Chapitre 3 : Caractérisation des oxydes formés
5. Bilan du chapitre
A atividade da construção impacta a economia brasileira de forma bem mais ampla do que aquela diretamente visualizada através de um produto imobiliário ou de uma obra de construção pesada, como uma estrada, por exemplo. Na verdade, a importância e o impacto desta atividade sobre o ambiente econômico se estabelecem a partir do notável padrão de articulação intersetorial que se forma através da cadeia produtiva, que liga desde fornecedores de matérias-primas, insumos diversos e equipamentos (que estão para trás da cadeia), até aquelas atividades de serviços (aluguéis, hotéis, consultorias, etc.), que estão para frente. Através da identificação das inter-relações entre os elos da cadeia, é possível dimensionar o macrossetor de forma completa e, assim, pode-se avaliar o impacto resultante do seu efeito multiplicador sobre a economia em termos da geração de produto, emprego e renda.
O macrossetor da construção civil é caracterizado atualmente por cinco blocos, conforme Trevisan Consultores (2008), que reúnem 42 naturezas de ocupação. São eles: insumos; infra-estrutura, equipamento e outros serviços relacionados; comércio de insumos; construção; incorporação e comercialização. Cada bloco contribui para que o setor se caracterize como um dos maiores geradores de ocupação da força de trabalho e potencial alavanca de crescimento da economia num cenário bastante promissor.
Conforme cita o Presidente do Brasil, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva (2007)4, “a cadeia da construção civil é um dos mais importantes setores econômicos brasileiros. E essa
importância ganha amplitude no momento em que, além de representar aproximadamente 14% do PIB brasileiro e ser responsável por cerca de 60% da formação bruta de capital, o setor é responsável pela geração de cerca de 15 milhões de empregos, com potencial de aumentar ainda mais em função do crescimento da atividade”. Esse é o cenário do Construbusiness brasileiro representado na figura abaixo.
Figura 11: Participação do Construbusiness no PIB5
FONTE: IBGE – Sistema de Contas Nacionais. Elaboração LCA.
O Construbusiness, como tipologia para análise do setor de construção, é relativamente recente. Sua origem remonta a setembro de 1996, quando a Comissão da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (CIC/FIESP) patrocinou um estudo cujo objetivo era analisar a cadeia produtiva deste setor no Brasil. Este estudo foi desenvolvido conjuntamente pela Trevisan Consultores e Rosemberg e Associados e está descrito no relatório Construbusiness de 1999.
Assim, pode-se dizer que Construbusiness é um termo criado pela indústria da construção brasileira para auxiliar a sua organização política. O conceito corresponde ao
5 CONSTRUBUSINESS, 2007.
macro complexo da construção civil que inclui a indústria de construção em si e todos os segmentos industriais indiretamente ligados a suas atividades, formando um dos setores de maior expressão em qualquer economia. Na União Européia, o chamado construbusiness responde por cerca de 11% do PIB. No Brasil, esta parcela é ligeiramente maior, estando acima de 14% (JOHN, 2000 apud JOHN, SILVA e AGOPYAN, 2001, p. 2). Este dado, que flutua em função de aspectos socioeconômicos, é provavelmente maior em países em desenvolvimento, ainda em construção, que demandam de obras volumosas de infra-estrutura. Com base na figura apresentada anteriormente, verifica-se que a contribuição de cada um dos cinco grandes blocos do Construbusiness, quando se trata da contribuição para o PIB nacional, é díspar. Cabe ressaltar que a maior concentração está no bloco da construção, que contribui com 7,8% e materiais de construção, com 4,6%. Juntos estes dois blocos representam 12,4% do PIB brasileiro. Mesmo assim a de se considerar que a cadeia da construção civil trabalha de forma agregada com os cinco blocos produtivos.
Segundo o estudo setorial apresentado pela Trevisan Consultores (2007), e como demonstra a figura exposta acima, o bloco da construção é segmentado em dois grupos de atividades: edificações, que engloba obras habitacionais, comerciais, industriais, obras sociais e obras destinadas a atividades culturais, esportivas e de lazer; e construção pesada, que engloba vias de transporte, obras de saneamento, de irrigação/drenagem, de geração e transmissão de energia elétrica, de sistemas de comunicação e de infra-estrutura de forma geral. O segmento de construção pesada, a partir de 1994, passou a sofrer com a queda da capacidade de investimento do governo, devido à deterioração das finanças públicas, porém sinalizou recuperação após 2004. Já no segmento de construção habitacional e comercial, verificou-se um aumento na aquisição de imóveis, com a melhoria da renda pós-Plano Real.
Com base nos dados contidos no trabalho realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), conforme Castelo (2007), intitulado “Macrossetor da Construção”, é possível se desenvolver alguns tópicos que sintetizam a relevância e a importância estratégica que a dinamização permanente do macrossetor da construção proporciona para a economia brasileira.
O macrossetor da construção representa, por sua abrangência e reflexos, 18,4% do PIB do País, considerando-se os efeitos diretos, indiretos e induzidos. O efeito induzido pode ser explicado da seguinte forma: o macrossetor para produzir paga salários aos trabalhadores, que por sua vez, se convertem em demanda por bens produzidos fora do macrossetor, tais como alimentos, roupas, eletrodomésticos, automóveis, etc. Isto significa, considerando-se a última
estimativa oficial, Contas Nacionais de 2004, apresentada pelo IBGE, conforme MDIC (2005), para o PIB brasileiro (R$ 1,766 trilhão a preços de mercado e R$ 1,581 trilhão referentes ao valor adicionado), que o macrossetor da construção movimenta cerca de R$290 bilhões na economia nacional. Nesse cenário, a participação das atividades econômicas mais importantes que agregam o produto gerado pelo macrossetor é a atividade da construção, com 71,78% do macrossetor; a indústria associada à construção com 19,66% do macrossetor; e os serviços associados à construção com 8,57% do macrossetor.
Assim, entende-se que o macrossetor da indústria da construção civil é responsável por grande parte do crescimento da economia brasileira, ampliada sua abrangência com o impacto gerado pelos efeitos diretos, indiretos e induzidos.