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Caractérisation du VECSEL N.1 et SESAM N.1

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4.4 Résultats expérimentaux

4.4.1 Caractérisation du VECSEL N.1 et SESAM N.1

O Serviço de Pedagogia está sob a gerência de Assuntos Comunitários e Prevenção, localiza-se em uma sala na área do ambulatório. Conta com 3 pedagogas, 1 psicopedagoga, 2 recreadoras, 1 professora e 3 bolsistas do curso de magistério de uma escola de segundo grau pública. Exceto a professora, que é vinculada à Secretaria de Educação Estadual, as demais são vinculadas à Secretaria da Saúde do Estado de Santa Catarina.

Os recursos materiais utilizados são procedentes, quase na sua totalidade, de doações, segundo uma informante deste serviço. O trabalho é organizado através de sete programas: Recreação, Classe hospitalar, Atendimento Ambulatorial, Violetário, Brinquedoteca, Estimulação Precoce e o Atendimento ao adolescente.

A recreação está sob a responsabilidade das recreadoras. Existem duas salas de

recreação, situada uma delas na unidade de Pneumo e outra na unidade de Adolescentes que estão abertas em horários determinados com a presença da recreadora, geralmente no

período da tarde. Estas salas, embora estejam localizadas dentro de unidades de internação, estão abertas para as crianças de unidades que se situam nas proximidades. Também é efetuada a recreação com crianças que não têm como se deslocar ou quando há ferimentos graves, nesses casos, no próprio leito. Quando as recreadoras não estão presentes, deixam brinquedos com as crianças.

O violetário se constitui de um pequeno jardim interno onde as crianças são

estimuladas a cultivar violetas. Este trabalho também é da responsabilidade das

recreadoras. As crianças com condições clínicas adequadas vão ao violetário, onde recebem luvas e vestem uma espécie de avental para evitar que se sujem ou se machuquem, e passam a cuidar de uma violeta regando-a, retirando as folhas velhas, e quando recebam alta podem levá-la para casa.

O programa denominado classe hospitalar, tem como objetivo manter a criança no

seu cronograma escolar. Tudo é planejado para que o aluno possa aproveitar, dentro de suas limitações, a oportunidade de manter-se no seu cronograma escolar. Assim, é possível garantir oficialmente a continuidade dos estudos, segundo prevê o artigo 4o do Estatuto da Criança e do Adolescente. O processo de encaminhamento para a classe hospitalar segue alguns passos: entrevista com a família/acompanhante; preenchimento do formulário da criança/adolescente; contato com a escola de origem; elaboração e envio do parecer descritivo para a escola; preenchimento da ficha de freqüência, do tempo em que a criança permaneceu internada; reuniões periódicas de avaliação e reorganização dos trabalhos.

No período da manhã, freqüentam as crianças a partir dos três anos. À tarde, funciona de Ia a 4a série, sendo que este horário foi escolhido por que há menos interrupções, uma vez que existem menos procedimentos clínicos feitos neste período. As crianças são chamadas na unidade pelo pessoal da escola, sendo que a permissão para sair é dada pela enfermeira da unidade, que seleciona as crianças que possam ser atendidas nesse programa. Ainda não há classe hospitalar para crianças a partir da 5a série.

De acordo com as pedagogas, as reações dos pais, diante da responsabilidade escolar da criança durante a internação, difere entre eles.

“Há pais que não gostam da idéia de que o filho freqüente a classe, por que estão doentes, porém, grande maioria demonstra satisfação” (Pedagoga).

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As crianças que por motivo de doença não estão mais freqüentando a escola regular, têm oportunidade de retomar às atividades escolares e, geralmente, os pais são incentivados a recolocar os filhos na escola após a alta. Segundo uma informante, as mães normalmente expõem as dificuldades escolares da criança anteriores à internação para as professoras, sendo que estas procuram ouvi-las, às vezes, formal e, às vezes, informalmente.

“Procuramos ouvir e conversar sobre estas preocupações, pois assim podemos dar um atendimento global à criança e à família ” (Pedagoga).

O programa da classe hospitalar também atende crianças que precisam permanecer no leito, mas com boas condições clínicas para assimilar os conteúdos escolares.

O trabalho de estimulação precoce é realizado com bebês desnutridos internados

na área de nutrologia. Este trabalho foi um dos projetos pioneiros da área de pedagogia no hospital, funcionando há mais de 20 anos. Partindo do princípio que a desnutrição não afeta apenas o crescimento físico e sim todo o desenvolvimento neuropsicomotor, a estimulação precoce utiliza-se de recursos visuais, tácteis, auditivos e, sobretudo afetivos, visando à recuperação da evolução do desenvolvimento da criança. Após a alta, estas crianças são acompanhadas pelas pedagogas no atendimento ambulatorial, a fim de avaliar o desenvolvimento e manutenção do estímulo no domicílio.

O atendimento ambulatorial atende crianças com atraso de desenvolvimento, tendo

por objetivo dar seguimento ao trabalho iniciado com crianças internadas, ou crianças encaminhadas pelos médicos que consultam no ambulatório. Presta assistência, também as crianças com atraso escolar, oriundas do próprio ambulatório do hospital, bem como de crianças encaminhadas de todo o estado, uma vez que é uma das únicas referências para este tipo de problema.

O atendimento ao adolescente é um trabalho que se dirige ao adolescente internado

por um longo período, no qual as pedagogas fornecem apoio pedagógico em conjunto com a escola de origem, já que não tem classe escolar além da quarta série do primeiro grau. As pedagogas entram em contato com a escola de origem para comunicar a internação e obter informações sobre o aluno e conteúdos a serem ministrados. Realizam-se então orientações individuais de conteúdos escolares, evitando que o adolescente retarde ou perca seu ano escolar.

Brinquedoteca: situa-se numa pequena sala situada entre as principais unidades de

internação do hospital, as crianças brincam, acompanhadas de uma pedagoga, objetivando a estimulação através do brinquedo. Destina-se principalmente aquelas crianças que apresentam atraso no desenvolvimento, necessitando estimulação programada.

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