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Calculating the Reverse Complement in Perl

Dans le document Chapter 3. The Art of Programming (Page 57-61)

Chapter 4. Sequences and Strings

4.6 Calculating the Reverse Complement in Perl

Apontamos a representação do sujeito na ação cotidiana mesmo reconhecendo a existência de outras interfaces de influência mútua. Mas é na teoria da microssociologia de Goffman que procuramos explicação, apesar das distintas interfaces de intercâmbio, sobre a interação do corpo num aspecto mais reduzido da representação humana. Ora, o corpo estabelece ação e reação no contexto microssociológico e igualmente nas outras esferas da interação, pois o espaço microssociológico é também um lugar de acontecimento das representações sintetizadas do ser humano. Isaac Joseph deixa isso bem claro ao afirmar que “todas as vezes que nos arrumamos para os outros, fazemos uma refeição juntos, em cada uma dessas manifestações dos fenômenos de síntese, o mesmo grupo experiencia mais sociedade do que antes”.109 Uma reunião de oração pode ser aqui entendida como um fenômeno de síntese e, notamos que nas programações da Igreja Universal do Reino de Deus, existe uma sofisticação na imagem do líder, a fim de que o público decodifique as “vantagens religiosas” existentes na Igreja.

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Para Stuart Hall, a identidade cultural deve ser avaliada frente aos desafios da pós-modernidade. HALL,

Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2005. “Pós-modernidade é uma

das expressões de um rearranjo dos processos sociais e societários pós-industriais”. ORTIZ, Renato.

Reflexões sobre pós-modernidade: o exemplo da arquitetura. In: Site da ANPOCS em novembro 2006. ttp://www.anpocs.org.br/portal/publicacoes/rbcs_00_20/rbcs20_10.htm. Anthony Giddens não considera que estamos vivendo na pós-modernidade. Para ele ainda é a modernidade que altera radicalmente a natureza da vida social cotidiana e afeta os aspectos mais pessoais de nossa existência. GIDDENS, Anthony.

Modernidade e identidade. Rio de Janeiro: Zahar, 2002. O sociólogo Zygmunt Bauman afirma que à vontade

de liberdade do ser humano é uma marca da pós-modernidade, como uma crença que a pessoa tem nela mesma. O autor aponta o medo que o indivíduo tem de voltar ao caos como uma forma de ordenar e buscar a liberdade. BAUMAN, Zygmunt. O mal estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

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O âmbito da ação microssocial é objeto de estudo da sociabilidade existente nas coletividades a partir de aspectos mais restritos ou locais. Cada segmento possui um aspecto microssociológico (na igreja, no comércio, na educação etc) e, mesmo tendo uma imagem ou fachada macro, sua dinâmica social é pautada por normativas que caracterizam um indivíduo como membro de um campo específico. Para entender um segmento, é necessário estudar o comportamento do indivíduo naquele local, bem como a cultura a que o corpo está submetido, avaliando o formato rotineiro domesticado do comportamento humano. Para tal abordagem mais uma vez é importante recorrer às contribuições de Goffman110, pois, como sociólogo, ele também usou métodos etnográficos para descrever a interação como uma noção de atividade situada.

A dimensão microssocial permite localizar falsificações ou manipulações na forma de o ator se apresentar. Isto porque, principalmente o ator-líder é, ao mesmo tempo, ator e observador das conseqüências de seus atos, pois ele manipula quadros que são suas próprias armadilhas, a fim de conseguir um determinado resultado. Nesse sentido, o corpo altera algumas de suas ações e assim a mente comunica à expressão que se deve fazer para recuperar uma dada interação de forma proveitosa. É por isso que Goffman111 afirma existir tanto a interação como também um certo mal-estar da interação. É na microssociologia que se desvenda aquilo que não é muito fácil de ser praticado pelo manual de polidez que rege a representação do eu. Somente no processo de civilização da vida cotidiana microssocial é comum encontrar os recursos seguros que tratam das banalidades das ações humanas. Para Goffman, “frases que se diz, quando não se sabe o que dizer (que tempo! ainda bem é sexta-feira!), essas frases são recursos de sobrevivência para a conversação, elas quebram o gelo, rompem um silêncio incômodo”.112

