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De la capitale à Fong-sien 1

Dans le document Des origines à nos jours (Page 192-196)

   

Os  avanços  tecnológicos  condicionam  mudanças  nas  práticas,  exigindo  novas  atitudes  e  formas de estar nos profissionais. 

Para além da participação da pessoa e utilização da experiência profissional do enfermeiro  subsidiarem  a  determinação  das  necessidades  e  condutas  de  cuidar,  estas  devem  ser  devidamente pautadas em melhores evidências científicas (SASTRE R.S, SOLÍS M.J.N., 2000). A  tomada  de  decisão  dos  enfermeiros  deve  assentar  em  princípios  científicos  e  pesquisas  que  comprovem a efetividade das suas intervenções. 

Por  definição,  a  Prática  Baseada  em  Evidência  (PBE)  compreende  o  uso  consciente,  explícito e judicioso da melhor e mais atualizada evidência para a tomada de decisão sobre o  cuidar  (ATALLAH  A.N.,  CASTRO  A.A.,  1998).  Neste  sentido,  pretende‐se  que  se  pensem  e  executem  os  cuidados  a  partir  da  necessidade  concreta  das  pessoas,  procurando  integrar  na  reflexão  as  intervenções  terapêuticas  que  conduzem  a  resultados  sensíveis  aos  cuidados  de  enfermagem.   

Esta  estratégia  objetiva  assim  maximizar  a  qualidade  dos  cuidados  de  enfermagem  prestados, buscando a melhor tomada de decisão no sentido da construção de um nível mais  elevado  de  saberes.  Para  a  operacionalização  desta  metodologia,  o  profissional  necessita  construir um conjunto de competências relacionadas, principalmente com : 

a) Capacidade de analisar criticamente o contexto da prática;  

b) Habilidade de converter situações ‐ problema em foco investigativo;  

c) Conhecimento  sobre  metodologia  de  pesquisa:  desenho  do  estudo,  análises  de  confiabilidade, efetividade, custo ‐ benefício; 

e) Habilidade de implementar mudanças e de avaliá‐las continuamente (ISERN MTI, 1999;  SASTRE R.S, SOLÍS M.J.N., 2000). 

Face ao exposto o presente trabalho assenta na via indutiva com o objetivo de promover a  reflexão na ação e sobre a ação, mobilizando para a mesma a conceção teórica anterior. 

Sendo o percurso de cada mestrando baseado em opções estratégicas no sentido de  colmatar  necessidades  e  objetivos  pessoais  em  ensino  clínico,  pretendeu  a  autora,  durante  este  percurso,  seguir  as  linhas  orientadoras  da  revisão  sistemática  de  literatura  em  que  os  resultados  dessa  pesquisa,  foram  integrados  na  construção  de  melhores  práticas  (projeto  de  intervenção comunitária).   Assim e partindo destes princípios, descreve‐se seguidamente o protocolo de pesquisa  que suporta a componente metodológica deste trabalho.    1.1 ‐ PROTOCOLO DE PESQUISA    O processo de Empowerment surge como motor de busca de forças do sistema familiar  para enfrentar crises e transições, de uma forma autónoma, participativa e responsável. Pode  ser desenvolvido com recursos a múltiplas estratégias, transformando‐se cada uma delas em  úteis instrumentos clínica.  

O  ganho  na  complementaridade  dos  diferentes  elementos  deste  conceito  reflete  a  coesão  e  a  flexibilidade  dos  mesmos,  através  da  implementação  de  processos  como  a  comunicação, cooperação e negociação de papéis, nos quais o enfermeiro pode ser parceiro e  mediador.  (McCUBBIN  E  McCUBBIN,  1993;  GIBSON,  1991).  Emerge  assim  o  conceito  de  negociação,  a  validar  na  seguinte  revisão  sistemática,  concebida  em  estreita  ligação  com  processos comunicacionais eficazes. 

Numa  tentativa  de  dar  sentido  e  aproveitar  todo  o  conhecimento  produzido  pelo  suporte  bibliográfico  e  de  prover  contributos  para  o  projeto  realizado,  recorreu‐se  a  bases  científicas  de  descritores  em  saúde  e  lançou‐se  nas  mesmas  alguns  conceitos  de  forma  a  proceder  a  sua  validação  e  fiabilidade  científica  (URL:  <http://www.nlm.nih.gov/mesh/MBrowser.html>).  Optou‐se  pelos  termos  Nursing,  Family, 

Empowerment, e Diabetes. 

Por  uma  questão  de  uniformização  utiliza‐se  o  termo  Empowerment,  tal  como  se  apresenta  na  base  de  descritores  em  saúde,  na  pesquisa  e  em  todo  o  documento,  considerando‐se aquele que melhor reflete o sentido do processo. 

