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Bilan (1) : interfaces gestuelles, DMI et contrôleurs MIDI

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Les instruments numériques aujourd’hui

2. Les instruments numériques aujourd’hui

2.4. Interaction gestuelle avec l’ordinateur

2.4.3. Bilan (1) : interfaces gestuelles, DMI et contrôleurs MIDI

Para Draibe (2001), em qualquer programa, é imprescindível verificar a capacidade dos agentes para cumprir as tarefas que lhe cabem na implementação. Avaliar a capacitação dos agentes implementadores é pertinente para identificar se os prazos, os conteúdos e os sistemas foram, em quantidade e qualidade, adequados e pertinentes às atividades a serem realizadas, por exemplo.

De fato, não houve capacitação por parte da Caravana da Pessoa Idosa no processo de implementação do PEVI38, pois a Caravana não assume calendário de capacitação e os

próprios municípios precisam dar conta conforme sua demanda e particularidade municipal, pois é papel do gestor municipal assumir a questão da capacitação se houver necessidade.

Durante as articulações entre o MPPE e os gestores municipais, assim como durante as oficinas realizadas nos três municípios, se a Caravana identificasse alguma lacuna existente no município, sendo possível, intervia convidando alguns parceiros para realizar a capacitação, como ocorreu em Igarassu quando foi chamado o Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva) - Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde para fazer capacitação sobre a questão da notificação compulsória em Igarassu.

Quando fazemos capacitação com o Conselho Municipal da Pessoa idosa ou quando vamos ao município, quer seja em parceria com o Tribunal de Contas quer seja através de algum evento próprio, sempre convidamos as equipes dos Núcleos, pois é uma oportunidade de capacitar, é uma oportunidade também de ver como o Núcleo está atuando, pois sempre tem alguma coisa que esteja precisando melhorar, então é um momento que a gente faz a capacitação para eles, embora não seja uma capacitação formal com carga horária, mas os profissionais participando desses eventos, interagindo com outras pessoas e “falando a mesma linguagem”, isso é um estimulo para aprimoramento do seu trabalho (Caravana da Pessoa Idosa, entrevista concedida em 02/07/2019).

Nesse sentido, Indagamos aos profissionais se considera necessário algum tipo de orientação/capacitação para trabalhar com pessoas idosas vítimas de violência?

Achamos importante participar de espaços de discussão e capacitação para nos deixar mais inteiradas de quais os procedimentos utilizados, o que está acontecendo, por exemplo qual o olhar do Judiciário e de outros órgãos em relação a tal assunto, até para nortear o nosso trabalho e achamos fundamentais esses espaços de capacitação. Mas é importante acontecer com uma regularidade, pois só acontece esporadicamente. Deveria ter uma periodicidade garantida, por exemplo a cada 3 meses deveria ter alguma capacitação, independente do tema relacionado à pessoa idosa, para que sempre a gente estivesse cada vez mais capacitadas para realizar os atendimentos. Quando o Ministério Público oferece, toda a equipe participa

38 Quando a Caravana trouxe a proposta do PEVI, foram realizados encontros para discutir sobre a realidade

local, rede de atenção existente, dificuldades gerais de atuação no atendimento à população idosa vítima de violência e sobre como as ações do pevi poderiam acontecer de acordo com a realidade do município. Em seguida, foram elaboradas oficinas onde estiveram presentes algumas entidades representativas das políticas públicas, mas não ocorreram capacitações do PEVI.

das palestras e capacitações sobre assuntos relacionados à pessoa idosa. (NEVIIG, entrevista concedida em 07/06/2019).

Sim. É importante e necessário ter capacitação para trabalhar com pessoa idosa vítima de violência e sempre estamos (NAVV) participando de capacitações no município e quando a Rede chama também realizamos capacitações sobre os objetivos e atividades do Núcleo. Como foi o caso do Núcleo Ampliado de Saúde da Família - NASF que solicitou ao NAVV capacitação para eles sobre o Núcleo. É preciso ter uma abordagem bem diferenciada, o jeito de falar e se aproximar do idoso. Quando o município assumiu o PEVI, não foi realizada nenhuma capacitação promovida pelo Ministério Público, o que tinham eram reuniões e oficinas e eventos para discussão do diagnóstico do município. (NAVV, entrevista concedida em 10/06/2019).

No meu olhar, toda capacitação seria bem-vinda, porque todo dia é um aprendizado. Por mais especialização e profissionalismo que você tenha, mas a realidade é outra, eu digo muito que a realidade de um âmbito desse é quem está no serviço de ponta, a Secretaria de Assistência Social está lá no lugar dela, mas só quem sabe das demandas aqui dentro do Núcleo é quem está aqui presente, é a ponta que é de referência (NEVIGA, entrevista concedida em 01/08/2019).

Analisando as respostas das entrevistas, avaliamos que a capacitação presencial foi destacada como um momento de grande importância para aprendizado e troca entre os profissionais para aperfeiçoar o trabalho no dia a dia e compartilhar as boas práticas e dificuldades encontradas nos municípios. A partir de capacitações realizadas nos municípios é possível viabilizar a construção de redes de contatos posteriores a esses eventos.

Acreditamos que os profissionais que realizam atendimento de pessoas idosas vítimas de violência além da necessidade de estarem capacitados para a identificação, acolhimento e encaminhamento dos casos de violência, precisam ter a sensibilidade para observar os sinais que podem sugerir uma situação de violência. A pessoa idosa muitas vezes não verbaliza que sofre maus-tratos ou alguma forma de violência familiar ou extrafamiliar e por isso deve o/ a profissional estar atento para a comunicação não verbal e para as relações com familiares e/ou com seus cuidadores. O ser humano, mesmo sem verbalizar, é possível demonstrar o que está sentindo nas expressões faciais, então é importante estar atento/a sobre o modo que a pessoa idosa se comporta, seus gestos, suas expressões faciais, se demonstra medo ou ansiedade na presença do cuidador ou do familiar.

O incentivo para a capacitação profissional é um ponto importante. Os municípios assumirem um calendário de capacitações contínuas faz com que os profissionais não

permaneçam na “zona de conforto” do conhecimento adquirido em sua formação e no tempo de prática cotidiana. Capacitar é também avançar na expansão do horizonte profissional para problematizar e reorientar tanto a prática profissional quanto as políticas institucionais para que estas incorporem as demandas reais e potenciais dos usuários.

Para o enfrentamento das situações de violência contra a pessoa idosa, faz-se importante que o município conheça bem sua realidade e possa intervir de forma preventiva, adotando ações de caráter interdisciplinar e socioeducativas para a população e que venha a incluir capacitações contínuas às equipes, de modo a dotá-las de conhecimento e suporte para a intervenção cotidiana (GUIA PEVI, 2014, p. 14).

É importante também a realização de eventos (oficinas, reuniões, seminários e outros) de articulação e formação de operadores dos direitos da pessoa idosa, conforme consta no Plano Estadual de Atenção Integral à Pessoa Idosa (2013), podendo ser desenvolvidos para a divulgação de publicações e estudos para atualização sistemática dos parceiros.

Os próprios Núcleos devem sugerir aos gestores as devidas capacitações conforme forem recebendo as demandas e identificando as falhas no atendimento e desafios comuns dos municípios, dos agentes públicos e privados.

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