Georges Lapassade113 é outro autor que se interessou em compreender a vida nos diferentes grupos, organizações e instituições. Ele nos instiga a perseguir a idéia de que um determinado segmento deve ser avaliado dentro dos aspectos microssociológicos. Essa compreensão micro da realidade é que traz clareza sobre o espaço macrossocial. Joseph114

110 Op. Cit. p. 12. 111 Op. Cit. p. 16. 112 Op. Cit. p. 16. 113

LAPASSADE, Georges. As microssociologias. Rio de Janeiro: Loyola, 2005.

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analisa a experiência da representação social, levando-nos a usar os recursos de sobrevivência da interação nas ações sociais, a fim de interagirmos. A representação interativa na microssociologia é local e não nega um certo hábito fundamentado na necessidade de interagir pelos recursos de sobrevivência, pois, nesse caso, esses recursos constituem “o produto da internalização dos princípios e significações incutidos por todos os modos pelos quais a ação pedagógica impõe um dado arbitrário cultural”.115

Assim, na visão da microssociologia, mesmo quando uma ação parece ser de mão-única, pode-se observar que ela deve ser avaliada como ativa e receptiva ao mesmo tempo. Isso pode ser exemplificado com a troca de olhares. Para Joseph, “o olho tem uma função sociológica única (…). O olhar pelo qual procuramos perceber o outro é em si mesmo expressivo. Pelo olhar que desvenda o outro e desvendamos a nós mesmos”.116 O olhar, assim como todos os demais órgãos de sentido de auxílios corporais, compõem os recursos de sobrevivência, tal como nos mostra Joseph117. Estes recursos servem para enriquecer a interação simbólica, num contexto microssocial. Por este prisma torna-se possível avaliar a estruturação do eu, apesar de se entender ser o eu “estruturalmente alterável, como uma cidade aberta”.118

Nessa perspectiva, o interacionismo encontra um ponto de intersecção no formato da troca social, que se sobressai dentro de um roteiro analítico. Segundo Goffman, “o interacionismo se interessa mais pela troca do que pelos atores que trocam”.119 Numa entrevista de emprego, por exemplo, entendida como uma ação microssociológica, pode ser um ato de atuação dramatúrgica. Nela os indivíduos que são atores sociais representam o papel com o interesse de criar uma interação útil. A troca, nesse caso, composta de posturas, olhares e conhecimento, determinará a possibilidade de o indivíduo conseguir ou não o emprego. Talvez seja por isso que esse tipo de interação aconteça dentro da noção de imagem estetizada, combinada às exigências que uma empresa solicita como perfil ideal, pois, quando se ajusta uma imagem de acordo com as relações microssociológicas ou da

115

JOSEPH, Isaac. Ibid. p.186.

116

Op. Cit. p. 19.

117

Op. Cit.

118

JOSEPH, Isaac. Ibid. p. 91.

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análise da microssociologia estar-se-á admitindo a existência da relação entre ordem social e interação, conforme os escritos goffmanianos.

No âmbito da microssociologia, é possível observar que a entrada de uma pessoa no circuito interativo acaba por transformá-la em imagem. Uma imagem criada a partir das exigências de um segmento e que nasce do corpo e da atitude comportamental. O ser humano, assim, refina sua educação corporal como se estivesse em um laboratório, aperfeiçoando as experiências apreendidas ao longo do tempo. Por isso, segundo Joseph, “em cada momento o indivíduo interage com outros sujeitos, e, em cada interação, ele se empenha num trabalho de figuração”120, recuperando ou superando as ações do eu. No interacionismo simbólico, uma interação tem conseqüências resultantes da definição cultural do sujeito que interage. Daí ser necessária uma discussão que recairá sobre a imagem pessoal na representação visual, ao lado da análise dos aspectos da construção cultural do corpo, para que essa interação ocorra.

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