• Aucun résultat trouvé

Banques centrales à l’œuvre

Dans le document Peut-on sauver l Europe? (Page 177-183)

LOCAL: Sala de gravação da FCM/UNICAMP

DATA: 16/01/2018

ENTREVISTADORES: Camila Nascimento e Helenice Nakamura

TÉCNICO DE GRAVAÇÃO: Equipe Audiovisual FCM

“Eu que me sinto bastante honrada de fazer parte desse projeto porque eu acho que a metodologia, que eu acho importantíssima você ter escolhido e [prolongamento] pra fonoaudiologia né? Eu acho que a gente precisa mesmo registrar essa história. MUITO agradecida.

Então, desde que eu nasci, né? Eu espero [risos] Eu nasci há quase 60 anos atrás, em Piracicaba, aqui próximo. Aaahhhnn, morei na zona rural, com 3 anos eu fui para a zona rural, saí de lá com 9 anos e voltei para Piracicaba, para área urbana. Aaahhhnn, estudei sempre em escola pública desde desde o primeiro ano primário. E em Piracicaba eu fiquei até terminar o colegial, aaahhhnn fiz cursinho. Antes disso com 14 anos eu comecei a trabalhar numa clínica médica como secretária. Aaahhhnn, tinham três médicos, um pediatra, um clínico geral e um cardiologista e isso me levou por muuuuito tempo a pensar em fazer medicina [pausa] principalmente pediatria, porque eu já era bastante entusiasmada de ficar com criança, eu sempre gostei muito de criança. Eeee quando eu tava fazendo vestibular, eu fiz dois vestibulares. Como eu trabalhava e estudava, o primeiro eu fiz um cursinho intensivo e prestei no primeiro ano em 76 e passei só em escola privada.

Entre 76 77 eu vi uma reportagem da Folha de São Paulo de página inteira que tinha uma pessoa no espelho com uma criança e falava sobre a Fonoaudiologia. E isso me encantou! Eu esqueci totalmente que eu queria fazer medicina. Eu fui procurar onde tinha os cursos naquela época tinham pouquíssimos cursos no Brasil, né? Tinha em Santa Maria, e tinha uma história legal em Santa Maria que meu pai tinha passado a vida toda dele, ele era, ele era caminhoneiro, minha mãe era costureira, e ele viajou MUITO para o Rio Grande do Sul e ele falava muito, então eu fiquei bastante tentada a ir pra Santa Maria, mas tinha MUITA dificuldade, meus pais não tinham muita grana e naquela época também o governo facilitava a vida de quem estudar com uma bolsa, um salário mínimo, que você podia pegar e depois pagar quando formada. Então eu vi o lugar mais perto seria São Paulo que seria mais próximo de Piracicaba. Tentei na Paulista, tentei na USP, eee passei em ambas e optei pela USP. E tenho uma gratidão imeeeensa por ter escolhido a USP, pelas relações que eu tive ao longo da academia, eu já entrei pelo Centro acadêmico, eu sempre falo que eu entrei pelo lado do porão da faculdade, que era onde a gente tinha o centro acadêmico. Naquela época, 77, a gente tava vivendo uma ebulição do movimento estudantil, né? Em plena ditadura e a reorganização do movimento. Então a o curso de Fonoaudiologia da USP ele é junto com a medicina. Era fisioterapia fonoaudiologia e terapia ocupacional, são três cursos ligados à Faculdade de Medicina, então a gente estava lá, na casa de Arnaldo. Tinha um pedacinho pequeno algumas salas de aula para fonoaudiologia e o centro acadêmico era tudo no porão. Então eu fui muito bem recepcionada por pessoas - inclusive uma delas era a Regina Yu que é docente aqui de vocês, aqui da Unicamp - e de lá a gente começou aaaaa, já desde o início então, eu acho que eu trazia algumas coisas lógico do meu tempo que era a reorganização da sociedade, né? Eu lia Pasquim antes de entrar na faculdade, eu tinha já uma visão pouco éééé dessa coisa da luta, daqueles tempos que a gente tava vivendo. E o centro acadêmico então eu acho que teve um papel primordial na minha vida de estudante, para que eu fosse direcionando os meus estudos para o coletivo. Então naquela época a gente tinha um espaço de de de campo de estágio na saúde pública que era no centro acadêmico hoje da faculdade de saúde pública. Se eu quisesse outro espaço, eu teria que cavar por mim mesma. Então eu acho que foi uma coisa interessante e a escola validaria, né? Porque como a gente era em 15, na USP naquela época tinha quinze alunas, um campo de estágio, eu fiz um curso de 3 anos ainda, era manhã, tarde e noite éééé full-time, assim, a gente só fazia isso na vida. E o último ano era estágio. E como eu não, não fui sorteada para a vaga do centro acadêmico, então eu fiz um arranjo colaborativo. O Eduardo Jorge, que depois viria a ser Deputado Estadual e Federal, ele era diretor, ele era médico sanitarista e diretor de um centro de saúde em Itaquera. E a Regina Yu era uma estudante que era um ano depois de mim, ela tinha se formado já e ela topou me acompanhar no Centro de Saúde como uma espécie de supervisora. E a gente foi então, eu ia uma vez por semana lá e a gente conseguiu. O Eduardo era muito interessado em trazer coisas novas para o Centro de Saúde, aquela ideia de sanitarista, né? Integrador, da Saúde integral, da humanização. Eeeee então ele permitia que a gente ficasse lá um dia

