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2.2 ON-LINE SOFTWARE
2.2.8 ASSEMBLY DIRECTIVES
Este trabalho baseia-se em uma abordagem dialética, que “... por sua vez, parte da premissa de que, na natureza, tudo se relaciona, se transforma e há sempre uma contradição inerente a cada processo. Este tipo de método é utilizado para conhecer determinado processo ou objeto, em que o pesquisador precisa estudá-lo em todos os seus aspectos, relações e conexões, sem tratar o conhecimento como algo rígido, já que tudo no mundo está sempre em constante mudança” (DIAS; FERNANDES, 2000).
Inicialmente, foi realizada a pesquisa bibliográfica para obter um amparo teórico a partir de autores e trabalhos que explicassem as transformações e percalços que a pesquisa propõe.
A presente pesquisa utilizou-se de seguintes técnicas:
- Observação Direta: quando o observador está fisicamente presente e monitora pessoalmente o que ocorre. É uma abordagem flexível, o que permite ao observador participar e reagir aos fatos à medida que eles ocorram. Sua análise está centrada na análise visual, ou seja, no campo.
- Observação Indireta: através dos registros por meios mecânicos, eletrônicos e fotográficos. Utilização de fotografias e gravações de entrevistas.
- Entrevistas Abertas: maximizam o ponto de vista do entrevistado com pouca influência do pesquisador. Com elas o pesquisador obtém o maior número de informações possíveis, pois o entrevistado coloca sua visão sobre determinado tema, além de obter maior detalhamento do assunto em questão. São muito utilizadas para compreender as especificidades de diferentes grupos e questões (MINAYO, 2004).
A pesquisa volta-se para o olhar das lideranças locais sobre o papel das políticas públicas ambientais sobre as áreas de RESEX marinhas na Bahia, por compreender que a demanda de seus usuários pode a vir contribuir para uma melhor execução das políticas públicas para estas unidades, assim como para uma melhor gestão e planejamento das RESEX marinhas.
As entrevistas foram centradas em um grupo específico de lideranças locais, ou seja, representantes de cada localidade pesquisada, uma vez que cada liderança é escolhida por meio de votação em assembleia geral do conselho deliberativo. A votação para o novo representante de cada comunidade é feito de forma democrática através do voto popular. Quanto ao perfil das lideranças, muitos são pescadores artesanais, filhos de pescadores ou cônjugues de mulheres pescadoras e marisqueiras. O objetivo do trabalho foi obter uma visão de planejamento e gestão destas áreas pesquisadas a partir dos seus representantes locais, uma vez que os mesmos possuem um grau de envolvimento maior com a questão política e social da RESEX pesquisada.
As entrevistas seguiram um roteiro básico de modo que o mesmo norteasse as perguntas do pesquisador; entretanto o pesquisador manteve-se livre para muitas vezes sair do roteiro e fazer diferentes perguntas que atendessem suas inquietações quanto ao objeto de estudo.
Abaixo segue o roteiro de entrevistas aplicadas as lideranças locais pesquisadas. Contudo, optou-se por resguardar a integridade pessoal do entrevistado e localidade em que cada um representa, uma vez que área apresenta um contexto social tenso e frágil.
Roteiro de Entrevista os Agentes Sociais Locais Públicos (prefeitos, secretários de meio ambiente e planejamento e os técnicos do Instituto Chico Mendes, ICMBIO) e privados (empresas e pescadores artesanais).
1. O que é uma unidade conservação de uso sustentável? 2. O que é uma reserva extrativista marinha?
3. Quem são os usuários e beneficiários da reserva extrativista marinha de Corumbau?
4. Qual o limite da reserva extrativista marinha de Corumbau? Onde começa e onde termina a RESEX?
5. Qual sua relação com a reserva extrativista marinha de Corumbau? 6. O que poderia melhorar para que a RESEX funcione melhor?
7. Existe alguma articulação entre os usuários das RESEX do Estado da Bahia? Se existe, como é feita esta articulação?
8. Em que medida o Estado pode contribuir para criação das RESEX no Estado da Bahia?
9. Quais são os projetos e estudos executados para a reserva extrativista marinha de Corumbau?
10. Quais são as políticas ambientais voltadas para as áreas de RESEX marinha no Estado da Bahia? E para a RESEX de Corumbau?
11. O que pode ser feito para melhorar a gestão das RESEX do Estado da Bahia? 12. Como é a relação entre os diferentes usuários da RESEX?
Para a pesquisa de campo, foram visitados os municípios de Prado e Itamaruju, os distritos de Cumuruxatiba, Ponta do Corumbau e Caraíva mais as
aldeias do Bugigão e Barra Velha. Foram entrevistados 8 lideranças: 2 em Cumuruxatiba, 1 em Ponta do Corumbau, 1 em Caraíva, 1 no Bugigão, 1 em Barra Velha e 1 do Veleiro. A entrevista com a liderança do Veleiro foi realizada em Salvador, uma vez que o entrevistado encontrava-se no município soteropolitano participando de um curso de capacitação. Por motivos pessoais a entrevista com a liderança da Associação Mãe não foi realizada, uma vez que a mesma encontrava- se no município de Teixeira de Freitas. O mesmo aconteceu com a liderança de Imbassuaba, uma vez que a mesma encontrava-se com problemas de saúde e por causa de seus tratamentos médicos, feitos em Porto Seguro, não foi possível encontrá-lo durante o campo.
Na próxima página, veremos o mapa de localização da Reserva Extrativista Marinha de Corumbau. A exposição da figura 1 tem como objetivo ilustrar e localizar a área pesquisada, de mo que o leitor visualize a dimensão e estrutura da área reserva. Além disso, o mapa vai nos ajudar a compreender a questão fundiária na área, uma vez que se trata de uma RESEX restritamente marinha. Contudo, esta discussão será abordada nos capítulos posteriores.
Figura 1: Mapa de Localização da Reserva extrativista marinha de Corumbau.
Fonte: Base Cartográfica MMA, Unidades de Conservação, 2010; IBGE: Limites Municipais, 2010. Elaboração: Soraia Monteiro Afonso, 2011.
1.2 UMA PERSPECTIVA DO ESPAÇO NA GEOGRAFIA: UMA REVISÃO