4.2 Sélection de la technique de mesure
4.2.1.4 Capteurs capacitifs
Esta secção pretende dar um contributo de resposta à questão do estudo: Que ideias e conceitos geométricos são evidenciados pelos alunos na resolução de tarefas baseadas na utilização de materiais manipuláveis?
De um modo geral, os resultados do estudo parecem indicar que os alunos apreenderam os conceitos geométricos inerentes às tarefas propostas com recurso aos materiais manipuláveis.
No que respeita às ideias e conceitos revelados pelos alunos, de acordo com a análise realizada, na primeira atividade Bernardo revelou deter conhecimentos sobre a designação dos diferentes sólidos e das suas características, assim como reconheceu em objetos do quotidiano, características que os tornam semelhantes a sólidos geométricos. Contrariamente, Tiago pareceu revelar não ter ainda compreendido as diferenças entre sólidos geométricos e figuras geométricas planas, chegando a chamar paralelepípedo ao quadrado.
No segundo momento da mesma tarefa, em que se pretendia que agrupassem os objetos segundo um critério à escolha, verificou-se que Bernardo agrupou-os tendo em conta as superfícies que limitavam cada objeto. Relativamente a Tiago, este não conseguiu realizar a tarefa num primeiro momento, sendo necessário voltar a explicar o que se pretendia. Após esclarecimento, conseguiu organizar os seus objetos em dois grupos distintos, nomeadamente poliedros e não poliedros.
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Contudo, as dificuldades evidenciadas por Tiago durante esta atividade parecem ter sido superadas ao longo das tarefas, sendo evidente que na tarefa 2, o aluno já conseguiu identificar corretamente todos os sólidos geométricos representados na ficha, assim como descrever corretamente os atributos geométricos específicos de cada um deles. Na terceira tarefa, onde se introduziu a ideia de planificação, tanto Bernardo como Tiago revelaram ter compreendido o seu significado, pois realizaram a atividade com sucesso, assim como conseguiram explicar o que entendiam por planificação de um sólido.
Nesta tarefa a utilização dos polydrons revelou-se bastante imprescindível, pois a sua manipulação facilitou a verificação das várias planificações possíveis do cubo. Através da manipulação do material os alunos puderam descobrir facilmente todas as planificações do cubo, assim como compreender a ligação entre a representação no plano e representação tridimensional do cubo.
Relativamente à quarta tarefa, tanto Bernardo como Tiago mobilizaram corretamente os conceitos aprendidos para descrever a figura que construíram no seu geoplano, assim como compreenderam a descrição dos colegas para a reconstrução de uma figura.
Na última tarefa, Tiago e Bernardo revelaram boa capacidade de visualização espacial, pois conseguiram representar no plano, utilizando o tangram e sem sobreposição, as mesmas figuras que foram projetadas no quadro.
Considerando as ideias e conceitos evidenciados na análise das respostas dos alunos, na resolução das diferentes tarefas, estes parecem incluir-se no nível 1 (visualização) da Teoria de Van Hiele, uma vez que entendem as figuras de uma forma global (Pimentel, Vale, Freire, Alvarenga, & Fão, 2010).
Tendo em conta as aprendizagens que parecem ter sido realizadas pelos alunos durante as diferentes tarefas propostas, considero que os materiais manipuláveis tiveram forte contributo na aprendizagem da Geometria. Tal como é mencionado no anterior Programa de Matemática do Ensino Básico, “os materiais manipuláveis (…) têm um papel importante na aprendizagem da Geometria [porque] permitem estabelecer relações e tirar conclusões, facilitando a compreensão de conceitos” (ME, 2007, p. 21).
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Os materiais manipuláveis parecem ter sido, assim, objetos com características específicas que permitiram trabalhar diversos conceitos matemáticos e que se constituíram como um recurso facilitador do processo ensino-aprendizagem de ideias e conceitos geométricos, tal como refere Serrazina (1991) que afirma que os materiais manipuláveis “(…) podem ajudar os alunos a descobrir, entender ou consolidar conceitos fundamentais nas diversas fases de aprendizagem” (p. 37).
