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Les atouts de MPLS

Dans le document Rapport de projet de fin d’études (Page 39-42)

Chapitre III : Étude Théorique de la solution MPLS au sein du Backbone de Tunisie Telecom

VI. Les atouts de MPLS

O Diário de Turma utilizado pela turma onde realizei a minha Prática de Ensino Supervisionada no 1º Ciclo do Ensino Básico, era dividido em três colunas intituladas de “Gostei”, “Não gostei” e “Desejos”. As primeiras duas eram destinadas aos registos dos acontecimentos positivos e negativos, respetivamente, que fossem significativos para os alunos e professora. Já a terceira, era reservada à escrita de desejos e propostas dos mesmos. Foi a partir de alguns registos nesta coluna que surgiram percursos de pesquisa. Este instrumento não continha a coluna intitulada de “Fizemos” ou “Realizações”, pois tanto a turma como a professora consideravam não ser necessária, visto que, através da avaliação do Plano Diário e do Plano Semanal, confirmava-se, assinalando-se nos mesmos, as atividades que tinham sido realizadas.

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A afluência para fazer registos no Diário de Turma era grande, posto isto os alunos não escreviam diretamente no mesmo, mas sim em pequenos pedaços de papel de rascunho e posteriormente, colavam-nos nas respetivas colunas do instrumento. Desta forma, permitia-se espaço e tempo suficiente para todos os alunos fazerem os seus registos sem ter de esperar que alguém acabasse de escrever ou que houvesse espaço suficiente.

À segunda feira nos primeiros dez minutos depois da entrada na sala de aula, os alunos responsáveis pela tarefa do Diário de Turma, desenhavam a estrutura do instrumento na folha disponibilizada para a construção do mesmo. Esta era suportada por um cavalete e de modo a reutilizar a mesma folha, após a utilização da mesma durante uma semana, na semana seguinte utilizava-se o lado oposto. Todos os dias, após o intervalo da manhã e do almoço, eram disponibilizados cinco minutos para os alunos escreverem no Diário, no entanto os alunos também o poderiam fazer antes de sair para o intervalo ou durante alguma atividade, caso sentissem necessidade, embora fosse menos frequente.

Ao longo da semana, alguns conflitos ocorridos entre os alunos e registados no Diário de Turma, eram resolvidos entre os mesmos. Portanto os responsáveis pelos registos desses conflitos, escreviam por cima do que registaram a palavra “resolvido”. Desta forma, na leitura do Diário de Turma, os Presidentes passavam à frente esses registos. Aqui se verificava a função catalisadora de emoções a que se refere Niza (2012)

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relativamente a este instrumento, pois os alunos na altura dos conflitos “descarregavam” a suas emoções na escrita no Diário e, passado algum tempo, mais calmos resolviam as divergências com os colegas.

Após duas semanas, o Diário de Turma era dobrado e colocado numa pasta para posteriormente se arquivar no Dossier de Turma, onde nas palavras de Niza (2012) se encontrava “a memória histórica e o registo cultural” (p. 142) da turma. Posto isto, colocava-se uma nova folha no cavalete.

Figura 8- Aluno a desenhar a estrutura do Diário de Turma

Figura 9- Momento em que se tira o Diário da pasta para se arquivar em seguida no Dossier

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Durante a Prática de Ensino Supervisionada, também as alunas estagiárias poderiam escrever no Diário de Turma.

Nesta turma era visível os diversos valores defendidos pelo modelo pedagógico vigente, principalmente aquando a utilização deste instrumento. A livre-expressão era notória, os alunos pronunciavam-se livremente, escreviam o que sentiam. Os debates em Conselho de Cooperação Educativa, após a leitura do Diário de Turma, eram momentos riquíssimos e cada vez mais os alunos utilizavam nas suas intervenções argumentos bem construídos. Na minha humilde opinião, tanto eu como os alunos aprendemos muito nas reflexões que se faziam nos debates. Os alunos desta forma, foram construindo competências sociais, valores, competências éticas e atitudes em cooperação, tal como menciona Niza (2002), o que se revelava de Conselho para Conselho. A postura dos alunos nestes momentos era exemplar, o respeito pela intervenção do outro fazia-se notar. Tal como refere Niza (2012) também eu e as minhas colegas pudemos reparar numa ligeira evolução da escrita dos alunos através dos registos neste instrumento.

