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PARTIE I : Croissance de la PE dans le secteur du sport et du tourisme

CHAPITRE 1 : LES ENTREPRISES PRESTATAIRES DE SPORT ET DE

1.2. Les spécificités de la PE

1.2.1. Les caractéristiques propres à la PE

Pretendeu-se junto dos entrevistados obter informação, de forma a compreender quais os constrangimentos que encontram no desenvolvimento da sua função.

Foi possível verificar a referência a diferentes constrangimentos tendo como causas diversos factores, tais como: factores pessoais, institucionais, pedagógico/profissionais, ligados à acção com o professor do ensino regular, na relação pedagógica com os alunos com NEE, na relação com a família dos alunos com NEE, e ainda, os derivados da relação com os serviços/instituições da comunidade

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3.1- Constrangimentos pessoais

Ao nível dos constrangimentos pessoais encontramos os seguintes:

Quadro 23:Constrangimentos pessoais

Categorias Indicadores A B C D F G H I Total

3.1. Constrangimentos Pessoais 3.1.1. Insegurança x x x x 4 3.1.2. Desmotivação x x x 3 3.1.3. Falta de reconhecimento por parte dos outros

x 1

Total 1 1 1 1 1 1 1 1

Relativamente aos constrangimentos pessoais que estes professores sentem no desenvolvimento da sua função apontam como principais, a insegurança, a desmotivação e a falta de reconhecimento por parte dos outros.

Os professores B, C, F e G referem a insegurança como um factor de constrangimento. Esta insegurança poderá advir de sentirem que lhes faltam os conhecimentos técnicos, na ausência da especialização, na ausência de uma estrutura intermédia, como a ECAE, ou pela chegada tardia ao DEE e ausência de experiência em funções de apoio.

(B60)(…) estava sempre insegura pensando que a especialização me poria mais segura…

(C22) (…)… acho que nos sentimos muito mais inseguros (…)

(F125)(..) não tenho especialização em nada a nível de ensino especial e isso era uma das coisas que me assustava(…)fazia-me sentir inseguro(…)

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(G103) (…) eu que inicialmente me sentia mais insegura, cheguei mais tarde…não foi fácil …(…)

Outro dos constrangimentos referido por alguns professores (D, H e I) é a desmotivação inicial, que surgiu no espaço de tempo de adaptação ao novo espaço e à nova estrutura organizativa dos apoios educativos. Por outro lado, a percepção do professor D é que o movimento inclusivo parece parado e com tendência para andar para trás, pelo que também é desmotivante para quem acredita nele. Também apontam como factores desmotivantes a ausência da ECAE e as mudanças ocorridas na organização dos apoios educativos.

No entanto, estes professores parecem ter conseguido superar isso, parecendo estarem agora a gostar da experiência.

(D41) (…)No primeiro período custou-me um bocadinho a me adaptar, confesso (…) senti-me desmotivada e (…) custou-me mas, [estar parada no mesmo sítio] agora estou bem(…)

(D38) (…)O movimento da escola inclusiva parece que está neste momento parado e com tendência para andar um bocadinho para trás (…).implica desmotivação nos que acreditam ainda na inclusão. (…)

(H13) (…)Este é o primeiro ano no 2º 3º ciclo é a primeira vez também que se funciona como departamento e neste moldes..antes era diferente a organização …tínhamos a ECAE….no início foi…difícil eu estava desmotivada, … agora estou a gostar…(…) (I46) (…)este ano não tem sido fácil com estas mudanças todas…talvez por isso e por tudo o que se passou …eu e outros nos sintamos talvez um pouco desmotivados…. (…)

O professor A, refere que pelo facto de ser novo no AVE sentiu aquele impacto inicial, e só com o tempo se pode conhecer melhor os outros e criar uma relação melhor.

(A93) (…)eu sou nova aqui(…)nem sequer sabiam que eu nem existia e agora estão eles a conhecer-me …e eu estou a conhecê-los e eu penso que isto vai melhorando com o tempo….há sempre aquele impacto…inicial de ambos os lados…(…)

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3.2- Constrangimentos institucionais

Os professores referem também os constrangimentos institucionais ligados ao funcionamento do sistema educativo e à escola enquanto instituição.