inteiro e do Centro de Saúde a gente tanto fazia acolhimentos, né? Naquela época se chamava de triagem, né? mas na verdade a gente ouvia mais os problemas, porque como não tinha Fono naquele lugar a gente na verdade fez uma, um conhecimento do território, né? E da demanda que chegava ao posto de saúde e também a gente ia para as creches. Um pouco, aaannn, a gente discutia isso no centro acadêmico, né? Acho que desde desde o início da minha vida como eu falei, ele me mobilizou para isso. Então uma pesquisa que eu fiz logo de início no centro acadêmico, todo mundo junto, foi ir para essa região de Itaquera. A gente batia de porta em porta, via as condições de vida, então outra pesquisa que a gente fez também foi acompanhar gestantes no, no, no período já do parto, né? Junto com uma ginecologista lá de São Paulo. E essas duas participações em pesquisas me deram bastante, acho que tranquilidade, pra encarar um espaço, um território periférico, que era bastante periférico Itaquera, cê imagina não tinha, não tinha, né? metrô, naquela época mal tinha linha de ônibus. Em setenta, isso já era 79, último ano que eu fiz estágio, né? De faculdade. Então a gente começou a partir desses atendimentos entender um pouquinho mais do que que seria um trabalho coletivo, daí ia para as creches, explicava um pouco, que tinha aquela história de tudo ser problema da criança, então a gente explicava um pouco o que causava esses esses atrasos na fala essas trocas de sons ou mesmo outras patologias mais duras, digamos, que a população ali não tinha grande entendimento, né? Então acho que a gente cumpriu um papel importante de tá levando a fonoaudiologia nesse primeiro momento e a Regina me ajudava como supervisora porque ela já era formada e o Eduardo e arrumando insumos. Até um audiômetro ele achou e conseguiu para a gente fazer audiometria lá. Foi, foi um ano muito interessante que a gente passou em Itaquera.

