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5.4 Complexit´e du tri

5.4.3 Peut-on atteindre la borne ?

Foi solicitado aos participantes da pesquisa que respondessem ao teste tmms-24, indicando suas idades, tempo de experiência profissional e sexo, deixando de identificar os participantes e sem particularizar o teste a cada um deles, além disso, foi solicitado que o teste fosse respondido rapidamente sem a necessidade de grandes reflexões sobre cada item.

Posteriormente os testes foram divididos entre os três grupos descritos anteriormente, de modo que se possa analisar o nível de IE de cada grupo e avaliar se existe crescimento da IE de acordo com a evolução das experiências vividas no ambiente de trabalho. Após a separação dos grupos foi calculada a pontuação de cada participante do teste através do somatório das pontuações de cada um dos 24 itens do teste, calculando

posteriormente a pontuação média do grupo, onde dividimos o somatório da pontuação dos participantes do grupo pela quantidade de participantes dele.

3.4 Resultado

Após o cálculo da pontuação média de cada grupo foram encontrados os resultados conforme a tabela:

GRUPO PONTUAÇÃO MÉDIA

I 76, 9

II 82,8

III 88

Tabela 1 – Pontuação média dos grupos da pesquisa

O grupo I teve uma média de 76, 9 pontos, enquanto o grupo II ficou com uma média de 82,8 e o grupo III ficou com média de 88 pontos na pesquisa realizada, ficando claro o crescimento da pontuação de acordo com o aumento do tempo de experiência profissional.

4 DISCUSSÕES

De acordo com o resultado encontrado é possível interpretar e afirmar que existe uma considerável relação diretamente proporcional entre as experiências vivenciadas no ambiente de trabalho e o nível de Inteligência emocional dos profissionais. Considerando que o grupo um teve uma média de 76,9 pontos, o grupo dois atingiu a média de 82,8 pontos e o grupo três atingiu a média de 88 pontos. É observado um crescimento de 7,67% se comparados os resultados dos grupos um e dois, já se forem comparados os resultados dos grupos dois e três observa-se um crescimento de 6,28% e se comparados os resultados dos grupos três e um observa-se um crescimento de 14,43%.

Torna-se evidente a influência do fator experiência profissional nos níveis de inteligência emocional, atingindo o objetivo principal do estudo.

O gráfico abaixo demonstra visualmente o aumento da IE de acordo com o tempo de experiência profissional com base na pesquisa realizada:

Figura 2 – Gráfico de relação entre a experiência profissional e a IE verificada na pesquisa

4.1 Fragilidades da pesquisa 76,9 82,8 88 70,0 75,0 80,0 85,0 90,0

Tempo de Experiência Profissional

N ív e l d e IE

Tempo de Experiência Profissional x IE

de 0 a 4 anos de 5 a 10 anos mais de 10 anos

Em geral as pessoas tendem a ter mais tempo de experiência profissional quando também estão com mais tempo de vida, ou seja, os indivíduos que tem idade mais avançada tendem a ter mais tempo de experiência profissional, assim como também outros tipos de experiência presentes na vida das pessoas. Ao ser avaliado o fator experiência profissional isoladamente são desconsiderados todos os demais tipos de experiência vivenciados pelos participantes da pesquisa, de modo que esse fato pode se tornar um viés para o resultado encontrado.

Na pesquisa realizada o fator que impacta no crescimento da inteligência emocional entre os três grupos poderia ser facilmente substituído por idade dos participantes e assim o que seria considerado seria a experiências em geral da vida dos participantes. Todavia é possível afirmar que experiência profissional isoladamente faz parte do conjunto de experiências vivenciadas pelas pessoas, podendo ser considerada como fator importante na evolução das habilidades que compõem a IE, sobretudo pela grande quantidade de tempo de vida que as pessoas dedicam ao trabalho em geral, foi visto no segundo capítulo que as pessoas estão se dedicando cada vez mais ao trabalho, seja para buscar melhores condições de vida ou para buscar mais reconhecimento na sociedade, estando o trabalho entre as principais atividades da vida.

Dessa forma, torna-se interessante pensar que o tempo de vida dos participantes também pode ser considerado como principal fator para medir a experiência profissional de cada um.

Outra possível fragilidade que pode ser levantada é o fato de os testes avaliarem os participantes por autoavaliação, de modo que é possível questionar a capacidade de cada participante de realizar tal atividade, onde caso os participantes não respondam os item da pesquisa de acordo com a realidade o resultado seria totalmente tendencioso, comprometendo a credibilidade da pesquisa.

