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BGP

Dans le document Scenario 8 ANSWER KEY (Page 26-29)

 A indústria nascente da ASM teve seu berço nas bacias geológicas do Mar do Norte e do Golfo do México. Identifica-se uma trajetória tecnológica de transição, indo de terra para águas rasas, e depois para águas profundas na década de 80. Atualmente, a fronteira exploratória offshore ocorre em águas profundas e ultra profundas. A Noruega tem destaque na quantidade de empresas, por uma forte influência institucional, já que o país adotou políticas de desenvolvimento das indústrias locais, quando do início de sua produção de petróleo na década de 60. No caso dos EUA, observa-se um forte traço tecnológico e científico em seu estabelecimento como segundo colocado em número de empresas de ASM, atrás da Noruega. A China conseguiu desenvolver uma empresa, a COSL, que atende sua demanda interna de ASM, empresa que atingiu know-how suficiente para sua internacionalização, sendo atualmente uma das principais ameaças como potencial entrante no mercado mundial. A Noruega e os EUA continuam sendo o berço para o nascimento de diversas empresas, e atualmente lideram o desenvolvimento do mercado das tecnologias OBS.

 Vimos que os processos de fusões e aquisições são frequentes na IASM, porém poucas falências foram observadas, fato que pode ser explicado pela natureza dessa indústria, intensiva em Ciência & Tecnologia e em Processos, que nas fases de baixa dos ciclos de negócio, reage no sentido da preservação do conhecimento tácito das firmas, em que os processos são transmitidos entre as gerações de firmas por meio do corpo técnico e no repasse de equipamentos, principalmente por meio de fusões. O prejuízo do processo de falência nesse mercado pode ir muito além do aspecto financeiro, pois conhecimentos tácitos perdidos podem não ser mais recuperados. Essa característica contribuiu para a convergência da estrutura de mercado, observada historicamente, para um oligopólio. Já nos momentos de expansão continuada do mercado, por exemplo quando do crescimento das pesquisas offshore, a partir da década de 90, esse processo de acumulação do conhecimento se dá por meio de aquisições. As fusões e aquisições nos períodos de alta revelam que pode haver uma estratégia de “oportunidade” das firmas líderes, seja para ganhar mercado ou para ampliar seu leque de produtos. No presente, o mercado assiste a um processo de “fusão”, sem paralelo, de duas das três maiores do

setor, resultante da baixa no ciclo que ocorreu com intensidade e velocidade de queda na demanda, que se iniciou com a repentina redução do preço do brent em 2014.

 Enquanto aos aspectos físicos das firmas, usaremos as informações das embarcações para melhorar as estimativas da função de custos, separando os efeitos da variação de produtividade das equipes, com o parâmetro de eficiência técnica, conforme será visto na próxima seção. Observamos na IASM, através dos dados empíricos, que há convivência de empresas de diferentes tamanhos de frota, dimensões de embarcações, quantidades de equipamentos sísmicos, quantidades de empregados, o que corrobora com ideia de Steindl e Penrose de que não há um tamanho ótimo de firma, mas, que cada firma tem características particulares, e que todas, a despeito dessas particularidades, estão competindo por espaço no mercado. Para dar um sentido concreto a essa ideia, realizaremos na seção 5, a modelagem da firma representativa do IASM, que poderá servir como parâmetro de comparação no entendimento dos limites tecnológicos do MASM.

 As principais firmas seguem modelo de governança semelhante, sendo proprietárias das embarcações, embora somente as três principais, PGS, CGG e WesternGeco convergem estrategicamente em relação aos esforços de venda, investimentos em P&D e diferenciação horizontal e vertical de produtos. Com a saída da CGG e WesternGeco do mercado e a entrada da Shearwater, que não apresenta tradição em P&D, torna-se uma incógnita o futuro do desenvolvimento das tecnologias de aquisição streamer.

5 PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PREÇOS NO MASM

Conhecidas as características físicas e econômicas da IASM, temos os elementos para avançar na discussão do processo de formação de preço. O ponto de partida é a relação entre preço, custos e mark-up, dada por:

𝑃 = 𝐶 + 𝜇 (5.1)

O modelo de formação de preço considera que as empresas ofertam os produtos à preços que cobrem todos os custos dos projetos (𝐶) e garante algum retorno através de um mark-up (𝜇). A depender do contexto da análise a interpretação de 𝐶 e 𝜇 pode mudar. Por exemplo, 𝐶 pode assumir o papel de custo total do projeto e 𝜇 um percentual de lucro em cima dos custos, no caso de estarmos avaliando um projeto específico. Se analisamos no nível de uma das firmas ou da indústria, então 𝐶 pode assumir os papeis do custo médio 𝐴𝑉𝐶 ou custo marginal 𝐶𝑚 e 𝜇 assume a posição do price-cost margin (PCM). Independentemente do nível da análise, do projeto, da firma ou da indústria, a interpretação, em última instancia, é que a firma estabelece um preço que cubra seus custos e ainda gere algum retorno. Uma forma alternativa para a equação 5.1 é definir o preço em função de custos médios e tempo de operação: 𝑃 = 𝐷𝑅 × 𝑡, sendo 𝐷𝑅 o day rate, que é uma métrica empregada na indústria marítima em geral, que é a taxa diária que se cobra para a realização de determinado serviço. Vamos detalhar no próximo tópico o significado dessa variável.

As variações de preço podem ter origem tanto na parte de custos como nas estratégias de lucros que as empresas têm poder decisório. O objetivo nessa seção, é separar os efeitos dessas variações e compreender se há diferenciação de custos e algum poder de mercado que está presente, como visto na teoria (BRESNAHAN, 1991), em mercados concentrados.

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