41  É necessário também compreender a opção por gestão em detrimento de adesão ao  regime  terapêutico.  Após  operacionalização  dos  conceitos,  conclui‐se  que  o  termo  adesão  constituiu  um  resultado  e  a  gestão  um  processo,  pelo  que  representa  assim  um  foco  com  maior  sensibilidade  aos  cuidados  de  enfermagem  e  que  adquire  ainda  maior  relevância  no  contexto familiar. Contudo, o conceito de adesão deve estar também presente no sentido de  fornecer  dados  quantificáveis,  refletindo  a  escolha  livre  e  informada  das  pessoas,  estando  positivamente relacionado com uma gestão de regime terapêutico eficaz. 

Perante qualquer doença crónica, impõe‐se uma “vida em comum”, uma adaptação e  controlo da mesma, tornando implícito a existência de um regime terapêutico. A diabetes não  é  exceção  e  a  partir  do  momento  que  é  diagnosticado,  a  pessoa  é  inundado  com  inúmeras  “exigências”.  Justifica‐se  aqui  a  opção  do  uso  do  conceito  de  diabetes,  em  detrimento  do  termo “regime terapêutico” nesta pesquisa. 

Após  este  percurso  e  tendo  por  base  as  palavras‐chave  selecionadas,  formulou‐se  a  seguinte questão – problema: “ De que forma a negociação como estratégia de empowerment  familiar influencia a gestão do regime terapêutico da pessoa com diabetes?” 

A negociação incluída nesta interrogação foi transformada em critério e não em termo  de  busca,  através  da  inclusão  de  estudos  que  aludissem  a  processos  de  negociação  entre  enfermeiro e família.  

Os  textos  foram  agrupados  de  forma  a  emergirem  artigos  que  possam  fornecer  os  contributos pretendidos, segundo protocolo em anexo (ANEXO V).       1.2 – ARTIGOS EMERGIDOS      Após a aplicação do protocolo supramencionado, de um total de 18 artigos retirados  de  bases  da  EBSCOHOST  (CINHAL  e  MEDLINE),  sujeitos  à  filtragem  dos  respetivos  critérios,  obtiveram‐se quatro documentos utilizados como ferramenta de integração na construção da  síntese reflexiva (ANEXO VI). 

Da leitura geral dos quatro artigos evidenciam‐se conceitos transversais à temática em  questão  como  a  importância  da  abordagem  sistémica  e  do  envolvimento  da  família  e  redes  sociais no cuidado à pessoa com doença crónica/ diabetes. O estabelecimento de processos de  negociação,  sobretudo  nos  artigos  referentes  a  programas  de  intervenção,  é  bem  evidente  mas sempre considerado numa lógica de parceria com os cuidadores. 

Tendo  em  conta  a  apreciação  crítica  dos  artigos  (ANEXO  VI),  baseada  em  critérios  como a qualidade dos mesmos a sua aplicabilidade no contexto da prática, as características  do  participantes  e  a  viabilidade  das  estratégias  utilizadas  pelos  autores  (CRAIG,  J.  V.  SMITH,  R;2004),  constrói‐se  no  quadro  seguinte,  uma  ponte  para  a  intervenção  planeada  no  ensino  clínico realizado:     QUADRO 3 – Contributos da evidência para o projeto realizado      CONCEITO MOBILIZADO  ARTIGO  CONTRIBUTOS PARA O PROJETO A  DESENVOLVER  “Promotores de saúde” / “grupos de interajuda”

“  A  comunidade  e  as  redes  sociais  como  promotora  de  suporte material, instrumental, afetivo e informativo” 

MENDOZA‐ NÚÑEZ  et  al  (2009) 

Envolvimento  dos  cuidadores  das  instituições  de  apoio  social  como  promotores de saúde   “Negociação para gestão eficaz do regime terapêutico”  “Importância do contexto e das relações interpessoais”  “Importância da rede formal e informal”  ABDOLI  et  al (2008)  Estabelecimento de um contrato com a  família    

Foco  da  intervenção  na  família  inserida  no seu contexto domiciliário e redes de  apoio. 

  “Modelo  centrado  no  desenvolvimento  das  capacidades 

comunicacionais da família – parceria no cuidar “  “Criação de site na internet ” 

MOORE (2008) Facilitar  canais  de  comunicação  enfermeiro/família  (suportes  escritos  e  linha telefónica) 

“Foco  na  identificação  de  stressores  e  nas  soluções  dos  problemas” 

DUCHARME  et  al (2006) 

Abordagem  sistémica  da  família  (NEUMAN e CALGARY)  

Da  mesma  forma,  nas  competências  do  Enfermeiro  Especialista  em  ECSP,  definidas  no  Decreto‐lei  128/2011,  surgem  uma  serie  de  critérios  de  avaliação  da  mesma  dos  quais  se  salientam  para  a  presente  intervenção  os  seguintes  (em  consonância  com  os  contributos  da  evidencia recolhida): 

43  QUADRO 4 ‐ Critérios de avaliação de competências mobilizados para o projeto de  intervenção      CONTRIBUTOS DOS ARTIGOS PARA O PROJETO A  DESENVOLVER    

CRITERIOS  DE  AVALIAÇÃO  DE  COMPETÊNCIAS  DO 

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