Quadro 24: Constrangimentos institucionais

Categorias Indicadores A B C D F G H I Total

3.2.Constrangimentos Institucionais

3.2.1. Horário rígido x x 2

3.2.2. Ausência de espaço físico específico na escola para dar apoio aos alunos com NEE

x 1 3.2.3. Currículos inadequados x 1 3.2.4. Ausência de equipas multidisciplinares x x 2 3.2.5- Pouca rentabilização dos recursos x x 2 3.2.6- Colocação tardia no departamento/concursos x x X x 4 3.2.7. Burocracia x x 2 3.2.8- Falta de espaços no horário para encontros entre docentes

x 1

total 1 3 1 1 1 2 1 3

Para os professores B e F um dos maiores constrangimentos é a rigidez do horário atribuído ao PAE, até porque, consideram eles que o mesmo deve estar disponível e não agarrado a um horário.

(B148) (…)são os horários (…) que nós temos(…)

(F38) (…) os horários não são, compatíveis …há muita rigidez nos horários dos professores do regular (…) logo (…).às vezes as pessoas não se encontram, depois ás vezes eu estou lá em cima estou cá em baixo (…)

O professor A refere a ausência de espaço físico específico na escola para dar apoio aos alunos com NEE. Apesar de existirem duas salas ligadas ao DEE, uma para o funcionamento do DEE e outra para apoio, uma delas é partilhada pela Terapeuta da Fala e Psicóloga que trabalham com o DEE. Salienta que quando em funcionamento simultâneo, tem de procurar outro espaço para dar apoio aos alunos. Mesmo assim, apesar de ser possível encontrar outro espaço, este nem sempre é o ideal. Por vezes

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as salas têm um espaço tão exíguo que nem se consegue trabalhar lá com o aluno. Neste caso, ao constrangimento do espaço físico, associa-se o facto de as condições do mesmo não serem as melhores. Assim, cabe-lhe ver onde existe espaço na escola, antes de elaborar o horário de funcionamento com os alunos com NEE.

(A60) (…) não existe um espaço específico… (…). é um espaço que também utilizamos para dar apoio…nós temos aqui duas salas ……uma de educação especial que partilhamos com a terapia da fala e com a psicologia…quando as três vertentes estão em comum(…) temos que(..)procurar sala…e (…) tivemos de procurar (…) outras salas …noutros sítios…(…)

(A61) (…)vou procurando (…) quando estabeleci o horário com eles (…) tive que ir aos pavilhões ver quais eram as salas que estavam vagas naquele horário inscrevi-me (…)…são salinhas pequeninas (…) chamadas de apoio educativo …há uma que é tão pequenina …(…) não consigo ir para aquela sala (…)

Para além da rigidez do horário, na opinião do professor B estes alunos com NEE necessitavam de outro tipo de seguimento que não passasse por um curricular tão abstracto. Considera ser necessário mexer nos programas, torná-los mais funcionais, nomeadamente, ao nível do 2º e 3º ciclo, para aumentar a motivação dos alunos. Acha que existe um desencontro entre as estratégias de trabalho, a programação e tipo de avaliação, o que tem influência no aluno.

(B148) (…) estes miúdos a nível académico tivessem um seguimento …. que não passasse pelo curricular que nós temos….que é muito abstracto (…)

(B150) (…)o principal para mim era mexer nos programas….mexer nos currículos, torná-los mais práticos …mais funcionais e menos abstractos, (…)…sobretudo no terceiro ciclo …(…) ter um curricular mais …..leve para este casos …para os garotos estarem mais motivados…(…)E no segundo ciclo também…(…)

(B149) (…)haverá aqui um desencontro entre estratégias de trabalho entre programação de trabalho (…)entre a forma que é estruturada a disciplina….entre o tipo de avaliação que é proposta para o jovem, tudo isso depois (…)tem influência na realização que o jovem disciplina…(…)

Dado que estão preconizadas na legislação, na escola, pela sua importância, acha que deveriam existir as equipas multidisciplinares.

(B153) (…) as tais equipas multidisciplinares que estão preconizadas…aqui era muito importante que pudessem existir…(…)

Opinião também partilhada pelo professor I, salientando que apesar de preconizada a sua existência nas escolas, estas não existem, assim como, também não existem os serviços de psicologia e orientação (SPO).

Considera que uma coisa é a definição e o enquadramento legislativo e outra é a existência efectiva destas equipas nas escolas.

(I110) (…) não existem equipas multidisciplinares nas escolas…fazem-se as leis, fazem- se essas coisas todas e depois na prática as coisas não existem, nós estamos á espera desde 1991 que sejam criados os serviços de psicologia e orientação ao nível de todas as escolas, todos os agrupamentos agora, também não há, está a lei (...) a lei com muitas coisas definidas o que é que eles fazem…como fazem …como articulam como se contratam, está lá tudo, mas depois essas coisas não existem (…)

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Na opinião do professor C o facto de terminar a estrutura das ECAES constituiu uma perda, pelo que a nova forma de organização não parece merecer o seu apreço, por entender que não se rentabilizam bem os recursos existentes. Considera também não ser esta a melhor altura para organizar gabinetes de apoio educativo.

