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Quel avenir pour l’Europe?

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Letramento é palavra recém-chegada ao vocabulário da educação e das ciências linguísticas. É na segunda metade dos anos 80 que ela surge no discurso dos especialistas dessas áreas. (SOARES, 1999). O termo letramento é a versão em português da palavra literacy que corresponde ao estado ou condição daquele que aprendeu a ler e escrever. Já em 2001 a palavra letramento foi dicionarizada pelo Houaiss que atribui o significado de conjunto de práticas que denotam a capacidade e o uso de diferentes materiais escritos (SOARES, 2003).

Nesse sentido, as pesquisas a respeito do letramento vêm sendo cada vez mais frequentes no meio acadêmico para compreender a relação entre os diferentes usos sociais da leitura e da escrita e as práticas de ensino de língua desenvolvidas na escola, incluindo a alfabetização. Contudo, não é suficiente a escola oferecer apenas

o desenvolvimento de capacidades de codificação e decodificação da linguagem escrita. É importante, além disto, desenvolver a leitura e o letramento para as demandas das exigências sociais. Kleiman (2003) em suas conjecturas para a Educação de Jovens e Adultos, “o letramento é, hoje uma das condições necessárias para a realização do cidadão: ele o insere num circuito extremamente rico de informações sem as quais ele, (...) nem poderia exercer livre e conscientemente sua vontade”.

Sendo assim, consideramos importante que o profissional que atua na Educação de Jovens e Adultos, tenha conhecimento da vasta variedade de práticas da linguagem, tanto as já convencionais, como as novas formas de expressão presentes no cotidiano, para ampliar, na sua convivência com os educandos, um trabalho voltado às necessidades dos sujeitos, destacando, tudo o que vai ser trabalhado, assim ele logo descobrira quais tem afinidade maior, de modo a ampliar a capacidade comunicativa do aluno e seu papel social.

Nesse embate de construção de novos sentidos e significados, a linguagem tem lugar essencial, pois os sujeitos que vivem em constantes interação, já não conseguem desvincular-se do uso da leitura e da escrita em suas vivências sociais e de alguma forma faz-se necessário que a escola colabore para o uso social da leitura e da escrita.

Nessa perspectiva, os alunos da EJA fazem parte de um público que, mesmo afastado das instituições escolares no período regular e às vezes por um longo tempo, convivem em uma sociedade letrada e criam estratégias para sua sobrevivência nessa sociedade. (MOLLICA; LEAL, 2007, p 2). Mesmo que muitos desses alunos ainda não sejam alfabetizados, os mesmos fazem o uso social da leitura da sua vida social e pessoal.

6 METODOLOGIA

A pesquisa se caracterizou como uma pesquisa de campo de tipo qualitativa/ quantitativa com aplicação de questionário para os sujeitos pesquisados. Concordando com Lakatos e Marconi (2003), ao dizer pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou ainda, descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles.

Assim, o presente trabalho iniciou-se com um levantamento bibliográfico com vistas à construção de um referencial teórico apto a contribuir para o trabalho de Campo. A escolha da abordagem quantitativa/ qualitativa, justifica-se por entender que existe alguns fatores que podem ou não ser mensurados.

Nessa perspectiva os pesquisadores que adotam a abordagem qualitativa se opõem ao pressuposto que defende um modelo único de pesquisa para todas as ciências, já que as ciências sociais têm sua especificidade, o que pressupõe uma metodologia própria. Assim, os pesquisadores qualitativos recusam o modelo positivista aplicado ao estudo da vida social, uma vez que o pesquisador não pode fazer julgamentos nem permitir que seus preconceitos e crenças contaminem a pesquisa. (GOLDENBERG, 1999).

Nesse sentido a pesquisa caracterizou-se por levantamento teórico, que segundo Marconi e Lakatos (2010), está relacionada e envolve toda literatura publicada que tem relação com o tema abordado.

Para alcance dos objetivos prendidos na pesquisa entendeu-se necessário utilizar o questionário como instrumento principal. No questionário tinham apenas perguntas fechadas (apêndice), as mesmas foram organizadas levando em consideração o grupo pesquisado, como intuito de não ocasionar insegurança, ou indução de respostas.

Os sujeitos da pesquisa foram professores, e alunos de duas unidades escolares da sede de Delmiro Gouveia-AL, atuantes na EJA (primeiro segmento), ao todo três turmas analisadas.

Os questionários possibilitaram verificar como os sujeitos se relacionavam com as práticas de leitura desenvolvidas dentro e fora do ambiente escolar, bem como os sentidos que atribuíam a tais práticas. A pesquisa foi realizada em duas escolas da rede municipal de ensino do município de Delmiro Gouveia, ofertam a EJA no período

noturno, com primeiro e segundo segmento, são mantidas por recursos municipais. Foram aplicados questionários sendo, para alunos, professores. A pesquisa era direcionada a alunos do primeiro segmento, com foco na leitura dos alunos.

Na Escola Municipal Balão Mágico1, foram no total 16 alunos 2 professores da

EJA. Na oportunidade foram aplicados os questionários na referida escola havia apenas uma turma do primeiro segmento ao qual era o foco da minha pesquisa, a turma era multiseriada, alunos do primeiro e segundo período, ou seja, de várias series. No momento da aplicação do questionário para os alunos da escola balão magico, houve a participação direta e ativa dos professores junto aos alunos no momento de responder as questões. Vale ressaltar que foi nesta turma que realizei o estágio supervisionado III, no entanto percebi o grau de dificuldade dos alunos referente a leitura e escrita.

Na Escola Municipal Flor do Deserto2, foram no total 22 alunos 2 professores

da EJA. Na escola são duas turmas do primeiro segmento, uma com 10 alunos outra com 12 alunos. Foi meu primeiro contato com os alunos e professores daquela instituição, no entanto não houve resistência em aceitar a minha pesquisa.

Na primeira turma com 12 alunos, todos responderam o questionário, sempre que tinham dúvida a respeito de alguma questão, levantavam a mão e perguntavam, não senti que tiveram dificuldade para responder o questionário.

Já na segunda turma com 10 alunos, senti, que os alunos tiveram mais dificuldade, a maioria não sabia ler, então auxiliei lendo as questões e acompanhado sempre para tirar dúvidas, sempre deixando eles a vontade para responder de acordo com o entendimento de cada um. Foi mais demorado nessa turma, porem todos conseguiram responder. Vale ressaltar que os alunos de ambas as turmas da escola flor do deserto, tiveram autonomia para responder as questões do questionário sem interferência direta das professoras.

1 Nome fictício adotado para a Escola Municipal devido a aspectos éticos da pesquisa. 2 Nome fictício adotado para a Escola Municipal devido a aspectos éticos da pesquisa.

7 RESULTADOS

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