes na resolução de conflitos? A.C – É a razão e a persuasão, temos que lhes fazer ver a razão muitas vezes através do caminho da persuasão. Se olhares para o Eduardo, neste momento, que acabou de tirar as cargas das canetas, não está a fazer absolutamente nada, nada, nada e está a brincar. Desde manhã da cópia, ele escreveu quatro palavras, quatro. O que fazemos? Aviso, castigo, faço queixa ao encarregado de educação mas eu não posso permitir também que um aluno esteja o dia todo a brincar na minha sala de aula mesmo que não perturbe ninguém. Porque ele tem que perceber que dentro da sala de aula se trabalha e os direitos e os deveres são iguais, se os outros colegas trabalham ele também tem que ver que tem que ter o contributo dele e trabalhar. Isto é a razão das coisas, vou lá muitas vezes através da persuasão que é com o incentivo de algum modo, mas nem assim às vezes.
A.C – O que é que me tinhas perguntado?
Sara – Quais considera serem os principais intervenientes na resolução de conflitos?
A.C – Ah pronto. O professor e eles próprios. Eles próprios tem que muitas vezes, através do professor, chegar à conclusão das asneiras que fizeram. Vem-me um fazer queixas, vem outro fazer queixas, muitas vezes eu confronte-os um com o outro. Eles próprios é que tem que chegar à conclusão que tem que resolver o conflito. Se for nos intervalos podem ser as auxiliares, as outras colegas, qualquer outro tipo docente na escola que ache necessário intervir.
Sara – Exatamente, era isso que iria perguntar a seguir. Outros intervenientes que contribuam na forma eficaz para a resolução de conflitos entre crianças e/ou alunos?
A.C – As auxiliares muito em contexto de intervalo e de almoço. Outros docentes, a docente de educação especial se tiver na sala, a psicóloga, temos uma psicóloga na escola ao serviço da escola que se, por acaso, tivermos aqui um conflito sem solução, já tenho apanhado miúdos que são mentirosos até ao fim, que levam a deles até ao fim e que ludibriam até ao fim. E que muitas vezes é preciso a intervenção do psicólogo em conversa
48 com eles para perceber o porquê de serem assim e o porquê ao certo do que aconteceu. Não que não consigamos nós mas os psicólogos tem outras ferramentas ao seu dispor, por isso são psicólogos.
Sara – Qual o papel da família nesta gestão de conflitos?
A.C – Antes de mais nada, só se traz para a escola o que se tem em casa ou o que não se tem em casa. Se em casa se passar educação, solidariedade, fraternidade, essas coisas todas de valores que ensinamos desde que eles nascem, a saber lidar uns com os outros, a saber conversar, a saber gerir. O que não quer dizer, não somos nenhuns santos, até nós nos enervamos, nos irritamos, gritamos. A gestão de conflitos nem sempre muitas vezes passa pela calmaria, às vezes é preciso discussão para chegar a algum consenso, mas tanto em casa como na escola, temos que passar a mensagem de que é conversando e dialogando que as coisas se resolvem, não é logo partir para a violência e para o ralhete. Os pais, em conversa com os professores, têm que cada vez mais cedo tomar consciência que ter um filho é educa-lo para viver com os outros e educa-lo para viver com os outros é aprender a cumprir regras e as regras são para todos, não há privilegiados em educação e em regras. Todos temos que as cumprir e todos temos que ser educados porque senão não somos civilizados e para fazer com que os pais se responsabilizem também pela gestão de conflitos, chamá-los, conversar no final do ano, conversas na entrega das avaliações, pôr os pais a par do comportamento dos filhos. E nesses momentos, conversar com os pais e dizer que a educação começa primeiro em casa e que na escola se tem instrução, informação e conhecimento e também educação. Porque em casa, quando estamos sós com a nossa família ou se formos filhos únicos, podemos não ter essa interação as vezes que é necessária na gestão de conflitos porque a gestão de conflitos surge porque há o outro e, como diria Sartre “o inferno são os outros”; o inferno também pode ser a ausência dos outros. Portanto, nós sendo seres humanos que interagimos uns com os outros e que vivemos em sociedade, cada vez mais temos que aprender a relacionarmos uns com os outros pela via da diplomacia porque quando falha a diplomacia falha tudo. A professora não gosta de gritar, a professora não gosta de ralhar, a professora não gosta de chamar atenção aos berros, não havia necessidade disso se todos entendessem “eu tenho que cumprir certas regras” é claro que há momentos em que podemos até estar a discutir mas da discussão nascer as ideias, podemos estar num debate, podemos estar a ver o que é um consenso, eles também tem que se aperceber disso e há certos temas de Estudo do Meio que puxam para o debate, para o consenso e para a discussão porque as nossas ideias são diferentes mas é muitas vezes da diferença que nasce a harmonia. Os pais têm que tomar consciência disso e se responsabilizar, têm que ensinar os filhos para levarem para a escola educação e, muitas vezes, os filhos da escola levam para casa também outras regras de convivência que aos pais nunca lhes passou pela cabeça que fossem necessárias porque
49 na escola estão vinte e tal miúdos de várias raças às vezes, vários credos, várias filosofias, várias etnias e isso é o maior causador e gerador de conflitos, tendo em conta que os pais também não têm muita paciência para os filhos, hoje em dia, e “toma lá um Tablet e não me chateeis”, se for assim nunca ninguém vai conseguir gerir conflitos nem eles quando um dia forem pais.