A partir daí, aaannhhh, eu tive assim, isso foi 79 e eu fui, meu primeiro emprego, assim que eu que eu me formei em janeiro de 80 eu consegui um emprego numa instituição filantrópica pra trabalhar como fonoaudióloga. Também seria a primeira vez que teria uma fonoaudióloga naquela instituição e já tinha uma fisio trabalhando, uma fono [movimento negação com a cabeça], uma psico trabalhando e uma TO e eu seria a fono. Então a gente, ali foi o primeiro momento que eu entendi o que era um trabalho multidisciplinar. Era com crianças que tinham paralisia cerebral e paralisia infantil. E também, né? O início da década de 80 marcou os grandes movimentos sociais: movimento de luta pela saúde E o movimento dos deficientes. E eu caí exatamente naquele momento, naquela instituição, e a gente teve um papel muito legal de levar os meninos pra rua, pras grandes mobilizações que a gente tinha de deficientes naquela época. Levava eles pra casa, porque eles não tinham uma casa, eles não sabiam que era uma casa, então a gente festejava o aniversário deles na nossa República, né? Era muito interessante porque a gente tirava eles da instituição, que era uma outra coisa que muito tempo depois isso foi sendo conquistado, né? Então, eu tenho uma clareza que eu participei de coisas muito inovadoras, que me acho que marcaram muito minha trajetória, né? Para eu me transformar no que eu sou hoje. Éééé, e essa, nessa instituição eu fiquei 80, 81 e 82. E eu tive a oportunidade de trabalhar então com uma parte de neuro, né? Que era uma era uma coisa que eu não tinha sonhado para minha vida, né? Foi o emprego possível que apareceu. Na época tinha muuuuito emprego pra fono. Apesar da gente ser bastante desconhecida, eu acho que tava pipocando muita coisa, mas PRINCIPALMENTE com patologias, não se falava muito de promoção, não se falava de prevenção, e a fono não tinha outros espaços que não esses. Então o que me ajudou muito foi aprender o método Bobath que a fisioterapia, a fisioterapeuta de lá praticava, ela tinha aprendido. E, esta, esta coisa da instituição que era um modelo italiano que vinha para o Brasil naquela época, dos Padres aaaahhhnnn lá de Cotia, e que era essa instituição aberta que você podia tirar as pessoas, elas podiam receber pessoas, você podia passear com elas, você podia fazer terapias diferenciadas do que a gente aprendeu e PRINCIPALMENTE podia fazer uma coisa integrada. Então a gente tinha um salão grande e a gente podia participar do trabalho da Fisio, a Fisio podia participar do trabalho da fono e a gente integrava um pouco mais isso. Eu acho que esse foi um grande aprendizado. Eu saí de lá porque eu já havia casado em 81 e em 82 eu tive meu primeiro filho, e eu queria estar próximo do meu filho, né? E aí eu e mais umas amigas nós resolvemos montar uma escola [risada] um berçário. Na época o berçário era uma coisa ainda muito inovadora e a gente fazia a propaganda de que a gente não queria alfabetizar criança, a gente iria trabalhar então de bebê até os 5 anos, 6 anos, mas a gente não trabalharia com alfabetização. Claro que isso não trouxe muitas crianças para o nosso, para a nossa escola, né? A onda naquele momento era alfabetização, né? Você tinha toda uma, éeéé, testes para ver se a criança estava pronta para ser alfabetizada ou não, e as escolas viviam disso, né? Viviam dessa coisa e a gente queria uma coisa totalmente diferente. A gente foi conhecer o trabalho da escola da vila, a gente tinha lido muito Paulo Freire, tinha lido muito Montessori, tinha lido muito muita muita coisa alternativa. Summer Hill a gente leu, né? E a partir daí, a gente ficou então montou um berçário. O que chamou mais a atenção foi o berçário, que era uma coisa que não existia também em Itaquera, a gente fez isso em Itaquera, bairro periférico, então as pessoas não tinham costume de por criança em escola. Quem

acabava indo pra escola era o pessoal da saúde, os amigos da gente, e o pessoal de banco, bancário, pessoas que estavam indo trabalhar lá, que era um bairro que tava começando a crescer, né? Tanto no comércio, como nos serviços, e era esse pessoal que acabou entrando na escolinha.

