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Section 2 : La supervision à domicile

2.5 Le système PERvision

2.5.8 Caractéristiques des capteurs infrarouges

A base da visualização das redes sociais surgiu com a sociometria, inaugurada por Moreno na década de 1930 para o estudo de relações interpessoais. Este mesmo autor, em 1953, inventou o sociograma. Superando a visão estatística da sociedade, de um agregado de indivíduos e suas características, a sociometria observa a estrutura de laços sociais, econômicos e culturais dos indivíduos. Herdeira dos sociometristas, derivada da sociologia e de aplicação muito anterior à internet e à web, a Análise de Redes Sociais (ARS) é um conjunto de métodos, conceitos, teorias, modelos e técnicas, disponíveis em várias disciplinas das ciências sociais, entre elas a Ciência da Informação. Esse tipo de análise é usado para descrever e observar a formação e as transformações das redes sociais (MERCKLÉ, 2011).

A metodologia da Análise de Redes Sociais busca detectar e interpretar os padrões dos laços sociais entre os atores – sejam eles pessoas, organizações ou nações; sejam humanos ou não-humanos. Pela Análise de Redes Sociais, o ambiente social pode ser expresso quantitativamente na forma de uma estrutura de padrões ou regularidades nos relacionamentos entre unidades que interagem. Esta metodologia também permite olhar a rede sob a perspectiva da ANT, no que a relação dos atores na teia tem de quebras, ausências, de fora da ordem, fora do padrão (NOOY et al, 2005; WASSERMAN; FAUST, 2009; DEMO, 2012). Há que se levar em consideração a crítica de Ugarte (2007) de que os grafos oferecidos pela Análise de Redes Sociais são uma representação estática, uma fotografia, que correspondem a um momento da rede.

A Análise de Redes Sociais, entendida pelo modelo estruturalista, estático, servirá para aproximar o funcionamento e a estrutura real de instituições ou grupos bem consolidados e estáveis, mas sem mudanças, transformações

sociais, onde os próprios feitos, a vontade individual dos atores acabe gerando mudanças na própria estrutura da rede42. (UGARTE, 2011)

Uma forma de superar esta limitação da metodologia é inserir a quarta dimensão, a do tempo (DEMO, 2012), a esta relação entre atores no espaço (digital ou físico). Para acompanhar o desenvolvimento da rede, que é viva e se modifica na interação dos atores, é necessário observar a rede em períodos, de preferência respeitando os ciclos que ela apresenta. Uma rede em torno de uma instituição de ensino, por exemplo, que recebe alunos semestralmente que têm entre quatro e cinco anos para se formar, deve ser observada também em função destes ciclos temporais.

A Análise de Redes Sociais não parte de hipóteses específicas sobre a rede que estuda, faz análise exploratória do que se desenha a partir das relações entre os atores da rede. Esta metodologia não trabalha com amostra, porque ela raramente corresponde à estrutura da rede. No entanto, o território de investigação da rede tem fronteiras limitadas pelo pesquisador, neste caso, a limitação deve ser feita a partir de argumentos substantivos sobre quem integrar na rede analisada. Os pesquisadores de ARS utilizam a Teoria dos Grafos, um ramo da matemática que estuda a relação entre objetos de um determinado conjunto, formando uma figura de vértices e arestas. Por este viés, a estrutura da rede é constituída de um conjunto de vértices (pontos, nós, atores) e um conjunto de linhas (as relações) entre estes vértices. As relações entre os atores podem ser direcionadas, fortes, fracas etc. (NOOY et al, 2005; WASSERMAN; FAUST, 2009)

Há dois pontos de observação, por esta metodologia: o ator e o vínculo relacional. O ator é visto como entidade social, indivíduo, corporação ou coletivo social, e analisado dentro de coleções de atores do mesmo tipo. O ator não tem apenas atributos de relação com outros atores, ele também é constituído de dados de perfil e contexto, os atributos que ajudam a entender o indivíduo e suas relações. O vínculo relacional é o que estabelece a ligação entre um par de atores, pode ser relação de amizade, preferência ou respeito; pode ser de transação de negócios, empréstimos etc.; de associação ou afiliação, como a união para realizar evento, ou o pertencimento ao mesmo clube social; pode ser de interação por comportamento, como conversar, enviar mensagem; de movimento entre lugares ou status, como migração,

42 tradução livre do original: “ pues para

aproximar el funcionamiento y la estructura real de instituciones o grupos muy consolidados y estables, pero no cambios, transformaciones sociales donde los propios hechos, la voluntad individual de los actores acabe generando cambios en la misma estructura de la red.”

mobilidade social ou física; de relações formais, de autoridade; de relacionamento biológico, como parentesco ou descendência. (NOOY et al, 2005; WASSERMAN; FAUST, 2009)

ARS observa os pares de atores, trios, subgrupos e grupos e modela as relações entre sistemas de atores, dando-lhes uma estrutura visualizável e mensurável. ARS exploratória é composta de quatro partes: definição da rede; manipulação da rede; determinação das características estruturais; verificação visual. Por esta metodologia, a análise precisa que se combinem os dados relacionais – mostrados pelos grafos – com dados de perfil e contexto que tragam características psicológicas, sociais, econômicas e geográfica dos atores da rede, bem como habilidades de competências desses indivíduos. A metodologia permite observar a densidade da rede, o grau da relação entre os indivíduos, como esses atores se agrupam em torno de interesses, se o grupo é aberto à influência externa, ou se mantém uma relação fechada, sem renovação de informação. Os grafos indicam ainda quais atores são ponte entre grupos de atores isolados, quais são intermediadores que concentram o fluxo da informação, onde há vazios estruturais com pessoas desligadas da informação, da rede. (NOOY et al, 2005) Se a rede em análise é de caráter institucional, importante verificar os dados relacionais previstos em documentos reguladores da atuação dos atores institucionais.