(C21) (…)eu acho que se perdeu muito, bastante porque acho que não se rentabiliza tão bem os recursos (…)dada as circunstâncias de terem terminado as ECAES (…) não é uma boa fase para a organização das gabinetes de apoio educativo. (…)

O professor A salienta como constrangimento institucional a colocação tardia de recursos no Agrupamento Vertical de Escolas (AVE).

(A41) (…) Inicialmente nós só estávamos quatro professores de educação especial até Dezembro…nós éramos seis (…)

(A45) (…) Um chegou em Dezembro e o outro chegou no início de Fevereiro…um pouco tarde…(…)

Para o professor F constitui um factor de constrangimento, a sua colocação tardia no DEE do implicando demora ao nível do desenvolvimento do seu trabalho de articulação com os professores das turmas.

(F39) (…) eu entrei em Janeiro para o Departamento de Educação Especial havia pessoas de algumas turmas que só mais tarde é que descobri, demorei algum tempo a perceber que eram professores daquelas turmas …(…)

Também o mesmo aconteceu ao entrevistado C que iniciou as suas funções mais tard

e

no DEE, porque só foi colocado em Janeiro.

(G9) (…) eu fui colocada em Janeiro…(…)

No caso do professor I, considera ter tido pouca sorte na sua colocação, não conseguindo perceber a mecânica dos concursos e colocações. Afirma que, tendo especialização ao nível da cegueira, foi colocado numa escola onde não existem problemas de cegos.

(I49) (…) agora fui colocado como professor especializado nessa área tenho lugar nessa área 930, para cegos….não temos nenhum professor 920, temos professores 910, problemas mentais/motores, e acho que estão colocados nas suas especializações, portanto..a modificação não foi só a nível de agrupamento porque o agrupamento já existia antes, foi ao nível da distribuição de recursos agora…ao nível dos recursos ao colocar efectivamente os recursos no sitio certo sei lá. Também não foi muita sorte porque eu fui colocado nesta escola onde não existem problemas de cegos…não é muito fácil perceber isto…(…)

Para o professor G o facto de as escolas estarem inseridas em Agrupamentos não parece favorecer algumas situações ligadas à educação especial, existindo assim muita burocracia.

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(G31) (…)há muita burocracia, eu acho que principalmente a nível da educação especial, pelo menos a experiência que eu tenho, não favoreceu, nalgumas coisas, o facto de algumas escolas estarem inseridas …em agrupamentos. (…)

O professor D sentiu nesta nova orgânica a existência de mais burocracia ao nível da organização formal das estruturas de apoio educativo.

(D70) (…)senti mais nos aspectos formais da organização…muita burocracia (…)

No entender do professor H sendo no início um processo difícil, salienta a existência de melhorias ao nível do trabalho em parceria, embora, lhe pareça ser complicado organizar na estrutura escolar, um espaço de tempo comum de encontro de todos os intervenientes no processo de ensino/aprendizagem.

(H35) (…)Foi muito difícil antes, mais no 2º e 3º ciclo, mas agora já trabalham mais em parceria, mas ainda há…..situações que, na maioria das vezes temos que andar sempre à procura deles, (..)..por causa dos horários e da suas horas mais disponíveis…é toda a orgânica da escola….é muito complicado …isto mexe com muita gente…(…)

3.3- Constrangimentos profissionais

Para além dos constrangimentos pessoais e institucionais referem também os constrangimentos profissionais derivados da sua acção com o professor do ensino regular.

Quadro 25: Constrangimentos profissionais

Categorias Indicadores A B C D F G H I Total

3.3- Constrangimentos Profissionais 433.1. Dificuldades de diálogo / articulação / horários desajustados x x x x x x 6 3.3.2. Dificuldades em dar feedback do trabalho desenvolvido com o aluno NEE x x 2 3.3.3. Dificuldade por parte do Professor do ensino regular em entender o que é um aluno NEE x x x 3 3.3.4. Dificuldades em trabalhar em parceria x x 1 3.3.5. Imagem do professor de apoio junto dos professores do ensino regular

x x 2

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Destacam que existem constrangimentos derivados da sua acção com professor do ensino regular pela existência de horários desajustados o que dificulta o diálogo e o trabalho de parceria.

Realçam a dificuldades, no segundo e terceiro ciclo de encontrarem todos os professores de forma a terem o feedback da situação do aluno com NEE. É nos Conselhos de Turma, encontros previstos para a avaliação, que obtêm mais informação sobre o percurso do mesmo.

