2 Invariant theoryof finite groups
2.5. Algorithms for computing fundamental invariants
Em conformidade com o PA, o Atletismo deveria ter sido lecionado nos dois primeiros períodos. No entanto, como no primeiro período os alunos vinham de um longo período de interrupção letiva, o que na maioria dos casos, seria, também, uma interrupção na sua atividade física, ficou definido que seriam ensinados os conteúdos de corrida de longa duração e corrida de velocidade, com vista a trabalhar a condição física dos alunos. No segundo período o ensino incidiu noutras modalidades, pertencentes ao Atletismo, como a corrida de barreiras, salto em comprimento e lançamento do peso.
Inicialmente foi importante consciencializar os alunos para a importância da corrida, que é matéria transversal, em quase todas as modalidades, assim como a necessidade de dominar a sua técnica. Com o propósito de a desenvolver com êxito, recorri a progressões pedagógicas em que utilizei skippings, partidas de pé e exercícios que estimulassem a velocidade de reação e de deslocamento. Concomitantemente a resistência foi trabalhada em duas aulas, específicas, mas como estas se revelaram extremamente fatigantes para
53
os alunos, foi sendo introduzida no início de algumas aulas sob a forma de aquecimento.
No segundo período, com o fim da lecionação da Ginástica, era chegado o momento de refletir sobre a melhor forma de aplicar o Atletismo. As aulas de Ginástica revelaram-se muito importantes para uma melhor compreensão da turma, confirmando que na Ginástica acrobática os alunos demonstraram mais empenho, devido à necessidade de interação e entreajuda, fundamentais para o seu sucesso. Foi então que ponderei na aplicação do MED para melhor rentabilizar esta modalidade.
No primeiro ano de mestrado a aprendizagem desta disciplina foi abordada através deste modelo. Como conservava excelentes recordações dessas aulas, decidi passar para a aplicação do MED no Atletismo. Com o cuidado de não desperdiçar tempo útil de aula, decidi lecionar-lhes uma aula teórica, num espaço do horário em que os alunos não tinham aulas, com o objetivo de lhes explicar em que consistia o MED, como iriam decorrer as aulas práticas, os grupos a que pertenciam e tudo o mais que este modelo requer.
Apesar de saber que a verdadeira experiência deste modelo de ensino favorece as relações sociais da turma, as características intrínsecas da mesma não me permitiram lecionar o Atletismo através do MED na sua essência. Assim, decidi não elaborar materiais para a sua lecionação uma vez que a escola possuía excelentes condições para o efeito. Por sua vez pedi aos alunos que identificassem a sua equipa com nome, grito, lema e cor. Não obstante a minha preocupação, alguns alunos não aderiram a estas exigências, talvez por não contarem com esta experiência, anteriormente, na sua vida académica.
No que concerne à organização das sessões, decidi criar dois grupos de cinco elementos e dois de quatro, com o intuito de conseguir um maior controlo sobre a turma. Apesar de bem pensada, esta estratégia teve de ser algumas vezes reformulada no decorrer das aulas. Quando faltavam dois alunos do mesmo grupo os restantes dividiam-se pelos outros mas, com esta estratégia, perdeu-se um ingrediente fundamental deste modelo de ensino: a filiação.
Contudo cada equipa possuía um treinador e um capitão, que embora pudesse ser a mesma pessoa, tinha responsabilidades diferentes. O treinador
Realização da Prática Profissional
54
deveria ser o melhor executor e aquele que tivesse capacidade de interagir com os outros elementos de forma o poder corrigi-los para melhorarem a sua ação. O capitão tinha uma função de maior liderança, representava a equipa e orientava todo o trabalho a ser desenvolvido durante a aula. Este elemento tinha, ainda, outra função, em concordância com o treinador, escolhia os exercícios (apresentados sob a forma de skillcards – ver anexo 3) que a sua equipa iria executar, tendo por objetivo preocupar-se com a aprendizagem de todos os elementos.
As aulas foram pensadas de forma a todos os alunos poderem executar alguma tarefa. Como havia quatro grupos de trabalho optei por criar quatro estações para as três modalidades a lecionar. Assim uma das modalidades teria de ter duas estações, o que veio a acontecer com o lançamento do peso, por motivos organizacionais. Cada equipa estava disposta na sua estação e ao sinal do professor todas rodavam uma estação para a direita. No final da aula todas as equipas tinham passado pelas diferentes estações.
Uma das caraterísticas deste modelo é a forma como é estruturada a UD. Esta deve conter uma fase de pré-epoca, outra de época e uma fase final destinada a um evento culminante (competição formal). Posto isto, e como seriam escassas as sessões desta modalidade, ficou definido, juntamente com a PC, e o NE, que seria contemplada apenas uma aula de pré-epoca, a qual eu lecionei. Nas restantes, de época, o meu papel passava por ser o moderador da aula intercedendo, apenas, quando necessário para correções técnicas. No que concerne ao evento culminante, este foi realizado numa data fora do horário letivo da minha turma, juntamente com as turmas dos meus colegas do NE.
No que respeita à aprendizagem dos alunos é importante salientar a enorme evolução verificada na sua globalidade. O lançamento do peso foi a disciplina em que a evolução foi mais notória, talvez por existirem sempre duas estações dedicadas a esta disciplina e, também, por ser novidade para a maioria dos alunos. O triplo-salto foi, igualmente, uma surpresa para mim, pela mesma razão, a inexperiência na disciplina. Também se revelou decisiva por eu ter conseguido criar progressões pedagógicas, de exercícios simples até aos mais complexos, com o intuito de chegar ao salto completo. Na corrida de barreiras,
55
pelo contrário, foi a disciplina em que os alunos, na sua generalidade, se apresentaram mais desmotivados e com maiores dificuldades, por não conseguirem executar a corrida corretamente.
As disciplinas acima referidas, em todas as aulas da época, foram sujeitas a avaliações através de contagem de tempos e distâncias. Os alunos é que ficaram encarregados dessas mesmas avaliações.
Da minha parte, e como este modelo me dispensava de algumas tarefas, estava, constantemente, a tirar apontamentos sobre a prestação e comportamentos dos alunos. Estas anotações revelaram ser dados importantes para as classificações dos alunos em que a vertente social foi muito mais valorizada do que nas modalidades, até então, lecionadas. É de referir que embora nesta modalidade não tivesse realizado um teste teórico, em todas as aulas os alunos eram confrontados com questões, da minha parte ou de algum aluno que estivesse com dispensa da aula, que constituíram mais um instrumento avaliativo.
No compito geral, a metodologia utilizada, nesta modalidade foi uma mais- valia para a aprendizagem da generalidade dos alunos, reconhecendo, no entanto, que com alunos mais motivados e predispostos para a prática, poderia ter conseguido mais sucesso.