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Au niveau des associations de professionnels

D. Que retenir de ces différentes réponses ?

III. Au niveau des associations de professionnels

Após apresentarmos conceitos sobre o agir comunicativo, seguimos dissertando sobre os fundamentos da nossa pesquisa, nos colocando acerca dos conceitos sobre as capacidades de linguagem, que são de suma importância para a nossa análise.

Bronckart e Dolz (2007) defendem que o termo competência, cunhado por Chomsky (1955), deve ser substituído pelo termo capacidade, pois competência, determina uma natureza inatista, biológica, portanto independente de condições sócio-históricas e contextuais.

Como postula Bronckart (1999) devemos partir do exame das relações que as ações de linguagem mantêm com os parâmetros do contexto social em que se inserem. Assim, verificar as capacidades que as ações colocam em funcionamento, além das condições de construção dessas capacidades. Modificando a concepção de contexto antes vista somente na perspectiva cognitiva. Ao mudar o foco da simples cognição individual para a interação social, o ISD converge para uma visão das condições externas da compreensão textual, desenvolvendo uma nova concepção sobre ação de linguagem.

O mundo discursivo suscita um “mundo virtual coletivo” em que construímos significados no momento de leitura, em conexão com ela. As ações de linguagem do autor, portanto, permitem que os leitores acessem esse conhecimento coletivo, entendendo os efeitos da própria ação, a partir do estudo desses mecanismos. Nesse sentido, a própria leitura é uma ação de linguagem, pois produção, interpretação, compreensão e memorização são “condutas organizadas” dessa ação.

Entendemos que as ações humanas refletem-se no mundo, na construção dos seres, na organização do meio, através da linguagem; é o que vemos nos mundos representados e discursivos, e o que chamamos de ação de linguagem. Para essa ação de linguagem, Dolz, Pasquiér e Bronckart (1993) distinguem “modalidades instrumentais de realização”, ou seja, ferramentas que pormenorizam o estudo da produção e compreensão de textos, da oralidade e da escrita deles. Para facilitar o entendimento desse “caminho”.

No quadro do ISD, considera-se que, em relação à linguagem, aprender a ler e produzir textos demanda a aprendizagem de capacidades de linguagem. Ao ler ou produzir textos, o sujeito mobiliza seus conhecimentos sobre os procedimentos a serem seguidos, que fazem os sujeitos aprenderem operações de linguagem definidas pelas capacidades de linguagem. Segundo Dolz e Schneuwly (1998), existem três níveis de capacidades de linguagem imbricados para a aprendizagem: capacidades de ação, capacidades discursivas e capacidades linguístico-discursivas.

O foco da nossa pesquisa é permitir que os alunos identifiquem e mobilizem duas categorias específicas dentro das capacidades de linguagem, que são as capacidades de ação e as capacidades linguístico-discursivas (especificamente a coesão nominal, embora saibamos que há outras também se associam no processo). Para conduzir os leitores pesquisados a relacionar as capacidades de ação dos textos aos novos sentidos que iremos construir para esses textos, precisamos entender cada um desses níveis.

Sobre as capacidades de ação, segundo Dolz, Pasquiér e Bronckart (1993), o sujeito agente recorre ao mundo virtual coletivo, a fim de transmitir uma mensagem, que aqui

adaptamos, pois entendemos que o mesmo movimento é realizado a fim de compreendê-la. O sujeito recorre ao contexto social, histórico e cultural, a fim de compreender essa mensagem; a estrutura do assunto no texto; analisar os possíveis discursos utilizados; compreender a organização do texto a partir uma “base de orientação”.

As capacidades de ação possibilitam ao sujeito adaptar sua produção de linguagem ao contexto de produção, ou melhor, às representações do ambiente físico, do estatuto social dos participantes e do lugar social onde se passa a interação. Dessa forma, as representações da situação de comunicação têm relação direta com o gênero que se está estudando, já que o texto produzido por um agente deve estar adaptado a um destinatário específico, a um conteúdo específico, a um objetivo específico, coerente com as regras de funcionamento da linguagem socialmente compartilhadas.

No segundo nível, denominado de capacidades discursivas, o agente do texto seleciona o tipo de discurso e recorre à estrutura dele, a fim de utilizar os elementos adequados. As capacidades discursivas possibilitam ao sujeito escolher a infra-estrutura geral de um texto, ou seja, a escolha dos tipos de discurso e de sequências textuais, bem como a escolha e elaboração de conteúdos, que surgem como efeito de um texto já existente e estímulo para outro que será produzido.

No terceiro nível há uma maior complexidade, uma vez que todas essas relações devem estar diretamente ligadas aos mundos representados e discursivos, ou seja, aos “parâmetros sociais”. Os autores descrevem esse nível como sendo o das operações psicolinguísticas e o denominam de capacidades linguístico-discursivas.

As capacidades linguístico-discursivas possibilitam ao sujeito realizar as operações implicadas na produção textual, sendo elas de quatro tipos: 1. As operações de textualização, que incluem a conexão, a coesão nominal e a verbal; 2. Os mecanismos enunciativos de gerenciamento de vozes e modalização; 3. A construção de enunciados, oração e período; 4. E, finalmente, a escolha de itens lexicais.

Mesmo estabelecendo níveis voltados para o contexto de compreensão do texto, não podemos relegar a importância do professor que irá pensar e aplicar as atividades de sala por meio de ferramentas definidas, de forma a conduzir o aluno a perceber esses elementos, mobilizando-os conscientemente e oportunizando uma compreensão mais ampla do texto.

Bronckart afirma que todas as nossas ações se inserem em um sistema de atividades em um contexto sócio-histórico-cultural-econômico e ganham significado por meio das nossas ações de linguagem. Ações que se servem dos gêneros textuais como instrumentos para representar nosso agir em textos.

De acordo com essa visão que aqui apresentamos de capacidades de linguagem, considero-as como um conjunto de operações que permitem a realização de uma determinada ação de linguagem, como instrumento para mobilizar os conhecimentos que temos e operacionalizar a aprendizagem.