Salientam que muitos professores do ensino regular, parecem ainda, não entender o que é ter um aluno com NEE na sala.

Referem uma postura individualista do professor do ensino regular relativa à sua disciplina como factor de entrave ao desenvolvimento de um espírito de equipa, de partilha e o pouco uso de estratégias diferenciadas junto dos alunos. Salientam dificuldades no trabalho de parceria.

Indicam a formação inicial dos professores do ensino regular como incompleta ao nível da sensibilização para as NEE dos alunos. Consideram que a imagem que os professores do ensino regular tem acerca do PAE constitui um factor de constrangimento ao exercício da sua função.

Para o professor A, é bastante difícil a reunião dos professores num trabalho articulado com horários diferentes. Torna-se difícil o diálogo, com alguns professores, que à primeira vista parecem não entender o que tem, enquanto professor de apoio educativo, para lhes dizer, daí, aproveitar os conselhos de turma para o fazer.

(A8) (…) Reuni-los todos juntos não (…) torna-se bastante difícil….reunir todos os professores num trabalho articulado…existem horários diferentes…(…)

(A25) (…)com os professores …não é com todos assim…há …aqueles que é mais difícil tentar chegar…não é difícil de falar…é difícil entender à primeira o que nós transmitimos…então aí….aproveito muito os conselhos de turma (…)

Salienta o professor C que existem dificuldades no desenvolvimento de um trabalho articulado com o professor do ensino regular pela existência de horários diferentes.

(C98) (…) por vezes é difícil articular com todos os professores do regular…quer pelos horários deles e nossos……(…)

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Para o professor D, nem sempre se atinge o mesmo nível de articulação com todas as educadoras com quem trabalha, depende sempre do ritmo que cada uma imprime ao seu trabalho. Mesmo assim, reconhece que nem sempre é fácil e possível realizar a articulação necessária.

(D12) (…)Relativamente à educadora … depende sempre.(…), não posso dizer que consiga o mesmo nível de…, que as funções sejam as mesmas ou que consiga o mesmo nível de empenhamento ou de envolvimento, ou de trabalho de retaguarda da educadora da sala… (…) Não é o mesmo com todas elas. Depende do ritmo que ela imprime ao trabalho. (…) é muito variável…(…)é muito variável…nem sempre é fácil e possível articular …(…)

O desajustamento de horários, também para o professor C, é apontado como causa, da dificuldade em conseguir uma maior articulação com os professores do ensino regular. Daí que, consiga melhor resultados com uns, do que com outros, ao nível das reuniões periódicas.

(G55) (…)eu consigo ter reuniões periódicas com eles durante o período da manhã ….articular-me com eles ao nível do trabalho ….trabalho que podemos fazer….mas com os professores que são da manhã é muito complicado, …já não consigo tanto porque ….(…) portanto o que faz com que eu quando não estou no departamento, estou numa acção de formação, o que torna muito complicado haver estas ditas reuniões que estão previstas….é complicado …porque não conseguimos articular com o professor do ensino regular mais …não é igual para todos ….conseguir dialogar mais …..com estes horários tão diferentes…(…)

Também o professor H reconhece essa dificuldade na articulação com os professores do ensino regular.

(H43) (…) é a articulação connosco que é mais …..isso é que por vezes é mais difícil…(…)

O professor I diferencia a articulação entre os professores do ensino regular do 1º e do 2º ciclos relativamente ao trabalho de apoio/articulação. Salienta que ao nível do 2º ciclo é mais difícil existir apoio/articulação.

(I88) (…)os professores estão na escola portanto é sempre mais fácil dialogar com eles, para fazer um plano, para organizar um trabalho da semana seguinte, para fazer os testes e organizar os testes da semana a seguir, ou seja, preparação de trabalhos a seguir, para discutir o que se fez o que não se fez, isso ao nível dos professores..pelo menos dos professores do 1º ciclo…o horário é mais compacto…estão com os alunos mais tempo…….nos professores no 2º ciclo são muito difíceis porque têm uns horários muito complicados, vêm um bocado de manhã depois vêm um bocado á tarde …é bem mais difícil fazer um trabalho articulado com eles…(..), eu chego aqui á conclusão de que estando aqui estas horas, que estou quase não posso falar com nenhum a não ser que eles venham expressamente aí…porque os nossos horários são bem diferentes…e as pessoas que terminam o seu horário lectivo mais cedo….não voltam quatro ou cinco horas depois à escola…para falar comigo…alguns são de longe….não é muito fácil….não é que não se faça…mas é mais complicado….(…)

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Na opinião do professor A nem sempre é fácil obter feed back por parte dos professores das diferentes disciplinas acerca da situação dos alunos, dado que enquanto PAE não “anda todos os dias atrás deles”, daí que seja nos conselhos de turma que obtém informações mais detalhadas sobre a situação dos mesmos.

