3 R ÉSULTATS DE LA RECHERCHE _____________________________________22
3.5 Obstacles de l'internat
3.5.2 Avis des éducateurs
Apesar da termografia nos dentes ser uma técnica simples de ser utilizada apresenta algumas limitações e considerações como a quantidade salivar produzida; correntes de ar quentes provenientes do interior do organismo; a posição e inclinação dos dentes; o número de dentes sãos presentes na cavidade oral, e não abranger os dentes posteriores.
Para testar a influência da saliva na termografia dos dentes, pediu-se a uma paciente para humidificar as faces vestibulares com a língua, e registou-se uma temperatura semelhante à temperatura interna do corpo (Fig.14). O ideal para se conseguir controlar a saliva é a utilização de isolamento absoluto e assim, também é possível remover as correntes de ar. Ou então, utilizar afastadores bucais, e secar as superfícies com jato de ar abundante, com o auxílio da aspiração da saliva (Fig. 13).
No grupo controle verificou-se a presença de dentes apinhados, que numa perspetiva tendiam a expor temperaturas muito diferentes, mas com uma diferente inclinação de acordo com a face já foi possível verificar temperaturas semelhantes, nos dentes 11 e 21 (Fig.15 e 16). O que se pode salientar a importância do manuseamento correto da máquina tendo em conta a inclinação dos dentes.
Figura 14 - Influência da saliva na superfície dos dentes;
Figura 13 - Remoção e controlo da saliva, com afastadores bucais e jato de ar abundante;
20 Para diminuir a limitação da ausência de dentes correspondentes, avaliou-se o grau de assimetria no grupo controlo para verificar se seria possível comparar a temperatura do dente 12 com o dente 11 (grupo controlo com dentes não correspondentes), em vez de comparar com o correspondente 22. Com uma p < α (0,05%), não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre o grau de assimetria entre dentes correspondentes (11 e 21), com o grau de assimetria de dentes não correspondentes (12 e 11), e poderá ser exequível a sua comparação em pacientes com ausência de dentes.
E para além deste resultado, verificou-se que, com uma p < α (0,05%), o grau de assimetria de dentes não correspondentes vitais, apresenta diferenças estatisticamente significativas comparado com o grau de assimetria entre o dente vital e o não vital no mesmo paciente.
A realização da termografia nos dentes posteriores, devido à impossibilidade anatómica de a realizar na face vestibular, poderá ser idealizada na face oclusal ou palatina, contralateralmente, mas devido à dificuldade no controlo salivar, nestes casos dever-se-á utilizar isolamento absoluto. No entanto, deve-se tentar executar mais estudos nesta área com o objetivo de verificar esta possibilidade.
Figura 15 - Captação errada da termografia devido à diferente angulação dos dentes 11 e 21;
Figura 16 - Captação correta da termografia de dentes com diferentes angulações;
21 Com este trabalho pode-se concluir que a termografia poderá ser útil na associação da temperatura da coroa clínica com as alterações sofridas a nível pulpar, nomeadamente na remoção da mesma e realização do TER.
A termografia médica poderá também, ser útil na monitorização de dentes com pulpites, que apesar de alteração da cor clínica do dente, e/ou na falta de sensibilidade para responder aos testes de vitalidade pulpares, poder auxiliar na verificação de uma temperatura semelhante ao normal dos outros dentes vitais íntegros.
Conclui-se também, como possível método de diagnóstico do estado pulpar de um dente anterior, ser possível na obtenção do grau de assimetria, a comparação com um dente não correspondente em caso de perda de dentes.
Tendo em conta as limitações do número da amostra no grupo de dentes necrosados, sugere-se a realização de outros estudos de investigação, comparando dentes com pulpites reversíveis, irreversíveis e necrosados, para tentar encontrar um valor limite entre o que se poderá considerar vital e o necrosado.
Por último, a termografia em medicina dentária tem sido um grande auxílio como meio complementar na área dos distúrbios temporomandibulares, mas esta investigação veio demonstrar que a sua utilidade poderá ser mais abrangente tendo demonstrado indicações relevantes na área da medicina dentária conservadora.
23 1. Leonardo MR. Endodontia: tratamento de canais radiculares, princípios técnicos e biológicos: Artes Médicas; 2005.
2. Gutmann JL, Lovdahl PE. Problem Solving in Endodontics - E-Book: Prevention, Identification and Management: Elsevier Health Sciences; 2010.
3. Lopes HP, Siqueira JF. Endodontia: Biologia e Técnica: Elsevier Editora Ltda.; 2015. 4. Torabinejad MW, Richard et Fouad, Ashraf. ENDODONTICS: PRINCIPLES AND PRACTICE. fifth edition ed: elsevier saunders; 2015.
5. Gopikrishna V, Pradeep, G., & Venkateshbabu, N. Assessment of pulp vitality. International Journal of Paediatric Dentistry. 2009;19(1):3-15.
6. Mejàre IA AS, Davidson T, Frisk F, Hakeberg M, Kvist T, Norlund A, Petersson A, Portenier I, Sandberg H, Tranaeus S, Bergenholtz G. Diagnosis of the condition of the dental pulp: a systematic review. International Endodontic Journal. 2012;45(7):597-613.