Sara – Qual o papel do professor nesta mesma resolução de conflitos?
A.C – Mediador, essencialmente mediador, porque é assim, se nós tivermos a dizer que as regras são estas e tens que as cumprir e tu fazes porque eu estou a dizer, não vai resultar, eles obedecem porque têm que obedecer porque têm medo ou porque têm respeito se não aprendermos que a gestão de conflitos começa dentro de nós e não por imposição não vamos a lado nenhum, quando saírem daqui não vão mudar nada só cumprem quando estiverem comigo porque têm medo de mim ou porque me respeitam ou porque têm medo de uma retaliação, chegam lá fora e fazem asneira e então isso não está a ajudar nada na gestão de conflitos, certo?
Sara – Certo.
A.C – Então o que ajuda na gestão de conflitos e na resolução de conflitos é compreender o porquê do conflito, porque aconteceu e o que eu posso fazer para acabar com ele. Se não for o professor, através do papel de mediador é quase como o Sócrates quando ele fazia a maiêutica e comparava a maiêutica a um parto, lembras-te? Se não nascer de nós a resposta do conflito ou a interiorização “eu estou errada, eu procedi mal” nunca vai mudar, isso é mesmo assim, mas a pessoa até pode achar que tem razão e estar errado e temos que a levar a ver que não tem razão, quando ela tem razão tem que compreender que tem que fazer ver a razão sem ser pela via conflituosa. Se eu sei que tenho a razão do meu lado não leva a lado nenhum discutir, posso chegar ao pé da professora ou da auxiliar e dizer o que se passou sem ser com queixinhas “passou-se isso assim-assim” se a auxiliar e a professora forem pessoas iluminadas porque muitas vezes também não são, isso é uma coisa que tu também tens que referir, nem todos os docentes e não docentes são pessoas que sabem gerir conflitos e nem sempre o conflito está nos miúdos, às vezes o conflito também está nos adultos que não sabem descer ao nível deles, porque não têm paciência, por serem pessoas que, coitadas, nem estão bem com elas próprias quanto mais com os outros e há cada vez mais docentes a dar aulas assim, então temos que nos aperceber até que ponto é que somos capazes de fazermos a gestão de conflitos na cabeça de uma criança e ensinar-lhe que tem que perceber porque aconteceu aquela situação menos boa, o que levou “a” e a partir daí ver olha “eu podia ter mudado isto ou ter feito aquilo daquela maneira” ou então, se a razão tiver do meu lado, o outro podia ter feito daquela maneira e levar o outro a tentar compreender isso. O professor é mediador, se a função de mediação
50 não resultar pode sempre ir pela via da regra que tem que se cumprir mas, lá está, é como eu digo se for obrigação de um cumprimento tu não o interiorizas, não chegas a essa conclusão, a essa maiêutica do Sócrates, nunca interiorizas o que é que é viver em harmonia com os outros.
Sara – No “Bloco III – Estratégias e resolução de conflitos” quais as estratégias que habitualmente usa na resolução de conflitos? Porquê? Descreva os procedimentos.
