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4. THE WAY FORWARD

4.1 Poverty Eradication

4.2.1 Capacity and Institution

4.2.1.2 Capacity-building

O Mercado de Capitais, que opera através das Bolsas de Valores, é um dos canais fundamentais para captação de recursos que permitem o desenvolvimento das empresas gerando novos empregos e contribuindo para o progresso econômico de uma região ou país.

Contribuindo para esse sucesso, a administração de carteiras de investimentos, que é o meio que o investidor se utiliza para injetar recursos nas bolsas de valores, depende, em grande parte, da construção do conhecimento em mercado de capitais.

Dessa forma, novas variáveis e métodos podem ser adicionados aos conhecimentos previamente concebidos permitindo a mudança no processo de construção em busca de um novo conhecimento e, objetivando contribuir com novos métodos de análise em administração de carteiras de investimentos, este trabalho procurou compreender a dinâmica dos índices de ações ao longo do tempo através da mensuração dos índices de rede, ao mesmo tempo em que buscou identificar um padrão pelo meio da avaliação dos retornos e riscos oriundos da criação de método combinado para se atingir otimização em carteiras de investimentos.

Dessa forma foi possível verificar se há possibilidades de ganhos financeiros através da análise de Índices de Redes em um mundo cada vez mais globalizado em termos de fluxos financeiros.

A escolha de índices de ações que possuem menores índices de redes mostra-se como a decisão mais conservadora, com retornos mais constantes, logo, menores riscos.

Os estudos apontaram para a constância dos resultados auferidos no índice Grau de entrada, tanto para a primeira quanto para a segunda base de dados, assim como para o 1º e 4º quartis.

Sob a ótica do presente trabalho pode-se interpretar os resultados do índice Grau de Entrada como sendo o número total de conexões que chegam ao índice de bolsa, considerando o grafo como dirigido. Dessa forma, os índices de bolsas que fazem parte do 1º quartil, ou seja, os que têm baixas conexões de entrada com outros índices de bolsas, podem ser menos influenciáveis às oscilações do mercado financeiro. Dessa forma, os índices de bolsas, assim classificados, podem apresentar-se como possíveis ativos de risco reduzido, poderão também sofrer menos impactos em cenários de crises financeiras, apesar de permanecerem em um

mercado altamente volátil, atendendo, dessa forma, às exigências de investidores menos propensos a assumir riscos.

Sugere-se, dessa forma, que investidores conservadores, ou seja, menos propensos a riscos, sigam sugestões de investimentos com base em baixos Graus de Entrada em períodos de longo prazo, de forma a minimizar possíveis perdas no mercado de capitais oriundas de suas próprias oscilações e riscos de crises financeiras globalizadas.

Corôa (2018) se utilizou da Hipótese dos Mercados Fractais, através da técnica

rescaled range (R/S) de Hurst, para avaliar a persistência de memória na série de cotações

diárias de 20 ações da Bovespa. Os resultados dos testes para o período de 2006 a 2010 evidenciaram que as ações possuíam características de memória de longo prazo para os retornos da maioria dos papéis, considerada persistente, ou seja, o evento futuro pode ter comportamento de mesma direção que o observado no passado favorecendo a formação de carteiras otimizadas com base no Expoente de Hurst, fato que foi comprovado após aplicação dos métodos Elton-Gruber e Markowitz.

Dessa forma, embora estudos similares não se proponham a prever ou estimar o futuro, pode-se inferir que os eventos observados no passado podem repercutir e influenciar eventos futuros, favorecendo, assim, a utilização de métodos positivos de pesquisas em Mercado de Capitais, conforme amplamente referenciado na seção 2.3 e exibido no presente estudo através do desenvolvimento de método diferenciado.

Outras configurações do modelo apresentado podem ser objeto de estudos futuros de forma a se combinar Riscos e Retornos, dependendo do perfil do investidor. Ou seja, se um determinado investidor ignorar as otimizações conservadoras de minimizar os riscos e decidisse aplicar recursos em índices de bolsas classificados no 4º quartil dos resultados dos índices de redes, tenderia ele a ter maiores retornos considerando a premissa comportamental de que o investidor estaria propenso a assumir riscos?

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ANEXO – GLOSSÁRIO

AÇÃO - é a menor parcela do capital social das companhias ou sociedades anônimas. É um título patrimonial e, como tal, concede aos seus titulares, os acionistas, todos os direitos e deveres de um sócio, no limite das ações possuídas.

AMOSTRA - um grupo de casos, respondentes ou registros incluídos como parte da população-alvo, cuidadosamente selecionado para representar aquela população.

ATIVOS - bens e direitos da empresa.

ATIVOS FINANCEIROS - títulos que incorporam direitos sobre ativos reais.

ATIVOS REAIS - conjunto de ativos tangíveis ou intangíveis utilizados em um determinado negócio.

AVESSO AO RISCO - um investidor avesso ao risco considerará carteiras com risco somente se proporcionarem compensação sob forma de prêmio pelo risco.

β - Beta.

BETA - medida de sensibilidade do retorno de um título a movimentos do fator subjacente, normalmente representado por um índice de ações. O Beta é calculado pela covariância entre a rentabilidade do portfólio com o ativo, dividida pela variância da rentabilidade da carteira ou do mercado

BLUE CHIP - ações de empresas sólidas negociadas nas bolsas de valores. BOVESPA - Bolsa de Valores de São Paulo.

CARTEIRA DE INVESTIMENTOS - é um conjunto de aplicações distintas. Também chamado de “cesta de investimento”. Posição combinada de investimentos em ações, obrigações, ativos imobiliários ou de qualquer outro tipo. Deve ser diversificada.

CARTEIRA DE MERCADO - portfólio formado por todos os ativos onde a proporção investida em cada ativo corresponde ao seu valor relativo de mercado, por sua vez igual ao valor agregado de mercado do ativo, dividido pela soma do valor agregado de mercado para todos os ativos.

CARTEIRA DE MÍNIMA VARIÂNCIA - carteira de ativos com risco possuidora da menor variância e, consequentemente, risco possível.

CARTEIRA EFICIENTE - carteira que maximiza o retorno esperado a cada nível de risco, ou minimizam o risco para cada nível de retorno esperado.

COEFICIENTE DE CORRELAÇÃO - medida estatística da interdependência existente entre duas variáveis.

CORRELAÇÃO - medida estatística padronizada de dependência entre duas variáveis aleatórias. É definida pelo quociente entre a covariância e os desvios padrão das duas variáveis.

COVARIÂNCIA - medida estatística de variação conjunta de duas variáveis aleatórias.

CVM – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma entidade autárquica, em regime especial, vinculada ao Ministério da Fazenda, criada pela Lei nº 6.385, de 07 de