• Aucun résultat trouvé

Bibliographic notes

Dans le document An Introduction to Distributed Algorithms (Page 28-31)

A apresentação e discussão dos resultados está organizada em quatro subtópicos distintos, nomeadamente: contextualização do participante, o papel do aluno nas aulas de EF, alteração corporal do aluno e relação do aluno com a comunidade.

Contextualização do participante

O Desporto sempre esteve presente na vida do aluno, assumindo elevada importância. O aluno iniciou a sua prática desportiva aos 8 anos e manteve-se ativo até ao momento da lesão, praticando futebol e ciclismo.

“… desporto sempre teve um grande impacto na minha vida. Basicamente, sempre me imaginei a fazer desporto.”

“… joguei futebol até aos 13 anos. Depois decidi optar pelo ciclismo, pois também é uma modalidade que eu gosto muito e a qual pretendo seguir.”

O aluno procura realizar atividades que lhe tragam alguma satisfação individual, nomeadamente o futebol e o ciclismo. Realça que gostava que o desporto fosse parte integrante do seu futuro, mantendo no ar a possibilidade de recuperar totalmente.

“Eu sempre desejei que o meu futuro passasse pelo desporto. Sempre gostei. Se pudesse, era mesmo um sonho tornado realidade.”

O papel do aluno nas aulas de EF

Os professores utilizam diferentes técnicas de aprendizagem consoante os alunos e as suas características (Nunes, 2007). O aluno desempenhou vários papéis não motores ao longo das aulas de Educação Física e, através de várias questões, procura-se perceber se este se encontrava motivado no cumprimento das tarefas.

122

O aluno sente-se fora da tarefa, mas atribui importância ao papel de árbitro, cronometrista e estatístico. Ao atribuir esta importância, o aluno refere que se sente “deslocado”, expondo um sentimento de tristeza em relação à sua situação motora.

“É um trabalho muito importante, é um trabalho como os outros. Sinto-me bem, mas sinto-me deslocado porque vejo os meus colegas a fazer as coisas

enquanto eu estou parado.”

O aluno atribui pontuação máxima ao árbitro e ao estatístico e pontuação média ao cronometrista. Em relação a estas funções, afirma que se sente motivado para o desempenho de papéis relacionados com o desporto. Aqui verifica-se uma negação em relação a uma resposta anterior, em que se diz “deslocado”. Há, portanto, uma discrepância entre o politicamente correto e a verdade.

“sinto-me sempre motivado para fazer seja o que for, desde que esteja relacionado com o desporto.”

O aluno prefere executar tarefas motoras em detrimento das tarefas não motoras, salientando o facto de desempenhar atividades juntamente com os colegas. Costa (1998) enfatiza que as motivações intrínsecas são mais duradouras e persistentes, pois estão relacionadas com a própria prática e com os sentimentos que ela provoca nos indivíduos.

“Tarefas motoras, claro. Sinto-me muito melhor quando estou a jogar com os meus colegas.”

Alteração corporal do aluno

O aluno acaba por ter noção do seu handicap físico e o processo de adaptação fica mais difícil devido ao seu carácter competitivo. Weinberg (2008) refere que os homens passam por um processo competitivo mais estimulado em relação aos seus pares femininos, que pode ser explicado devido à maior concorrência na sociedade masculina. Martin (1995) afirma que os atletas de rendimento estabelecem metas mais determinantes em relação aos não atletas.

“Já no ano passado dizia que queria competir este ano, estava mesmo com esperanças de ganhar. Não fui capaz de puder correr e senti-me um bocado

mal.”

Samulski (2002) defende que a motivação para a prática desportiva tem vários fatores: pessoais, situacionais, reações emocionais e resultado da performance. A lesão interferiu com a performance do aluno. O próprio refere que ficou mais lento, menos resistente e com menor capacidade de salto.

“Sinto-me mais fechado, não consigo fazer as coisas que fazia…”

O aluno não identifica a sua nova forma de estar como uma restrição física. Afirma que recebeu a sua nova forma de viver com bons olhos.

“Eu, sinceramente, nunca vi isto como uma restrição física. Sempre aceitei a minha nova forma de viver da melhor maneira possível.”

Mais uma vez, verifica-se uma contradição nas duas afirmações anteriores do aluno. Inicialmente, afirma que se sente mais fechado e, numa segunda fase, refere que nunca viu a sua situação como uma restrição. Para consolidar esta situação, o aluno foi questionado acerca do seu desempenho, respondendo que se encontraria num nível mediano, dizendo de imediato que:

“Eu sei que se não fosse esta lesão, seria muito melhor.”

Relação do aluno com a comunidade

O aluno sente-se bem em relação aos colegas de turma. Os colegas mostraram elevado espírito de cooperação e preocuparam-se em motivar o aluno constantemente. Assumiram uma atitude positiva em relação à situação do aluno.

“Eles ajudam-me muito, ajudam-me em tudo. Tudo o que eu peço eles ajudam-me. Estão sempre a apoiar-me, acho que eles são espetaculares.”

Becker (1998) relata-nos sobre a individualidade de cada participante, pois cada um tem a perceção do ambiente que o rodeia. Betti (1992) constatou que os colegas, o professor, o conteúdo e a infraestrutura escolar são os fatores principais para que os alunos possam sentir motivação nas aulas de Educação Física. O aluno refere que o professor de EF o ajudou ao longo do ano letivo.

124

Sente que este percebeu a situação em que se encontra e que fez o possível para se sentir bem.

“Ele percebeu a minha situação, percebeu que eu tinha limitações e tentou fazer o possível para me sentir bem.”

O aluno classifica o seu relacionamento com o professor como muito bom. Sente que o professor fez o máximo por ele, não apontando sugestões para um melhor relacionamento entre ambos.

“…ajudou-me em tudo o que precisei. Tudo o que ele fez, classifico como muito bom. Sempre esteve disponível.”

“…para além de ser sério nas aulas, que é o que é preciso ser, também sabe brincar quando é preciso, sabe falar comigo, dá-me atenção.”

Dans le document An Introduction to Distributed Algorithms (Page 28-31)