3.3.2.2. Regras de vida

No 3ºA, os alunos no início do ano em Conselho decidiram manter as mesmas regras do ano anterior, ficando esta decisão registada em Ata. As mesmas encontravam- se durante o ano fixadas numa das paredes da sala.

No início de cada Plano do Dia, era escrita a frase “Cumprir as tarefas e as regras”. Os alunos, todos os dias, desta forma comprometiam-se a cumpri-las. Na avaliação do Plano do Dia, os alunos avaliavam o que tinham planeado, ou seja, também avaliavam o cumprimento das regras. Concluíam se as tinham cumprido, se não as tinham respeitado ou se tinham cumprido só algumas.

Na minha humilde opinião, ao se relembrar este contrato todos os dias e ao se avaliar o cumprimento do mesmo, o bom comportamento dos alunos era reforçado/alimentado. O facto de as regras terem sido construídas em democracia, a partir dos consensos criados entre os alunos, resultantes da gestão cooperada de conflitos existentes entre os mesmos, fez com que as mesmas lhes fizessem mais sentido, logo que os consciencializasse mais da importância do seu respeito e cumprimento. Posto isto, a utilização que era feita deste instrumento contribuiu para o aumento da justiça e do respeito mútuo existente entre os alunos, valores defendidos no modelo pedagógico do MEM.

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Os alunos surpreendiam-me cada vez mais com os seus argumentos e reflexões críticas nas alturas em que se avaliavam o cumprimento das regras e nas alturas em que se debatiam as ocorrências significativas após a leitura do Diário de Turma, pois como refere Serralha (2007), “é através da discussão crítica – racional dos incidentes vividos no quotidiano escolar, que as crianças vão desenvolvendo um discurso argumentativo” (p. 141).

No total eram oito as regras construídas pela turma, sendo alguns exemplos das mesmas: “deixar a sala arrumada”; “falar baixinho e só quando é muito importante”; “resolver os problemas conversando” e “andar devagar nos corredores”.

3.3.2.3. Mapa de Tarefas

Na sala de aula onde realizei a minha PES, as tarefas eram distribuídas à segunda feira por pares de alunos, em Conselho de Cooperação Educativa e avaliadas no mesmo momento.

O mapa de Tarefas utilizado continha no total cinco colunas, no entanto quatro delas estavam agregadas em duas. Numa estavam dispostas as tarefas a serem cumpridas e noutras duas os nomes dos pares de alunos responsáveis pelas mesmas em determinados dias e a respetiva avaliação. Estas duas últimas eram iguais, na medida em que a mesma folha do mapa de Tarefas pudesse ser utilizada durante duas semanas, ora numa semana numa coluna se registavam os nomes dos alunos responsáveis pelas respetivas tarefas e posterior avaliação, ora na seguinte semana se fizesse o mesmo na outra coluna.

Os Presidentes em Conselho de Cooperação Educativa cediam a palavra a cada um dos responsáveis pelas tarefas para estes darem a conhecer à turma qual a sua autoavaliação. De seguida, era perguntado à turma se concordava com a autoavaliação dos colegas. No final, após eventuais debates, os Presidentes registavam no instrumento, mais precisamente nas colunas destinadas à avaliação, a respetiva avaliação do cumprimento das mesmas. Registava-se um “S”, caso os responsáveis pela tarefa tivessem cumprido a mesma, registava-se um “N”, caso não a tivessem realizado e se não tivesse cumprido na sua totalidade colocavam “+/-”.

Uma das Tarefas destinava-se ao preenchimento deste instrumento, onde o par de alunos responsável escrevia, nos espaços destinados para tal, os nomes dos elementos da turma e as respetivas datas do período em que se tinha de cumprir tais “trabalhos”.

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São outros exemplos de Tarefas: escrever o Plano Diário; verificar se fica tudo arrumado na sala; preencher o Mapa do Tempo; preencher o Mapa das Presenças, entre outros.