Então essa experiência para mim também de 82, 83 e 84, até é, 84, também 3 anos, foi FUNDAMENTAL pra entender uma coisa que eu tô fazendo hoje da primeiríssima infância, né? É, a gente lia muito, a gente fazia uma escola bastante diferente, a gente deixava experimentar muito. Tinha uma TO, uma enfermeira, eu de fono e uma fisio. Também mais uma vez um trabalho em equipe multidisciplinar que agregava os saberes de todas as áreas aí. E a gente tinha essa perspectiva de não, não separar a faixa etária, a gente juntava as crianças, e trabalhava bastante assim, as salas eram, era um espaço que a gente rodiziava as crianças por sala. Então cada sala tinha uma proposta, né? Tinha muita coisa livre também, tinha tartaruga no quintal, a gente plantava, eu já tinha umas coisas bastante diferentes, né? [risada] Eu acho que tudo isso agrega muito, né? Questão da linguagem eu acho que, a gente recebia também algumas crianças que tinham atraso de linguagem, porque os pais ficavam preocupados e sabiam que lá tinha uma equipe. Então isso eu acho que a gente pôde também ajudar bastante.

Eu, nós abandonamos a escola porque todo mundo foi entrando no serviço público, que era o GRANDE desejo da minha vida, né? Desde que a gente estava na faculdade a gente batalhava por abrir vagas no serviço público, né? E sempre que a gente pôde, a gente foi então perseguindo esta, esta meta. Sempre no coletivo, porque ao mesmo tempo, desde que eu me formei eu, bem antes de me formar na verdade, eu acho que um ano antes de me formar, eu participei da Associação Brasileira de Fonoaudiologia. Que não é essa associação de hoje, claro, né? Ela era uma, a gente não tinha sindicato, a gente tinha conselho, a gente não tinha nada. A gente tinha esse grupo que era a associação, a Regina também estava, tinham outras pessoas que estão até hoje, né? Batalhando aí nesse, nesse nível aí da Fonoaudiologia. E desde essa época então, também neste campo, a gente batalhava abertura de vagas e discutia esta, esta necessidade de ampliar os campos de atuação da fonoaudiologia.

Então em 84 surgiu uma grande oportunidade, que foi o trabalho na saúde mental. O governo Franco Montoro iniciava naquele momento com uma proposta, naquela época como eu falei dos grandes movimentos sociais, o Brasil tava tendo influência também da Itália na questão do fim dos manicômios, na reforma psiquiátrica. E o governo Franco Montoro assume com uma, uma proposta de acabar com os manicômios, né? Principalmente lá em São Paulo tinha um grande manicômio e eles aaahhhnn, a proposta era tirar as pessoas de lá, fazer a volta pra casa, reencontrar a família e quando não tivesse, fazer serviços alternativos. Então um serviço alternativo que foi proposto foram os ambulatórios de saúde mental e eu já estava na região de Itaquera, fiz uma escolha pra região de São Mateus. Então lá também mais uma vez o trabalho em equipe: TO, fisio, fono. Fisio não, era TO, fono, psicólogos, farmacêuticos e médico psiquiatra. A gente montou o ambulatório e esse foi o período que eu acho que eu mais pude, né? também foi de 84, 85, 86, 87, 88? [lembrando] Não. Então eu entrei em 85, 86 e 87, foram mais 3 anos. Também com uma proposta MUITO libertadora, a gente teve durante esses 3 anos cursos gratuitos pagos pelo Estado, pra gente aprender o que que era psiquiatria, o que que era a saúde mental, o que que era um trabalho coletivo em Saúde Mental, e um trabalho de ambulatório diferente do que era no hospital, né? Onde você interna a pessoa e você segrega a pessoa. A ideia era que ela pudesse vir uma vez ou mais por semana dependendo da crise que ela tivesse, né? E poder fazer atividades dentro do ambulatório. Esse ambulatório ele foi uma transição para o que depois seriam os CAPS, os Centros de Atenção Psicossocial. Naquele momento a gente ainda funcionava muito ambulatorialmente mesmo, era uma coisa ainda que a gente não sabia fazer essa coisa do CAPS, que depois muito mais tarde eu fui ser gestora de um CAPS, né? E a gente trabalhava bastante com o território, muito mais com o paciente fora. Neste momento, os ambulatórios eles tinham a função de não permitir que as pessoas fossem internadas novamente. Então as pessoas que tinham crise, né? E aí você vai perguntar: o que que uma fonoaudióloga faz no meio de uma crise no adulto? E na verdade a gente foi aprendendo o que fazer, né? A gente não sabia. E no primeiro momento, a fonoaudiologia, ela, ela foi mais um chamariz para as escolas encaminharem crianças com problema de leitura e escrita, né? Mas aí a gente começou a perceber que eram muitas crianças e a gente começou a se voltar então para escola. Entender e que a escola entendesse que se ela tinha que mandar 10 alunos dentro da sala de aula para fonoaudióloga alguma coisa tava errada ali dentro da escola, né? Então eu acredito que a gente teve um papel muito importante pra prevenir problema de saúde mental. Porque hoje se você pega a história de quem vai para droga ou de mesmo quem vai para o Manicômio você vai ver que é exclusão da escola é um dos fatores que ajuda a marcar essa trajetória de exclusão das pessoas, né? E que uns vão pra droga e outros ficam mesmo confinados, né? sem poder trabalhar, sem ser estimulado a trabalhar, sem ser estimulado a conviver em uma sociedade, porque num determinado