(A27) (…) É mais difícil saber com os professores das disciplinas darem-me o feed back do que é que se passa na sua disciplina porque também não ando todos os dias atrás deles…então como é que ele se portou hoje então como é que ele está hoje….espero eu sejam eles a vir ter comigo …dizer alguma coisa…(…)

(A29) (…)geralmente é só no conselho de turma é que eu sei o que se passa realmente com o aluno ..naquela disciplina… a não ser que eles tenham ido fazer queixa ao director de turma e que ele me diz e fala do aluno…(…)

A mesma opinião tem o professor F quando refere que nem sempre é fácil desenvolver um trabalho articulado com o professor do ensino regular, tendo em conta os obstáculos que vão surgindo, torna-se difícil, a ambos realizar com regularidade o feedback acerca do trabalho que cada um desenvolve.

(F32) (…) nem sempre é fácil desenvolver um trabalho articulado com o professor do regular …há por vezes obstáculos que surgem … não …permitem a ambos dar um feed

back daquilo que cada um consegue com tanta …tanta….regularidade … (…)

Para o professor A, parece existir, por parte do professor do ensino regular, alguma dificuldade em entender o que é um aluno com NEE ou um currículo escolar próprio. Por outro lado, é da opinião que cada professor refere-se à sua disciplina como sendo a mais importante no percurso académico dos alunos.

(A33) (…) há muitos professores que não entendem o que é de facto uma criança com necessidades educativas especiais e o que é o currículo escolar próprio… apesar de o terem feito….(…)

(A34) (…)…que cada professor… nós apercebemo-nos isso este ano …de que cada professor (…)acha…a sua disciplina é que é importante(…)

Também o professor B é da opinião que, existem dificuldades no que diz respeito ao entendimento do professor do ensino regular sobre o aluno com NEE.

Para ele, no caso dos professores do 3º ciclo, esta situação, a situação de tratar todos os alunos ao mesmo nível, como uma formatação, talvez fosse atenuada, com uma maior sensibilização realizada durante a sua formação inicial acerca das questões das necessidades educativas especiais.

(B121) (…) Problemas de desmotivação graves …problemas de estratégias pouco diferenciação que utilizam na aula … portanto se os tratarem todos ao mesmo nível …quase como uma formatação (…) os professores na sua formação inicial 3º ciclo serem sensibilizados para esta situação…e não são …. portanto chegam aqui …vem com os programas para dar …a parte científica e descuram um bocadinho a parte social… e humana da função de educador…(…)

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O professor H refere que os professores do ensino regular, mesmo assim, estão mais cientes do que fazer com os alunos com NEE.

(H42) (…)acho que já estão mais cientes daquilo que tem que fazer enquanto professores dos alunos….dos alunos com NEE …mesmo que não tenham gostado….às vezes (…)

Também o trabalho de parceria profissional entre os docentes do ensino regular e o PAE parece ser difícil na opinião dos professores A e C. Dificuldade que poderá ser ultrapassada por maior tempo de permanência do PAE no Agrupamento.

(A113) (…)é uma escola difícil… difícil de as pessoas trabalharem em conjunto …. nem tanto de interagirem de se relacionarem em termos amigáveis…mas de …profissionais …de equipa profissional em equipa …em termos de trabalho…

(C99) dificuldade em estabelecer parcerias… mais no 2º e 3º ciclos…estas barreiras ultrapassaremos com o tempo da nossa permanência …digamos no agrupamento…(…)

Outro obstáculo referido por alguns professores deriva da imagem que o professor do ensino regular tem acerca do PAE. O professor B reconhece que essa imagem não é muito facilitadora, e que só através de um trabalho árduo da sua parte poderá desaparecer.

(B216) (…) …eu penso que talvez temos…problemas com os outros professores..que é ..que pensam o que é que nós andamos aqui a fazer… muitas das vezes pensam que não andamos a ensinar nada é só gabinetezinho…não sei quê..fazemos um papelinho…portanto há toda essa imagem que pronto não é assim muito facilitadora… (B217)há toda essa imagem que é difícil de combater…e que só a combatemos com trabalho árduo…e muito difícil e é um trabalho árduo mas se for levado á risca depois dá os seus frutos. (…)

Partilhando esta perspectiva o professor C considera que um dos maiores