A.C – As estratégias em sala de aula passam muito por coisitas de material, coisitas como estão a trabalhar e o outro não está, coisitas como um trabalha e o outro não trabalha e depois perturbam o trabalho uns dos outros, é que é assim: mesmo que não queiramos, numa sala de aula com vinte cabeças pensantes ou mais, onde cada um tem que gerir o seu trabalho, onde cada um é distraído pelo parceiro do lado até nós adultos às vezes temos dificuldades em gerir isso quanto mais os miúdos que são distraídos por tudo e depois há aqueles que realmente são embirrentos, são conflituosos em si, há miúdos muito conflituosos que procuram a discórdia, que procuram a briga, que procuram acabar com a paz do outro ou o outro tem uma paz inabalável e o conflito fica anulado por si próprio e o conflituoso não tem por onde se expandir, daí nós termos que criar pessoas harmoniosas e desenvolver pessoas harmoniosas porque, lá está é como discutir com um estúpido, se ficares calado o estúpido discute sozinho até que se cala porque se cansa ou o miúdo que tem paz também não consegue porque o outro está sempre a embirrar, sempre a conversar, sempre a picar, sempre a distrai-lo e pronto briga pegada, lá está, é queixinhas e não sei o quê. Habitualmente é por essas coisas, não há aqui conflitos de maior, muitas vezes os conflitos que vêm com outro peso para dentro da sala de aula são os que são trazidos da altura do almoço e do intervalo nomeadamente do futebol. Eu, pessoalmente acabava com o futebol à hora do intervalo, e à hora de almoço, em todas as escolas. Quem quer praticar um desporto tem clubes, tem associações, promovia-se a altura da educação física que todas as professoras dessem a disciplina de educação física, apesar de saber que nem todas têm capacidade mas procuravam informar-se e na hora que reservassem para isso, todos os alunos tinham oportunidade para passar pelos desportos individuais e coletivos. O futebol é o maior pico de discórdia numa escola e isto é a minha opinião pessoal, a maior parte das minhas colegas não concorda e acha que não deve acabar o futebol porque os meninos precisam de descarregar as energias e então, a melhor maneira de descarregar energias é andarem à biqueirada? Digo eu. Não podem fomentar nas escolas alguns jogos tradicionais, pôr xadrez, pôr damas, ensinar dominó, sei lá, tanta coisa, tantos jogos que pode haver, uma sala de jogos nas escolas para os miúdos. Não, é futebol, única e exclusivamente futebol e depois há malta a levar com a bola na cara, desde miúdos a professores e até já houve uma professora que levou com uma bola na cara que caiu redonda no chão e desmaiou, não foi nesta escola mas eu soube disso. Os maiores problemas nascem do
51 futebol, aliás basta ver depois as claques de futebol os “No Name Boys” e os “Neo Nazis” e esta gente toda. Enão começa na escola? Começa, começa na escola com o futebol. Esta é a minha opinião e quero que ela seja aí dita.
Sara – E quais as estratégias que habitualmente usa na resolução de conflitos? Porquê? Descreva os procedimentos.
A.C – Acaba-se o futebol, é simples. Não, falando seriamente, a sério, conversava com os pais, juntava-os todos no início do ano e explicava-lhes logo esta história do futebol de maneira a que eles ficassem logo esclarecidos de que quem não tem possibilidade infelizmente, monetariamente de levar os miúdos a praticar desporto, a escola também tem que proporcionar algum, sim senhor, proporcionava-se na altura das AEC’s, proporcionava na altura em que a professora destinasse à educação física e acho que a educação das escolas era capaz de mudar um bocado e a maneira como nos relacionamos com os outros. Em sala de aula não há grandes conflitos, são trazidos muitas vezes de fora.
Sara – Dê-me alguns exemplos de atividades, projetos e/ou recursos que utilize ao longo da prática.
A.C – Para gestão de conflitos, ora bem, eu não tenho grande problema de indisciplina na minha sala, como tu bem sabes. É claro que o correto não é gritar porque quem é educado aos gritos, aprende aos gritos e educa aos gritos, o correto é conversar com as pessoas, educadamente e diplomaticamente, mas ao fim de tu conversares muita vez e gerires uma turma de vários miúdos, com vários níveis de ensinos, com várias casas atrás deles porque eles trazem a casa atrás deles e, por vezes, o que trazem de casa é tão mau que eles chegam aqui e não têm outros exemplos, então eles têm que cumprir as regras que a professora diz e dá e também passa por aí, por muito que queiramos ser diplomatas, educados, ensinar pela via da concórdia, ensinar que não se educa aos gritos, que não se berra com os miúdos, que vamos lá explicando, que vamos lá conversando, nós também somos humanos, nós somos humanos e ao fim de tu avisares cem vezes, à centésima primeira vez tu tens que berrar porque já chega, então às vezes um grito também é uma boa estratégia, um castigo também pode ser, quando isto não vai lá a bem às vezes também tem que ir lá a mal, com os nossos filhos também é assim. Outras estratégias que tenho utilizado, mudar miúdos às vezes funciona, depende das personalidades, dos feitios dos miúdos, às vezes um miúdo mais pacato, mais calmo e mais tranquilo apazigua um que é mais extrovertido, beneficiando os dois. Fazer tutorias com os miúdos, pô-los a trabalhar a pares, às vezes dois que se zangam obriga-los a trabalharem juntos, castigar os dois mas eu não tenho muito a experiência de indisciplina na minha sala de aula nem conflitos por aí além porque eles portam-se bem, eles estão sossegados e eu explico sempre, fazia isto com a minha filha, eu primeiro explicava e explico porque é que não está a funcionar o
52 diálogo e se o diálogo não funciona tem que funcionar de algum modo a autoridade dos pais e dos professores, por isso somos pais e professores e eles tem que perceber que nós mandamos e eles obedecem, nós também já passamos por isso e será assim até ao final dos tempos, o que não está correto é os filhos mandarem nos pais.