Pensando no aspecto de fiabilidade do questionário TMMS-24 foi realizada pesquisa em torno de estudos que comprovam a credibilidade do teste, além dos testes realizados por Fernández-Berrocal et al. (2004) é possível verificar a eficácia do TMMS-24 no artigo “Validação e fiabilidade da versão portuguesa modificada da Trait Meta-Mood Scale” escrito por Queirós, Fernández-Berrocal, Extremera, Carral e Queirós, P. S. (2005), onde para testar a confiabilidade do teste os autores realizam uma pesquisa com 240 portugueses levando em consideração a saúde mental, satisfação com a vida, estilo de

resposta, depressão e IE percebida dos participantes. No artigo Queirós et al. (2005) determinam que o TMMS-24 é perfeitamente adequado e fiável para a medição da IE inclusive no âmbito laboral, eliminando qualquer dúvida sobre a credibilidade do teste.

Mais um ponto a ser questionado seria a margem de erro encontrada 3.1, que seria de 8,5%, pois ao observar o crescimento de inteligência emocional entre os grupos I e II ou II e III o resultado não seria relevante, mas em contrapartida ao observar o crescimento entre o resultado dos grupos I e III que é de 14,43% encontra-se um valor bem superior a margem de erro, permanecendo satisfatório o resultado da pesquisa.

De forma geral as fragilidades encontradas não inviabilizam a pesquisa, muito menos retiram sua credibilidade, pois as possibilidades de fragilidade apresentadas são facilmente contrapostas.

5 CONCLUSÃO

De acordo com a pesquisa realizada e com o que foi visto na fundamentação teórica fica evidente que as experiências de vida dos indivíduos impactam diretamente no desenvolvimento da inteligência emocional, sobretudo as experiências profissionais, por sua grande representatividade no cotidiano da vida moderna. Foi mostrado que o trabalho ganha cada vez mais importância na vida das pessoas, tornando-se algo primordial, símbolo de bem estar social e status, além disso, as experiências vivenciadas no ambiente de trabalho representam grande parte da vida das pessoas, o bem estar no trabalho torna-se o bem estar na vida como um todo, daí a importância da busca por um ambiente de trabalho que estimule o aumento da inteligência emocional, favorecendo os relacionamentos interpessoais e motivando as pessoas.

Todos os objetivos e o problema expostos no primeiro capítulo foram atingidos e sabendo dos resultados encontrados é possível esperar uma mudança na forma como as organizações recrutam e selecionam novos funcionários, as empresas podem levar em consideração no momento da seleção que os candidatos não necessariamente devem ter Inteligência Emocional elevada para serem bons funcionários, pois de acordo com o tempo trabalhado na empresa os candidatos que forem contratados poderão ter sua inteligência emocional desenvolvida pelo modo como a organização gerencia seus recursos humanos. Sendo assim a inteligência emocional deve ser buscada sim no momento da seleção, mas não será considerada como algo consolidado e sim algo a ser trabalhado.

A fundamentação teórica e a pesquisa realizada com o TMMS-24 atenderam os objetivos do trabalho, além de o resultado final da pesquisa reforçar o que foi visto na teoria, mostrando que as experiências profissionais contribuem exponencialmente para o aumento da inteligência emocional. Foi reforçada ainda a teoria de que o cérebro cria padrões de reação conforme é submetido a novas situações.

O resultado tem grande importância no meio acadêmico e profissional, pois contribui para o entendimento do desenvolvimento da IE nas práticas da administração e na gestão de equipes em geral, o alcance da pesquisa vai para além do ambiente organizacional e pode também ser utilizada para estudos cognitivos e do bem estar das pessoas, dando então uma contribuição social.

Além da administração o resultado contribui também para pesquisas na área da psicologia, pois está totalmente ligado ao estudo comportamental, propondo análises cognitivas e neurológicas.

A pesquisa pode também servir como base para mais estudos relacionados a inteligência emocional. Algumas das possibilidades poderiam ser verificar como cada tipo de estímulo impacta no desenvolvido da IE, como o estresse no trabalho pode impactar na IE, ou ainda como o nível de IE pode influenciar na qualidade do trabalho dos indivíduos. O tema é muito amplo, os estudos sobre o assunto ainda são recentes e por se tratar de entendimento do comportamento humano as possibilidades tornam-se verdadeiramente vastas.

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