B.1. Extended Forms of Validation Data
B.1.3. CAdES-X Type 2
A Figura 1 mostram o percentual de mortalidade acumulada obtida nos bioensaios com Beauveria bassiana (URM4548), para cada avaliação no período de um a cinco dias, quando ocorreu 100% de mortalidade na presença do fungo e apenas 5,0%
no controle. Entre as doses testadas, o maior percentual de mortalidade para cada dia avaliado foi registrado quando se utilizou a dose 6,8 x 106 conídios/mL do que quando utilizou-se 3,75 x 105 conídios/mL. Destaca-se 100% de mortalidade no 4° dia quando foi utilizada a dose mais elevada. Resultados semelhantes foram obtidos por KRAMM e WEST (1982) ao utilizarem B. bassiana sobre Reticulitermes sp. em testes de laboratório, tendo os autores verificado 100% de mortalidade em cinco dias. Mortalidade de 87,5% no 5º dia após inoculação de B. bassiana sobre Nasutitermes sp. foi verificada por MALAGODI e VEIGA (1994). Na concentração 1 x 106 conídios/mL, o autor observou no quinto dia após a inoculação, apenas 22,5% de mortalidade acumulada. Os resultados obtidos demonstraram que B. bassiana mostrou-se bastante virulento para Nasutitermes sp. A inoculação por contato mostrou-se eficiente para o desenvolvimento da doença sobre Nasutitermes sp. Observações de 100% de mortalidade de C. formosanus inoculados por contato com B. bassiana foram feitas por WRIGHT et al. (2003). Os resultados comprovam a patogenicidade de diferentes isolados de B. bassiana para diferentes espécies de cupins e, indicam, provavelmente, que a mortalidade em tempo mais rápido pode estar associada tanto às propriedades do isolado utilizado quanto ao método de inoculação. O contato direto com a cultura fúngica pode ter acelerado o processo infeccioso e, conseqüentemente, a mortalidade de toda a população avaliada.
O Quadro 2 apresenta a produção de conídios de B. bassiana sobre os cadáveres de N. coxipoensis e mostra que houve diferença significativa entre as doses testadas. Esses resultados mostram que, os cupins tratados com B. bassiana nas doses testadas, apresentaram alta esporulação do fungo sobre os cadáveres. A produção de conídios de B. bassiana sobre N. coxipoensis apresentou médias de 35,62 x 104 e 65,66 x 104 conídios/mL, para as doses A e B, respectivamente. A diferença estatística significativa
verificada entre as doses indicou a dose B como mais eficiente para a esporulação do fungo sobre os cupins. MALAGODI e VEIGA (1994), quando estudaram a esporulação de M. anisopliae e B. bassiana sobre Nasutitermes sp., obtiveram bons resultados com alta produção de conídios sobre os insetos. Formação micelial entre o 2º e o 3º dias foi observada nos insetos tratados com B. bassiana. Crescimento micelial foi verificado emergindo inicialmente em torno das peças bucais, logo após, nas membranas intersegmentais e ao redor das patas. Eventualmente os cadáveres foram totalmente cobertos com micélio e conídios, evidenciando o potencial desse fungo sobre o cupim N. coxipoensis.
CONCLUSÕES
B. bassiana apresentou alto potencial para ser utilizado no controle de N. coxipoensis devido à patogenicidade e virulência observadas nos experimentos de laboratório, bem como pela produção de conídios sobre os cadáveres dos cupins, indicando a necessidade da realização de testes de campo para aplicação do fungo em programas de controle biológico.
Quadro 2 – Produção de conídios de Beauveria bassiana (x 104) isolados de Nasutitermes coxipoensis em relação às doses testadas.
Doses (conídio/mL)
Parâmetros Estatísticos 3,75 x 105 (Dose A) 3,4 x 106 (Dose B) Valor de p (1)
Mínimo 10,00 2,80 Máximo 100,00 562,00 Média 35,62 65,66 p = 0,034* Mediana 28,00 48,00 Desvio padrão 23,19 96,33 Coeficiente de variação 65,10 146,72
(*) – Diferença significante ao nível de 5,0%.
(1)- Teste t-Student com variâncias iguais(O logaritmo dos dados foi utilizado para a aplicação do teste estatístico).
0,3 1,0 3,3 5,0 5,0 8,7 59,0 85,7 100,0 87,3 98,3 98,7 19,0 100,0 0 20 40 60 80 100 120
Dia 1 Dia 2 Dia 3 Dia 4 Dia 5
Percentual de mortes acumulad
a
Testemunha Dose A Dose B
Figura 1 – Percentual de mortalidade acumulada de Nasutitermes coxipoensis
inoculados com Beauveria bassiana nas doses A=3,75 x 105(conídio/mL) e B = 3,4 x
106(conídio/mL) e tempo de avaliação (dia).
AGRADECIMENTOS
Ao Dr. Adelmar Gomes Bandeira, pela orientação na manutenção das populações de cupins em laboratório. Ao Dr. Alexandre Vasconcellos, pela identificação da espécie de cupim estudada.
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CAPÍTULO 3: “COMPATIBILIDADE DE Metarhizium anisopliae var. anisopliae