momento eles foram excluídos dele, né? Os manicômios eles são exatamente espaços de exclusão, né? De, enfim, de você não, não poder contar com pessoas, com uma diversidade grande de pessoas dentro da sociedade que tem lugar, hoje a gente sabe que tem, né? Então, é, a fonoaudiologia dentro do ambulatório trabalhava sim com adulto, a gente tinha um trabalho Integrado de contenção de quem chegava em crise, então a fonoaudióloga entrava tanto como qualquer outra profissão nesta, nesta mini equipe a gente fazia acolhimento coletivo que também era uma coisa diferenciada naquela época. Então a criança que vinha com problema direcionado pra Fonoaudiologia sempre passava no acolhimento coletivo com a fono e com a TO, com a fono e com a psico. E a família foi uma das coisas também que no meu primeiro emprego eu não tinha oportunidade de falar com as famílias porque as crianças tinham sido deixadas naquela instituição, então a questão da família, né? Que eu acho que foi um marco importante pra mim, pra minha compreensão e pra minha prática futura. Entender a possibilidade que a família teria neste, na atuação em Saúde Mental. Como eu falei foi o embrião do que depois a gente se, transformou em, nos CAPS, né? Por que? Não foi também a toa. Nesse momento de grande efervescência do movimento de saúde mental, ele contou com usuários de saúde mental e com a família e com profissionais da Saúde Mental, né? Então era, era um tripé o movimento de saúde mental. E então incluir a família era uma coisa meio que natural pra gente, né? Porque também a família vinha e “ó, tome que o paciente é seu”, né? E a gente então fazia toda a, o papel de trabalhar junto com eles, tanto dos direitos, a gente tinha uma assistente social. Foi a primeira vez que eu trabalhei com uma assistente social nessa época e que eu comecei a entender um pouco dos Direitos Humanos, né? E que ainda naquela época tava bem devagar, nós estávamos no ano de 84, a Constituição ainda não, não tinha existido, mas tava uma efervescência muito grande para o que depois viria a ser a Constituição de 88, né? Eeee trabalhar com famílias então possibilitou essa, essa compreensão que dentro da família você pode piorar as condições ou favorecer as condições da pessoa, né? Seja qualquer tipo de problema que ela tenha, né? Ou mesmo que teoricamente ela não tem problema nenhum, né? A família é um celeiro muito importante disso e entender a história da família, entender, respeitar, né? Ter ética no trabalho com a família que, isso era uma coisa que a gente via que tinha muito pouco, muito pouco apreço pela família, né? Você vai em um posto de saúde as pessoas NEM OLHAM para mãe, tá lá preocupado em dar a vacina na criança ou dá algum tipo de medicamento ou pesar e medir e a mãe. Ou mesmo uma gestação, né? A pessoa sequer pergunta pra mãe, qual que é, pra gestante, qual que é a sensação que ela tá tendo. A grávida vai ver o tamanho do

Dans le document Peut-on sauver l Europe? (Page 177-183)