Faculté de Droit-Économie-Gestion
1. Axes stratégiques et projets structurants
A pesquisa desenvolveu-se durante o ano de 2016. De um total de 120 instituições próprias e 22 conveniadas, a pesquisa optou pelo recorte de cinco dessas unidades de Educação Infantil, com base nos seguintes critérios:
1. Seleção dos CMEI - um CMEI por Coordenação Regional de Educação (CRE5), totalizando cinco unidades definidas a partir do critério de temporalidade, ou seja, a unidade mais antiga de cada CRE. Essa escolha se justifica pelo fato de que, a priori, o tempo e o acúmulo de experiência desta instituição poderiam propor condições para um trabalho mais efetivo na Educação Infantil.
2. Seleção de um agrupamento com crianças de 4 a 5 anos em um dos turnos oferecidos pela instituição. A escolha do agrupamento também levou em
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A SME de Goiânia organiza suas instituições educacionais por CRE, que se ocupam do acompanhamento e da assessoria pedagógica destas instituições.
consideração o perfil do professor participante da pesquisa. Optou-se por escolher aquele agrupamento na instituição de Educação Infantil a partir do vínculo profissional do professor. Isso significa que foi escolhido o agrupamento que teve um professor efetivo na Rede Municipal de Ensino de Goiânia, seguido pelo critério de maior tempo de serviço na Rede Municipal de Ensino de Goiânia. Portanto, professor efetivo e tempo de casa foram dois critérios considerados na escolha do agrupamento, na tentativa de se apreender uma mostra que, a princípio, pudesse revelar elementos como a experiência docente e sua apropriação da Política de Educação Infantil da SME.
Uma vez selecionadas as instituições, uma em cada CRE, fez-se o primeiro contato com as instituições. A pesquisa foi realizada no agrupamento de 5 anos de idade. No primeiro momento, apresentou-se o projeto de pesquisa à SME de Goiânia para avaliação e autorização para visita às instituições. Posteriormente à liberação da diretoria de educação da SME, realizaram-se as visitas nas respectivas instituições que atendiam aos critérios estabelecidos no projeto.
As primeiras visitas direcionaram-se para a apresentação do projeto às diretoras e coordenadoras, com o intuito de garantir a interação e participação desses sujeitos com o objeto de estudo proposto, ou seja, o estudo sobre as rotinas do banho e do sono como atividades na construção da identidade corporal das crianças na Educação Infantil. Durante a apresentação do projeto, perceberam-se, em todas as cinco instituições, o “espanto” e a curiosidade sobre o objeto, mas também certa “timidez” em falar sobre o assunto. Durante a conversa, notou-se uma resistência por parte de uma das cinco instituições em receber a pesquisa, mas ao longo da apresentação dos objetivos e da metodologia, a instituição se sentiu contemplada na proposta. De modo geral, a aceitação do projeto foi tranquila, mesmo que o foco da pesquisa fossem os momentos do banho e do sono, considerados como “transtornos” pelas instituições.
O acompanhamento do cotidiano do agrupamento no momento do sono e do banho se deu durante uma semana em cada CMEI. Estes momentos foram observados, respeitando-se a individualidade e a privacidade das crianças. Para tanto, foi necessário o aceite do Termo Livre e Esclarecido pela Direção, pelos professores, pais e crianças envolvidas na pesquisa.
Antes de discorrer sobre a pesquisa realizada no lócus das instituições, faz-se necessário apresentar a proposta da pesquisa, sendo que esta abriu caminho para a realização de toda a escrita neste trabalho.
O primeiro destaque a ser considerado refere-se à opção pela pesquisa qualitativa, como possibilidade de apreender a identidade corporal das crianças na Educação Infantil, objeto de estudo em contextos do banho e do sono como atividades educativas. Como se trata de pesquisar um tema que aborda o trato com o sujeito criança, bem como a construção da sua identidade corporal, a pesquisa encaminhou o projeto de pesquisa ao Comitê de Ética da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC GO), para se obter a aprovação e o consentimento para realizar do estudo. Este procedimento foi necessário para resguardar os princípios e critérios da Resolução nº 510 de 07 de abril de 2016, e só após à aprovação do Comitê de Ética foi possível iniciar a coleta de dados.
Por se tratar de uma abordagem de pesquisa qualitativa, Frigotto (1989) salienta que é necessário irmos além da aparência dos fenômenos, do movimento visível, da representação enquanto fenômeno meramente subjetivo. Com base nesses pressupostos, esta investigação envolve etapas inter-relacionadas. Entende- se que o objeto da pesquisa é algo extremamente político, sendo necessário o uso de diferentes estratégias e técnicas para a sua apreensão, articulando-se as informações de natureza quantitativa e a análise qualitativa. Segundo Lüdke e André (1986), as características básicas da pesquisa qualitativa são: ambiente natural como fonte direta de dados; predominância dos dados descritivos; preocupação com os processos constitutivos dos fenômenos educativos e tendência de que a análise dos dados siga um processo indutivo, isto é, que se chegue pelo raciocínio às leis gerais a partir de fatos particulares, criando-se generalização.
Para Minayo (2003, p. 21), a perspectiva qualitativa da pesquisa permite um “universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis”.
Nesse aspecto, entende-se que as relações humanas se dão a partir da história, sendo esta dinâmica e dialética construídas, ao mesmo tempo, nas relações de tensões e de rupturas, ou seja, a partir de sua historicidade. Assim, concebe-se que a metodologia de pesquisa qualitativa contribui para a análise do objeto e o alcance dos objetivos traçados para este estudo.
Destacam-se, a seguir, os procedimentos e instrumentos para a coleta de dados:
a) Processos de observação: buscou-se compreender as relações estabelecidas entre os aspectos observados e a ação das crianças e adultos durante a realização das atividades: interação criança-criança, criança-professora, criança- outros adultos, criança-atividade. Para tanto, as observações se deram durante o banho e o sono;
b) Uso de entrevista: esse instrumento é justificado pelo fato de que a entrevista se constitui como um fértil instrumento de interação social e de diálogo entre pesquisadores e pesquisados, necessário quando se quer recolher informações sobre dado tema. Neste sentido, ouviram-se as professoras dos agrupamentos pesquisados.
2.2 Os Profissionais como Sujeitos da Pesquisa: a professora regente e a