A gestão deste instrumento era feita pelos alunos. Penso que deveria ter estado mais atenta ao cumprimento das tarefas, para poder, caso fosse necessário, ajudar na avaliação das mesmas. Os alunos demonstravam autonomia ao cumprirem as tarefas, embora fosse importante para os mesmos a interajuda e cooperação que existia entre os pares, aquando a sua realização. Embora alguns alunos, por vezes não cumprissem as suas tarefas, no momento da avaliação, iam ganhando perceção e tomando consciência da importância que o cumprimento das tarefas tinha para o bom funcionamento da turma, tal como menciona Serralha (2007). Desta forma, iam progressivamente regulando as suas atitudes. Tal como refere Serralha (2007), acredito que com esta dinâmica de organização cooperada dos materiais e do espaço e com a avaliação das responsabilidades de cada um em cooperação, os alunos ao viverem diretamente valores como cooperação e interajuda solidária, fez com que os mesmos fizessem aprendizagens sociais e desenvolvessem a sua responsabilidade.

3.3.2.4. Mapa de Presenças

O Mapa de Presenças utilizado pelo 3ºA era composto, tal como defendem Grave- Resendes & Soares (2002, p. 50), por uma tabela de dupla entrada, onde numa coluna vertical se encontravam os nomes dos alunos da turma e numa coluna horizontal os dias do mês (compreendidos entre 1 a 31). Neste instrumento, os alunos responsáveis pela tarefa das presenças, registavam diariamente, no início de cada dia, as presenças, os atrasos, as faltas dos colegas e, ainda os dias de fim de semana. Cada item era assinalado com uma cor diferente, código combinado entre os alunos.

A professora cooperante, e eu também o fiz numa das minhas responsabilizações, convidava os alunos a organizarem e tratarem a informação que o mapa lhes dava, através da elaboração de gráficos, por exemplo, tal como propõem Grave-Resendes & Soares (2002). Desta forma, além de se trabalhar matemática a partir da realidade da turma, o que motivava os alunos para a aprendizagem, os mesmos consciencializavam-se da sua assiduidade e pontualidade, o que na minha humilde opinião, fomentava o seu sentido de responsabilidade. Embora os alunos normalmente fossem assíduos e no geral fossem pontuais, com a confrontação da informação que o mapa fornecia, caso fosse necessário

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os alunos poderiam regular a sua pontualidade. Acredito que a utilização deste Mapa desde o 1º ano de escolaridade contribuiu para o sentido de responsabilidade dos alunos relativamente à sua pontualidade e assiduidade.

3.3.2.5. Plano Anual

No ano letivo 2015/2016, no qual eu realizei a minha PES no 1º CEB, a professora cooperante não expôs na sala de aula as grelhas do Plano Anual, devido à linguagem demasiado científica e extensão dos programas, sobretudo o de matemática. No entanto, as grelhas de Português e de Estudo do Meio foram apresentadas no início do ano aos alunos, e todas foram enviadas aos encarregados de educação, via email.

Durante o ano letivo, o Plano Anual não foi utilizado para autoavaliações periódicas, mas para monitorizar em coletivo, no quadro interativo, a evolução do desenvolvimento do trabalho. Desta forma, periodicamente, sombreava-se os textos correspondentes a cada conteúdo trabalhado, com uma cor combinada entre todos, de maneira a dar baixa dos mesmos. Apesar disto, de acordo com professora cooperante, o processo revelou-se muito difícil e a concretização não foi a desejada.

A professora cooperante expôs as suas dificuldades ao Núcleo Regional de Vila Real, onde se encontra inserida, e esta questão está prevista para reflexão no ano letivo 2016/2017.

Na minha Prática de Ensino Supervisionada não tive a oportunidade de utilizar este instrumento ou de presenciar a sua utilização, pois a sua monitorização foi realizada em dias onde eu e as minhas colegas de estágio não estávamos presentes na escola. No entanto, na minha humilde opinião, penso que essa monitorização era importante, pois era a partir dela que tanto eu, como as minhas colegas, a professora e os alunos nos guiávamos para planificar o trabalho, ou seja, a professora ao fazer essa monitorização com os alunos punha-nos a par do que já se tinha trabalhado e do que faltava trabalhar, o que nos facilitava na organização e planificação do trabalho. Foi a partir dessa monitorização que surgiram, por exemplo, no final do 2º Período os percursos de pesquisa sobre os sistemas do corpo humano.