Uma vez que através dos materiais manipuláveis os alunos podem observar, manipular e explorar, podemos considerá-los como um bom recurso para promover aprendizagens significativas, visto estes levaram à compreensão de diversos conceitos.
Também o anterior Programa de Matemática do Ensino Básico confirma que os materiais manipuláveis “(…) devem ser utilizados nas situações de aprendizagem em que o seu uso seja facilitador da compreensão dos conceitos e das ideias matemáticas” (ME, 2007, p. 14)
Considerando que um dos fatores mais importantes na educação é promover um ensino em que os interesses e necessidades dos alunos são tidos em conta, é necessário que o ambiente de sala de aula seja propício a criar aprendizagens significativas.
Na visão de Brito (s.d, p. 3) “Para que a aprendizagem significativa aconteça é mister que nós professores tenhamos consciência do nosso papel social, que deve ter como foco um projeto libertador, possibilitando a formação de cidadãos críticos/reflexivos/politizados, conscientes do seu papel de agentes transformadores da sociedade”.
Assim sendo, as tarefas propostas com recurso aos materiais manipuláveis possibilitaram um ambiente de aprendizagem promotor do raciocínio e da comunicação matemática, entre os alunos, pois no final de cada tarefa foram, sempre, potencializados momentos de discussão e troca de ideias que contribuíram, certamente, para uma aprendizagem significativa.
A investigação que realizei parece revelar a importância de criar estes momentos de partilha porque permitem que os alunos comuniquem matematicamente, assimilem os conceitos aprendidos e interiorizem a necessidade de se ouvirem uns aos outros e de comentarem as opiniões dos colegas.
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Esta perspetiva é corroborada por Abrantes, Serrazina e Oliveira (1999) que afirmam que “Para haver uma apropriação de novas ideias e novos conhecimentos, não basta que o aluno participe em actividades concretas, é preciso que ele se envolva num processo de reflexão sobre essas actividades” (p.25).
O Currículo Nacional do Ensino Básico (2001) confirma que os materiais manipuláveis são, na verdade, um ótimo recurso para “ (…) promover atividades de investigação e a comunicação matemática entre os alunos (ME, 2001, p. 71).
Após análise dos resultados, foi possível verificar que a utilização de materiais manipuláveis parece ter sido fundamental para a aprendizagem dos alunos, pois estes para além de estarem mais motivados e interessados em aprender, parecem ter assimilado com facilidade e rapidez os conceitos pretendidos, atribuindo significado às suas aprendizagens.
Silva, et al. (s.d, p. 1), defendem que o professor ao planear atividades práticas, recorrendo, por exemplo, a materiais manipuláveis facilita “ (…) a compreensão dos conteúdos teóricos aos alunos, estimulando-os a questionar, responder, observar, explorar, analisar, comparar e compreender a situação problema, levando ao desenvolvimento de novos conhecimentos, uma vez que o acesso ao conhecimento novo ocorre a partir do pré-existente”, ou seja, desperta o interesse do aluno do que se quer ensinar e facilita-o a compreender as ideias e conceitos inerentes a essas atividades. A adesão dos alunos ao uso dos materiais manipuláveis foi positiva, sendo também possível constatar que a sua utilização foi benéfica para a aprendizagem da geometria, pois Bernardo referiu na entrevista que “as aulas são mais divertidas e ao utilizarmos os materiais compreendemos melhor a matéria, porque podemos experimentar”, quando questionado se gostava das aulas em que se utilizavam os materiais manipuláveis. Tanto a resposta positiva de Bernardo como todas as observações realizadas ao longo da intervenção pedagógica, parecem evidenciar que os materiais manipuláveis utilizados tiveram um papel primordial em todo o processo de ensino-aprendizagem, uma vez que a sua utilização ajudou a interiorizar de forma mais profícua e eficaz os conteúdos apresentados. Assim sendo, podemos considerar que a manipulação de materiais é importante porque neste nível de ensino “as crianças estão enormemente dependentes
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do ambiente e dos materiais à sua disposição. Neles, a criança deverá encontrar resposta à sua necessidade de exploração, experimentação e manipulação” (ME, 2004, p. 168).