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Cómo se integra la evaluación en el proceso de enseñanza-

5. La evaluación

5.1. Cómo se integra la evaluación en el proceso de enseñanza-

Pensando especificamente sobre a formação docente ligada às ciências da natureza, há diversos usos das NTIC em situações de estudo em ciências, como a utilização de ferramentas de construção de blogs educacionais em componentes curriculares integradoras (BARRO; BAFFA; QUEIROZ, 2014) ou a própria discussão sobre experimentação e construções de propostas a posteriori utilizando-se do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) na formação de formadores (HECKLER; GALIAZZI, 2011; 2012). Outra possibilidade de inserção da NTIC em situações ligadas ao ensino relacionado às ciências da natureza é a própria exploração da experimentação através de NTIC. O desenvolvimento de atividades experimentais mediadas pelas NTIC é motivo de reflexão. Isto está diretamente ligado ao entendimento docente quanto à finalidade da experimentação no processo formativo. Por isso, cabe ressaltar que quando se pensa em atividades experimentais, é necessária também a promoção de discussões sobre o

entendimento acerca de seu papel no ensino, na aprendizagem e na formação de novos licenciados. A experimentação, quando não um objeto explícito de estudo, pode recair num discurso reducionista e simplista de ensino e aprendizagem, no qual fomenta a ideia de Ciência pautada prioritariamente na empiria (SILVA; ZANON, 2000). Tal discurso, se sustentado pelos formadores, tende a ser replicado e propagado por meio dos professores ligados às ciências da natureza na educação básica.

As práticas sustentadas pela aplicação de um método científico único tiveram grande influência nas práticas pedagógicas na área de ensino de ciências, perdurando até os dias atuais. Conhecimentos relacionados a selecionar e hierarquizar variáveis, controlar e predizer seus efeitos sobre os eventos experimentais, encadear logicamente sequências de dados extraídos de experimentos são extremamente valorizados na educação científica. Assim, numa visão pouco reflexiva, a experimentação no ensino de ciências exerce um papel de instrumentação e legitimação do conhecimento científico a partir do momento em que os dados extraídos a partir da prática experimental seriam a palavra final sobre determinado fenômeno estudado. O autor critica esse pensamento acerca da experimentação:

Uma experiência imune a falhas mimetiza a adesão do pensamento do sujeito sensibilizado ao que supõe ser a causa explicativa do fenômeno, em lugar de promover uma reflexão racionalizada. O erro num experimento planta o inesperado em vista de uma trama explicativa fortemente arraigada no bem-estar assentado na previsibilidade, abrindo oportunidades para o desequilíbrio afetivo diante do novo. Rompe-se com a linearidade da sucessão "fenômeno corretamente observado/medido  interpretação inequívoca", verdadeiro obstrutor do pensamento reflexivo e incentivador das explicações imediatas (GIORDAN, 2008, p 188).

A compreensão acerca da experimentação pode estar implícita, às vezes, na própria estruturação curricular de um curso de graduação em ciências da natureza. Ainda é notadamente comum a separação entre componentes curriculares denominadas de teóricas e experimentais em que a segunda serviria como “verificação prática” da primeira. Porém, uma visão de atividades experimentais com intuito verificacionista

contradiz ideias contemporâneas a respeito da construção do conhecimento científico, uma vez que se compreende que esta construção vai além da experimentação, perpassando por atividades de leitura, de escrita, de socialização na comunidade científica e de validação pelos pares (GONÇALVES, 2009).

O ensino de ciências pode proporcionar o debate sobre o processo de construção do conhecimento científico e não somente mostrar os produtos resultantes das pesquisas relacionadas trazendo a impressão de conhecimentos imutáveis e reduzidos a uma definição pronta e sem uma construção histórica. Pensar em ensino de ciências como a simples inserção de atividades experimentais pode propagar, portanto, a ideia de que existe somente um método único e infalível de se fazer Ciência e, consequentemente, de ensinar. Quando a experimentação em laboratórios de bancada é colocada como a melhor forma de ensino e aprendizagem em cursos ligados às ciências da natureza, outras “ferramentas” podem ser desprestigiadas, a exemplo de NTIC. Portanto, conforme ressaltado acima, as NTIC podem favorecer a promoção do ensino acerca das ciências da natureza em cursos superiores tão interessantes para a formação de docentes quanto à experimentação presencial. Giordan (2008, p. 190) ressalta que "a experimentação pode também cumprir a função de alimentadora desse processo de significação do mundo, quando se permite operá-la no plano da simulação dos fenômenos". O autor refere-se à noção de simulação "[...] mediante a programação de computador, de modo a reproduzir as leis físicas que regem o fenômeno e de forma também a representar visualmente o fenômeno na tela do computador" (GIORDAN, 2008, p. 190). Segundo o autor, além de simulações, há várias possibilidades que estão ligadas à experimentação, como as animações. Ainda, segundo Giordan (2008, p. 198):

[...] nosso desafio é dotar os ambientes de simulação de um caráter dialógico que suscite no aluno a responsabilidade diante dos problemas apresentados e os faça reconhecê-los como ferramentas culturais necessárias à elaboração de significados. Assim, o desenvolvimento de ambientes de simulação extrapola as fases de programação, avançando sobre o desenho gráfico, ou seja, a disposição dos elementos iconográficos e verbais.

É sabido que Giordan (2008) em seu livro “Computadores e Linguagens nas Aulas de Ciências” tem um enfoque diferenciado do que se propõe esta pesquisa, pois aqui não se utiliza dos níveis representacionais sustentados pela teoria da ação mediada de James Wertsh com aporte em uma perspectiva sociocultural de Vigotski e Bakhtin. No entanto, concorda-se com as possibilidades apresentadas para utilização de simulações virtuais e meios computacionais em vistas a uma formação mais reflexiva e diferenciada em relação ao papel da experimentação no ensino de ciências.

Assim como alertado acerca do uso pouco reflexivo de NTIC na educação como um todo, um adendo importante se faz necessário ao usar NTIC associadas à experimentação no ensino de ciências. A utilização de softwares educacionais que permitem a simulação, modelização ou até mesmo a manipulação remota de experimentos em ciências da natureza, quando utilizada pautada nas mesmas concepções da experimentação presencial pouco reflexiva, pode pouco acrescentar à formação docente. Portanto, pensar na forma como se utiliza NTIC associadas às atividades experimentais também é imprescindível.