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3.3.2.6. Plano Semanal

O Plano Semanal que a turma, onde realizei a minha PES no 1º CEB, elaborava era constituído por uma lista do que se planeava fazer durante uma semana, através de negociação entre a turma e a professora. Era produzido no quadro interativo, em Conselho de Cooperação Educativa, à segunda feira de manhã. Os alunos passavam-no individualmente para os cadernos, assim poderiam consultá-lo sempre que pretendessem. A avaliação deste instrumento ocorria normalmente à sexta feira, no entanto, quando não era possível, realizava-se à segunda feira antes do Conselho de Cooperação Educativa. Era feita diretamente no instrumento, no quadro interativo, assinalando-se o que se tinha cumprido, o que não se tinha cumprido e o que se tinha iniciado mas não acabado, através de um código de cores. Uma bola vermelha indicava o que não se tinha cumprido, uma verde sinalizava o que se tinha cumprido e uma bola amarela apontava o que se tinha dado início mas que ainda não se tinha terminado. Quem sinalizava era o Presidente mas a avaliação procedia-se em coletivo. À medida que se ia avaliando cada item planeado, os alunos no Plano passado nos seus cadernos, iam registando também a avaliação.

Por fim, os Planos Semanais eram arquivados numa pasta do computador.

Os alunos podiam expor livremente as suas ideias e propor atividades, logo a livre- expressão dos mesmos era assegurada. Tal como sugere Pires (2003), a professora, eu e as minhas colegas de estágio (nas respetivas responsabilizações) também participávamos na planificação semanal, sendo que sugeríamos os conteúdos a trabalhar nas diversas áreas curriculares e propúnhamos atividades para trabalhar os mesmos. Com o facto de os programas serem extensos e com a linguagem demasiado científica dos mesmos, principalmente o de matemática, tornou-se difícil elaborar o Plano Semanal a partir do Plano Anual, como propõe Pires (2003), sendo importante desta forma a ajuda e as propostas da professora no momento da elaboração do Plano Semanal.

Em conjunto, com a elaboração deste Plano e do Plano Diário, comprometíamo-nos a cumprir o planeado, sendo visível a responsabilidade assumida por todos e a cooperação para se conseguir cumprir o planeado, tal como refere Grave-Resende & Soares (2002).

3.3.2.7. Plano Diário

Em cada semana, na turma onde realizei a minha PES, havia dois alunos que alternadamente se responsabilizavam pelo Plano Diário.

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Este era elaborado no início da manhã, quando o aluno responsável se dirigia para junto do quadro interativo, ouvia as propostas dos colegas e da professora e após a concordância de todos registava no mesmo as decisões tomadas. Os alunos copiavam o Plano para os seus cadernos e no final, o mesmo era guardado numa pasta do computador junto aos outros.

A avaliação deste era feita todos os dias de manhã do dia a seguir, pois o balanço que se fazia ficava mais fresco, linear. Era feito de certa forma um mini Conselho todos os dias de manhã, onde o aluno responsável, abria o documento no computador e o Plano era projetado no quadro interativo. De seguida, questionava a turma, à medida que ia lendo o instrumento, o que se tinha cumprido, o que não se tinha cumprido e o que se tinha iniciado, mas não terminado. Assim ia assinalando a cores as atividades, consoante o resultado da avaliação. Com uma bola verde sinalizava o que se tinha cumprido, com uma amarela o que se tinha dado início, mas não acabado e uma vermelha o que não se tinha realizado. Por fim, era decidido se passaria alguma atividade por cumprir para o Plano seguinte. O Plano já avaliado, era novamente guardado numa pasta do computador. Ao se elaborar o Plano Diário, tal como o Plano Semanal, a professora, eu e as minhas colegas de estágio (nas respetivas responsabilizações) também participávamos com sugestões de atividades e orientávamos os alunos na decisão da ordem dos trabalhos, sugerindo que as atividades dos conteúdos mais complexos se realizassem na parte da manhã para não estarem tão cansados no momento das mesmas. Os alunos propunham a realização de atividades como o “Ler, Mostrar e Contar”, apresentação de pesquisas, a realização do campeonato das tabuadas, etc. Negociávamos e decidíamos em cooperação quais as atividades a elaborar em cada dia. Durante a minha PES, pude constatar que desta forma se executava cooperativamente a gestão e a organização do trabalho diário e das aprendizagens, tal como refere Santana (2000) e Niza (2012) e que os alunos participavam democraticamente na elaboração deste instrumento (Grave-Resendes & Soares, 2002). Com a elaboração deste instrumento, os alunos conseguiam organizar-se, pois ficavam a contar em que altura do dia as atividades iam ocorrer, preparando os materiais necessários.