7. Misako Nakashima KI, Masahiko Sugiyama,. Human dental pulp stem cells with highly angiogenic and neurogenic potential for possible use in pulp regeneration,
Cytokine & Growth Factor Reviews,. ELSEVIER. 2009;20(5-6):435-40.
8. Gopi Krishna V, Kandaswamy D, Gupta T. Assessment of the efficacy of an indigeniously developed pulse oximeter dental sensor holder for pulp vitality testing. Indian journal of dental research : official publication of Indian Society for Dental Research. 2006;17(3):111-3.
9. Domenico Ricucci SL, José F. Siqueira,. Correlation between Clinical and Histologic Pulp Diagnoses,. Journal of Endodontics,. 2014,;40(12):1932-9.
10. Sakko M, Tjäderhane L, Rautemaa-Richardson R. Microbiology of Root Canal Infections. primary dental journal 2016;5(2):84-9.
11. Sakko M TL, Rautemaa-Richardson R. Microbiology of Root Canal Infections. Primary Dental Journal. 2016;5(2):84-9.
12. Ammer EReK. Infrared thermal imaging in medicine. PHYSIOLOGICAL MEASUREMENT. 2012;33(3):R33-46.
13. Usamentiaga R, Venegas P, Guerediaga J, Vega L, Molleda J, Bulnes F. Infrared Thermography for Temperature Measurement and Non-Destructive Testing. Sensors. 2014;14(7):12305.
14. al. F-Ce. Classification of factors influencing the use of infrared thermography in humans: A review. Infrared Physics & Technology. 2015;71:28-55.
15. Mendes GJ ABC, Pinhão Ferreira A, Ramalhão C, Vardasca R, Pais Clemente M. TERMOGRAFIA - Imagem Médica e Síndromes Dolorosas, : LIDEL; 2016.
16. Canavan D, Gratt BM. Electronic thermography for the assessment of mild and moderate temporomandibular joint dysfunction. Oral surgery, oral medicine, oral pathology, oral radiology, and endodontics. 1995;79(6):778-86.
17. Kells BE, Kennedy JG, Biagioni PA, Lamey PJ. Computerized infrared thermographic imaging and pulpal blood flow: Part 1. A protocol for thermal imaging of human teeth. Int Endod J. 2000;33(5):442-7.
18. Kells BE, Kennedy JG, Biagioni PA, Lamey PJ. Computerized infrared thermographic imaging and pulpal blood flow: Part 2. Rewarming of healthy human teeth following a controlled cold stimulus. Int Endod J. 2000;33(5):448-62.
19. B.B. Lahiri SB, T. Jayakumar, John Philip,. Medical applications of infrared thermography: A review,. Infrared Physics & Technology. 2012;55(4):221-35.
24 20. Baldini A, Nota A, Cioffi C, Ballanti F, Cozza P. Infrared thermographic analysis of craniofacial muscles in military pilots affected by bruxism. Aerospace medicine and human performance. 2015;86(4):374-8.
21. Ismael Fernández-Cuevas JCBM, Javier Arnáiz Lastras, Pedro María Gómez Carmona, Sergio Piñonosa Cano, Miguel Ángel García-Concepción, Manuel Sillero-Quintana,. Classification of factors influencing the use of infrared thermography in humans: A review,. Infrared Physics & Technology. 2015;71:28-55.
22. Angelieri F, de Oliveira, G.R., Sannomiya, E.K. et al. DNA damage and cellular death in oral mucosa cells of children who have undergone panoramic dental radiography. Pediatric Radiology. 2007;37(6):561.
23. Lin M, Liu QD, Xu F, Bai BF, Lu TJ. In vitro investigation of heat transfer in human tooth: SPIE; 2010.
24. Marôco J. Análise Estatística com o SPSS Statistics.: 7ª edição: ReportNumber, Lda; 2018. 25. de Deus QD. Endodontia: MEDSI; 1992.
26. Stuart C. White D, Michael J. Pharoah D. Oral Radiology: Principles and Interpretation: Elsevier Health Sciences; 2013.
27. Donya M, Radford M, ElGuindy A, Firmin D, Yacoub MH. Radiation in medicine: Origins, risks and aspirations. Global Cardiology Science and Practice. 2015;2014(4).
28. John Damilakis. Unborn children: Radiation protection in pregnancy. Physica Medica. 2016;32:182.
29. Vock P. Clinical perspective on diagnostic X-ray examinations of pregnant patients – What to take into account,. Physica Medica. 2017;43:165-71.
30. Bakland LK, Andreasen JO. Dental traumatology: essential diagnosis and treatment planning. Endodontic Topics. 2004;7(1):14-34.
31. DiAngelis AJ, Andreasen JO, Ebeleseder KA, Kenny DJ, Trope M, Sigurdsson A, et al. International Association of Dental Traumatology guidelines for the management of traumatic dental injuries: 1. Fractures and luxations of permanent teeth. Dental Traumatology. 2012;28(1):2-12.
I
II
O ESTUDO DE DENTES ANTERIORES VITAIS E NÃO VITAIS COM RECURSO À TERMOGRAFIA