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Ao compararmos os resultados da atividade enzimática da glutationa peroxidase entre os grupos controlo e experimental, nos tempos T0, T1 e T2 não houve diferenças estatisticamente significativas. Após pesquisa das alterações nos 3 tempos em cada grupo, registaram-se diferenças estatisticamente significativas (p=0,0218 grupo controlo; p=0,0004 grupo experimental), figura 2. No grupo controlo observou-se uma diminuição da atividade enzimática da glutationa peroxidase nos 3 tempos (T0: 1087±244,4; T1: 758,4±186,1; T2: 610,9±400,0), figura 2A. No grupo experimental verificou-se, também, um comportamento semelhante com diminuição da atividade enzimática da glutationa peroxidase (T0: 1377±123,7; T1: 848,8 ±7,6; T2: 719,2± 45,2), figura 2B.

Figura 2 - Atividade da glutationa peroxidase em T0, T1 e T2 no grupo controlo (A) e no grupo experimental (B). Os resultados apresentam-se em U/L e na forma de média±desvio padrão.

* p<0,05: T0 vs T1 vs T2. *** p<0,001: T0 vs T1 vs T2.

Discussão

tanto a nível intra como extracelular (4)excess free radicals may damage cellular lipids, proteins and DNA, inhibiting his normal function and leading to various diseases. In aerobic organisms, the free radicals are constantly being produced during the normal cellular functioning, mainly in the form of Reactive Oxygen Species (ROS. A eficiência do sistema antioxidante está relacionada com a ingestão nutricional e a produção de enzimas antioxidantes endógenas, que podem sofrer modificações pelo exercício/atividade física, nutrição e envelhecimento (14). Nelson e colaboradores, 2007 referem claramente que a participação de idosos em programas de atividade física é uma forma independente de reduzir e/ou prevenir uma série de declínios funcionais associados ao envelhecimento (15).

No nosso estudo a atividade enzimática da glutationa redutase e da glutationa peroxidase, não mostrou diferenças entre os grupos controlo e experimental, nos tempos T0, T1 e T2. Em contrapartida, analisando os grupos isoladamente observaram-se diferenças estatisticamente significativas entre T0, T1 e T2. Observou-se uma diminuição da atividade enzimática de T0 para T1, em ambas as enzimas. Os dois grupos apresentaram diferenças significativas quando analisados separadamente, o que não era de todo expetável no grupo controlo, devendo ser mais uniforme nos seus resultados, uma vez que os idosos não realizaram exercício, como os do grupo experimental. Deste modo, as diferenças registadas não podem ser imputadas ao plano de exercício realizado, parecendo- nos que talvez o volume e intensidade concretizados não tenham sido suficientes para produzir as modificações perspetivadas e ainda, que outros fatores devem estar implicados. Pode ser, por exemplo, que a idade avançada esteja a induzir uma redução da atividade enzimática da glutationa. Segundo o estudo de Matsubara e colaboradores 1992, ao comparar indivíduos de 30 anos com os de 69 anos, ambos saudáveis, encontrou resultados que mostraram níveis inferiores de GSH e uma diminuição da atividade enzimática da glutationa redutase e da peroxidase nos mais velhos relativamente aos mais jovens (16). Desta forma poderá justificar-se a diminuição da atividade enzimática da glutationa redutase e da peroxidase nos idosos que constituem a nossa amostra. Outra hipótese pode estar relacionada com um desvio da eficiência na utilização das vias antioxidantes endógenas com o aumento da via mais favorável em detrimento de outra. Por exemplo, um incremento da via de dismutação da superóxido dismutase e diminuição da via da glutationa. Outro aspeto importante é o sistema de transporte via cisteína/glutamato, realizando a troca de glutamato por cisteína, processo que sob condições fisiológicas providencia uma fonte de cisteína para a produção de glutationa, antioxidante endógeno. Caso se verifique um excesso de glutamato extracelular poderá levar à inibição desse transporte ocorrendo assim, uma diminuição da GSH (17). Por outro lado, a quantidade de medicamentos ingeridos diariamente, também pode interferir com a atividade das enzimas GPx e GR e, no mínimo, os idosos tomavam 4 medicamentos por dia.

Contudo, apesar dos nossos resultados não serem relevantes na relação, prática de exercício e aumento do sistema antioxidante, poderá ainda, ser explicado pela composição da nossa amostra, sendo maioritariamente constituída por mulheres. De acordo com o trabalho de Rebelatto e coautores, 2007 evidenciou-se que a prática regular de exercício de intensidade moderada induzia stress oxidativo em mulheres, o que, por sua vez, originava uma diminuição significativa nos níveis de GSH, após o exercício realizado em mulheres idosas (18). Ainda, segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Desporto e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, o exercício praticado de forma regular melhora a qualidade de vida do idoso e as suas capacidades funcionais, minimizando os efeitos das alterações fisiológicas, melhorando o seu bem-estar geral, a sua saúde física e psicológica, ajudando a preservar a independência, a controlar as doenças e a minimizar as consequências de determinadas incapacidades (19).

Conclusão

A atividade das enzimas glutationa peroxidase e redutase está diminuída após o exercício, o que parece indicar que não foi o plano de exercício aplicado que determinou a alteração destas enzimas. Eventualmente outros fatores, tais como a idade, a nutrição, ou até, um desvio da via antioxidante endógena tenham condicionado esta redução da atividade das enzimas.

A importância do tema implica ser mais estudado de forma a revelar resultados evidentes, dado que o stress oxidativo é uma realidade com grande impacto na nossa saúde, quer benéfico, quer prejudicial e os antioxidantes podem reduzir as consequências negativas provocadas pelo excesso de radicais livres.

Agradecimentos

A equipa de investigação agradece o apoio e financiamento ao Labinsaúde. Projeto co-financiado pelo QREN, no âmbito do Programa Mais Centro, da Comissão de Coordenação da Região Centro e da União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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Superoxide dismutase activity in elderly subjected to exercise