• Aucun résultat trouvé

Binary forms revisited

Dans le document A Series of the (Page 151-165)

general linear group

4.2. Binary forms revisited

Sempre gostei de desafios e esta aventura não fugiu à regra. No dia 5 de Setembro de 2016, conheci pela primeira vez a minha EC após uma curta viajem de autocarro. Para minha surpresa, quando cheguei à escola, deparei-me com uma escola bastante grande, velha e com poucos recursos materiais. Poderia ter ficado desanimado, contudo, senti um misto de emoções recordando a minha antiga escola em Barcelos, que antes da remodelação era para mim a melhor escola do mundo. Fiquei extremamente motivado com a perspetiva de “regressar ao passado”, mas desta vez era o momento de eu poder tentar mudar tudo aquilo que sempre quis que fosse alterado na escola, em particular na EF.

Lembro-me de nesse dia confidenciar com os meus dois colegas do NE que as condições da escola eram péssimas, principalmente a parte exterior de EF que nem marcações tinha para a pista de atletismo. O PC informou desde cedo que a nível de instalações aquela escola não era a ideal para lecionar aulas de EF, embora tenha dito que se aprendêssemos a lidar com as adversidades, certamente sairíamos preparados para qualquer tipo de contexto no futuro. Esta foi sem dúvida a maior motivação que poderíamos receber nesta sessão de boas-vindas à ESE.

O seguinte excerto foi retirado do meu diário de bordo mostrando os meus sentimentos e dúvidas neste primeiro dia de EP:

“Hoje, 5 de Setembro de 2016, iniciou-se o primeiro dia do meu EP como professor de EF. Este dia ficou marcado pelo primeiro contacto com o PC, que se apresentou na FADEUP no final da sessão de esclarecimentos sobre os objetivos pretendidos para este ano de estágio. No final das apresentações combinamos encontrarmo-nos no dia seguinte na ESE para podermos conhecer a escola e contar com uma conversa mais aprofundada com o professor José Carlos, que se apresentou na FADEUP. No dia seguinte, após apanhar o autocarro para Ermesinde e procurando indicações via GPS para localizar a escola, lá consegui encontrar a escola que me ia acolher neste processo de formação e com a qual nunca antes me tinha deparado. É o início de uma nova etapa, onde todos os cantos são desconhecidos, mas certamente daqui a uns meses, serão a minha segunda casa. (…) Claramente que o desafio estava cada vez mais elevado, mas a vontade de superar todos os obstáculos, era cada vez maior. Afinal, eu estou finalmente na função de professor da disciplina

29

que sempre adorei ao longo da minha vida. Agora, é a minha vez de transmitir a minha paixão para os meus futuros alunos.”

(Diário de Bordo – “Era uma vez…” - 4 de Setembro a 10 de Setembro de 2016)

Se fechasse agora os olhos, rapidamente me imaginava no meu ensino secundário, uma etapa marcante que ainda está bem presente na minha cabeça. Parece que foi bastante recente mas não, já passaram cinco anos e quando me deparo com a realidade, agora sou eu o professor e a minha missão é marcar a vida dos meus alunos, transmitindo os conhecimentos aprendidos na faculdade onde sempre sonhei estudar.

Assim, no dia 20 de Setembro de 2016, tive o primeiro contacto com a minha turma residente (TR). Este foi um dia de muita ansiedade inicial, pois estava perante o início de um grande desafio, o momento da aplicação prática de tudo aquilo que fui aprendendo durante o meu percurso académico. Um dia que nada podia falhar, afinal “Nunca temos uma segunda oportunidade para causar uma primeira impressão” – Aaron Burns.

Esta aula começou com uma breve apresentação do PC à turma, onde delegou total confiança em mim sob o controlo e gestão da turma, após a sua rápida intervenção, optou por afastar-se deixando-me a sós com a minha turma. Este foi um momento muito bom para conhecer os meus alunos sem aquela pressão de estar a ser vigiado. Optei por explicar as minhas intenções à turma dizendo que seria uma oportunidade única para ambos, para eles por terem um PE que tendo apenas uma TR iria aplicar-se ao máximo na evolução de cada um, e para mim por ter a oportunidade de ser pela primeira vez o treinador principal dum plantel de 21 alunos à minha disposição.

Sabendo que a classificação não contava para a média de acesso ao ensino superior, nem da importância que a EF teria nas suas vidas de futuros designers, arquitetos entre outras profissões ligadas às artes. Decidi realizar um pacto com a turma, onde após uma conversa aberta com cada aluno, escolhemos as modalidades que seriam abordadas, tal como a ordem do planeamento anual. Esta aula teve a duração de 50 minutos e o tempo foi utilizado na totalidade. Uma pequena grande conquista, manter a turma o tempo inteiro por livre vontade numa aula onde os professores optam por dispensar os alunos após 10 minutos de receção de boas-vindas.

30

“Dia 20 de Setembro de 2016, terça-feira, 8:00h, estava eu a chegar à escola, naquela que seria a

minha primeira aula. Sempre que fazemos alguma coisa pela primeira vez, existe sempre um nervosismo. Este dia não foi exceção. Pela primeira vez estava a chegar tão cedo à escola (como as coisas mudam), nada podia falhar, tinha a apresentação de powerpoint preparada, mas acima de tudo um guião mental sobre o que pretendia para aquela aula. O meu objetivo era claramente conhecer a turma! Ao contrário do habitual, prescindi de qualquer tipo de questionário, pois é algo que me aborrece (no papel de aluno) estar a preencher uma folha sobre o que gosto e o que não gosto, quando a primeira semana de aulas para mim sempre foi encarada como o “lembrar amigos” e conhecer os novos professores. Logo no início da aula o professor José Carlos foi bastante claro, ajudando-me imenso quando se apresentou, e dotou-me de toda a responsabilidade pela turma em frente a todos. Após a sua breve apresentação, ausentou-se, deixando-me completamente à vontade com a minha aula. Decidi fazer uma breve apresentação dos conteúdos, que a turma teria que abordar ao longo do ano, dando o poder de decisão a estes. (…)”

(Diário de Bordo – “Luzes, Câmara, Ação!” – 18 de Setembro a 24 de Setembro de 2016)

Resumindo, o primeiro contacto com a realidade foi forte e exigiu de mim algum espírito de sacrifício e resiliência para encarar esta tarefa desafiadora e trabalhosa. Porém, com a ajuda da PC e dos meus colegas de estágio as dificuldades e os medos foram ultrapassados. Assim, espero que todas estas experiências possam ter contribuído para uma aprendizagem positiva da minha parte enquanto pessoa e futuro professor.

Dans le document A Series of the (Page 151-165)