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Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília nasceram da criação da Escola Técnica de Brasília, pela Lei nº 3.552, de 1959 e Exposição de Motivos nº 95 – DOU de 19/02/59, por meio do Plano de Metas do governo do Presidente Juscelino Kubitschek.

Em 21 de abril de 1962, subordinada à Superintendência do Ensino Agrícola e Veterinário do Ministério da Agricultura, foi inaugurada a Escola Agrotécnica de Brasília,

pelo Decreto nº 53.558, de 1964, em consonância com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, e “ficou estabelecida a integração da Escola de Didática do Ensino Agrícola ao Colégio, passando a Escola Agrotécnica a denominar-se de Colégio Agrícola de Aplicação de Brasília” (IFB, 2014).

Com a subordinação das Escolas Agrícolas do Ministério da Agricultura ao Ministério da Educação e da Cultura pelo Decreto nº 60.731/1967, houve a extinção da Escola de Didática do Ensino Agrário e o colégio de aplicação passou a ser chamado de Colégio Agrícola de Brasília.

O Colégio Agrícola de Brasília foi transferido para o Governo do Distrito Federal (GDF) por meio do Decreto nº 82.711/1978, celebrado entre a Fundação Educacional do Distrito Federal (FEDF) e a Coordenação Nacional do Ensino Agropecuário do Ministério da Educação e Cultura. Dessa forma, o Colégio foi incorporado à Rede de Ensino Oficial do Distrito Federal, a partir do Decreto nº 4.506/1978.

Por meio da Lei nº 11.534/2007, o Colégio Agrícola de Brasília passa a constituir-se em Escola Técnica Federal de Brasília (ETB), uma entidade de natureza autárquica, vinculada ao Ministério da Educação. A ETB foi transformada em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília, ou Instituto Federal de Brasília (IFB), pela Lei n. 11.892, de 29 de dezembro de 2008, incorporando-se à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

Somente em janeiro de 2009 começa o processo de implantação de seus campi Samambaia, Gama, Brasília e Taguatinga, como também a reestruturação da UNED Planaltina à nova concepção de educação profissional, científica e tecnológica do País.

Nesse período, os campi ofereceram cursos técnicos de nível médio e cursos superiores. Os primeiros cursos superiores foram o de Tecnologia em Agroecologia e Licenciatura em Dança, respectivamente no primeiro e no segundo semestres. Tivemos, também, as pós-graduações lato sensu em Educação Profissional, que se iniciaram no primeiro semestre de 2010, e em PROEJA, em 2009, em parceria com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica – SETEC.

Nos anos de 2010 e 2011 o IFB se expandiu para outras regiões administrativas do DF, entre elas, Riacho Fundo, São Sebastião, Ceilândia, Estrutural e Taguatinga Centro. Em 2012, o IFB estava estruturado em 10 campi, e apenas o campus Taguatinga Centro funcionava em sede provisória.

Em 2013, ao completar cinco anos, o IFB ofertava mais de 4 mil vagas anuais e possuía 18.000 alunos matriculados, incluindo os alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) e dos cursos de Educação a Distância (EaD).

De 2014 até o final de 2016, o IFB já tinha quatro cursos superiores reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) e quatro em processo de reconhecimento. Nesse ano também nasce o ConectaIF1 que é um evento gratuito e anual realizado pelo Instituto Federal de Brasília com oficinas, workshops, rodas de conversa, protótipos de produtos, arte, cultura, palestras, competições, exposições, totalizando 18 eventos simultâneos e que divulga o conhecimento científico e social produzido pela instituição.

Durante esses dez anos, houve o aumento de cursos e de espaço físico dos campi. O IFB conta com uma reitoria e 10 campi2 (Planaltina, Brasília, Ceilândia, Estrutural, Gama, Planaltina, Riacho Fundo, Samambaia, São Sebastião, Taguatinga e Recanto das Emas), oferecendo ao todo 42 cursos de formação continuada, 19 cursos de formação inicial, 53 cursos técnicos, 22 cursos superiores, 3 cursos de especialização e 1 mestrado profissional, conforme gráfico a seguir, constante no site IFB em Números3:

Gráfico 1 - Oferta de cursos do IFB

Fonte: IFB em Números.

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O principal objetivo do CONECTAIF é fomentar o diálogo entre as várias ações desenvolvidas no âmbito da Educação Profissional e Tecnológica, englobando a difusão de conhecimento com a participação efetiva de pesquisadores, professores e alunos da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e da comunidade escolar do GDF e entorno; gestores; empresários; representantes de instituições parceiras; e público visitante. Disponível em: https://conectaif.ifb.edu.br/assuntos. Acesso em: 12 nov. 2019.

2

Dentre os campi, não foram citados os campi Taguatinga Centro e Sobradinho, visto que o primeiro foi fechado e o segundo cancelado por falta de terreno e verba para a construção da unidade, de acordo com nota de esclarecimento da reitoria do IFB. Disponível em: https://www.ifb.edu.br/reitori/ifb-na-midia/17023- vermelho-reitor-de-instituto-federal-explica-fechamento-do-campus-sobradinho. Acesso em: 28 dez. 2019. 3

A plataforma “IFB em Números” tem finalidade de disponibilizar informações sobre os campi, número de alunos, indicadores educacionais, de pessoal, entre outros, para a comunidade.

O IFB tem como missão oferecer ensino, pesquisa e extensão no âmbito da Educação Profissional e Tecnológica, por meio da inovação, produção e difusão de conhecimentos, contribuindo para a formação cidadã e o desenvolvimento sustentável, comprometidos com a dignidade humana e a justiça social. (PDI, 2019-2023).

Além disso, de acordo com a Lei nº 11.892/2008 e com seu Estatuto, o IFB possui como objetivos:

I. Ministrar educação profissional técnica de nível médio, prioritariamente na forma de cursos integrados, para os concluintes do ensino fundamental e para o público da educação de jovens e adultos; II. Ministrar cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores, objetivando a capacitação, o aperfeiçoamento, a especialização e a atualização de profissionais, em todos os níveis de escolaridade, nas áreas da educação profissional e tecnológica; III. Realizar pesquisas aplicadas, estimulando o desenvolvimento de soluções técnicas e tecnológicas, estendendo seus benefícios à comunidade; IV. Desenvolver atividades de extensão de acordo com os princípios e finalidades da educação profissional e tecnológica, em articulação com o mundo do trabalho e os segmentos sociais, e com ênfase na produção, desenvolvimento e difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos; V. Estimular e apoiar processos educativos que levem à geração e trabalho e renda e à emancipação do cidadão na perspectiva do desenvolvimento socioeconômico local e regional; VI. Estimular, fomentar e realizar a pesquisa científica, visando à consolidação de cursos de pós-graduação em diferentes áreas do conhecimento; VII. Ministrar cursos, em nível de educação superior; e VIII. Ofertar cursos em nível de pós-graduação.

Nessa perspectiva, o IFB e demais institutos federais, por meio de sua Lei 11.892/2008, amplia os objetivos da educação profissional, para além de uma concepção de caráter funcionalista que se limita a atender aos objetivos determinados pelo capital, no que se refere a dar respostas à sua demanda por mão de obra qualificada. Mediante essa nova realidade, a educação profissional propõe uma educação que busca o desenvolvimento integral do sujeito, tendo como foco a consciência crítica e o domínio dos princípios científico-tecnológicos.

Diante da caracterização do IFB, para a realização desta pesquisa foram selecionados os 10 campi da instituição, espaços onde foi requerida a presença do pedagogo docente.