3.3.2.8. Plano Individual de Trabalho

O PIT (em Anexo) que os alunos da turma, onde decorreu a minha PES no 1º CEB, utilizavam não era semanal, mas sim quinzenal, pois a agenda escolar não permitia tempo

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suficiente para os alunos cumprirem o que planeavam numa semana. O facto de a escola ser uma Eco-Escola, também contribuiu para que assim fosse, pois poupava-se mais papel (uma folha por aluno para duas semanas).

A sua estrutura contém uma grelha a preencher pelo aluno, com uma lista das atividades intitulada de “O que penso fazer”, uma coluna intitulada de “Quanto” onde o aluno coloca a sua previsão da quantidade de trabalhos que pretende realizar no TEA13, uma outra coluna com os títulos “Com quem” e “Dias”, subdividida em pequenas colunas com os dias da semana, para que cada aluno à medida que vai realizando os trabalhos, escreva as iniciais ou abreviaturas dos nomes de quem o acompanhou nos respetivos dias em que os realizou. Esta grelha contém ainda uma área intitulada de “O que fiz”, onde o aluno à medida que vai realizando os trabalhos, vai dando baixa destes/assinalando no mesmo.

Na altura da avaliação deste instrumento, que se realizava de duas em duas semanas no TEA/apoio ao estudo, os alunos contabilizavam a quantidade de trabalhos realizados, colocando o total ao lado do quadriculado no seguimento das respetivas linhas e avaliavam as suas tarefas, o seu comportamento e o plano. Na área da avaliação, o plano contém perguntas com opções de resposta diretas, de modo a facilitar a leitura do aluno e a elaboração da autoavaliação.

As tarefas rodavam pelos alunos todas as semanas, portanto como o PIT era quinzenal, cada aluno escrevia na área correspondente, os nomes das suas tarefas.

À semelhança do PIT proposto por Niza, o PIT utilizado pela turma consta de uma área para o professor e uma outra para o Encarregado de Educação, registarem a sua opinião. Estas duas últimas áreas, segundo Santana (1998, p. 17), têm como intenção estimular as evoluções, mesmo que diminutas, de cada aluno, evidenciando os pontos positivos, impulsionando o seu trabalho nas áreas onde apresenta mais dificuldades. Neste sentido, estas duas áreas têm “também uma função reguladora.” (Santana, 1998, p. 17).

O aluno com mais dificuldades da turma, utilizava um PIT (em Anexo) diferente do utilizado pela mesma, pois as suas maiores dificuldades incidiam na área da leitura e da escrita. Este aluno ainda se encontrava no processo de aprendizagem de leitura e escrita, portanto no seu PIT constavam atividades direcionadas para esta área, no entanto

13 Na minha Prática de Ensino Supervisionada no 1º CEB, o período de tempo destinado ao Tempo de

Estudo Autónomo tanto se poderia designar assim, como Tempo de Estudo Acompanhado, pois alguns alunos trabalhavam acompanhados por colegas ou pela professora.

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também continha espaços em branco para o aluno adicionar atividades de outras áreas caso pretendesse.

A pedido dos alunos e dos próprios Encarregados de Educação, a professora cooperante elaborou um PIT (em Anexo). Contudo este PIT apresentava-se um pouco diferente na sua estrutura e conteúdo, pois continha uma grelha com sugestões de trabalhos tanto escolares, assim como atividades de lazer e de colaboração nas tarefas domésticas. Os alunos colocavam na coluna ao lado das sugestões, a quantidade de vezes que pretendiam trabalhar nas mesmas. À medida que iam realizando as atividades, assinalavam na coluna intitulada de “O que fiz” as atividades que iam produzindo. No

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